O Hospital de Santa Luzia e o Centro de Saúde de Elvas têm vindo a ser alvo de um conjunto de intervenções de reabilitação destinadas a melhorar as condições dos edifícios, a eficiência energética e a qualidade dos serviços prestados aos utentes e profissionais.
Segundo Miguel Lopes, presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde (ULS) do Alto Alentejo, “há muitos anos” que as duas infraestruturas “careciam de uma obra de recuperação e reabilitação”. Por esta altura, algumas das intervenções já foram concluídas, enquanto outras encontram-se ainda em fase de conclusão.
Os trabalhos abrangem a reabilitação dos edifícios, nomeadamente a preservação das coberturas e do edificado, bem como medidas destinadas a melhorar a eficiência energética das instalações.
No Hospital de Santa Luzia, Miguel Lopes destaca a intervenção realizada no Bloco Operatório, que permitiu atualizar as condições técnicas da unidade “ao mais alto nível” face às atuais recomendações.
A par destas obras, estão igualmente a ser concluídos trabalhos no Centro de Saúde e no hospital, com o objetivo de melhorar as condições para os utentes e para os profissionais de saúde. No Hospital de Santa Luzia, a intervenção inclui ainda melhorias no “percurso dos utentes” dentro da unidade.
Miguel Lopes revelou ainda que estão previstos novos projetos para o Hospital de Santa Luzia, cuja concretização dependerá da obtenção do financiamento inicial. Entre as intervenções previstas está a ampliação do Serviço de Urgência do hospital. Está também projetada “a requalificação e construção de uma nova unidade de admissão de utentes”, que permitirá criar uma “nova entrada principal para o hospital, que não existe atualmente”.
O presidente do Conselho de Administração da ULS Alto Alentejo adiantou ainda que o Hospital de Santa Luzia está a receber novo equipamento, destinado a substituir material existente e a introduzir novos meios, contribuindo para a requalificação da unidade.
As intervenções em curso e os projetos previstos representam, segundo Miguel Lopes, uma aposta na modernização das infraestruturas de saúde de Elvas, abrangendo tanto as condições físicas dos edifícios como os equipamentos e os espaços destinados a utentes e profissionais.
O Município de Campo Maior deu ontem, 6 de outubro, início à edição de 2026 dos Clubes dos Maiores, iniciativa que, todos os anos, reúne dezenas de campomaiorenses no Centro Comunitário da vila.
Esta oferta formativa, que este ano conta já com cerca de 50 inscritos, pretende promover a aprendizagem, a partilha e o convívio, dinamizando desta forma o espaço do Centro Comunitário.
Este ano, os Clubes dos Maiores incluem os Clubes Saberes e Sabores, da Informática, da Costura e das Artes, para além de Ginástica. As inscrições continuam abertas e podem ser realizadas no Centro Comunitário.
A vereadora Paula Jangita esteve presente na sessão em representação do executivo da Câmara Municipal de Campo Maior.
A 3ª edição do Fórum de Cibersegurança da Administração Local (FCSAL) promovida pelo Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS), vai decorrer no dia 13 de outubro, no Centro de Negócios Transfronteiriço de Elvas, em cooperação com a Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo e do Município de Elvas.
O objetivo é reunir autarquias, entidades intermunicipais e a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) com o objetivo de promover a ciber-resiliência na Administração Local.
Este evento, exclusivo para os membros desta comunidade de cibersegurança dinamizada pelo CNCS, num modelo de coorganização e descentralização, visa promover a ciber-resiliência da administração local, através da promoção de canais de comunicação e cooperação, para a partilha de conhecimento e mais rápida resolução de problemas.
Considerando a crescente digitalização de serviços na administração pública local, associada a um quadro de ameaças cada vez mais sofisticado e disseminado, reflete-se no aumento do número de incidentes com impacto significativo e configura um desafio para a administração pública local, a agenda da iniciativa inclui ações de sensibilização para executivos municipais e sessões técnicas dirigidas aos técnicos de cibersegurança e segurança de informação das autarquias.
Este ano, com o novo Regime Jurídico da Cibersegurança, é ainda mais reforçada a importância desta iniciativa, que promove um espaço de articulação, partilha de conhecimento e capacitação, contribuindo para o fortalecimento da resiliência das entidades da Administração Local no domínio da cibersegurança.
A iniciativa conta com mais de 200 inscritos. Vão estar representados 114 municípios, Entidades e Comunidades Intermunicipais e a Associação Nacional de Municípios Portugueses.
A agenda da iniciativa inclui ações de sensibilização para executivos municipais e sessões técnicas dirigidas aos técnicos de cibersegurança e segurança de informação das autarquias.
