Um veículo pesado de mercadorias, que seguia com uma carga de mais de 25 mil litros de vinhos, despistou-se e capotou, ao final da manhã desta segunda-feira, 13 de abril, na Estrada Nacional 373, entre Elvas e Campo Maior.
De acordo com fonte do Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Alto Alentejo, do acidente não resultou qualquer ferido, sendo que o condutor do camião, um homem com cerca de 55 anos, terá apenas sido assistido no local.
O alerta para a ocorrência foi dado às 11h44. Para o local foram mobilizados 12 operacionais, entre Bombeiros, INEM e GNR, apoiados por cinco viaturas.
Elvas recebe este fim-de-semana uma recriação histórica dedicada ao Conde de Schaumburg-Lippe, figura determinante na modernização das defesas da cidade. A iniciativa teve início este sábado, 11 de abril, com uma cerimónia na Praça da República e uma receção oficial no Salão Nobre dos Paços do Concelho.
O evento conta com a participação do regimento alemão Graf Wilhelm der Weckbatterie, que traz figurantes trajados a rigor, e de uma comitiva oficial de Bückeburg, cidade alemã geminada com Elvas desde 2024 e terra natal do Conde que projetou o icónico Forte da Graça.
A programação prossegue amanhã domingo, dia 12, com um segundo momento alto agendado para as 11h30 no Forte da Graça, monumento que o Conde de Lippe começou a edificar em 1763. Através da recriação de episódios militares e ambientes da época, o público é convidado a mergulhar no legado estratégico de Elvas e a compreender a importância do Conde na proteção do reino português. A presença de entidades como o presidente de Bückeburg, Axel Wohlgemuth, reforça os laços de cooperação e amizade entre as duas localidades, celebrando uma história comum que moldou o património mundial da cidade.
Elvas celebrou, na manhã desta sexta-feira, 10 de abril, o Dia do Combatente, quando passam 108 anos sobre a Batalha de La Lys, com a habitual cerimónia no monumento aos Combatentes, junto às Portas de São Vicente, promovida pelo Núcleo local da Liga dos Combatentes.
Na cerimónia, que contou com a tradicional deposição de flores no monumento, e em que estiveram representadas as mais diversas entidades militares e civis, prestou-se homenagem a todos quantos perderam a vida nesse episódio bélico da I Guerra Mundial.
A cerimónia terminou com a atribuição de condecorações e testemunhos de apreço aos sócios mais antigos do núcleo de Elvas, a que se seguiu um almoço-convívio.
No final da cerimónia, em declarações à Rádio ELVAS, o presidente da comissão administrativa do Núcleo de Elvas da Liga dos Combatentes, o sargento-mor José Miguêns, recordava a Batalha de La Lys como um conflito “bastante marcante”. “Não se pode considerar que a Batalha de La Lys, na Primeira Guerra Mundial de 1918, tenha deixado boas recordações, porque foi uma batalha em que houve, por assim dizer, muitos mortos do lado português. Apesar de nós não estarmos suficientemente preparados, nem equipados, sobressaiu naquelas trincheiras, naquelas condições bastante ingratas, a coragem do soldado português. Portanto, não é uma batalha que se possa dizer que se tenha que recordar pelos melhores motivos”, acrescenta.
Já o presidente da Câmara Municipal de Elvas, Rondão Almeida, começou por agradecer ao Núcleo da Liga dos Combatentes o facto de nunca deixar, ano após ano, de prestar esta homenagem àqueles que deram a vida pela pátria contra “os alemães que, na altura, precisavam de um império maior que aquele que já tinham”.
A par das entidades, que já são presença assídua nesta cerimónia, destacou-se, desta feita, a participação dos núcleos de Portalegre e Estremoz da Liga dos Combatentes.
Em Campo Maior cumpre-se, mais um ano, a tradição da romaria em honra de Nossa Senhora da Enxara, onde o convívio é a palavra de ordem. Grupos de família e amigos voltaram a montar verdadeiras segundas casas no campo para ali, até segunda-feira, dia 6 de abril, desfrutarem de momentos de diversão em plena harmonia com a natureza.
