A Biblioteca Municipal de Portalegre foi palco, no passado dia 1 de julho, da tertúlia “Ler para Cuidar: Conhecimento, Saúde e Comunidade”, uma iniciativa promovida pelo Serviço de Gestão do Conhecimento, Investigação e Documentação da ULS Alto Alentejo, em parceria com a Câmara Municipal de Portalegre e a Biblioteca Municipal de Portalegre, integrada nas comemorações do Dia Mundial das Bibliotecas.
Realizada no emblemático espaço do antigo Convento de Santa Clara, a iniciativa foi um momento de partilha, reflexão e valorização do papel da leitura enquanto instrumento de desenvolvimento pessoal, promoção do bem-estar e reforço da literacia em saúde. Apesar das temperaturas elevadas que se fizeram sentir, o ambiente acolhedor e sombreado do espaço proporcionou condições de conforto aos participantes, contribuindo para o sucesso da sessão.
A tertúlia teve como principal objetivo reforçar a ligação entre cultura e saúde, valorizando as bibliotecas enquanto espaços de conhecimento, encontro e cidadania. O evento integrou diversas perspetivas sobre o papel da leitura no ato de cuidar e na capacitação das pessoas para uma participação mais informada nas decisões relacionadas com a sua saúde.
No âmbito da preparação do debate do Estado da Nação, o deputado do Partido Socialista eleito por Portalegre, Luís Moreira Testa, realiza na próxima segunda-feira, dia 13, às 11 horas, uma visita à Casa do Povo de Santo António das Areias.
Esta iniciativa insere-se num programa mais vasto que vai levar os deputados a todo o país, dias antes do debate do Estado da Nação, que se realiza no dia 16 de julho, na Assembleia da República.
O sociólogo e professor universitário Vítor Rosa reuniu e publicou um conjunto de obras que recuperam a produção literária de autores de Redondo, dando nova vida a poemas e textos dispersos em jornais históricos da vila, que remontam aos anos 20 e 30.
A origem deste projeto remonta a uma motivação pessoal. Segundo Vítor Rosa, a ideia nasceu da vontade de procurar referências relacionadas com a história da sua família. “A minha mãe ficou órfã aos seis anos e foi criada no Colégio Nossa Senhora da Saúde, em Redondo. Comecei a procurar informação e deparei-me com dois jornais, o Serra d’Ossa, publicado entre 1920 e 1929, e o Alma Nova, de 1929 a 1930, do qual existem apenas 12 números digitalizados”.
Ao consultar as edições digitalizadas dos jornais, o investigador descobriu uma vasta produção poética assinada por autores conhecidos da vila, mas também por escritores amadores e, em muitos casos, sob pseudónimo. “Ao folhear esses jornais digitalmente, constatei que havia imensos poemas, quadras e textos literários de autores, de ilustres redondenses, e também de pessoas mais simples. Pensei que fazia sentido reunir estes textos, apresentá-los num formato mais acessível e divulgá-los, sobretudo junto das escolas”, avança.
O objetivo passa, igualmente, por despertar a memória coletiva da população de Redondo. “Muitos dos poemas estão assinados com pseudónimos, o que dificulta a identificação dos autores. No entanto, já há pessoas que, ao conhecerem este trabalho, reconhecem textos de familiares, o que é muito interessante”, revela.
No caso da obra dedicada ao jornal Serra d’Ossa, Vítor Rosa conseguiu reunir 76 poemas e quadras. Para além da transcrição dos textos, procedeu a pequenas atualizações ortográficas que facilitam a leitura contemporânea, complementando a edição com uma análise sociológica. “Além da recolha, faço uma análise mais sociológica dos poemas. Na parte final da publicação apresento um olhar sobre os temas e o contexto em que estes textos foram produzidos”.
Já a publicação dedicada ao jornal Alma Nova reúne 26 poemas, resultado das apenas 12 edições conhecidas daquela publicação. “Neste caso, faço também uma breve análise dos poemas, identificando o tema principal, a estrutura formal e os recursos literários utilizados, numa perspetiva semelhante à que é trabalhada no ensino secundário”, explica.
O trabalho de investigação estendeu-se ainda à compilação do folhetim O Desconhecido, de Victor Manuel Santos, publicado originalmente em vários capítulos nas páginas do jornal. “Era um folhetim que ia sendo publicado por partes, como era habitual na época. Procurei reunir todos esses capítulos, compilá-los num único volume e acrescentar uma análise sociológica. O resultado é um pequeno livro muito interessante”, garante o sociólogo.