A sessão de abertura, prevista para as 09h45, contará com as participações de Joaquim Diogo, presidente da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo, José Rondão Almeida, presidente do Município de Elvas, e Lino Santos, coordenador do Centro Nacional de Cibersegurança.
Já a sessão de encerramento, marcada para as 16h45, estará a cargo de Ricardo Pinheiro, presidente da Comissão de Coordenação Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, e de Lino Santos.
As Festas do Povo de Campo Maior foram distinguidas, muito recentemente, com o Prémio de Turismo Português, atribuído pela Onda Cero Extremadura, no âmbito da 11.ª edição dos Prémios Onda Viajera ao Turismo Extremeño.
A cerimónia decorreu no Complexo Cultural San Francisco, em Cáceres, e contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Campo Maior, Luís Rosinha, que recebeu a distinção em representação de toda a comunidade campomaiorense.
O galardão reconhece as Festas do Povo como um acontecimento de grande relevância turística, capaz de atrair milhares de visitantes portugueses e espanhóis e de reforçar a ligação entre Campo Maior e a Extremadura espanhola.
Em declarações à Rádio ELVAS/Rádio Campo Maior, Luís Rosinha sublinhou que o prémio pertence, em primeiro lugar, aos campomaiorenses. “É um prémio que é integralmente dos campomaiorenses, dos homens e das mulheres campomaiorenses”, afirmou o autarca, destacando também o contributo da Câmara Municipal, dos seus colaboradores e da Associação das Festas do Povo.
Luís Rosinha salientou o trabalho dos voluntários envolvidos na organização do evento, considerando que a última edição das Festas do Povo, para além de ter contado com a visita de “muita gente”, também teve uma “muito boa organização”, algo que, segundo o autarca, tem sido reconhecido através das opiniões recebidas no período pós-festas.
O autarca destacou ainda a importância do reconhecimento atribuído do outro lado da fronteira. Para Luís Rosinha, o facto de a Extremadura olhar para Campo Maior e para as suas Festas do Povo constitui “um fator de reconhecimento, de orgulho” para uma comunidade com cerca de 8.000 a 8.500 habitantes.
A distinção representa, assim, não apenas um reconhecimento da dimensão turística das Festas do Povo, mas também do trabalho coletivo desenvolvido pela população de Campo Maior na preservação e valorização de uma tradição que continua a projetar o concelho além-fronteiras.
Questionado pela Rádio ELVAS/Rádio Campo Maior sobre se já se começa a falar em Campo Maior numa próxima edição das Festas do Povo, Luís Rosinha deixou a decisão nas mãos da própria comunidade. “Há, com certeza, campomaiorenses que terão todas as opiniões, haverá opiniões de todas as formas”, afirmou.
O presidente da Câmara Municipal recordou que foi a própria população que, anteriormente, tomou a iniciativa de manifestar a vontade de voltar a realizar o evento. “Com certeza que o povo, como fez no ano passado, quando achar que é a hora de elas voltarem a acontecer, irá manifestar-se”, rematou.
A última edição das Festas do Povo realizou-se entre 8 a 16 de agosto, após um interregno de 11 anos.
Levando em consideração que as habitações propriedade da autarquia sitas na Rua General Humberto Delgado já se encontravam em elevado estado de degradação, os seus arrendatários foram realojados e a autarquia avançou para a realização da empreitada de construção de duas novas moradias de tipologia T0.
A intervenção visa a instalação de estruturas em aço leve, as quais representam uma alternativa viável aos edifícios de betão armado, caracterizando-se por serem rápidas de executar, dispensando o uso de equipamentos pesados, dado o baixo peso dos materiais.
A empreitada vai ser executada pelo grupo ‘Damião & Belo, Lda.’, estando o contrato já assinado, num ato em que o presidente do Município de Arronches, João Crespo, acompanhado pelo chefe da Divisão de Administração, Financeira e de Modernização Administrativa, Paulo Trindade e pelo técnico da Divisão de Obras, Ambiente e Serviços Urbanos, Eduardo Picado, recebeu no seu gabinete o representante da empresa, João Santos.
A obra vai implicar um investimento total de 156.337,04€ por parte da Câmara Municipal de Arronches.
A Guarda Nacional Republicana (GNR) realiza, até ao dia 15 de novembro, em todo o território nacional, a Operação “Censos Sénior 2026”, no âmbito do policiamento comunitário, a qual visa garantir um registo das pessoas idosas em situação vulnerável e sensibilizá-las para comportamentos de autoproteção de segurança.
