Montemor avança com investimentos estratégicos em água, saneamento e rede viária  

A Câmara Municipal de Montemor-o-Novo está a desenvolver e a preparar um conjunto de investimentos em infraestruturas essenciais do concelho, com especial enfoque nas redes de água, saneamento e tratamento de águas residuais. As intervenções, apesar de muitas vezes não terem grande visibilidade para a população, assumem uma importância estratégica para a qualidade ambiental e para a melhoria dos serviços públicos.

O presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Novo, Carlos Pinto de Sá, destaca a aposta do município na renovação das infraestruturas do ciclo urbano da água, nomeadamente através da reabilitação de quatro Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR). “Gostaria de começar por referir um tipo de obra que não tem praticamente visibilidade, mas que é de grande importância. Estou a falar do ciclo urbano da água e, portanto, das redes de abastecimento de água e de saneamento”, afirmou o autarca.

As intervenções previstas abrangem as ETAR de Lavre, Cabrela, Foros de Vale de Figueira e São Geraldo, equipamentos que, segundo Carlos Pinto de Sá, atingiram o final do seu ciclo de vida e necessitam agora de uma reabilitação. “São ETAR’s que tiveram o seu ciclo de vida e que agora precisam ser reabilitadas”, explicou.

O presidente da Câmara sublinha que a melhoria destas estruturas terá um impacto direto na proteção ambiental do território, garantindo melhores condições no tratamento das águas residuais. “É um trabalho que é de grande importância, porque permite também melhorar o ambiente”, referiu, acrescentando que, embora as ETAR’s estejam atualmente em funcionamento, “não estão a funcionar nas melhores condições”.

A preparação destas obras encontra-se já em desenvolvimento, com o estudo técnico concluído e a passagem para a fase dos projetos de execução. O investimento previsto ultrapassa um milhão de euros, estando a autarquia a apontar para o avanço das obras no próximo ano.

Paralelamente, o município tem acompanhado outros investimentos estruturantes da responsabilidade das Águas Públicas do Alentejo, entidade com intervenção em algumas das principais infraestruturas de água e saneamento do concelho.

Carlos Pinto de Sá destaca, entre outros projetos, a ligação da rede de saneamento da  Zona Industrial da Adua à nova ETAR, uma intervenção que permitirá encaminhar os efluentes daquela área para tratamento adequado. “O primeiro tem a ver com a ligação da rede de saneamento da Zona Industrial da Adua à nova ETAR, que passa por trás do castelo, recolhe também os efluentes em toda aquela zona e leva para tratamento na nova ETAR”, explicou.

O autarca considera este um investimento fundamental para o concelho, defendendo que a intervenção deve avançar sem novos atrasos. “É um investimento também de grande importância, que tem tardado e não pode continuar a ser adiado”, afirmou.

Outro dos projetos destacados passa pela criação de uma nova rede de abastecimento de água a partir dos Minutos, com o objetivo de reforçar o abastecimento da cidade e permitir novas ligações de reforço a outras zonas do concelho.

Segundo Carlos Pinto de Sá, esta intervenção permitirá também melhorar o serviço público de abastecimento de água em diferentes áreas, através da criação de novas redes.

Entretanto, já avançou no Escoural uma nova rede de saneamento, que incluirá também uma nova ETAR, num investimento superior a três milhões de euros assegurado pelas Águas Públicas do Alentejo.

Para o presidente da Câmara Municipal, estes investimentos representam uma aposta na modernização das infraestruturas básicas do concelho, garantindo melhores condições de funcionamento das redes de água e saneamento e contribuindo para um território mais sustentável.

A renovação destas estruturas integra, assim, uma estratégia de longo prazo para Montemor-o-Novo, com o município a procurar assegurar respostas mais eficientes nas áreas do ambiente, abastecimento público e tratamento de águas residuais.

Aqueduto da Amoreira volta à televisão na corrida às Novas 7 Maravilhas de Portugal

O Aqueduto da Amoreira, em Elvas, continua na corrida para ser consagrado como uma das Novas 7 Maravilhas de Portugal e vai voltar a estar em destaque na televisão no próximo dia 29 de agosto, durante a final regional do Alentejo e Ribatejo do concurso.

A sessão, com transmissão em direto na TVI, será uma nova oportunidade para apresentar ao país a história e a importância de um dos maiores símbolos de Elvas. A representar o monumento estará José Manuel Martins, antigo guia do Forte de Santa Luzia e estudioso autodidata da história da cidade.