Quanto às temáticas predominantes nos poemas recolhidos, Vítor Rosa destaca a forte presença dos sentimentos e da identidade local. “Centram-se muito nas questões sentimentais e amorosas, na identidade da terra, na religião, nas orações, nos arrependimentos e nas dedicatórias pessoais. Há muitos poemas de namoro, escritos à distância, dedicados às amadas ou aos amados”, revela ainda. A realidade social da época também está presente nos textos. “Encontrei referências à miséria que assolava o Alentejo, à orfandade, à dureza da vida no campo e a metáforas ligadas à natureza. Mas o tema que mais prevalece é, sem dúvida, o amor e a dimensão sentimental”, remata.
Com estas publicações, Vítor Rosa pretende contribuir para a preservação da memória literária de Redondo, valorizando autores locais e aproximando as novas gerações de um património cultural que permaneceu durante décadas disperso pelas páginas da imprensa regional.
O Museu de Arte Contemporânea de Elvas (MACE) recebe, este domingo, 12 de julho, às 15h00, a apresentação do livro Nada Acontece por Acaso, do elvense Pedro Inocêncio.
Uma sequela inspirada por uma ideia “vertiginosa”
Nada Acontece por Acaso é o mais recente romance de Pedro Inocêncio e surge como a sequela de Tudo Acontece por Uma Razão. O autor explica que a escrita do livro aconteceu de forma inesperada, interrompendo outro projeto literário que tinha em mãos.
“O Nada Acontece por Acaso é o meu quinto romance e é a sequela do Tudo Acontece por Uma Razão, que lancei em 2015. É um livro que surgiu de uma inspiração quase vertiginosa, porque eu estava a escrever um outro romance e tive de parar para fazer esta história, porque a história veio ter comigo e obrigou-me a escrevê-la”, revela.
A narrativa retoma as personagens Francisco Andrade e Leonor Almeida, mas abre com um novo mistério: Leonor acorda todas as noites e apercebe-se de que Francisco sai de casa às escondidas, enquanto ela enfrenta uma doença cuja origem desconhece.
“O mote é dado a partir daí: porque é que o Francisco está a sair todas as noites, deixando a Leonor sozinha, e que doença é essa que ela tem”, explica o escritor.
À medida que a história avança, o suspense intensifica-se quando Leonor descobre, com a ajuda da irmã Alice, que Francisco se encontra secretamente com Ana, a sua melhor amiga de infância. A trama percorre Lisboa, Algarve e Brasil, numa viagem que combina romance, ação, suspense e drama.
O objetivo é “transportar o leitor para o centro da ação”
Desde o lançamento oficial, a 16 de maio, no Museu Municipal de Faro, cidade em que Pedro Inocêncio reside, o autor diz ter recebido um feedback muito positivo por parte dos leitores.
“Tenho tido um conjunto de leitores extraordinários comigo. Muitas pessoas disseram-me que leram o livro em 48 a 72 horas, o que é fantástico. O meu grande objetivo desde que comecei a escrever é transportar o leitor para o centro da ação, fazer com que se identifique com as personagens e viva emoções reais. Felizmente, os feedbacks têm sido muito bons”, assegura.
O escritor considera que a ligação emocional dos leitores às personagens é o principal indicador do sucesso da obra e mostra-se satisfeito com a forma como o romance tem sido recebido.
Elvas ocupa um lugar especial no percurso do autor
Pedro Inocêncio destaca ainda a ligação especial que mantém com Elvas, cidade onde continua a reunir um número significativo de leitores.
“Felizmente tenho muitos leitores em Elvas. É talvez a cidade, a par de Faro, que mais lê Pedro Inocêncio”, afirma.
Regressar à cidade natal para apresentar uma nova obra é sempre um momento marcante para o escritor, que agradece o apoio recebido ao longo dos anos.
“Sempre que vou à minha cidade é especial. Têm tido sempre a amabilidade de me convidar para apresentar os meus livros. E aí tenho de agradecer, nomeadamente, à Tânia Morais Rico e à Câmara Municipal de Elvas, que me têm aberto sempre as portas. Já apresentei na Biblioteca Municipal, no Forte da Graça e agora, pela primeira vez, vou apresentar no Museu de Arte Contemporânea, que ainda não conheço. Já me disseram que é um espaço muito bonito e tenho todo o gosto em conhecê-lo”, acrescenta.
Sessão aberta a toda a comunidade
A apresentação de Nada Acontece por Acaso promete reunir leitores, amantes da cultura e todos os interessados em conhecer o percurso literário de Pedro Inocêncio. A entrada é livre e a iniciativa pretende proporcionar um momento de proximidade entre o autor e o público, reforçando a aposta do concelho na dinamização cultural e na promoção da leitura.
A Feira de Atividades Económicas de Arronches (FAE) continua este sábado, 11 de julho, com um programa dedicado ao setor pecuário, à música e ao entretenimento.
