Campo Maior na “linha da frente” com formação dedicada à inteligência artificial e governação inteligente

O Centro Cultural de Campo Maior recebeu, na manhã desta terça-feira, 19 de maio, o Programa de Capacitação Profissional ENTI: “Territórios Inteligentes: da Eficiência Operacional à Governação Inteligente”, uma iniciativa integrada no projeto AI4PA – Artificial Intelligence & Data Science, promovida pela NOVA IMS em parceria com o Município de Campo Maior.

A sessão teve como principal objetivo reforçar competências digitais junto de entidades da Administração Pública, PME e startups, através de debates e apresentações centradas na inteligência artificial, ciência de dados e governação inteligente.

Em declarações à Rádio ELVAS,  o presidente da Câmara de Campo Maior, Luís Rosinha, destacou a importância da iniciativa para o concelho, considerando que representa “mais um passo” na afirmação de Campo Maior enquanto território preparado para os desafios tecnológicos do futuro.

O autarca sublinhou ainda que a aposta na inteligência artificial e na ciência dos dados poderá contribuir para melhorar os serviços públicos e a resposta dada aos munícipes. “Campo Maior continua praticamente todos os meses a ter atividade relacionada com a inteligência artificial”, referiu, acrescentando que o objetivo passa por continuar a dinamizar o Centro de Inteligência Competitiva.

Também presente na sessão, o diretor da NOVA IMS, Miguel de Castro Neto, explicou que a iniciativa surge numa altura em que Portugal está a implementar a Estratégia Nacional dos Territórios Inteligentes, apoiada pelo PRR. Segundo o responsável, “dos 308 municípios, 297 candidataram-se a financiamento para investirem em plataformas de gestão urbana”, o que demonstra a relevância crescente da transformação digital na gestão dos territórios.

Miguel de Castro Neto defendeu ainda que o grande desafio passa agora por saber utilizar os dados e as capacidades analíticas emergentes para apoiar melhores decisões políticas, gerir recursos de forma mais eficiente e responder às exigências da emergência climática.

Durante a sessão foram apresentados exemplos de boas práticas, com Miguel de Castro Neto a sublinhar o potencial do Centro de Inteligência Competitiva de Campo Maior para se vir a afirmar como um polo agregador de talento e inovação na região do Alentejo.

Por sua vez, o presidente da CCDR Alentejo, Ricardo Pinheiro, mostrou-se satisfeito com a evolução do Centro de Inteligência Competititva, considerando que o projeto “está a ganhar uma dimensão de utilidade ao território”.

Ricardo Pinheiro destacou ainda a ambição do Alentejo em competir “com as melhores regiões à escala nacional e internacional”, defendendo que a inteligência artificial e a ciência de dados serão fundamentais para acrescentar valor em áreas como o turismo, a investigação científica e o acesso a fundos comunitários.

“O território Alentejo assume-se cada vez mais nestas matérias”, afirmou o presidente da CCDR, sublinhando que a região deve continuar a apostar “em ambição, ambição e mais ambição” para acompanhar os territórios de referência a nível mundial.

A sessão de abertura, para além das participações de Luís Rosinha e de Ricardo Pinheiro, contou ainda com a de Manuel Dias, diretor de Sistemas e Tecnologias de Informação da Administração Pública e presidente da ARTE.

“Territórios Inteligentes: da Eficiência Operacional à Governação Inteligente” foi mote para a primeira sessão desta conferência, conduzida por Miguel de Castro Neto. Seguiu-se uma mesa redonda, dedicada ao tema “Governação Inteligente: do Plano à Ação”, com os primeiros secretários das Comunidades Intermunicipais do Alto Alentejo, Baixo Alentejo, Alentejo Central e Alentejo Litoral.

Do evento fizeram ainda parte diferentes sessões de live training: “Mobilidade: onde estão os ‘pontos negros’ no meu concelho?”; “Como criar, com documentos selecionados, um chatbot interno para o meu serviço”; e “Licenciamento urbanístico em BIM como ponto de partida para Gémeos Digitais”.

