Música, jogos e sorrisos: Dia da Criança vivido em festa na EB1 da Boa-Fé

As crianças do Agrupamento de Escolas Adelaide Cabette viveram, na manhã desta segunda-feira, 1 de junho, momentos de grande animação e diversão na Escola Básica de 1.º Ciclo (EB1) da Boa-Fé, em Elvas, numa iniciativa promovida pela Junta de Freguesia de Caia, São Pedro e Alcáçova, por ocasião do Dia Mundial da Criança.

A celebração contou com várias atividades recreativas e desportivas, proporcionando aos mais novos uma manhã diferente, marcada pela música, dança, jogos e convívio. Antes do início das atividades, o Município de Elvas procedeu à tradicional entrega de prendas às crianças, gesto que foi recebido com entusiasmo pelos alunos.

O presidente da Junta de Freguesia de Caia, São Pedro e Alcáçova, João Rondão, destacou a importância de assinalar esta data de forma especial para as crianças. “Em conjunto com o agrupamento, uma vez que este é um dia especial para os mais novos, sentimos a obrigação de proporcionar um momento diferente, onde se pudessem divertir e sentir que este é verdadeiramente o seu dia”, afirmou.

O autarca sublinhou ainda o papel das autarquias na promoção do bem-estar das crianças, considerando que iniciativas desta natureza fazem parte das suas responsabilidades. “É para isso que cá estamos. Ver as crianças felizes, a brincar e a divertir-se, mostra que vale a pena celebrar este dia, porque as crianças são o futuro da nossa sociedade”, acrescentou.

Também a diretora do Agrupamento de Escolas Adelaide Cabette, Paula Rondão, enalteceu o envolvimento das várias entidades na organização da iniciativa e agradeceu o apoio prestado. “Sem dúvida que este é o dia delas. Estão muito contentes e a divertir-se imenso. Temos o DJ, um lanche para todas as crianças, disponibilizado pela Junta de Freguesia, os jogos dinamizados pela Escola Superior Agrária (pelos alunos do CTeSP de Desporto e Atividade Física da Escola Superior de Biociências de Elvas) e ainda as prendas oferecidas pelo Município. Está tudo reunido para que passem uma manhã diferente, animada e digna de uma criança”, referiu.

Com música, brincadeiras, atividade física e momentos de convívio, a comemoração do Dia Mundial da Criança proporcionou aos alunos da EB1 da Boa-Fé uma experiência memorável, assinalando a data de forma festiva e especial.

Impacto do melhoramento de plantas na produtividade da agricultura em debate no Dia do Agricultor em Elvas

O impacto do melhoramento de plantas na produtividade da agricultura em Portugal esteve em destaque esta quinta-feira, 28 de maio, no Polo de Inovação de Elvas do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV), a antiga Estação de Melhoramento de Plantas.

A iniciativa, integrada nas comemorações do Dia do Agricultor, reuniu investigadores, técnicos e representantes do setor agrícola, depois de uma visita de campo à Herdade da Comenda, para discutir o papel das novas variedades vegetais no aumento da produtividade agrícola e na adaptação às alterações climáticas.

Na sessão de abertura participaram Margarida Correia de Oliveira, presidente do INIAV, António Cordeiro, presidente do Polo de Inovação de Elvas, Nuno Mocinha, vice-presidente da Câmara Municipal de Elvas, e Roberto Grilo, vice-presidente da CCDR Alentejo.

Em representação do presidente da Câmara Municipal de Elvas, Nuno Mocinha destacou a relevância da agricultura, não só para o país e para o mundo, como para o concelho, e sublinhou o apoio que o município procura prestar ao setor. “A agricultura é um dos principais setores, se não o principal setor económico no nosso concelho. A Câmara faz sempre gosto em estar ao lado dos seus agricultores, também partilhando um pouco das suas preocupações”, afirma.

O autarca reconhece ainda os desafios crescentes enfrentados pelos agricultores, quer ao nível da atividade agrícola, quer das exigências impostas ao setor, valorizando igualmente o trabalho desenvolvido pelo antigo centro de melhoramento de plantas, hoje integrado no INIAV. “Esta casa sempre se dedicou à investigação virada para a agricultura e muito tem contribuído não só para o nosso concelho, mas também para Portugal”, acrescenta.