O dia começa às 10h00 com o X Concurso de Ovinos das raças P3 e Île-de-France, seguindo-se, às 15h00, o IV Concurso de Ovinos Charollais. A partir das 20h00 há, mais uma vez, animação infantil e, às 21h30, atua o grupo EnCanto.
A grande protagonista da noite será Daniela Mercury, que sobe ao palco às 22h30 para um espetáculo que promete reunir centenas de visitantes. Depois do concerto, a festa continua com All In Project e o DJ White.
O Grupo Motard de Campo Maior realiza, este sábado, dia 11 de julho, a sua Festa de Verão, uma iniciativa que promete juntar gastronomia, música e animação na sede da associação, na Zona Industrial da vila, junto ao Parque Verde. A entrada é gratuita e o convite estende-se a toda a população.
O programa tem início às 19h00 com uma sardinhada, acompanhada pela atuação de Pedro Amaro, seguindo-se, a partir das 22h30, uma Festa da Espuma ao som de Hell DJ, num evento que deverá prolongar-se até cerca das duas da manhã.
De acordo com o presidente do Grupo Motard de Campo Maior, Nelson Carrilho, a iniciativa surge como uma alternativa ao habitual baile de verão promovido pela associação.
“Todos os verões organizamos um baile com uma sardinhada. Este ano, devido ao calendário e às Festas do Povo, decidimos fazer algo diferente. Aproveitámos também o facto de o Festival Raya só ocupar um fim de semana, mantivemos a sardinhada, mas juntámos um ‘remember’ de música dos anos 80 e 90 e uma festa da espuma”, afirma.
Segundo o responsável, o objetivo passa por proporcionar um momento diferente de convívio e animação para a comunidade.
“A ideia é reunir a comunidade e proporcionar mais um momento de festa em Campo Maior. A iniciativa está aberta a toda a gente e serão todos bem-vindos. Esperamos que nos façam uma visita e que desfrutem da festa”, sublinha Nelson Carrilho.
Esta Festa de Verão conta com o apoio da Câmara Municipal de Campo Maior e da Junta de Freguesia de Nossa Senhora da Expectação e pretende afirmar-se como mais um momento de encontro e lazer durante o verão, mantendo o espírito de convívio que caracteriza as iniciativas promovidas pelo Grupo Motard campomaiorense.
A Direção Regional do Alentejo do Instituto Português do Desporto e da Juventude (IPDJ) aprovou 49 projetos no âmbito do programa Voluntariado Jovem para a Natureza e Florestas (VJNF), iniciativa que promove a participação dos jovens na proteção do ambiente e na prevenção dos incêndios rurais. As candidaturas continuam abertas para associações juvenis, juntas de freguesia e municípios.
Entre os projetos aprovados, o Alto Alentejo concentra 17 iniciativas, com capacidade para envolver 60 jovens por dia. O Alentejo Central e o Baixo Alentejo registam 15 projetos cada, permitindo a participação diária de 105 e 68 jovens, respetivamente, enquanto o Alentejo Litoral conta com dois projetos, destinados a 24 jovens por dia.
No passado dia 8 de julho, a Direção Regional do Alentejo promoveu uma sessão de sensibilização online dirigida aos jovens voluntários que integram o programa, reunindo cerca de 70 participantes. A iniciativa procurou reforçar a importância do voluntariado na proteção do ambiente e na prevenção dos incêndios rurais, além de esclarecer os participantes sobre o funcionamento do programa.
Julho é o mês com maior atividade, concentrando o arranque de 27 dos 49 projetos aprovados, o que corresponde a 55,1% do total. Este reforço coincide com o período de maior risco de incêndios rurais, aumentando a presença dos jovens em ações de proteção ambiental.
As equipas desenvolvem atividades de limpeza e manutenção de parques e espaços de lazer, ações de sensibilização para a economia circular, promovendo a reciclagem, a reutilização e a correta gestão dos resíduos, bem como vigilância florestal, através de postos fixos e patrulhamento móvel, realizado a pé ou de bicicleta.
A Direção Regional do Alentejo do IPDJ recorda que as candidaturas ao programa permanecem abertas e convida as entidades elegíveis a apresentarem projetos que incentivem a participação ativa dos jovens na preservação do património natural e na sensibilização ambiental das comunidades.
O Museu de Arte Contemporânea de Elvas (MACE) assinala o seu 19.º aniversário com uma visita especial, promovida no próximo domingo, 12 de julho, pelas 10h00, convidando a comunidade e todos os apreciadores de arte contemporânea a celebrar quase duas décadas de atividade cultural e artística.
A iniciativa pretende proporcionar uma experiência diferenciada aos participantes, permitindo conhecer mais de perto a história do museu, a sua evolução ao longo dos últimos 19 anos e a importância que tem assumido na divulgação da arte contemporânea, através da Coleção António Cachola e das exposições temporárias que regularmente acolhe. A visita será também uma oportunidade para descobrir as atuais propostas expositivas e aprofundar o conhecimento sobre as obras e os artistas representados.