Nova centralidade da Freguesia de Arcos inaugurada com forte aposta na eficiência hídrica e no futuro logístico da região

A freguesia de Arcos, no concelho de Estremoz, assinalou um marco fundamental no seu desenvolvimento urbano com a inauguração da obra de requalificação do Largo 1.º de Maio, num evento que reuniu a população e diversas entidades regionais na tarde de quinta-feira, 14 de maio.

A intervenção, que representou um investimento próximo de um milhão de euros, transformou a face visível do coração da localidade, mas o seu impacto mais profundo reside no que não está à vista: a renovação integral das redes de abastecimento de água.

Manuel Maria Broa, presidente da Junta de Freguesia de Arcos, recordou que esta era uma obra reivindicada há cerca de 15 anos e que o projeto final foi fruto de um processo democrático e participativo. O autarca explicou que “havia um projeto inicial que teve depois pouca aceitação pelo fregueses, que tinha ali um ponto de água no meio e que tirava alguma dignidade ao espaço central, que é o “Rossio”, um espaço emblemático para a nossa freguesia. No entanto, fomos remodelando o projeto com o grande apoio do município e hoje em dia somos umas pessoas felizes, temos este espaço muito bem requalificado”. Com o investimento a rondar um milhão de euros, o presidente da junta reiterou que a prioridade foi garantir condições de vida dignas a quem ali reside, afirmando que “o importante também aqui não foi só o que está à vista, à superfície, é também aquilo que se fez por infraestrutura no fundo, portanto, das condutas de água e de ramais de água que deram alguma condição de vida a quem cá vive”.

O Presidente da Câmara Municipal de Estremoz, José Daniel Sadio, reforçou a importância deste espaço como local de memória e encontros, destacando o trabalho estrutural realizado para substituir as antigas condutas. O autarca explicou que se trata de “uma obra que tem a ver com a reconstrução urbana e com a requalificação do espaço central, este largo, que é um espaço de encontros, espaço de memória, espaço de dinâmicas também culturais, mas também muito importante naquilo que não se vê, isto é, porque por baixo de todo esse alcatrão novo que temos aqui em várias artérias, houve um trabalho tremendo para trocar tudo o que tinha a ver com antigas condutas de água, onde havia perdas de água sistematicamente”. José Daniel Sadio aproveitou a ocasião para revelar que a dinâmica económica da freguesia “está em expansão, com a primeira fase da zona industrial quase esgotada”, e anunciou que o município já trabalha num projeto para um loteamento com “mais de 30 ou 40 moradias num terreno próximo à igreja, visando dar resposta à procura crescente e garantir que Arcos seja sustentável (com a criação de emprego da zona industrial) e capaz de dignificar eventos como o “Arcos Jovem”.

Ricardo Pinheiro, Presidente da CCDR Alentejo, sublinhou que, num cenário de escassez hídrica, a melhoria da eficiência das redes de distribuição em baixa é um passo crucial, referindo que “muitas vezes quando recebemos orientações para cortar, por exemplo, verbas do programa regional na regeneração urbana, estas coisas às vezes não são percebidas, estas obras têm um impacto absolutamente enorme naquilo que é, por exemplo, a renovação da rede de água”. O dirigente destacou ainda o potencial de Arcos como um polo logístico estratégico devido à proximidade com a A6 e a Nacional 4, defendendo que o Alentejo deve aproveitar o futuro Corredor Internacional do Sul para criar postos de trabalho e fixar os jovens, afirmando que “ficaria muito satisfeito que no próximo quadro financeiro plurianual, a União Europeia reconhecesse que esta zona do Alentejo tivesse a possibilidade de ter um investimento territorial integrado dedicado exclusivamente àquilo que são os investidores e à criação de postos de trabalho na área da logística”.

A cerimónia, que incluiu o descerramento de uma placa e um lanche convívio, simbolizou o início de uma nova fase para a Freguesia de Arcos, que se afirma agora como uma freguesia capaz de aliar a sua identidade rural a uma visão ambiciosa de desenvolvimento industrial e social no coração do Alentejo, sendo um “exemplo para o Alentejo”.

Ervas e Companhia na Orada onde o Valor do Mundo Rural chama pelo próximo Quadro Comunitário de Apoio

O evento, que decorre na freguesia de Orada, concelho de Borba, destaca-se como um exemplo de resistência cultural e de “auto-invenção” dos territórios rurais perante os desafios da coesão europeia.