No caso do grupo de Ricardo Rosinha, que desde sempre se lembra de rumar ao campo por esta altura do ano, o importante foi instalar uma “tenda grande”, para que todos se possam resguardar do calor do dia e do frio da noite. “Brincamos com os miúdos, estamos ao lume, conversamos, jogamos às cartas”, revela ainda este campomaiorense, quando questionado sobre de que forma se passam os dias junto à Ermida de Nossa Senhora da Enxara.
Já Jéssica Guerrinha, que embora seja natural de Elvas, ruma à Enxara há já cerca de quatro anos, depois de se ter casado com um campomaiorense. Para Jéssica, estes são dias “incríveis”, uma vez que permitem que se “desconecte” um pouco daquilo que é a realidade do dia-a-dia, “sem telefones e sem redes sociais”. “É aproveitar o campo, o espírito de equipa, aproveitarmos o que nos faz bem e a natureza”, acrescenta.
Relativamente ao trabalho que dá “montar e desmontar” tendas, Jéssica confessa que é a parte de que todos menos gostam, mas que acaba por valer a pena. Quanto ao futuro da romaria, não tem dúvidas: “é uma tradição que se vai manter; a minha colega já espera uma pequenina e, se Deus quiser, para o ano vai ser a nossa mais nova aquisição”.
E para que nada falte, como pão, água, fruta, entre outros bens essenciais, a quem no campo habita até segunda-feira, a loja “À do Toni”, de António Martins, volta, pelo segundo ano, a estar presente no recinto junto ao santuário. “Isto é para evitar que muita gente vá à vila, para evitar transtornos de viagens, para evitar inclusive acidentes na estrada. E estamos aqui precisamente com os mesmos preços que praticamos na nossa loja em Campo Maior, não há alteração nenhuma”, garante o proprietário.
A par dos típicos produtos de qualquer mercearia, “À do Toni” tem ainda disponíveis canecas e bonés alusivos à Romaria de Nossa Senhora da Enxara.
Este sábado, junto à Ermida de Nossa Senhora da Enxara, a partir das 21 horas, haverá garraiada com música ao vivo, promovida pela comissão de festas.
A Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens deu início, na tarde desta quarta-feira, 1 de abril, à Campanha do Mês da Prevenção dos Maus-Tratos na Infância, em Elvas, com uma sessão de sensibilização.
Com a ação, destinada sobretudo a profissionais da área e desenvolvida em parceria com a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Elvas, no Auditório São Mateus, procurou-se partilhar estratégias e esclarecer dúvidas sobre como identificar sinais de abuso, negligência e maus-tratos em crianças.
Defendendo que a prevenção das situações de maus-tratos compete a toda a comunidade, a presidente da Comissão Nacional, Ana Isabel Valente, começa por dizer que essa responsabilidade não se pode resumir apenas a este mês de abril: “tem de ser o ano inteiro”. “A prevenção das situações de maus-tratos compete a todos, porque proteger crianças compete também, para além das famílias, que são os primeiros protetores, aos educadores, aos médicos, aos enfermeiros, compete a toda a gente que lida com elas”, assegura a responsável, dando conta que é necessário estar atento aos sinais dos mais novos. “Tem de se verificar se estão felizes, verificar se há alterações, para os podermos proteger melhor”, explica.
O número de casos, denunciados e acompanhados pelas CPCJ, a nível nacional, continua a ser “muito elevado”; ainda assim, “nem todas as situações são situações de perigo para as crianças”. “As pessoas estão mais alertadas e isso também nos dá aqui algum conforto, porque quer dizer que todas as ações que temos levado a efeito e que continuamos a efetivar têm algum acolhimento na comunidade. As pessoas estão mais alertadas e, muitas vezes, na dúvida, sinalizam. O que é bom”, assegura Ana Isabel Valente.