Três minutos para contar mais de 500 anos de história

Em entrevista à Rádio ELVAS, José Manuel Martins sublinha que o principal desafio será conseguir condensar séculos de história em apenas três minutos de televisão. “Lá só temos três minutos e não dá para quase nada”, explica, defendendo que, apesar do pouco tempo disponível, é fundamental dar a conhecer aos portugueses “o que é que se passou durante os 93 anos da construção” do Aqueduto da Amoreira.

Uma resposta à falta de água em Elvas

A história do monumento remonta ao século XVI, durante o reinado de D. Manuel I, numa altura em que Elvas enfrentava um grave problema de abastecimento de água. Segundo José Manuel Martins, a cidade possuía inúmeros palacetes equipados com poços e cisternas, mas a nascente subterrânea que abastecia a população acabou por secar. “Elvas ficou sem água. Então o rei D. Manuel teve que resolver o problema”, recorda.

A solução passou pela captação de água a cerca de 15 quilómetros da cidade, nomeadamente na zona da Serra do Bispo, perto de Vila Fernando, e por outras nascentes. A água era depois conduzida até Elvas através de uma gigantesca estrutura que viria a marcar para sempre a paisagem da cidade.

Um projeto que obrigou a elevar o aqueduto

O projeto não foi, contudo, simples. O aqueduto inicialmente construído tinha cerca de 25 metros de altura, mas a água não conseguia chegar aos pontos de abastecimento pretendidos.

“Tiveram que subir o aqueduto mais seis metros, que hoje é a altura que tem, 31 metros, para a água chegar à Fonte de São Lourenço e à Fonte das Viúvas”, explica o estudioso.

A construção obrigou também à criação de mecanismos extraordinários de financiamento. Entre eles esteve o chamado “real de água”, um imposto aplicado sobre determinados produtos de consumo.

93 anos de construção e uma chegada celebrada pela população

O processo foi longo e atravessou diferentes reinados e períodos políticos. Durante o período dos Filipes, a construção chegou a estar parada, mas acabaria por ser retomada, uma vez que o abastecimento de água era essencial para a cidade.

A obra foi finalmente concluída em 1622, momento que, segundo José Manuel Martins, foi vivido com grande entusiasmo pela população. “Foi a primeira vez que correu água dentro da cidade. Houve bailaricos e toque de charamelas”, conta, referindo-se às celebrações associadas à chegada da água à Fonte da Misericórdia.

O aqueduto que também transformou Elvas

O Aqueduto acabaria por ter também um papel importante na própria transformação urbanística de Elvas. A estrutura chegou a prolongar-se para dentro da cidade e ainda hoje existem vestígios dessa antiga construção.

José Manuel Martins recorda, por exemplo, que a atual Fonte da Misericórdia não corresponde ao local original onde a água chegou à cidade. “A fonte onde iniciou foi no Lar da Misericórdia, onde está hoje a estátua do rei D. Manuel I”, revela.

Uma obra ligada à defesa da cidade

O aqueduto está ainda ligado à construção de importantes estruturas defensivas da cidade. Com a evolução da artilharia, tornou-se necessário criar uma passagem que permitisse a entrada dos grandes canhões em Elvas sem destruir as muralhas.

“O viaduto foi feito para os canhões poderem entrar dentro da cidade”, explica José Manuel Martins, recordando que as dimensões dos canhões não permitiam que estes fizessem as curvas junto às portas da cidade.

A intervenção acabaria por alterar parte do próprio aqueduto e da rede de abastecimento, incluindo a construção de uma impressionante estrutura subterrânea. “É uma autêntica igreja debaixo do chão. É linda”, descreve o guia, referindo-se à grande estrutura subterrânea de canalização e proteção da água.

O aqueduto sobreviveu à Guerra da Restauração

A história do Aqueduto da Amoreira cruza-se ainda com os conflitos militares que marcaram Elvas. Durante a Guerra da Restauração, chegou a existir a possibilidade de o monumento ser destruído, mas a necessidade de garantir o abastecimento de água acabou por prevalecer.

“Na altura da Batalha das Linhas de Elvas, os espanhóis ainda pensaram em destruir o aqueduto, mas tiveram bom senso, pensaram duas vezes”, conta José Manuel Martins.