A freguesia de Orada transformou-se, este fim de semana, na capital das ervas aromáticas, da gastronomia tradicional e das memórias do trabalho de campo. A “Feira das Ervas e Companhia”, organizada pela Casa da Cultura em parceria com a Câmara Municipal de Borba e a Junta de Freguesia, assumiu-se nesta edição como um palco de afirmação das tradições locais e uma plataforma de reflexão sobre o futuro dos apoios comunitários.

O Desafio da Coesão e os Fundos Europeus

Ricardo Pinheiro

Presente na iniciativa, o presidente da CCDR Alentejo, Ricardo Pinheiro, sublinhou o papel crucial de eventos desta natureza na estratégia de desenvolvimento regional. “A coesão tem sido um desafio enorme na utilização de fundos comunitários. O próximo quadro de apoio vai ter regras diferentes e é extraordinariamente importante que projetos que dinamizem os territórios continuem a incentivar as mulheres e os homens a fixar-se e a manter o seu modelo de vida em territórios rurais”, afirmou o responsável.

Ricardo Pinheiro destacou ainda a necessidade de a Comissão Europeia reconhecer a resiliência das populações locais: “É fundamental que a Europa perceba a forma como os territórios se auto-inventam. A questão das ervas aromáticas, a produção do mel e toda a dimensão da cozinha associada à produção local são formas de criação de valor que já apresentam resultados importantes em boas práticas a nível europeu”.

Orada: O “Ex-Libris” da Tradição de Borba

Pedro Esteves

Para o presidente da Câmara Municipal de Borba, Pedro Esteves, o evento é um tributo à identidade da freguesia. “O que se pretende é mostrar à Orada aquilo que na Orada se faz muito bem: manter as tradições. Não temos pretensões de ser uma grande festa, mas queremos ser uma belíssima festa onde todos se sintam bem a provar os comeres tradicionais feitos com todo o tipo de ervas”, explicou o autarca.

Pedro Esteves enalteceu o papel da Casa da Cultura da Orada, que assumiu este ano a liderança da organização: “A Casa da Cultura faz um trabalho de preservação das tradições e dos cantos de trabalho, que eram a forma como as pessoas se organizavam no campo. É um património que a Orada e o concelho de Borba não podem perder”.

Ervas e Companhia é um evento estruturante da freguesia

João Leitão

Para o autarca João Leitão, presidente da Junta da Orada reconhece que “a Feira já vai sendo um evento estruturante na freguesia. É importante para alguns dos produtores que precisa escoar os produtos. O uso das plantas aromática era feito sobretudo nas sopas. O sustento da alimentação dos trabalhadores rurais. Hoje em dia faz se muito a procura das plantas aromática sobretudo para substituir o sal”. João Leitão destaca ainda “a prova das sopas como o momento alto da Feira, cada pessoa faz a sua sopa e depois todos podemos provar”.

Ervas como Sobrevivência e Património

Ricardo Pinheiro e Paulo Laranjo

Paulo Laranjo, da Casa da Cultura, recordou a origem histórica deste evento, focado nas plantas alimentares e medicinais. “Antigamente, estas plantas serviram de sobrevivência para o dia a dia. As pessoas iam para o campo, apanhavam o que a natureza dava e confecionavam em casa. O nosso intuito é valorizar esse potencial e dar vida a essa grandeza”, referiu.

Apesar da ameaça de chuva, que obrigou à instalação de uma tenda no adro da igreja para aproximar o certame do centro da freguesia, o otimismo mantém-se para o ponto alto do programa. “Um dos momentos mais esperados é o passeio pedestre para a descoberta e identificação das plantas no seu habitat natural. Esperamos que o tempo permita, pois é fundamental para que as pessoas conheçam esta riqueza”, concluiu Paulo Laranjo.

A feira conta com momentos de degustação, música tradicional e a presença dos emblemáticos “Bonecos da Orada”, celebrando um modo de vida que procura agora novas oportunidades no próximo ciclo de financiamento europeu.