Explicando ainda que a escolha de Elvas para este pontapé de saída na Campanha do Mês da Prevenção dos Maus-Tratos na Infância tem muito a ver com o trabalho desenvolvido pela CPCJ local, Ana Isabel Valente garante, desde logo, que todo o país, incluindo o interior, conta para a Comissão Nacional. “A CPCJ de Elvas é uma CPCJ muitíssimo empenhada e foi com o maior prazer que aqui viemos dar o pontapé de saída para este mês e falar sobretudo para educadores, sobre prevenção. É sempre pela prevenção que temos de começar”, remata.
Já a presidente da CPCJ de Elvas, Raquel Guerra, que explica que esta foi, acima de tudo, “uma tarde de reflexão”, destaca que foi na cidade que se deu o mote para que se promovam, em todo o país, as mais diversas atividades neste âmbito da prevenção dos maus-tratos na infância.
O objetivo da sessão foi chamar a atenção de todos os profissionais presentes para a necessidade de se formar, de modo “colaborativo e concertado”, uma “rede protetiva de maus-tratos na infância”: “não digo para quebrar estes ciclos, porque infelizmente sabemos que isto se passa dentro de portas fechadas e às vezes é difícil entrarmos, mas cabe-nos a nós, enquanto cidadãos, estarmos atentos, estarmos informados e sabermos como temos que agir e onde agir para podermos ser apoio e rede das crianças e olhar para elas, não deixá-las ser invisíveis dentro de um círculo tóxico e de maus-tratos”, diz Raquel Guerra.
Dando conta de que a CPCJ de Elvas é aquela que, em todo o Alto Alentejo, tem o maior volume de processos em mãos, Raquel Guerra garante que foi com “orgulho” que a equipa recebeu o convite para ser a anfitriã desta abertura nacional da campanha: “ficámos também contentes por perceber que a Comissão Nacional está atenta àquilo que são os projetos de prevenção da CPCJ de Elvas e que também, baseado nisso, nos contacta para que sejamos nós, então, a CPCJ de eleição”.
A ação de sensibilização, subordinada ao tema “Sinais de maus-tratos – Conhecer para melhor agir” e que foi dinamizada por Fátima Duarte, técnica superior da Comissão Nacional, teve início logo após a sessão de abertura que contou com os discursos de Ana Isabel Valente e Raquel Guerra.
Em Elvas, este Mês de Prevenção dos Maus-Tratos na Infância ficará ainda marcado pela realização de uma caminhada e pela tradicional construção do Laço Azul Humano.
O ciclista russo Artem Nych venceu o contrarrelógio da terceira etapa, disputado no Crato, confirmando o seu bom momento na Volta ao Alentejo.
Apesar do triunfo na etapa, a liderança da geral não ficou nas mãos do russo, mas sim com Rafael Reis, também da Anicolor, segundo na etapa com mais quatro segundos, a assumir a camisola amarela, beneficiando da regularidade e do desempenho global na prova.
O comendador Rui Nabeiro faria este sábado, 28 de março, 95 anos. A data, que fica marcada por uma caminhada em Campo Maior, foi também esta sexta-feira, dia 27, assinalada com a primeira conferência “Imagi_nação” e a atribuição do seu nome ao auditório do Centro de Ciência do Café, em Campo Maior.
A conferência, que reuniu diversas personalidades, como David Simas, Dino d’Santiago e o maestro Martim Sousa Tavares, traduziu-se numa homenagem ao legado de Rui Nabeiro e à sua vontade de transformar em ação os valores que sempre guiaram o Grupo Nabeiro. Veja as fotos:
A Feira da Páscoa promete unir tradição e cultura, na Praça da República de Elvas, com muita animação e atividades, imbuídas no espírito pascal e destinadas a toda a família, até ao próximo dia 6 de abril.
Inaugurada na tarde desta quinta-feira, 26 de março, a iniciativa inédita, promovida pela Câmara Municipal de Elvas, reúne um conjunto de stands, onde se destacam os doces e o artesanato, e dois espaços de diversão para os mais novos.
Com uma programação que contempla 50 eventos, muitos deles em outros espaços da cidade que não a Praça da República, e promovidos em colaboração com cerca de 30 entidades locais, refere o vice-presidente da Câmara, Nuno Mocinha, esta é uma feira feita por e para os elvenses. “Aquilo que se pretende é que também quem nos visite tenha um ponto de atração, ou seja, veja também que nós nos preocupamos com um gesto, no fundo, de desejar uma boa Páscoa e agradecer também a presença dessas pessoas que nos visitam”, assegura.