Já Roberto Grilo salienta a importância da inovação e da investigação agrícola para garantir a resiliência e a soberania alimentar, num contexto marcado pelas alterações climáticas e pela necessidade de produzir mais com menos recursos. “Esta iniciativa (Dia do Agricultor) vem enfatizar a investigação e o melhoramento de plantas. A importância da agricultura é crítica, é fundamental, mas a inovação é aquilo que nos pode trazer resiliência para aquilo que é a soberania alimentar que precisamos de continuar a construir”, refere o vice-presidente da CCDR Alentejo.

Ainda segundo Roberto Grilo, os desafios relacionados com as alterações climáticas, a degradação dos solos e a escassez de recursos tornam indispensável reforçar a transferência de conhecimento e inovação para o setor agrícola.

Com esta iniciativa, o INIAV procurou, uma vez mais, reforçar a importância da investigação e da inovação agrícolas como pilares fundamentais para garantir a competitividade e a sustentabilidade do setor agrícola nacional, numa altura de crescente pressão climática e económica.

Concurso canino levou a Arronches centenas de exemplares

Arronches recebeu durante o passado sábado, dia 23 de maio, a 33ª edição da Exposição Canina Nacional do Alto Alentejo, um certame que este ano se realizou mais cedo do que vinha acontecendo até aqui, sendo igualmente promovido pela autarquia local em parceria com a Associação de Criadores de Ovinos P3, com a Associação Portuguesa de Criadores de Ovinos Raça Ile-de-France e com o Clube Português de Canicultura.

Os 256 simpáticos patudos que participaram nesta mostra começaram por ser divididos pelos ringues dispostos pelo Jardim do Fosso para, inicialmente, serem avaliados por raça e por grupos, uma apreciação que ficou a cargo dos juízes portugueses Carlos Mocho e José Romão, pela espanhola Carmen Gil Polo e pela sérvia Polina Simic.

Posteriormente, os mesmos juízes haveriam de voltar para julgar as grandes finais, não sem antes se realizar nova apresentação da raça Galgo Lusitano, promovida pelo Clube Português de Canicultura.

Dos prémios em destaque, começou por ser entregue o Melhor Exemplar das Raças Portuguesas, no caso, o Cão da Serra da Estrela de Pelo Comprido, que levou a melhor sobre o Cão de Gado Transmontano e sobre o Cão da Serra de Aires, respetivamente
segundo e terceiro classificados.

Em seguida, teve lugar o momento mais esperado do dia, a distinção do ‘Best-In-Show’, o Melhor Exemplar da Exposição, com o Galgo Russo a ser o grande vencedor, ficando o Pointer com a segunda posição, com o pódio a ficar completo com o Fox Terrier.

Para a entrega dos prémios, juntaram-se aos juízes, o executivo do Município de Arronches, representado na ocasião pelo presidente João Crespo e pela vereadora Maria João Fernandes, a secretária da Junta de Freguesia de Mosteiros, Paula Palma, e a
presidente do Clube Português de Canicultura, Carla Molinari.

Alunos de Campo Maior participam em mobilidade Erasmus+ em Budapeste

Cinco alunos do 10.º ano do Agrupamento de Escolas de Campo Maior participaram, entre 11 e 15 de maio, numa mobilidade Erasmus+ em Budapeste, integrada no projeto internacional “Connected Minds, United Actions: Digital and Peer Collaboration for Inclusion and Sustainability”.

A iniciativa reuniu estudantes e professores de Portugal, Espanha, Roménia, Hungria, Chéquia e Turquia, promovendo a inclusão, a sustentabilidade, a criatividade e o trabalho colaborativo entre jovens europeus.

Ao longo da semana, os participantes desenvolveram diversas atividades em equipas internacionais, desde workshops de “digital storytelling” à criação de pequenos vídeos temáticos, visitas a empresas de reciclagem e a um aterro sustentável, bem como experiências ligadas à inclusão social, como a visita imersiva à “Invisible Exhibition”.

O programa incluiu ainda momentos de descoberta cultural pela capital húngara, proporcionando aos alunos uma experiência enriquecedora de cidadania europeia, comunicação intercultural e desenvolvimento pessoal.