Aqueduto da Amoreira inspira livro criado por crianças de Elvas e lançado pela Cruz Vermelha

“Diário da Nossa História”: assim se chama a obra que resulta de um trabalho desenvolvido em diferentes escolas de 1º ciclo do concelho de Elvas, ao longo deste ano letivo, através do programa CLDS (Contrato Local de Desenvolvimento Social) 5G, e lançado na manhã desta sexta-feira, 8 de maio, em Dia Mundial da Cruz Vermelha.

A obra foi apresentada nas instalações do Centro Humanitário de Elvas da Cruz Vermelha Portuguesa, entidade promotora do CLDS, na presença dos seus pequenos autores, do vice-presidente da Câmara Municipal de Elvas, Nuno Mocinha, mas também dos diferentes parceiros do projeto.

Em “Diário da Nossa História” cruzam-se temas como o empreendedorismo, a inovação e a criatividade com a própria história de Elvas, com especial destaque para o Aqueduto da Amoreira.

“Este foi um desafio que lançámos aos agrupamentos de escolas e que foi muito bem respondido por parte dos miúdos e de todo o corpo docente”, começa por dizer Isabel Mascarenhas, diretora do Centro Humanitário de Elvas da Cruz Vermelha, que adianta que, ultrapassados os receios iniciais, que “fazem parte do processo de inovação e de empreendedorismo”, para além do Aqueduto da Amoreira, a história criada acabou por também se focar na “tradição gastronómica e na tradição cultural e musical da ronca”. “Foi toda uma descoberta que foi feita em conjunto durante a elaboração deste livro”, assegura a responsável.

O “grande herói” desta história é Francisco de Arruda, o arquiteto responsável pela construção do Aqueduto da Amoreira: “é o herói que damos a conhecer, é o herói que relembramos como sendo uma pessoa muito importante para a história de Elvas, para as pessoas de Elvas e que teve uma importância imensa no seu tempo”.

Partindo do exemplo de Francisco de Arruda, Isabel Mascarenhas explica que, com este projeto, a equipa do CLDS quis deixar bem claro aos mais novos que “os super-heróis não estão só nos filmes”. “Todos nós somos super-heróis se dentro de nós tivermos criatividade e inovação”, adianta a responsável, que recorda o arquiteto como alguém que, com “criatividade, de forma empreendedora e sem medos”, conseguiu ultrapassar o desafio que lhe foi lançado pelo rei para a construção do aqueduto.

Já o vice-presidente da Câmara de Elvas, Nuno Mocinha, que dá os parabéns a todos os envolvidos neste projeto e à Cruz Vermelha neste seu dia de celebração, começa por destacar o “difícil trabalho” que a equipa do CLDS teve na produção desta obra, mas que acabou por resultar num “excelente livro”.

O autarca, que considera que esta foi uma “forma engraçada” de as crianças aprenderem a sua história ao mesmo tempo que tiveram oportunidade de se debruçar sobre alguns conceitos de empreendedorismo, destaca ainda a mensagem do livro: “se não desistirmos iremos sempre atingir aquilo que são os nossos objetivos”.

A obra, escrita e ilustrada por alunos do quarto ano dos Agrupamentos de Santa Luzia e Adelaide Cabette e da escola de Vila Boim, foi editada pela . “Diário da Nossa História” tem um custo de dez euros e pode ser adquirido nas instalações do Centro Humanitário de Elvas da Cruz Vermelha.

Nesta sesso de apresentação da obra, que é acompanhada também por uma música original, vários alunos tiveram oportunidade de ler alguns excertos do livro, enquanto dois professores foram convidados a dar o seu testemunho relativamente ao seu processo de produção.

A obra, escrita e ilustrada por alunos de quarto ano dos Agrupamentos de Santa Luzia e Adelaide Cabette e da escola de Vila Boim, foi editada pela Betweien. “Diário da Nossa História” em um custo de dez euros e pode ser adquirido nas instalações do Centro Humanitário de Elvas da Cruz Vermelha.

Campo Maior volta a apostar na promoção da leitura com nova edição da Feira do Livro no Centro Comunitário

Campo Maior volta a apostar na promoção da leitura com a realização de mais uma edição da Feira do Livro. O evento, que abriu portas na manhã desta quarta-feira, 6 de maio, no Centro Comunitário da vila, reúne um conjunto variado de iniciativas dirigidas a diferentes públicos, a par de um sem-fim de obras literárias disponíveis para aquisição.

