Projeto Floresta Comum com mais de 75 mil árvores autóctones disponíveis

O programa Ambiente em FM desta semana dá a conhecer a 16.ª edição do Projeto Floresta Comum, uma iniciativa que vai disponibilizar gratuitamente mais de 75 mil plantas nativas para reforçar a cobertura florestal do país. Saiba quem se pode candidatar e de que forma esta parceria nacional contribui para a criação de espaços verdes e ecossistemas mais resistentes.

O programa resulta de uma cooperação entre entidades públicas, académicas e ambientalistas para distribuir 39 espécies autóctones — entre as quais carvalhos, sobreiros, azinheiras, freixos e medronheiros. A convocatória destina-se a entidades públicas e comunitárias que façam a gestão de terrenos públicos ou terrenos baldios, promovendo projetos de conservação, parques urbanos e educação ambiental.

A aposta em espécies nativas é fundamental por estarem naturalmente adaptadas ao clima e aos solos locais. Estas árvores e arbustos oferecem maior resistência a períodos de seca, pragas e incêndios florestais, desempenhando um papel crucial no reforço da biodiversidade e na preparação do território contra o impacto das alterações climáticas.

Tudo para saber sobre o assunto com José Janela, da Quercus. O programa desta semana para ouvir, na íntegra, no podcast abaixo:

Orçamento Participativo: Joaquim Santos quer aproximar crianças da poesia e preservar a tradição da ronca em Elvas

O escritor e professor Joaquim Santos tem a votação o projeto “Quadras com Tradição – Poesia Escrita ao Som da Ronca” à edição deste ano do Orçamento Participativo da Câmara Municipal de Elvas. O objetivo da iniciativa é promover o gosto pela poesia e pela escrita junto das crianças, ao mesmo tempo que procura preservar e valorizar a cultura e as tradições locais.

Poesia para os mais novos

Inserido na área temática da Cultura, Ciência e Património, o projeto destina-se sobretudo a crianças do terceiro e quarto anos do primeiro ciclo e do quinto e sexto anos do segundo ciclo, com idades aproximadas entre os oito e os 12 anos.

Segundo Joaquim Santos, a ideia nasceu da necessidade de encontrar formas mais apelativas de trabalhar o texto poético junto dos mais novos. O professor considera que, apesar de a poesia poder ser uma das áreas mais exigentes para ensinar nas escolas, o seu ritmo e musicalidade podem também constituir uma oportunidade para captar a atenção das crianças.

A ronca como ponto de ligação

É neste contexto que surge a ligação à ronca, instrumento tradicional associado à identidade cultural de Elvas. O projeto pretende juntar a escrita poética à tradição musical e artesanal, criando uma abordagem multidisciplinar.

A iniciativa prevê uma primeira fase escolar, através de oficinas itinerantes nas escolas do concelho, incluindo as freguesias. As sessões deverão envolver professores, poetas populares e artesãos locais, conjugando a componente literária com o conhecimento da ronca e da sua construção.

Durante as oficinas serão realizadas atividades de escrita criativa e leitura de poesia, com particular atenção a autores ligados ao concelho, como António Dinis da Cruz e Silva e António Sardinha. Os alunos terão ainda contacto com a componente acústica e artesanal da ronca, procurando perceber a relação entre o ritmo do instrumento e a métrica das quadras.

Um livro com as quadras das crianças

“Quadras com Tradição” prevê também a criação de um livro em formato papel, reunindo as quadras produzidas pelas crianças ao longo do projeto. O objetivo é que o trabalho desenvolvido nas escolas resulte num produto final que possa permanecer como registo da participação dos mais novos.

Numa segunda fase, de carácter comunitário, está prevista uma apresentação pública dos trabalhos realizados pelas crianças, integrada num dos eventos promovidos pelo Município de Elvas. A iniciativa pretende, assim, envolver também as famílias e proporcionar aos participantes uma experiência de apresentação em palco.

Transmissão de saberes entre gerações

Para Joaquim Santos, uma das principais metas passa por reforçar a transmissão entre gerações. A presença de poetas populares e artesãos locais nas atividades permitirá aproximar as crianças de pessoas que guardam conhecimentos e memórias ligados à cultura elvense.