Campo Maior na “linha da frente” com formação dedicada à inteligência artificial e governação inteligente

O Centro Cultural de Campo Maior recebeu, na manhã desta terça-feira, 19 de maio, o Programa de Capacitação Profissional ENTI: “Territórios Inteligentes: da Eficiência Operacional à Governação Inteligente”, uma iniciativa integrada no projeto AI4PA – Artificial Intelligence & Data Science, promovida pela NOVA IMS em parceria com o Município de Campo Maior.

A sessão teve como principal objetivo reforçar competências digitais junto de entidades da Administração Pública, PME e startups, através de debates e apresentações centradas na inteligência artificial, ciência de dados e governação inteligente.

Em declarações à Rádio ELVAS,  o presidente da Câmara de Campo Maior, Luís Rosinha, destacou a importância da iniciativa para o concelho, considerando que representa “mais um passo” na afirmação de Campo Maior enquanto território preparado para os desafios tecnológicos do futuro.

O autarca sublinhou ainda que a aposta na inteligência artificial e na ciência dos dados poderá contribuir para melhorar os serviços públicos e a resposta dada aos munícipes. “Campo Maior continua praticamente todos os meses a ter atividade relacionada com a inteligência artificial”, referiu, acrescentando que o objetivo passa por continuar a dinamizar o Centro de Inteligência Competitiva.

Também presente na sessão, o diretor da NOVA IMS, Miguel de Castro Neto, explicou que a iniciativa surge numa altura em que Portugal está a implementar a Estratégia Nacional dos Territórios Inteligentes, apoiada pelo PRR. Segundo o responsável, “dos 308 municípios, 297 candidataram-se a financiamento para investirem em plataformas de gestão urbana”, o que demonstra a relevância crescente da transformação digital na gestão dos territórios.

Miguel de Castro Neto defendeu ainda que o grande desafio passa agora por saber utilizar os dados e as capacidades analíticas emergentes para apoiar melhores decisões políticas, gerir recursos de forma mais eficiente e responder às exigências da emergência climática.

Durante a sessão foram apresentados exemplos de boas práticas, com Miguel de Castro Neto a sublinhar o potencial do Centro de Inteligência Competitiva de Campo Maior para se vir a afirmar como um polo agregador de talento e inovação na região do Alentejo.

Por sua vez, o presidente da CCDR Alentejo, Ricardo Pinheiro, mostrou-se satisfeito com a evolução do Centro de Inteligência Competititva, considerando que o projeto “está a ganhar uma dimensão de utilidade ao território”.

Ricardo Pinheiro destacou ainda a ambição do Alentejo em competir “com as melhores regiões à escala nacional e internacional”, defendendo que a inteligência artificial e a ciência de dados serão fundamentais para acrescentar valor em áreas como o turismo, a investigação científica e o acesso a fundos comunitários.

“O território Alentejo assume-se cada vez mais nestas matérias”, afirmou o presidente da CCDR, sublinhando que a região deve continuar a apostar “em ambição, ambição e mais ambição” para acompanhar os territórios de referência a nível mundial.

A sessão de abertura, para além das participações de Luís Rosinha e de Ricardo Pinheiro, contou ainda com a de Manuel Dias, diretor de Sistemas e Tecnologias de Informação da Administração Pública e presidente da ARTE.

“Territórios Inteligentes: da Eficiência Operacional à Governação Inteligente” foi mote para a primeira sessão desta conferência, conduzida por Miguel de Castro Neto. Seguiu-se uma mesa redonda, dedicada ao tema “Governação Inteligente: do Plano à Ação”, com os primeiros secretários das Comunidades Intermunicipais do Alto Alentejo, Baixo Alentejo, Alentejo Central e Alentejo Litoral.

Do evento fizeram ainda parte diferentes sessões de live training: “Mobilidade: onde estão os ‘pontos negros’ no meu concelho?”; “Como criar, com documentos selecionados, um chatbot interno para o meu serviço”; e “Licenciamento urbanístico em BIM como ponto de partida para Gémeos Digitais”.

Nova centralidade da Freguesia de Arcos inaugurada com forte aposta na eficiência hídrica e no futuro logístico da região

A freguesia de Arcos, no concelho de Estremoz, assinalou um marco fundamental no seu desenvolvimento urbano com a inauguração da obra de requalificação do Largo 1.º de Maio, num evento que reuniu a população e diversas entidades regionais na tarde de quinta-feira, 14 de maio.