No âmbito do seu compromisso contínuo com a segurança e o bem-estar dos cidadãos mais vulneráveis, a GNR mantém no terreno diversas iniciativas de policiamento comunitário direcionadas à população idosa, com destaque para o programa “Apoio 65 – Idosos em Segurança”, promovido pelo Ministério da Administração Interna.
Apesar do trabalho constante que tem vindo a ser desenvolvido junto das comunidades, a GNR reforça a importância de sensibilizar os seniores para procedimentos de autoproteção face a ameaças como situações de violência, burlas, o “conto do vigário” e furtos em residências. Paralelamente, as ações das forças de segurança visam prevenir comportamentos de risco associados ao consumo de álcool, combater o isolamento social, identificar cuidadores informais e capacitar os adultos seniores para a utilização segura da internet.
Desde 2011, data em que arrancou a primeira edição da Operação “Censos Sénior”, a Guarda tem efetuado uma atualização contínua do mapeamento e sinalização geográfica dos idosos. Este acompanhamento de proximidade contribui para o reforço do sentimento de segurança e para o estreitamento dos laços de confiança e empatia entre as populações e a autoridade.
A Guarda sinalizou, em 2025, 43 074 idosos que vivem sozinhos e/ou isolados, ou em situação de vulnerabilidade em razão da sua condição física, psicológica ou de outra natureza suscetível de colocar em causa a sua segurança, sendo 2.621 no distrito de Portalegre.
O Centro de Investigação de Cerâmica de Montemor-o-Novo promove, nos dias 10 e 11 de outubro, a oficina “Atlas Visual – Pintura em Azulejo”, orientada pela artista e formadora Rocío Martín Gorbe.
De origem espanhola e residente em Montemor-o-Novo há vários anos, Rocío Martín Gorbe tem um percurso ligado à pintura, área na qual desenvolveu também atividade de formação. A sua ligação à cerâmica levou-a a adaptar os conhecimentos adquiridos na pintura a este novo suporte, aprofundando o trabalho em azulejaria e, em particular, a técnica da majólica. “Era uma pessoa que dava formação em pintura e que desenvolveu a técnica, adaptou as suas capacidades da pintura aqui em Montemor, começou a fazer cerâmica e começou a fazer pintura em azulejos”, explica Leonor Mire, do Centro de Investigação de Cerâmica de Montemor-o-Novo.
A experiência de Rocío nesta área será agora partilhada com os participantes da oficina, que terão oportunidade de aprender e experimentar a pintura em azulejo através da técnica da majólica. “Trabalha muita majólica, tem muito domínio dessa técnica e vai dar uma formação com essa técnica, com a pintura em azulejaria, da técnica da majólica”, acrescenta Leonor Mire.
A proposta parte ainda do universo pessoal de cada participante, através de imagens provenientes do seu próprio arquivo. A ideia é criar uma espécie de constelação de imagens, símbolos e palavras, posteriormente materializada num painel de azulejos que funcione como um mapa visual da memória.
A oficina destina-se a todos aqueles que tenham curiosidade em experimentar a pintura em azulejaria, não sendo necessária uma experiência específica nesta área. “Pode haver pessoas que só simplesmente gostam de pintar e que neste momento vão testar outro material”, explica Leonor Mire.
A iniciativa pode também interessar a quem queira criar uma peça personalizada para a sua própria casa. “Há quem possa simplesmente querer um painel de azulejos em sua casa e vir explorar”, refere a responsável, acrescentando que a oficina será também “uma oportunidade para executar uma peça para levar para casa”.
Ao longo dos dois dias, os participantes poderão explorar diferentes possibilidades plásticas, desde abordagens figurativas e realistas a soluções geométricas ou simbólicas, aprendendo procedimentos associados à majólica, como a transferência do desenho, a aplicação de vidrado e a utilização de tintas de alto fogo.
As inscrições podem ser efetuadas através do link disponibilizado nas redes sociais ou através do email ceramica@oficinasdoconvento.com.
“Atlas Visual – Pintura em Azulejo” apresenta-se, assim, como uma oportunidade para experimentar a cerâmica e a pintura em azulejo, cruzando criatividade, memória e expressão pessoal numa peça que cada participante poderá construir e levar consigo.
A crise da habitação em Portugal é o ponto de partida para “Vista Céu ou a Glorificação da Imbecilidade”, a nova criação do Colectivo Cultura Alentejo, que tem estreia marcada para 16 de outubro, no Teatro Bernardim Ribeiro, em Estremoz, às 21h30.