Apesar disso, houve danos provocados na parte superior do monumento, com os canais de água a serem deliberadamente destruídos. “A água, em vez de correr para a cidade, corria para o chão. Mas o monumento ficou erguido. Esta ganhámos nós”, afirma, associando a resistência do aqueduto à própria história militar de Elvas.

“A chave do reino” e o orgulho em ser elvense

Para José Manuel Martins, a história do monumento não pode ser dissociada da importância estratégica da cidade, conhecida como a “chave do reino”.

“Tenho muito orgulho em ser elvense e português”, afirma, sublinhando a importância de preservar e transmitir às novas gerações o conhecimento sobre o património local.

Essa ligação à história de Elvas acompanha José Manuel Martins desde jovem. O estudioso conta que nunca perdeu o interesse pelos livros de história e que a passagem pela Câmara Municipal acabou por aprofundar ainda mais essa paixão.

Uma vida dedicada à história e ao património

Mesmo depois de ter terminado a atividade profissional na Câmara Municipal, José Manuel Martins continua ligado à divulgação do património da cidade, através das visitas guiadas.

“Temos que gostar do que estamos a fazer, senão não vale a pena”, afirma.

Agora, o desafio é outro: levar essa paixão pelo património elvense à televisão e convencer os portugueses a votar no Aqueduto da Amoreira.

Aqueduto enfrenta forte concorrência

José Manuel Martins reconhece a importância da Barragem do Alqueva, o outro candidato na categoria “Grandes Obras” nesta fase do concurso, mas considera que a antiguidade e o reconhecimento internacional do monumento elvense são argumentos fortes. “O Alqueva é uma coisa recente. É uma grande obra, não há dúvida nenhuma. Mas o nosso aqueduto tem mais de 500 anos”, recorda.

O guia turístico recorda ainda que Elvas possui um reconhecimento internacional de enorme importância: a classificação como Património Mundial da UNESCO, atribuída em 2012. “Temos o selo da UNESCO”, destaca, lembrando o processo que levou à classificação da cidade e das suas fortificações.

A distinção, considera, teve também impacto direto no turismo e na notoriedade de Elvas. “As visitas aqui em Elvas triplicaram”, recorda José Manuel Martins, que durante os anos em que trabalhou na Câmara acompanhou de perto a evolução do número de visitantes aos monumentos da cidade.

Um apelo aos elvenses para votar

É com esse património, essa história e esse orgulho elvense que o Aqueduto da Amoreira vai agora enfrentar mais uma etapa na corrida às Sete Novas Maravilhas de Portugal.

José Manuel Martins deixa um apelo direto aos conterrâneos: “Espero que os nossos conterrâneos e amigos votem todos no Aqueduto da Amoreira”. E reforça: “É uma insignificância, não custa nada”.

O objetivo é conseguir mobilizar os elvenses dentro e fora do concelho e mostrar, uma vez mais, a força de um monumento que, há mais de cinco séculos, faz parte da identidade da cidade. “Nós nunca perdemos a esperança. Nós vamos e tentamos ver o que é que podemos fazer de melhor”, conclui José Manuel Martins.

Final regional realiza-se em Santarém

A final regional do Alentejo e Ribatejo realiza-se no dia 29 de agosto, no Jardim das Portas do Sol, em Santarém, com transmissão em direto na TVI, a partir das 15 horas. Elvas estará representada pelo Aqueduto da Amoreira e pela voz de quem há décadas se dedica a estudar, preservar e contar a história da cidade.

A entrevista completa para ouvir no podcast:

Jovem campomaiorense Catarina Pereira começa a afirmar-se no blues com nova banda

A banda Cat, Phill and The Blues Dogs, liderada pela voz da campomaiorense Catarina Pereira, depois da estreia em Campo Maior, em julho, voltou à vila para um concerto muito especial, no decorrer das Festas do Povo.  

O concerto no evento maior de Campo Maior levou público ao Jardim Municipal e, apesar de alguma “estranheza inicial” perante um projeto ainda recente e pouco conhecido entre os campomaiorenses, a reação foi crescendo ao longo da atuação. Para Catarina Pereira, conquistar quem estava a assistir era uma parte essencial do desafio.

“O papel do músico não é só fazer boa música, mas também tentar conquistar e captar o público que está a ver”, explica a vocalista, que confessa ter ficado satisfeita com a receção. No dia seguinte ao concerto, chegou mesmo a ouvir de algumas senhoras mais velhas que tinham “adorado” a atuação.