O projeto pretende ainda combater o desinteresse pela leitura e pela escrita através de metodologias mais lúdicas, unir a criatividade literária à preservação do património local e promover uma maior transmissão geracional das tradições.

Candidatura com orçamento de 23.850 euros

A candidatura dispõe de um orçamento de 23.850 euros, destinado, entre outros aspetos, à construção de roncas com materiais reciclados para as crianças participantes e à produção do livro final.

Joaquim Santos deixou um apelo aos elvenses para que participem na votação do Orçamento Participativo e escolham o projeto caso considerem que deve ser concretizado.

“Defendemos a nossa cultura, a nossa tradição e achamos que deve ser passada às nossas crianças porque são elas o nosso futuro”, afirmou o escritor, sublinhando ainda a importância de mostrar aos mais novos que “com as palavras também se pode brincar e também se pode aprender a brincar”.

Com “Quadras com Tradição”, a proposta passa, assim, por aproximar as crianças da poesia através da criatividade, da música e da cultura local, procurando garantir que tradições como a ronca e a poesia popular continuam presentes nas gerações futuras.

A entrevista completa a Joaquim Santos para ouvir no podcast abaixo:

Santa Casa de Campo Maior quer reforçar apoio domiciliário e enfrenta dificuldades na contratação

A Santa Casa da Misericórdia de Campo Maior quer reforçar a resposta às necessidades da população e aposta no crescimento do apoio domiciliário.

A instituição acompanha atualmente mais de 300 utentes, entre o apoio domiciliário, centro de dia, lar de idosos e infantários. Segundo o provedor, José Jorge Pereira, o apoio domiciliário é uma área em expansão e a intenção passa por aprofundar o trabalho desenvolvido junto da população.

“Temos o apoio domiciliar a mais de 30 pessoas, mas nós queremos fazer aqui um trabalho um bocadinho mais profundo”, afirma o responsável.

A par do crescimento das respostas sociais, a Santa Casa enfrenta dificuldades na contratação de profissionais, sobretudo na área da gerontologia. José Jorge Pereira explica que é difícil encontrar trabalhadores com formação e perfil adequado para este tipo de funções. “Não é fácil, principalmente na área da gerontologia, encontrar pessoas quer com capacidades, quer adequadas e com perfil para este tipo de situação”, sublinha.

O provedor reconhece que o trabalho com idosos é exigente e desgastante, mas defende que deve ser mais valorizado, destacando também a componente gratificante da profissão. “É um trabalho bastante árduo e duro, desgastante, e muitas das vezes vê-se como o fim de linha. Mas quem trabalha na gerontologia acaba por ganhar o gosto”, garante.

José Jorge Pereira considera ainda importante mostrar que trabalhar com idosos pode ser uma experiência enriquecedora, nomeadamente pela relação criada com os utentes e pelo reconhecimento que recebem. “É importante cativar as pessoas, dizer que não é um trabalho desprestigiante, é um trabalho cativante e que se aprende”, conclui.

Alto Alentejo quer atrair médicos recém-formados com programa de imersão em Alter do Chão e Avis

A ULS Alto Alentejo, a Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo, e os Municípios de Alter do Chão e Avis, promovem, entre os dias 9 e 11 de outubro, uma iniciativa dirigida a médicos recém-formados e recém-especialistas.

O objetivo é dar a conhecer as oportunidades profissionais e a qualidade de vida do Alto Alentejo, através de um programa de imersão nos concelhos de Alter do Chão e Avis.

Durante três dias, os participantes vão visitar os Centros de Saúde dos dois concelhos e conhecer as comunidades onde estes serviços estão inseridos, mas também o património, as tradições e os recursos naturais da região.

O programa inclui ainda visitas à Coudelaria Alter Real, ao centro histórico de Avis e ao Clube Náutico de Avis, bem como um passeio de barco solar.

A iniciativa tem inscrição gratuita e pretende mostrar aos profissionais de saúde que escolher onde exercer Medicina é também uma oportunidade para escolher onde viver e contruir uma carreira.