Dizendo que haverá sempre muito a aprender, para se poder melhorar o evento no futuro, Mocinha adianta que esta Feira da Páscoa integra o Plano Estratégico de Turismo de Elvas, ainda a ser apresentado. Querendo que a feira “corra muito bem”, o vice-presidente diz-se na expectativa “de ver o próprio retorno que ela tem”, sendo que a intenção do município “é sempre a mesma”: “animar o Centro Histórico, ter aqui uma desculpa para que as pessoas possam vir ao Centro Histórico e, ao mesmo tempo, ao virem à Praça da República também possam entrar nos comércios, nos bares, nos restaurantes e poder animar um bocadinho aquilo que às vezes é difícil noutros períodos fora destas épocas festivos”.
Procurando atrair os mais novos ao certame, a Câmara Municipal ofereceu a todos os alunos do concelho vouchers para que, de forma gratuita, desfrutem dos dois equipamentos de diversão que têm ao seu dispor: um carrossel e um espaço onde podem saltar e brincar.
Quanto ao investimento feito no evento, Mocinha prefere deixar as contas para quando a feira chegar ao fim. “Às vezes olha-se muito para aquilo que se gasta em euros e o investimento deve ser avaliado ao contrário: é pelo retorno”, garante. Por isso, o autarca diz querer aguardar pelo dia 6 de abril para “ver se efetivamente foi um investimento rentável a uma boa taxa de juros ou não”.
Na abertura do certame, Nuno Mocinha esteve acompanhado do vereador Sérgio Ventura, da presidente da Assembleia Municipal, Graça Luna Pais, do presidente da Junta de Freguesia de Assunção, Ajuda, Salvador e Ildefonso, Amadeu Martins, e de Joaquim Pires, do executivo da Junta de Freguesia de Caia, São Pedro e Alcáçova. Após a inauguração, os alunos do Curso Profissional de Desporto da Escola Secundária D. Sancho II presentearam o público com uma pequena coreografia.
A feira vai funcionar de segunda a sexta-feira das 15 às 20 horas e aos fins de semana, feriados e nos dias 1, 2 e 3 de abril, entre as 11 e as 20 horas.
A Escola Secundária de Campo Maior conta agora com um Centro Tecnológico Especializado (CTE) de Informática, resultado de um investimento de mais de 1,2 milhões de euros, com financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
Inaugurado na manhã desta terça-feira, 24 de março, o CTE é formado por sete estúdios de aprendizagem, dotados de tecnologia de ponta, que se traduzem num forte impacto ao nível da inovação e naquilo que são as próprias competências dos alunos. Também o auditório da escola possui agora outras condições, dotado dos mais modernos e inovadores equipamentos. Procurando aproximar a secundária campomaiorense das empresas e do Ensino Superior, valorizando ao mesmo tempo a oferta formativa do agrupamento, este centro foi inaugurado no arranque da sétima edição do Encontro do Ensino Profissional.
Dizendo-se “extremamente feliz”, com este centro a contar com a melhor tecnologia do mercado, o diretor do Agrupamento de Escolas, Jaime Carmona, garante que, desde a primeira hora, o desafio foi o de “oferecer o melhor aos alunos”. “Temos sete anos de direção e estamos a procurar inovar e a trazer o melhor para os nossos alunos, porque realmente, e não me canso de dizer, é uma realidade: a escola é dos alunos e para os alunos e hoje isso ficou, mais uma vez, provado”, assegura.
“Quando trabalhamos com gosto e afinco, acho que o resultado está à vista: é acima de tudo proporcionar-lhes a eles, assim como aos respetivos docentes, o melhor que há e neste momento posso dizer que neste centro tecnológico especializado em informática, nós temos a melhor tecnologia”, acrescenta o professor, que lembra que a informática vai muito além de um simples computador. “Não temos que temer nada por estarmos localizados, às vezes, fora dos meios e das grandes decisões, porque somos tão bons como os outros e isso é o suficiente para nós”, diz ainda Jaime Carmona, que assegura que a inauguração do CTE veio, de alguma forma, “abrilhantar” o Encontro do Ensino Profissional que, até sexta-feira, dia 27, conta com um vasto leque de atividades.