A presença em Campo Maior marcou a segunda atuação da banda na terra natal de Catarina durante este verão, depois da participação no Festival Raya. O projeto, que nasceu há cerca de um ano, junta músicos brasileiros e a jovem cantora e compositora campomaiorense, numa mistura que Catarina considera especial.

Um projeto para continuar a crescer

Com apenas 21 anos, Catarina Pereira assume este projeto como uma aposta séria no blues, género musical que diz adorar. Apesar de não saber ainda onde a banda a poderá levar, a cantora tem uma ambição clara: continuar a fazer música, cantar, compor e mostrar aquilo que sabe fazer melhor.

“Espero que isto me leve longe, que mostre aquilo que consigo fazer e aquilo que faço de melhor, que é cantar e compor”, afirma.

Os restantes elementos da banda encontram-se atualmente radicados em Coimbra, cidade onde Catarina estuda e onde também decorrem os ensaios. A distância entre Coimbra e Campo Maior não impediu, contudo, que o projeto tivesse já duas passagens pelo concelho neste verão.

Questionada sobre os grandes palcos onde gostaria de atuar, Catarina não hesita: “São todos.” Seja um grande festival ou um palco mais pequeno, a prioridade é continuar a levar a música ao público. “Desde que nos queiram ouvir, qualquer palco serve”, resume.

Entre o blues, a composição e a vontade de chegar cada vez mais longe, Cat, Phill and The Blues Dogs começa a afirmar-se como um projeto a acompanhar. E, depois de duas passagens por Campo Maior neste verão, Catarina deixa a porta aberta para novos palcos — em Portugal ou além-fronteiras — com a mesma disponibilidade: tocar onde houver quem queira ouvir.

Alandroal acolhe XVI Troféu em Pesca Desportiva

O Município de Alandroal volta a receber os amantes da pesca desportiva. No dia 6 de setembro, a Pista de Pesca de Juromenha será o palco do Convívio Piscatório – XVI Troféu Vila de Alandroal.

O evento desportivo está integrado no programa oficial das Festas em Honra de Nossa Senhora da Conceição. A iniciativa junta a competição saudável ao convívio entre participantes. O cenário escolhido é a icónica e histórica vila de Juromenha, junto ao rio Guadiana.

A organização convida todos os pescadores e entusiastas a participar. O troféu promete uma manhã de desporto e animação em contacto direto com a natureza alentejana.

Para mais informações sobre inscrições e horários, os interessados devem contactar os serviços do Município de Alandroal.

Monforte homenageou Professor José Duarte da Conceição

A Câmara Municipal de Monforte deliberou homenagear publicamente o Professor José Duarte da Conceição através da atribuição do seu nome ao Centro de Atividades de Apoio à Família, onde, para além de outras valências, se desenvolvem as Atividades de Animação e Apoio à Família (AAAF) e a Componente de Apoio à Família (CAF), dirigidas, respetivamente, às crianças do Pré-Escolar e às do 1º Ciclo, e um Centro de Estudos. Este local tem um forte valor simbólico pois trata-se do edifício da antiga Escola Primária onde o docente lecionou e marcou sucessivas gerações de monfortenses. A infraestrutura passou, então, a designar-se “Centro de Estudos e ATL – Professor José Duarte da Conceição”, uma decisão da autarquia que visa perpetuar a memória de uma das figuras mais marcantes e acarinhadas da comunidade local.

A cerimónia oficial teve lugar no dia 15 de agosto, por ocasião das tradicionais festas de agosto da freguesia de Monforte, Festas em Honra de Nossa Senhora do Parto 2026 historicamente ligadas à Santa Casa da Misericórdia de Monforte, instituição profundamente apoiada e acarinhada pela família do homenageado.

Para além do Presidente do Município, Miguel Rasquinho, acompanhado pelos e elementos do seu Gabinete, Sara Rasquinho, Sérgio Martins e Joaquina Ramalho, estiveram presentes a viúva do homenageado, Rosa Duarte, os filhos, netos e bisneta, demais familiares e amigos, o Provedor da Santa Casa da Misericórdia, José António Rasquinho, o Presidente da Assembleia Municipal, Joaquim Gabriel Martins, o Vereador do Executivo Camarário, Fernando Saião, os Presidentes das Juntas de Freguesia de Assumar e de Vaiamonte, respetivamente Joaquim António Martins e Fernando Calçoa, representantes de organismos locais e público em geral.