As inscrições podem ser realizadas através do formulário disponibilizado pelas entidades promotoras da iniciativa.

Arronches ensina crianças a reciclar através de jogo sobre o ambiente

As crianças que frequentam o Programa de Apoio ao Estudo e Ocupação de Tempos Livres do Município de Arronches participaram numa ação de sensibilização ambiental, integrada na iniciativa “O Reciclete Vai à Escola”.

A atividade promovida pela Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo, através de um trabalho de promoção da sustentabilidade e da literacia ambiental, procurou ensinar aos mais novos a importância da reciclagem e da correta gestão dos resíduos.

Através de um jogo dinâmico dedicado à temática do ambiente, as crianças puderam testar os seus conhecimentos e aprender medidas que podem adotar no seu dia-a-dia.

A iniciativa teve como objetivo aproximar os mais novos de conceitos como a economia circular e a preservação dos recursos naturais, contribuindo para a promoção da literacia ambiental desde tenra idade.

100 anos de cidade: Estremoz celebra centenário com homenagem à sua história

Estremoz vai assinalar o centenário da sua elevação a cidade com uma cerimónia comemorativa marcada para o próximo dia 30 de agosto, domingo, véspera da data oficial do aniversário. A iniciativa pretende reunir a população numa noite de celebração e homenagem à história e às instituições do concelho.

Segundo a vice-presidente da Câmara Municipal de Estremoz, Sónia Caldeira, a escolha do dia 30 pretende permitir uma maior participação dos estremocenses.

As comemorações terão início pelas 21 horas, com a deposição de uma coroa de flores junto ao busto de José Lourenço Marques Crespo. O momento contará com a participação da Banda da Sociedade Filarmónica Artística Estremocense, que interpretará o hino de Estremoz.

Seguir-se-á uma arruada até aos Paços do Concelho, onde será descerrada uma placa comemorativa dos 100 anos da elevação de Estremoz a cidade e terá lugar a assinatura do livro de honra.

A cerimónia contará ainda com um momento musical protagonizado pelo Orfeão Tomás Alcaide, bem como com discursos institucionais e a homenagem às entidades centenárias do concelho.

De acordo com Sónia Caldeira, o município realizou um levantamento das instituições desportivas, culturais e de solidariedade social que contam já com um século de existência ou mais. Todas as entidades identificadas serão distinguidas com uma placa comemorativa.

O programa inclui também a apresentação de um vídeo alusivo ao centenário da cidade. No encerramento, a Banda da Sociedade Filarmónica Artística Estremocense interpretará o Hino Nacional, seguindo-se um espetáculo de fogo de artifício.

Presidente da República ainda sem presença confirmada

A Câmara Municipal de Estremoz convidou o Presidente da República para participar nas comemorações. Sónia Caldeira revelou, contudo, que a presença de António José Seguro ainda não está confirmada.

“Gostávamos muito que pudesse estar presente nesta cerimónia”, afirmou a vice-presidente, explicando que o Presidente da República estará a tentar conciliar a sua agenda para poder juntar-se às celebrações.

A autarquia mantém, assim, a expectativa de contar com a presença do chefe de Estado, embora aguarde ainda uma confirmação oficial.

As comemorações pretendem marcar simbolicamente os 100 anos da elevação de Estremoz a cidade e, ao mesmo tempo, homenagear a comunidade e as instituições que contribuíram para a história e identidade do concelho.

Sónia Caldeira deixou o convite aos estremocenses e a todos os que se queiram associar à iniciativa, sublinhando a importância de celebrar “esta marca, que é a marca dos 100 anos”, e de honrar o nome da cidade.

Obras arrancam no Castelo de Barbacena para dar lugar a hotel de charme

As obras de requalificação do Castelo de Barbacena, no concelho de Elvas, arrancaram muito recentemente, concretizando o projeto anunciado em fevereiro de 2025 pela empresa Chaves do Areeiro, que prevê transformar o imóvel histórico num hotel de charme, com 12 quartos, num investimento estimado em cerca de quatro milhões de euros.