Integrado na estratégia cultural do Município de Elvas, o MACE continua a afirmar-se como um espaço de referência no panorama artístico nacional, contribuindo para a valorização da oferta cultural da cidade e para a dinamização do seu centro histórico. A participação na visita especial é uma forma de celebrar este percurso, aproximando o público da arte contemporânea e de um equipamento cultural que, ao longo de 19 anos, se tornou uma marca distintiva de Elvas.
O Agrupamento de Escolas de Campo Maior apresentou a sua oferta formativa para o ano letivo de 2026/2027, reforçando a aposta no Ensino Profissional através da disponibilização de quatro novos cursos, numa estratégia que visa responder às necessidades do mercado de trabalho e preparar os jovens para os desafios do futuro.
A oferta educativa abrange percursos desde a Educação Pré-Escolar até ao Ensino Secundário. No ensino secundário regular, os alunos poderão optar pelos Cursos Científico-Humanísticos de Ciências e Tecnologiase deLínguas e Humanidades, orientados para o prosseguimento de estudos no ensino superior.
O principal destaque da oferta formativa para o próximo ano letivo recai, contudo, sobre o Ensino Profissional, que passa a disponibilizar os cursos de Técnico de Desenvolvimento de Software, Técnico de Sistemas de Computação e Redes, Técnico de Turismo e Técnico de Ação Educativa.
Estes cursos conferem dupla certificação, permitindo aos alunos concluir o 12.º ano de escolaridade e obter uma qualificação profissional de nível 4, possibilitando simultaneamente o ingresso no ensino superior ou a entrada no mercado de trabalho.
A componente prática assume um papel central na formação, incluindo 600 horas de Formação em Contexto de Trabalho, desenvolvidas em parceria com empresas, instituições públicas e entidades privadas da região.
Na área da informática, o Agrupamento destaca ainda o investimento realizado no Centro Tecnológico Especializado (CTE) de Informática, equipado com tecnologia de última geração, com o objetivo de proporcionar ambientes de aprendizagem inovadores, e aproximar os alunos das profissões digitais emergentes.
Já os cursos de Turismo e de Ação Educativa procuram responder às necessidades de qualificação em setores considerados estratégicos para o desenvolvimento do Alto Alentejo.
Em comunicado, o diretor do Agrupamento de Escolas de Campo Maior, Jaime Carmona, afirma que esta oferta formativa traduz “uma visão estratégica para a educação no concelho e na região”, procurando garantir que “cada aluno encontre, na nossa escola, um percurso que lhe permita desenvolver plenamente o seu potencial”.
O responsável destaca ainda que o investimento realizado no Centro Tecnológico Especializado e a renovação da oferta profissional demonstram “o compromisso do Agrupamento com uma escola inovadora, capaz de preparar os jovens para os desafios de um mundo em permanente transformação”.
Jaime Carmona acrescenta ainda que os cursos profissionais “foram pensados em articulação com as necessidades da região e procuram oferecer reais oportunidades de empregabilidade, sem limitar o acesso ao ensino superior”, reforçando a ambição de afirmar o Agrupamento como uma referência educativa no Alto Alentejo.
Sob o lema “Escolhes hoje, constróis amanhã”, o Agrupamento de Escolas de Campo Maior convida os alunos que concluem o 9.º ano e respetivas famílias a conhecerem a sua oferta formativa para 2026/2027.
Mais informações podem ser obtidas junto do Agrupamento de Escolas de Campo Maior ou através do respetivo portal institucional em www.aecampomaior.pt.
Um homem de 63 anos morreu na sala de espera do Serviço de Urgência do Hospital Distrital de Portalegre, depois de ter recorrido à unidade hospital pelos próprios meios com queixas de dor no peito. O caso está a ser investigado pelo Ministério Público.
Segundo avançou a SIC Notícias, o homem deu entrada na urgência na passada quarta-feira, dia 8 de julho, e após a realização da triagem, foi classificado como doente pouco urgente, tendo-lhe sido atribuída pulseira verde.
Enquanto aguardava atendimento na sala de espera, acompanhado pela mulher, acabou por cair inanimado. Médicos e enfermeiros do hospital iniciaram de imediato menobras de reanimação, mas o óbito viria a ser declarado pouco tempo depois.
Na sequência da morte, o Ministério Público determinou a realização de uma autópsia médico-legal para apurar as ciruntâncias em que ocorreu o falecimento.
A autópsia deverá realizar-se esta sexta-feira, dia 10, permitindo posteriormente a entrega do corpo à família para a realização das cerimónias fúnebres.