A intervenção, que representou um investimento próximo de um milhão de euros, transformou a face visível do coração da localidade, mas o seu impacto mais profundo reside no que não está à vista: a renovação integral das redes de abastecimento de água.

Manuel Maria Broa, presidente da Junta de Freguesia de Arcos, recordou que esta era uma obra reivindicada há cerca de 15 anos e que o projeto final foi fruto de um processo democrático e participativo. O autarca explicou que “havia um projeto inicial que teve depois pouca aceitação pelo fregueses, que tinha ali um ponto de água no meio e que tirava alguma dignidade ao espaço central, que é o “Rossio”, um espaço emblemático para a nossa freguesia. No entanto, fomos remodelando o projeto com o grande apoio do município e hoje em dia somos umas pessoas felizes, temos este espaço muito bem requalificado”. Com o investimento a rondar um milhão de euros, o presidente da junta reiterou que a prioridade foi garantir condições de vida dignas a quem ali reside, afirmando que “o importante também aqui não foi só o que está à vista, à superfície, é também aquilo que se fez por infraestrutura no fundo, portanto, das condutas de água e de ramais de água que deram alguma condição de vida a quem cá vive”.

O Presidente da Câmara Municipal de Estremoz, José Daniel Sadio, reforçou a importância deste espaço como local de memória e encontros, destacando o trabalho estrutural realizado para substituir as antigas condutas. O autarca explicou que se trata de “uma obra que tem a ver com a reconstrução urbana e com a requalificação do espaço central, este largo, que é um espaço de encontros, espaço de memória, espaço de dinâmicas também culturais, mas também muito importante naquilo que não se vê, isto é, porque por baixo de todo esse alcatrão novo que temos aqui em várias artérias, houve um trabalho tremendo para trocar tudo o que tinha a ver com antigas condutas de água, onde havia perdas de água sistematicamente”. José Daniel Sadio aproveitou a ocasião para revelar que a dinâmica económica da freguesia “está em expansão, com a primeira fase da zona industrial quase esgotada”, e anunciou que o município já trabalha num projeto para um loteamento com “mais de 30 ou 40 moradias num terreno próximo à igreja, visando dar resposta à procura crescente e garantir que Arcos seja sustentável (com a criação de emprego da zona industrial) e capaz de dignificar eventos como o “Arcos Jovem”.

Ricardo Pinheiro, Presidente da CCDR Alentejo, sublinhou que, num cenário de escassez hídrica, a melhoria da eficiência das redes de distribuição em baixa é um passo crucial, referindo que “muitas vezes quando recebemos orientações para cortar, por exemplo, verbas do programa regional na regeneração urbana, estas coisas às vezes não são percebidas, estas obras têm um impacto absolutamente enorme naquilo que é, por exemplo, a renovação da rede de água”. O dirigente destacou ainda o potencial de Arcos como um polo logístico estratégico devido à proximidade com a A6 e a Nacional 4, defendendo que o Alentejo deve aproveitar o futuro Corredor Internacional do Sul para criar postos de trabalho e fixar os jovens, afirmando que “ficaria muito satisfeito que no próximo quadro financeiro plurianual, a União Europeia reconhecesse que esta zona do Alentejo tivesse a possibilidade de ter um investimento territorial integrado dedicado exclusivamente àquilo que são os investidores e à criação de postos de trabalho na área da logística”.

A cerimónia, que incluiu o descerramento de uma placa e um lanche convívio, simbolizou o início de uma nova fase para a Freguesia de Arcos, que se afirma agora como uma freguesia capaz de aliar a sua identidade rural a uma visão ambiciosa de desenvolvimento industrial e social no coração do Alentejo, sendo um “exemplo para o Alentejo”.

Ervas e Companhia na Orada onde o Valor do Mundo Rural chama pelo próximo Quadro Comunitário de Apoio

O evento, que decorre na freguesia de Orada, concelho de Borba, destaca-se como um exemplo de resistência cultural e de “auto-invenção” dos territórios rurais perante os desafios da coesão europeia.