O espetáculo, que volta a ser apresentado ao público no dia seguinte, no mesmo espaço e à mesma hora, é a 15.ª criação da companhia de Estremoz e, segundo o encenador Cláudio Henriques, mantém uma das linhas que têm marcado o trabalho do coletivo: levar para palco temas da atualidade e da sociedade através do humor, levantando questões e procurando provocar a reflexão do público.
“Fala declaradamente sobre a crise na habitação em Portugal e tudo o que isso agrega e tudo o que gravita à volta deste problema enorme que afeta milhares de pessoas”, explica o também artor e diretor artístico do Colectivo Cultura Alentejo, referindo-se às famílias de todo o país, com particular incidência nos grandes centros urbanos.
Em “Vista Céu”, a problemática é abordada através de uma comédia de forte componente sarcástica. “Tem um texto muito rápido, como nós gostamos muito de fazer, carregado de duplos sentidos e de subtexto”, descreve Cláudio Henriques.
A história concentra-se numa habitação e em três personagens, que desenvolvem entre si uma trama em torno daquele espaço. O encenador promete um espetáculo de “ritmo alucinante”, mantendo a aposta da companhia numa linguagem cénica marcada pelo humor e pela interação entre as personagens.
A criação parte do texto “Box and Cox”, de John Maddison Morton, com adaptação textual de Maria Toureiro e Sofia Soares Ribeiro. A dramaturgia é de João Tábua. Em palco, a Maria Toureiro e Sofia Soares Ribeiro junta-se Rui Serrano.
Do Alentejo para Lisboa
Ainda antes da estreia em Estremoz, “Vista Céu” já tem uma parte da sua circulação definida. A companhia, para além de ter uma apresentação já prevista para Reguengos de Monsaraz, regressa a Lisboa em novembro, com quatro apresentações no Teatro do Bairro, depois da experiência positiva alcançada naquela mesma sala de espetáculos, no ano passado, com “A Novela”.
Cláudio Henriques destaca a receção do público lisboeta à companhia alentejana, que encontrou salas cheias durante a passagem anterior pela capital.
“Para nós, para uma companhia do interior do país, aqui do nosso Alentejo, é um orgulho. Já é o segundo ano consecutivo”, afirma o encenador, que lembra que o Teatro do Bairro “é uma das principais salas de espetáculos do país”.
A presença no Teatro do Bairro representa, segundo o encenador de “Vista Céu”, um motivo de orgulho não apenas para a companhia, mas também para a comunidade de onde esta parte. O regresso a Lisboa está previsto para novembro, com quatro datas já asseguradas, estando outras apresentações em fase de confirmação.
O ator avança ainda que, para o ano, a companhia de Estremoz vai voltar àquele espaço cultural da capital. “Foi-nos estendido o convite, ou seja, estamos a integrar, de forma regular, o Teatro do Bairro”, remata.
Com “Vista Céu ou a Glorificação da Imbecilidade”, o Colectivo Cultura Alentejo mantém assim a aposta na criação teatral a partir do Alentejo, cruzando temas sociais contemporâneos, comédia e crítica numa produção que estreia em Estremoz antes de prosseguir a sua circulação.
Elvas e Campo Maior vão assinalar o “Outubro Rosa” com as tradicionais caminhadas solidárias destinadas a sensibilizar a população para a prevenção e o diagnóstico precoce do cancro da mama.
Promovidas ou apoiadas pela Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC), as caminhadas têm também por objetivo a angariação de fundos para apoiar doentes oncológicos e respetivas famílias.
Caminhada em Elvas no dia 11
Em Elvas, a caminhada realiza-se no dia 11 de outubro, com concentração marcada para as 09h30, na Praça da República.
Antes da partida, prevista para as 10h00, haverá uma aula de Zumba, às 09h45, orientada pela professora Cláudia Brotas.
O percurso terá início na Praça da República, terminando na zona da Avenida da Piedade.
A participação implica um donativo mínimo de cinco euros, que inclui uma t-shirt e seguro. As inscrições podem ser feitas aqui.
Campo Maior caminha a 17 de outubro
Já em Campo Maior, a caminhada realiza-se no dia 17 de outubro, com partida às10h00 do Jardim Municipal. A iniciativa é aberta a toda a população.
Os interessados podem inscrever-se e adquirir a t-shirt no Centro Comunitário de Campo Maior.
Toda a receita angariada com a venda das t-shirts reverte a favor da Liga Portuguesa Contra o Cancro.
Para ambas as caminhadas é recomendado o uso de calçado confortável e adequado à caminhada, bem como chapéu e protetor solar.