O momento da abertura do evento contou com uma breve apresentação teatral de avós e netas, dedicada à importância da leitura. Seguiu-se a Equipa de Intervenção Precoce da APPACDM de Elvas que, durante toda a manhã, esteve a dar a conhecer às crianças do ensino pré-escolar de Campo Maior, através de uma leitura encenada, a história de “A Fantabulástica Família da Alice Barbuda”.

Convidando todos a visitarem esta Feira do Livro, Paula Jangita, vereadora na Câmara de Campo Maior, dá conta de algumas das atividades que serão promovidas no decorrer do evento: “vamos ter várias atividades para as crianças do pré-escolar e do primeiro ciclo, vários convidados e vamos ter um workshop com a Delta Cafés”.

Depois de, em edições passadas, o evento se ter realizado em locais como os jardins do Palácio Visconde d’Olivã e o Museu Aberto, a autarquia decidiu levá-lo para o Centro Comunitário. “Pensámos em mudar porque o Centro Comunitário está aqui num ponto mais central de Campo Maior e penso que também faz todo o sentido. Nós também utilizámos espaços diferentes, uma vez que o Centro Comunitário também tem aqui uma componente muito interessante do ponto de vista do trabalho que nós temos com crianças e com idosos. É um espaço muito apelativo também para este tipo de atividades”, justifica a vereadora.

Com a apresentação da sua obra às crianças, a Equipa de Intervenção Precoce da APPACDM de Elvas procurou, de uma forma muito didática, convidar à reflexão dos mais novos sobre o uso excessivo das tecnologias e a importância das relações humanas. De acordo com Sandra Sousa, membro da equipa, “A Fantabulástica Família da Alice Barbuda”, que tem vindo a ser apresentada nas escolas, é uma história “bastante atual, que aborda o tema das tecnologias e o tempo que às vezes perdemos com elas”. “Ao mesmo tempo tem aqui um grande ensinamento, porque nós o que queremos transmitir é que não devemos deixar as tecnologias de lado totalmente, mas podemos fazer muitas outras coisas com elas e elas também nos são úteis”, acrescenta.

A Feira do Livro de Campo Maior está aberta ao público, até sábado, entre as 10 e as 19 horas, estando encerrada entre as 13 e as 15 horas.

Conheça toda a programação do evento para os próximos dias:

07 Maio

Encontro Intergeracional com a ilustradora Joana Gancho e o livro “Os avós”, de António Pereira.

10:00H – 1º ciclo + público sénior

11:15H – 2º ciclo + público sénior

17:00H – Workshop de Café | O Expresso Perfeito – Centro de Ciência do Café

18:00H – Animação Musical – Público Geral

19:00H – Encerramento da Feira

08 Maio

Encontro com Sérgio Godinho e o Livro “Olivença com ç”

10:00H – 7º ano

11:00H – 8º ano

12:00H – 9º ano

15:00 H – Encontro com Maria do Céu Pires e o livro “Sobre a alegria – Carta aos meus netos”

16:00H – Workshop de Café | O Expresso Perfeito – Centro de Ciência do Café

21:00 H – Serão de Contos com Rodolfo Castro

09 Maio

Feira do Livro

Campo Maior foi a “capital” da dança contemporânea ao longo do fim de semana

O Município de Campo Maior e a Axpress-Arte voltaram a juntar-se para, durante os últimos três dias, promover mais uma edição do Festival Internacional “Pés no Chão”, que contou com a participação de mais de duas dezenas de bailarinos vindos de todo o mundo.

O primeiro dia do festival, no dia 1 de maio, começou no Jardim Municipal com três coreografias que levaram a dança até ao público num exemplo da essência deste projeto, que tem como objetivo aproximar este tipo de arte das pessoas. Já durante a tarde, o Centro Cultural foi palco de mais quatro momentos em que a dança contemporânea esteve em destaque.

O segundo dia, sábado, 2 de maio, começou no espaço.arte, de onde seguiu para o Jardim Municipal, com três momentos de dança que não deixou ninguém indiferente, tanto pela beleza das coreografias, como pelas mensagens transmitidas. Por fim, ao final da tarde, o Centro Cultural foi palco de mais dois espetáculos.