Já o presidente da Câmara Municipal de Campo Maior, Luís Rosinha, que destaca, desde logo, a qualidade dos dois “fantásticos” estabelecimentos de ensino do Agrupamento de Escolas (Escola Secundária e Centro Escolar Comendador Rui Nabeiro), com “todas as comodidades para os alunos”, espera que os estudantes possam aproveitar “a capacidade tecnológica” que a Secundária passa agora a oferecer.
O autarca espera também que os pais possam perceber que o investimento na educação, em Campo Maior, “continua a ser um investimento forte, um investimento condensado”, neste caso “até muito por parte da direção do agrupamento, que quis, desde a primeira hora, ter este centro tecnológico especializado”. “Da parte do município de Campo Maior, demos o total apoio àquilo que era essa boa vontade, porque queríamos que os nossos alunos dispusessem de ferramentas tecnológicas como aquelas que vimos aqui hoje, para poderem montar e desmontar computadores e até realizar algum trabalho dentro daquilo que são as soft skills do ponto de vista da comunicação”, remata Rosinha.
Com este CTE, a escola campomaiorense “alinha-se com uma das áreas mais difíceis do conhecimento”, defende o presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, Ricardo Pinheiro, que não tem dúvidas de que, desta forma, e na sequência de “um excelente investimento”, a secundária acaba por “responder aos desafios da comunidade”.
“As áreas de sistemas, eletrónica, ciências e tecnologias são áreas, muitas vezes, onde não cativamos os jovens. E, de facto, já notamos isso em alguma da indústria nacional, em que há falta de conhecimento nestas áreas. E fiquei absolutamente satisfeito”, garante Pinheiro, que diz ainda que, mais que nunca, uma empresa que se queira instalar no Alentejo irá perceber que, a partir de Campo Maior, é possível ter acesso “a mão de obra qualificada”.
Silvino Alhinho, vice-presidente da CCDR Alentejo na área da Educação, por sua vez, fala numa “visão estratégica” e num “exercício de ambição” da Secundária de Campo Maior com a abertura deste CTE. “Que possamos perceber que, na dimensão do Ensino Profissional, há uma igualdade comum a qualquer outra área do ensino. E isto que foi aqui hoje apresentado e inaugurado e que está à disponibilidade dos nossos jovens, dos nossos alunos, que são eles o centro daquilo que interessa nas escolas”, acrescenta.
“Acho que o concelho e a região ficam mais valorizados com aquilo que hoje se inaugurou aqui em Campo Maior. Esperamos que a projeção e o efeito duradouro daquilo que é o investimento aqui feito se façam sentir durante muito e muito tempo”, remata Silvino Alhinho.
Campo Maior deu agora um passo significativo na afirmação do concelho enquanto território comprometido com a educação, a tecnologia e o futuro, com a inauguração deste Centro Tecnológico Especializado de Informática.
O auditório do Fórum Cultural Transfronteiriço de Alandroal recebeu, esta terça-feira, a apresentação oficial da 43.ª edição da Volta ao Alentejo em Bicicleta. A mítica prova, que decorre de 25 de março até à grande chegada em Évora, dia 29, reforça o seu papel como um dos eventos mais enraizados no calendário desportivo e na identidade da região. Com um percurso que arranca em Sines e atravessa o coração do Alentejo, a edição deste ano destaca-se pela cooperação entre municípios e pela aposta na visibilidade televisiva através da RTP.