O percurso de José Duarte ficou marcado por um elevado sentido de missão, em especial durante o período do Estado Novo, altura em que o papel dos professores era central na formação cívica e humana. Além da docência no ensino oficial – tendo chegado a diretor de uma escola em Portalegre -, o professor e a sua esposa deram também apoio escolar na própria residência a inúmeros jovens do concelho.

Para além da dedicação à educação, José Duarte teve uma participação ativa exemplar na vida pública e comunitária de Monforte, desempenhando funções como Vereador da Câmara Municipal de Monforte e mantendo, juntamente com a sua família, uma ligação estreita e de apoio contínuo à Santa Casa da Misericórdia de Monforte.

A iniciativa pretendeu, assim, reconhecer o seu contributo para o desenvolvimento educativo e social do concelho, perpetuando o seu nome num espaço inteiramente dedicado à infância e à formação dos jovens monfortenses.

Concerto cancelado ou alterado? Saiba como pedir o reembolso

O regime dos espetáculos, em vigor desde 2024, obriga o promotor de um espetáculo a devolver o preço do bilhete sempre que o evento não se realize na data, hora ou local marcados, haja substituição do programa ou de artistas principais, ou o espetáculo seja interrompido.

Este direito aplica-se independentemente do motivo do cancelamento, sendo o promotor do evento obrigado a restituir o valor pago no prazo máximo de 30 dias após a decisão de reembolso.

Para reaver o seu dinheiro, o consumidor deve enviar uma reclamação escrita ao promotor — por e-mail ou carta registada — detalhando o nome do evento, local, data e anexando uma cópia dos bilhetes.

Caso a empresa recuse o reembolso ou não responda, deve apresentar uma queixa no Livro de Reclamações e junto da IGAC (Inspeção-Geral das Atividades Culturais), anexando a prova de recusa do promotor.

Tudo para saber sobre o assunto na edição desta semana da rubrica da DECO, com Helena Guerra, do Gabinete de Inovação e Projetos da Associação para a Defesa do Consumidor. Para ouvir no podcast abaixo:

Victor Ferreira apresenta “Contos, Com Sonho” no Museu Militar de Elvas a 5 de setembro

O Museu Militar de Elvas recebe, na tarde de 5 de setembro, a apresentação do livro “Contos, Com Sonho”, da autoria de Victor Ferreira, escritor e artista plástico natural de Almada, mas com uma ligação muito especial à cidade de Elvas.

A relação do autor com Elvas começou em 1975, quando cumpriu 16 meses de serviço militar no antigo Centro de Instrução de Condução Auto (CICA). Durante esse período, Victor também vestiu a camisola do Clube de Futebol “Os Elvenses”, que então disputava a terceira divisão nacional.

“Guardo no coração a cidade de Elvas”, afirma o autor, recordando os amigos que fez durante esse período e a ligação que mantém à cidade. Todos os anos, em setembro, Victor regressa a Elvas para participar num almoço de confraternização com antigos atletas de “Os Elvenses”. Este ano, a visita ganha um significado especial com o lançamento do seu novo livro.

“Contos, Com Sonho” reúne 30 histórias baseadas em episódios reais da vida do autor, organizadas numa perspetiva cronológica, desde a infância até aos dias de hoje. Entre os contos, seis são diretamente relacionados com o período em que o escritor viveu em Elvas, incluindo experiências do serviço militar e do futebol.

A paixão pela escrita não é recente. Em 2007, o autor publicou um livro de poesia e, ao longo dos anos, foi reunindo histórias e episódios que acabou por transformar em contos. A obra nasce, assim, de memórias pessoais e de experiências vividas, algumas das quais têm Elvas como cenário.

A apresentação do livro será também uma oportunidade para conhecer outra faceta artística de Victor. Além da experiência como militar, futebolista e escritor, o autor dedica-se à pintura a óleo, estando prevista a exposição de alguns dos seus trabalhos na sala onde decorrerá o lançamento da obra.

Com esta iniciativa, Victor pretende reencontrar amigos e antigos companheiros, mas também partilhar com o público elvense uma obra que guarda várias memórias de uma época marcante da sua vida.

A apresentação de “Contos, Com Sonho” realiza-se no dia 5 de setembro, pelas 16 horas, no Museu Militar de Elvas, contando com a presença de amigos, antigos colegas e público interessado em conhecer a obra e o percurso do autor.