O festival chegou ontem, dia 3, ao fim, com dois espetáculos que decorreram no Centro Cultural e fecharam da melhor forma este evento que já é um dos pontos altos da agenda cultural do concelho.

Mesa Ibérica: Campo Maior torna-se a capital da gastronomia luso-espanhola este fim de semana

A Quinta dos Pavões, em Campo Maior, abriu as portas esta sexta-feira para a primeira edição do “Mesa Ibérica – Chefs Gastro Fest”. O evento, que decorre até ao próximo domingo, 3 de maio, promete ser um marco na promoção dos sabores da raia, reunindo oito chefs de renome e mais de 30 propostas gastronómicas de Portugal e Espanha.

O certame nasceu de uma visão de Vítor Canhão, proprietário do espaço e organizador do evento, que quis transformar a paixão pela cozinha alentejana num festival de partilha cultural. Com a fronteira como pano de fundo, o festival destaca iguarias como o presunto Pata Negra, as sopas de cação e o ensopado de borrego.

“Boa comida e uma boa guitarra”

Segundo Vítor Canhão, a génese do projeto foi a amizade e a tradição. “Como tenho a estrutura, tenho o conhecimento e tenho uma grande paixão pela gastronomia do Alentejo, pensei em fazer um festival gastronómico, em que se juntasse boa comida, uma boa mesa e uma boa guitarra para desfrutarmos”, explica o mentor.

A expectativa de público é elevada, com a organização a apontar para cerca de 500 visitantes diários. “Vamos ter muita comida, muita bebida, muito sol e boa temperatura para nos visitarem. O objetivo é juntar à mesma mesa portugueses e espanhóis, uma boa gastronomia, uma boa música e desfrutarem de um fim de semana com este sol maravilhoso do Alentejo”, sublinha Vítor Canhão.

O apoio de João Manuel Nabeiro

A inauguração oficial contou com a presença de João Manuel Nabeiro e sua esposa, Amélia Nabeiro, convidados de honra do evento. O empresário destacou o esforço dos organizadores em criar um novo polo de atração para a região.

“Acredito que é das primeiras vezes que [Campo Maior] tem este evento em ação. Além de dar os parabéns, também um desejo que se multiplique por muitos e bons anos este mesmo evento para um casal de trabalhadores que têm trabalhado afincadamente para ter sucesso”, afirmou João Manuel Nabeiro, referindo-se a Vítor e Beatriz Canhão. O empresário reforçou ainda a importância da continuidade: “Saber que tudo tem que continuar, tudo tem que efetivamente ter um princípio e que tenha sempre longevidade”.

Tradição e inovação: A “Deltaireta”

Um dos momentos de maior curiosidade na abertura foi a apresentação da Deltaireta, um novo instrumento musical que homenageia as tradições de Campo Maior. Vítor Canhão explicou que este foi “um sonho que tivemos de noite e que foi tornado realidade. É um novo instrumento, é um instrumento da terra e com símbolo da terra”. O instrumento foi oferecido a Amélia Nabeiro como símbolo da ligação umbilical da família Nabeiro às festas populares da vila.

Informações Úteis

O “Mesa Ibérica – Chefs Gastro Fest” funciona entre as 12h00 e as 22h00. O programa inclui animação musical com as Saias de Campo Maior, as Roncas de Elvas e as Pedrinhas de Arronches.

  • Bilhetes: 40€ (compra antecipada online) ou 45€ (na bilheteira local).
  • Famílias: Crianças até aos 12 anos têm entrada gratuita.
  • Estacionamento: Disponível no local para todos os visitantes.

Ovibeja 2026 já abriu portas (c/fotos)

A 42ª Ovibeja abre portas esta quarta-feira, dia 29 de abril, com sessão de abertura programada para as 10h30, pelo Ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes e Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho.

O primeiro dia da feira é de entrada gratuita até às 20h00, com base numa parceria entre a organização e a Câmara Municipal de Beja.

Além de muitos outros motivos de visita à grande feira do sul, a primeira Ovinoite vai ser preenchida pela atuação de Vizinhos, seguindo-se o DJ João Melgueira.