Carlos Zorrinho, Presidente da Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central (CIMAC), sublinhou a importância institucional da iniciativa que já faz parte do ADN da região. “O ser a 43ª edição mostra que é uma iniciativa muito importante, que já está enraizada na tradição, no calendário desportivo e no próprio calendário de divulgação do Alentejo, através dos valores do desporto. O desporto une as pessoas, o desporto une os territórios. Dá também maior visibilidade ao Alentejo, estas provas são transmitidas na televisão, o que também mostra o nosso território mais a fundo “, afirmou o autarca. Zorrinho destacou ainda o simbolismo de Évora, que celebra o 40.º aniversário do seu Centro Histórico como Património da Humanidade: “Perguntar-me o que é que o vagar tem a ver com o ciclismo, acho que tem muito, porque o vagar é a capacidade de ter consciência do tempo e, de facto, o desporto também nos ajuda, sobretudo este desporto, a corrida, o ciclismo e esse tipo de desporto, ajuda-nos a poder ao mesmo tempo ter a consciência do território, consciência da paisagem, consciência das pessoas, do tempo para sermos mais saudáveis e mais felizes”.
Cândido Barbosa, Presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, focou-se na estratégia de crescimento e nos desafios logísticos da modalidade. “Naturalmente que sim, porque só o facto de conseguirmos fazer um investimento em ter a RTP em direto é algo que vai ajudar em muito a promover os territórios que são para nós os nossos estádios para podermos praticar a nossa competição. Aliado a isso, o Alentejo tem história que nunca mais acaba, tem património, tem uma gastronomia única e, como tal, acho que este é o caminho”, explicou. Barbosa revelou ainda que a insegurança nos transportes aéreos impediu a vinda de mais equipas estrangeiras, lembrando episódios passados onde atletas da seleção nacional que chegaram ao destino, na Austrália, sem as bicicletas: “A expectativa é que sempre vença o melhor, vai ser sempre o mais rápido garantidamente e que este possa ser um ano diferente, um ano mais internacional e um ano que possa abrir portas novas equipas, em 2027”.
Do ponto de vista técnico e da memória histórica, o diretor de prova Ezequiel Mosquera recordou a sua própria experiência como corredor e a dureza das paisagens alentejanas. “Recordo o Cabeço de Mouros, Marvão, sou um fan de Marvão, de Castelo de Vide, todos estes castelos que estão nos topos das serras, que é para mim um sinal de identidade brutal do Alentejo. Lembro-me dos finais de etapa e sempre que havia um contra-relógio que sempre me atirava para o postos mais atrás (da classificação geral)”. Sobre o percurso atual, Mosquera deixou um alerta para a etapa de Portalegre: “A subida mesmo à Serra de São Mamede é um subida mesmo dura, dura, dura, desde a cidade de Portalegre, ao final vai a dar à montanha, uma etapa que nos últimos 60 km são duros, duros, “durissimos”, é uma final mesmo para trepadores”.
O anfitrião João Grilo, Presidente da Câmara Municipal do Alandroal, reforçou a ideia de que o investimento desportivo traz um retorno direto para a economia local e regional. “Nós sabemos que uma das formas mais interessantes de descobrir o nosso território é através de pessoas que gostam da prática desportiva, gostam do contacto com a natureza, gostam do contacto com aquilo que nós temos para oferecer, descobrem, ficam a conhecer, voltam noutras circunstâncias e portanto temos tido sempre um feedback muito positivo de todo o investimento que se faz em provas desportivas. O impacto é para o distrito. Se há um evento no Alandroal tem repercussões nos concelhos vizinhos. Também sabemos que, neste momento, o Concelho do Alandroal já tem organizado eventos em que não consegue acomodar todas as pessoas que vêm para estes eventos. E, portanto, sabemos que temos gente a ficar acomodada nos concelhos vizinhos de Vila Viçosa, Redondo ou Elvas. É importante para a região, é isso que interessa”.
Com o arranque marcado para Sines e o final em Évora, a 43.ª Volta ao Alentejo promete ser uma demonstração de vitalidade e renovação, consolidando o território como um destino de excelência para o ciclismo e para o turismo de bem-estar.
O Roteiro das 5 Etapas:
Sines → Almodôvar (Abertura) 25 de março
Ferreira do Alentejo → Montemor-o-Novo 26 de março
Crato (Contrarrelógio Individual) 27 de março
Vila Viçosa → Serra de São Mamede (Etapa Rainha) 28 de março