O arranque da empreitada marca o início de um processo de recuperação há muito aguardado para este monumento de elevado valor patrimonial, depois de o projeto ter sido aprovado pelo Ministério da Cultura e pela Câmara Municipal de Elvas.

A intervenção prevê a requalificação integral do imóvel, respeitando as condicionantes impostas pela tutela do património. No exterior, está prevista a recuperação da imagem arquitetónica do castelo, através da reprodução dos elementos que caracterizavam o edifício no passado. No interior, serão realizadas as alterações necessárias à adaptação do espaço às funções de uma unidade hoteleira, sem desvirtuar as características patrimoniais do imóvel.

De acordo com o anunciado pela empresa, a nova unidade deverá criar, pelo menos, seis postos de trabalho, com a expectativa de que estes sejam preenchidos, sobretudo, por pessoas do concelho de Elvas.

Quando o investimento foi apresentado, em fevereiro do ano passado, o CEO da Chaves do Areeiro, Paulo Luz, explicou que a entrada no setor hoteleiro surgia no âmbito de uma estratégia de investimento da empresa, que tem apostado na aquisição e recuperação de património e instalações, procurando devolver-lhes atividade e capacidade de gerar emprego.

O projeto para Barbacena prevê uma intervenção numa área de cerca de nove mil metros quadrados e inclui ainda a construção de uma piscina. A empresa admitiu também, numa fase posterior, a possibilidade de adaptar a zona dos antigos balneários para a criação de um espaço de spa.

A componente arqueológica constitui uma das condicionantes da intervenção, devido à dimensão e ao valor histórico do conjunto. A empreitada tem uma duração inicialmente estimada em cerca de dois anos, apontando o calendário previsto para a conclusão dos trabalhos para 2027, caso a obra decorra de acordo com o planeamento.

O arranque dos trabalhos representa, assim, um passo concreto na recuperação de um dos mais importantes elementos patrimoniais de Barbacena e responde à expectativa manifestada pelo presidente da Câmara Municipal de Elvas, Rondão Almeida, aquando do anúncio do investimento, de que fosse finalmente possível assistir à recuperação daquele património histórico.

Com a intervenção agora no terreno, o Castelo de Barbacena prepara-se para ganhar uma nova função, conciliando a preservação do património com a criação de uma nova oferta turística no concelho de Elvas.

A primitiva edificação do Castelo de Barbacena remonta ao reinado de D. Afonso III, entre 1248 e 1279, tendo o imóvel sido reconstruído durante o reinado de D. Manuel I, entre 1495 e 1521. O castelo foi classificado como Imóvel de Interesse Público em 24 de janeiro de 1967 e, apesar do seu relevante valor histórico e arquitetónico, encontra-se em propriedade privada.

Com o início das obras, o projeto anunciado há cerca de um ano e meio deixa de estar apenas no papel e entra agora numa nova fase: a da recuperação efetiva do Castelo de Barbacena e da sua transformação numa unidade hoteleira.

Banda 1.º de Dezembro mantém aposta na formação e resiste ao declínio das filarmónicas

A Associação Cultural e Recreio Musical 1º. de Dezembro de Campo Maior conta atualmente com cerca de 22 elementos e continua a apostar na formação de novos músicos, apesar das dificuldades que afetam muitas bandas filarmónicas do país.

O presidente da associação, José Romudas, considera que, tendo em conta a realidade atual, a banda campomaiorense apresenta uma situação positiva. Para garantir a presença de músicos suficiente nos serviços, a coletividade mantém parcerias com outras bandas, permitindo uma colaboração mútua entre os diferentes agrupamentos.

“Hoje não é fácil”, reconhece José Romudas, explicando que a banda ajuda outras formações e também recebe elementos de outras bandas quando necessário. Ainda assim, sublinha, conseguir reunir entre 20 e 22 músicos “já não é mau”.

Escola de música gratuita procura captar novos talentos

A formação é uma das principais apostas da Banda 1.º de Dezembro. A escola de música conta atualmente com “oito ou nove alunos” e funciona através do trabalho dos próprios músicos da banda, sobretudo dos mais experientes, que assumem o papel de formadores.