Com “espaço para crescer”, FIAPE volta a afirmar-se como uma das grandes montras do Alentejo

Com grande destaque para a agropecuária, o artesanato e os espetáculos musicais, a 38ª edição FIAPE (Feira Internacional de Agropecuária de Estremoz), a decorrer no Parque de Feiras e Exposições de Estremoz até domingo, 3 de maio, abriu as suas portas na manhã desta quarta-feira, 29 de abril.

No evento, que se realiza em simultâneo com a 42ª Feira de Artesanato de Estremoz, participam cerca de cinco centenas de expositores, não só das áreas da agropecuária e do artesanato, mas também da restauração, produtos regionais, indústria, comércio, maquinaria agrícola e setor automóvel. Ainda assim, de acordo com o presidente da Câmara de Estremoz, José Daniel Sádio, o evento tem ainda “espaço para crescer”. “Este é um certame de excelência em termos de agropecuária, e de artesanato é, seguramente, uma das melhores feiras do país”, assegura.

“Se olharmos para a essência da sua génese, na primeira edição, aquilo que era o desafio que se colocava naquele contexto, seguramente, era o mesmo: o de criar oportunidade de comércio, de negócio e promover o setor da agropecuária e o artesanato. Hoje, temos um grande desafio, porque sentimos que a feira ganhou dimensão, espaço mediático”, acrescenta José Daniel Sádio.

Por outro lado, o autarca destaca a presença vincada do Governo no evento, já que, a par do secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, Silvino Regalado, presente no momento de inauguração do certame, também o primeiro-ministro, Luís Montenegro, e o ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, vão estar hoje na FIAPE.

“Naturalmente que a presença do Governo para nós é muito prestigiante, é um grande orgulho, é importante e isso prova que estamos no caminho correto: temos visibilidade e o Governo sente também essa vontade de vir cá reconhecer esse trabalho”, dizia José Daniel Sádio aos jornalistas.

Dizendo ainda que os números “não enganam”, o autarca garante que toda a economia local sai a ganhar com a FIAPE. “São cinco dias em que virão milhares e milhares de pessoas a Estremoz, não só ao certame, mas também a todo o concelho, em que vão estar cá, vão consumir em Estremoz, vão levar daqui boas energias e voltarão. O crescimento do turismo é evidente, o crescimento em termos de atividade económica é evidente. Ainda assim, não estamos felizes, estamos contentes com o que estamos a fazer e orgulhosos, mas há espaço para mais”, remata.

Para o secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, que enaltece a importância que o Governo está a dar à FIAPE este ano, eventos como este ajudam a trazer pessoas para o território. “O Governo está muito empenhado em ajudar estes territórios a tratar dos problemas do interior, em estagnar aquilo que é uma fuga de pessoas destes territórios para territórios mais do litoral, e isso só se pode fazer de uma forma que, na verdade, é muito simples, mas muito complexa. E a forma é, para já, manter os mais jovens em Portugal e, depois, estimar os que já fazem destes territórios tão únicos e tão valiosos”, começa por dizer o governante.

Por outro lado, e através de apoios aos municípios, Silvino Regalado defende a necessidade de políticas para a atração de pessoas para o interior do país: “ajuda aos municípios na construção de habitação, ajuda aos municípios na construção de zonas de acolhimento empresarial, que possam acolher empresas dos vários setores de atividade nestes territórios, e aqui em Estremoz em particular, com uma ajuda muito grande ao setor primário e ao turismo, valorizando aquilo que são, por exemplo, os Bonecos de Estremoz, como uma das grandes mais-valias que são Património da Humanidade”.

Citando a banda Vizinho, dizendo que “se Lisboa é grande, o Alentejo é maior”, Silvino Regalado não tem dúvidas de que a região tem “muita capacidade”, que pode e deve ser explorada.

Na sessão de inauguração do evento, para além de José Daniel Sádio e Silvino Regalado, participaram ainda o presidente da CCDR Alentejo, Ricardo Pinheiro, o presidente da Assembleia Municipal de Estremoz, Ricardo Catarino, e o presidente da ACORE, Manuel Ramalho.

A visita de Luís Montenegro ao certame está hoje prevista para as 19h30. Do programa de animação do evento, o destaque, nesta primeira noite, vai para o concerto de Plutónio.