Cinema regressa ao Auditório São Mateus com cinco sessões em setembro

O cinema está de regresso ao Auditório São Mateus, em Elvas, no mês de setembro, com cinco sessões que integram uma programação diversificada que inclui ação, aventura, animação e terror.

A programação arranca no dia 4 de setembro, às 21h30, com “Spider-Man: Brand New Day”. No dia 11, também às 21h30, será exibido o filme “A Odisseia”.

Para o público mais jovem e as famílias, o filme de animação “Mínimos & Monstros” chega ao grande ecrã no domingo, dia 13 de setembro, com sessão marcada para as 16 horas.

No dia 18, às 21h30, é a vez do terror, com “Insidious: O Longínquo”. A programação mensal encerra no dia 25 de setembro, também às 21h30, com “Na Companhia das Estrelas”.

Os bilhetes podem ser adquiridos antecipadamente através da Ticketline ou na bilheteira do Auditório São Mateus, a partir de 30 minutos antes de cada sessão.

Santa Casa de Campo Maior quer juntar crianças e idosos no mesmo espaço

A Santa Casa da Misericórdia de Campo Maior quer dar uma nova dinâmica à instituição, com vários projetos em preparação e uma aposta particular na aproximação entre diferentes gerações.

O provedor, José Jorge Pereira, revela que existe “o sonho” de juntar as várias valências da instituição no espaço da quinta da Misericórdia, criando condições para que idosos e crianças possam partilhar experiências e atividades.

A ideia está já a ser desenvolvida através de um projeto que envolve a área de gerontologia e os infantários. O objetivo passa por criar uma espécie de encontro entre “avós” e “netos” que não têm essa ligação familiar, promovendo momentos de convívio e aprendizagem entre as diferentes gerações.

Considerando que as experiências realizadas até agora têm sido “muito bonitas”, o provedor defende que a distância entre os infantários e o restante núcleo da instituição não deve impedir a concretização do projeto. “Nada é impossível se nós não quisermos. Temos que trabalhar e, de facto, temos muito espaço lá em cima”, assegura.

José Jorge Pereira destaca ainda as condições existentes na quinta da Misericórdia, que considera um espaço com grande potencial para acolher este projeto.

Paralelamente, a Santa Casa tem vindo a investir na modernização das suas infraestruturas e na eficiência energética. Recentemente, foram instalados painéis solares e foi melhorada a estrutura de aquecimento de águas, com o objetivo de permitir uma gestão mais eficiente dos consumos de gás e eletricidade.

José Jorge Pereira garante que a instituição está agora preparada para avançar para uma nova fase e revela que existem outros projetos em carteira.

Entre as novidades está o centro de cuidados continuados, uma resposta sobre a qual o provedor promete prestar esclarecimentos à população: “Temos projetos agora em carteira, há de haver novidades, vamos esclarecer a população também com a questão do centro de cuidados continuados, que muito se fala.”

A Misericórdia de Campo Maior pretende, assim, continuar a adaptar a sua estrutura às necessidades atuais, conjugando o investimento nas instalações com novas respostas sociais e projetos que promovam uma maior ligação entre a comunidade e as diferentes gerações.

Arronches volta a pôr os petiscos à mesa de 21 a 30 de agosto

Os sabores e os petiscos voltam a estar em destaque no concelho de Arronches, com a realização da 8ª Rota dos Petiscos, que decorre de 21 a 30 de agosto nos restaurantes aderentes.

Durante dez dias, a iniciativa convida a descobrir diferentes propostas gastronómicas, com os estabelecimentos participantes a apresentarem uma seleção diversificada de petiscos, que vão dos sabores mais tradicionais a opções inspiradas em diferentes cozinhas.

Entre as sugestões disponíveis encontram-se pratos como papa-ratos, bolinhas de alheira, jaquinzinhos fritos, ovos rotos, peixinhos da horta, amêijoas à Bolhão Pato, gambas ao alho, rissóis de javali, croquetes de veado, pica-pau de atum, tacos de faisão e lingueirão, entre muitas outras opções.

Participam desta edição os estabelecimentos: A Cabana, Bar do Centro Cultural, O Cantinho do Venâncio, Sossega, Pastelicia e O Valentim, que, ao longo do período da iniciativa, apresentam as suas próprias propostas de petiscos.

A lista completa de petiscos, bem como a informação relativa aos estabelecimentos participantes, pode ser consultada através do link disponibilizado pelo Município.