“Passam o testemunho” e procuram transmitir aos mais jovens “a dinâmica e a vontade de ser músicos”, explica o dirigente.

Uma das características que distingue a escola é a gratuitidade. Em Campo Maior, os alunos não pagam pela aprendizagem e, quando terminam a formação e ingressam na banda, têm também acesso a um instrumento disponibilizado pela própria associação.

Para José Romudas, trata-se de uma mais-valia significativa, sobretudo quando comparada com os custos associados a outras formas de ensino musical. “Um miúdo hoje vai à escola de música, não paga nada, e quando sair músico tem um instrumento à sua espera também por conta da banda”, salienta.

O responsável lamenta, contudo, que seja cada vez mais difícil captar crianças e jovens para a música. A associação tem procurado estabelecer contactos e desenvolver atividades junto das escolas, numa tentativa de despertar nos mais novos o interesse pela aprendizagem musical.

“Da nossa banda já saíram bons profissionais”

A formação proporcionada pela banda tem também dado frutos ao longo dos anos. José Romudas destaca que vários músicos que passaram pela 1.º de Dezembro acabaram por seguir profissionalmente a carreira musical.

“Da nossa banda já saíram bons profissionais e alguns ainda estão no ativo como profissionais músicos”, refere, defendendo que aprender música continua a ser uma oportunidade importante para os jovens.

O dirigente reconhece, porém, que atualmente as crianças têm cada vez mais atividades e interesses para conciliar. Entre o desporto e outras ocupações, o tempo disponível é reduzido, tornando essencial que exista uma verdadeira paixão pela música para que um jovem permaneça ligado à banda.

“A música é uma arte muito bonita”, afirma José Romudas, que, apesar de não ser músico, mantém uma forte ligação à associação. Depois de ter estado ligado à banda durante cerca de quatro décadas, regressou há alguns anos à direção, onde procura continuar a apoiar os músicos e a coletividade.

Um setor em declínio

O futuro das bandas filarmónicas é uma das preocupações do presidente da Associação 1.º de Dezembro. José Romudas considera que “hoje a música e as bandas estão em declínio”, apontando para a existência de vilas e cidades onde já não existem formações musicais deste género.

Mesmo entre as bandas que continuam ativas, a falta de elementos é uma realidade. Há agrupamentos que, segundo o responsável, não conseguem reunir 22 músicos para assegurar um serviço.

“Dentro do mal, nós não estamos mal”, admite, destacando a capacidade da banda de Campo Maior para continuar a funcionar e assegurar as suas atuações.

A associação já foi, inclusive, contactada por outras localidades interessadas em criar ou recuperar bandas, mas José Romudas reconhece que formar e manter uma filarmónica “não é fácil”.

Escola está de férias, mas a banda continua ativa

Durante o mês de agosto, a escola de música encontra-se parada, acompanhando o período de férias. A atividade musical da associação, contudo, não está suspensa.

Com as festas e os serviços a decorrerem durante este período, a banda continua a assegurar atuações. José Romudas confirma que, a 15 de agosto, o agrupamento já tinha realizado o terceiro serviço do mês.

Assim, enquanto os alunos aguardam pelo regresso das aulas de música em setembro, os músicos da Associação Cultural e Recreio Musical 1º. de Dezembro continuam a levar o nome de Campo Maior às diferentes atuações, mantendo viva uma tradição que enfrenta, em todo o país, desafios cada vez maiores.

José Luís Carneiro visita distrito de Portalegre para acompanhar projetos estratégicos

O Secretário-Geral do Partido Socialista (PS), José Luís Carneiro, visita o distrito de Portalegre nos dias 26 e 27 de agosto, no âmbito da iniciativa “Rota pelo Interior e Cooperação Transfronteiriça”.

A deslocação inclui passagens pelo Festival/Feira de Artesanato e Gastronomia do Crato, uma reunião na Câmara Municipal de Nisa para acompanhar o projeto da Ponte Internacional sobre o Rio Sever, uma visita à fábrica Queijos Santiago e uma viagem de comboio na Linha do Leste, entre Portalegre e Elvas.