“O mês rosa é o mês de referência para a importância da prevenção”
Para Cristina Bruno, coordenadora do Grupo de Apoio de Portalegre da Liga Portuguesa Contra o Cancro, o “Outubro Rosa” representa sobretudo uma oportunidade para reforçar a importância da prevenção e do diagnóstico precoce. “O mês rosa é realmente o mês de referência, sobretudo, para a importância da prevenção”, afirma, sublinhando que a prevenção é uma das principais formas de combater o cancro.
Destacando o trabalho desenvolvido pela Liga Portuguesa Contra o Cancro através dos rastreios do cancro da mama. Cristina Bruno recorda que as unidades móveis de rastreio percorrem diferentes localidades, permitindo às mulheres, a partir dos 45 anos, realizar exames destinados à deteção precoce de eventuais lesões.
Mas as caminhadas têm, para além da componente desportiva e solidária, uma importante função de sensibilização. “O objetivo das caminhadas, em que as pessoas estão todas com a t-shirt, é ver-se uma mancha rosa”, explica.
Cristina Bruno considera que a imagem das centenas de participantes vestidas de rosa ajuda a chamar a atenção para uma doença que continua a não ser suficientemente conhecida por toda a população. “Ainda há muita gente que não sabe o que o ‘Outubro Rosa’ quer dizer ou até que existe”, assegura.
Através destas iniciativas, a Liga procura sensibilizar para o rastreio precoce, os hábitos de vida saudáveis e o autoexame, mas também prestar homenagem às pessoas que perderam a vida para a doença e celebrar aqueles que continuam a lutar contra o cancro.
Caminhadas que são também uma forma de apoio
A vertente solidária assume igualmente um papel importante nas iniciativas. Cristina Bruno recorda que a Liga Portuguesa Contra o Cancro depende dos donativos para desenvolver a sua atividade e apoiar doentes oncológicos e famílias. “A Liga não tem subsídios e não vive de mais nada a não ser de donativos”, explica, destacando que os contributos podem assumir diferentes formas, desde pequenos donativos até à aquisição das t-shirts das caminhadas.
A responsável chama ainda a atenção para o impacto económico que o diagnóstico de uma doença oncológica pode representar para uma família, considerando que muitos doentes enfrentam uma redução significativa dos rendimentos durante o período de doença. “É com esse dinheiro que nós conseguimos angariar que podemos fazer face às despesas que cada vez são mais”, afirma.
A adesão às caminhadas tem, segundo Cristina Bruno, vindo a crescer. “Isto já faz parte do calendário das pessoas”, garante, revelando que, de ano para ano, a organização aumenta o número de t-shirts encomendadas, mas estas continuam a revelar-se insuficientes perante a procura.
Para a coordenadora do Grupo de Apoio de Portalegre, o aumento da participação também se explica pelo facto de o cancro ser hoje uma realidade próxima de muitas famílias. “Neste momento é quase rara a pessoa que não tem alguém, no núcleo familiar, com cancro, ou mesmo no seu grupo de amigos”, refere.
As caminhadas pretendem, assim, juntar a comunidade em torno de uma causa comum, criando a chamada “mancha rosa” pelas localidades e transmitindo uma mensagem de prevenção, solidariedade e apoio.
Depois do rosa, chega o azul
Cristina Bruno faz também referência ao “Novembro Azul”, dedicado à sensibilização para o cancro da próstata, considerando que, neste âmbito, ainda existe um longo caminho a percorrer. “Eu costumo dizer que lidar com os homens é diferente em termos de doença”, comenta.
A responsável assegura que falar sobre o cancro da próstata continua a ser mais difícil do que do cancro da mama e que a mobilização em torno desta temática ainda não atingiu a dimensão alcançada pelas iniciativas do “Outubro Rosa”.
Entretanto, em outubro, Elvas e Campo Maior juntam-se às várias localidades do distrito de Portalegre e de todo o país que vão vestir-se de rosa, numa mobilização que pretende transformar a participação nas caminhadas num gesto simultaneamente de sensibilização, solidariedade e apoio à Liga Portuguesa Contra o Cancro.
O Cineteatro Florbela Espanca, em Vila Viçosa, recebe no próximo dia 10 de outubro, sábado, pelas 21h30, o espetáculo “Kajó Soares – Sopros e Guitarradas”.
A noite será marcada por uma proposta musical que reúne diferentes sonoridades e instrumentos, com a participação de Gustavo e Sofia Cardoso como convidados.
No palco estarão ainda Pipe Núncio, na guitarra portuguesa, Gustavo, na viola e voz, e Gonçalo Cercas, no baixo.
Os bilhetes para o espetáculo já se encontram disponíveis e podem ser adquiridos online, através da plataforma BOL de Vila Viçosa, ou presencialmente no Posto de Turismo de Vila Viçosa.