A iniciativa pretende reforçar a proximidade do PS aos territórios do Interior, através do contacto direto com autarquias, empresas, instituições e populações, bem como acompanhar projetos considerados relevantes para a coesão territorial e para a cooperação transfronteiriça.

Programa arranca no Crato

A visita começa no dia 26 de agosto, no Crato. Pelas 20h00, José Luís Carneiro participa num jantar com militantes e simpatizantes do Partido Socialista, integrado no Festival/Feira de Artesanato e Gastronomia do Crato.

No dia seguinte, 27 de agosto, a agenda prossegue em Nisa, Portalegre e Elvas.

Às 09h00, o dirigente socialista desloca-se à Câmara Municipal de Nisa para acompanhar os desenvolvimentos do projeto da Ponte Internacional sobre o Rio Sever, em Montalvão. A infraestrutura está prevista como uma ligação estratégica entre Portugal e a Extremadura espanhola, através de Cedillo.

Contacto com o setor agroalimentar

Pelas 11h30, José Luís Carneiro visita a fábrica da Queijos Santiago, localizada na Zona Industrial de Portalegre. O encontro terá como objetivo o contacto com o setor produtivo e agroalimentar e a auscultação dos desafios enfrentados pelas empresas do distrito.

A visita termina com uma viagem de comboio na Linha do Leste. Às 15h15, o Secretário-Geral do PS embarca numa composição entre as estações de Portalegre e Elvas, numa ação destinada a sublinhar a importância da mobilidade ferroviária e do transporte público no Interior.

Aproximar decisões políticas dos territórios

A “Rota pelo Interior e Cooperação Transfronteiriça” pretende percorrer diferentes territórios do Interior, promovendo o diálogo com autarquias, empresas, associações, instituições de ensino superior, centros de investigação, organizações da sociedade civil, decisores públicos e cidadãos.

Segundo o PS, o objetivo passa por conhecer diretamente os principais desafios e oportunidades de cada território e, a partir dessa realidade, contribuir para a definição de políticas públicas mais eficazes e ajustadas às especificidades locais.

No distrito de Portalegre, a agenda coloca em destaque três áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento regional: a cooperação transfronteiriça, a atividade económica e agroalimentar e a mobilidade ferroviária.

Arraiolos reforça aposta na habitação com novos loteamentos e terrenos a preços acessíveis  

A habitação continua a ser uma das prioridades da Câmara Municipal de Arraiolos, que está a avançar com novos projetos de loteamento para aumentar a oferta de terrenos destinados à construção de habitação a preços acessíveis.

O presidente da Câmara Municipal de Arraiolos, Jorge Macau, afirmou que o município tem mantido uma política de disponibilização de lotes em todas as localidades do concelho a valores muito inferiores aos praticados no mercado. “A política que temos praticado ao longo de todos estes anos é aquela que queremos muito seguir, que é disponibilizar lotes em todas as localidades do concelho a preços muito acessíveis. Estamos a falar de 25 a 30 euros por metro quadrado”, destacou.

O autarca explicou que o município está também a recuperar lotes anteriormente atribuídos que não foram utilizados dentro dos prazos definidos, de forma a colocá-los novamente à disposição da população. “Procuramos reverter os lotes que tivessem sido atribuídos ao longo destes anos e que as pessoas não tenham respeitado os prazos estipulados no regulamento. Procuramos dar uma resposta em tempo útil”, referiu.

Neste momento, decorrem trabalhos de terraplanagem para a criação de mais 14 lotes, enquanto está em preparação um novo loteamento de maior dimensão. “Já estamos a trabalhar num projeto muito amplo e queremos, dentro de um ano e meio a dois anos, começar as obras de um loteamento com cerca de 100 lotes”, revelou Jorge Macau.

O presidente da autarquia considera que a escassez de habitação é um problema nacional e não exclusivo de Arraiolos. “Reconheço as dificuldades, mas se formos para os concelhos vizinhos acontece exatamente o mesmo. E se sairmos do distrito de Évora, a realidade é igual. De facto, a habitação é um problema transversal em todo o país”, concluiu.