A freguesia de Orada transformou-se, este fim de semana, na capital das ervas aromáticas, da gastronomia tradicional e das memórias do trabalho de campo. A “Feira das Ervas e Companhia”, organizada pela Casa da Cultura em parceria com a Câmara Municipal de Borba e a Junta de Freguesia, assumiu-se nesta edição como um palco de afirmação das tradições locais e uma plataforma de reflexão sobre o futuro dos apoios comunitários.

O Desafio da Coesão e os Fundos Europeus

Ricardo Pinheiro

Presente na iniciativa, o presidente da CCDR Alentejo, Ricardo Pinheiro, sublinhou o papel crucial de eventos desta natureza na estratégia de desenvolvimento regional. “A coesão tem sido um desafio enorme na utilização de fundos comunitários. O próximo quadro de apoio vai ter regras diferentes e é extraordinariamente importante que projetos que dinamizem os territórios continuem a incentivar as mulheres e os homens a fixar-se e a manter o seu modelo de vida em territórios rurais”, afirmou o responsável.

Ricardo Pinheiro destacou ainda a necessidade de a Comissão Europeia reconhecer a resiliência das populações locais: “É fundamental que a Europa perceba a forma como os territórios se auto-inventam. A questão das ervas aromáticas, a produção do mel e toda a dimensão da cozinha associada à produção local são formas de criação de valor que já apresentam resultados importantes em boas práticas a nível europeu”.

Orada: O “Ex-Libris” da Tradição de Borba

Pedro Esteves

Para o presidente da Câmara Municipal de Borba, Pedro Esteves, o evento é um tributo à identidade da freguesia. “O que se pretende é mostrar à Orada aquilo que na Orada se faz muito bem: manter as tradições. Não temos pretensões de ser uma grande festa, mas queremos ser uma belíssima festa onde todos se sintam bem a provar os comeres tradicionais feitos com todo o tipo de ervas”, explicou o autarca.

Pedro Esteves enalteceu o papel da Casa da Cultura da Orada, que assumiu este ano a liderança da organização: “A Casa da Cultura faz um trabalho de preservação das tradições e dos cantos de trabalho, que eram a forma como as pessoas se organizavam no campo. É um património que a Orada e o concelho de Borba não podem perder”.

Ervas e Companhia é um evento estruturante da freguesia

João Leitão

Para o autarca João Leitão, presidente da Junta da Orada reconhece que “a Feira já vai sendo um evento estruturante na freguesia. É importante para alguns dos produtores que precisa escoar os produtos. O uso das plantas aromática era feito sobretudo nas sopas. O sustento da alimentação dos trabalhadores rurais. Hoje em dia faz se muito a procura das plantas aromática sobretudo para substituir o sal”. João Leitão destaca ainda “a prova das sopas como o momento alto da Feira, cada pessoa faz a sua sopa e depois todos podemos provar”.

Ervas como Sobrevivência e Património

Ricardo Pinheiro e Paulo Laranjo

Paulo Laranjo, da Casa da Cultura, recordou a origem histórica deste evento, focado nas plantas alimentares e medicinais. “Antigamente, estas plantas serviram de sobrevivência para o dia a dia. As pessoas iam para o campo, apanhavam o que a natureza dava e confecionavam em casa. O nosso intuito é valorizar esse potencial e dar vida a essa grandeza”, referiu.

Apesar da ameaça de chuva, que obrigou à instalação de uma tenda no adro da igreja para aproximar o certame do centro da freguesia, o otimismo mantém-se para o ponto alto do programa. “Um dos momentos mais esperados é o passeio pedestre para a descoberta e identificação das plantas no seu habitat natural. Esperamos que o tempo permita, pois é fundamental para que as pessoas conheçam esta riqueza”, concluiu Paulo Laranjo.

A feira conta com momentos de degustação, música tradicional e a presença dos emblemáticos “Bonecos da Orada”, celebrando um modo de vida que procura agora novas oportunidades no próximo ciclo de financiamento europeu.

Aqueduto da Amoreira inspira livro criado por crianças de Elvas e lançado pela Cruz Vermelha

“Diário da Nossa História”: assim se chama a obra que resulta de um trabalho desenvolvido em diferentes escolas de 1º ciclo do concelho de Elvas, ao longo deste ano letivo, através do programa CLDS (Contrato Local de Desenvolvimento Social) 5G, e lançado na manhã desta sexta-feira, 8 de maio, em Dia Mundial da Cruz Vermelha.

A obra foi apresentada nas instalações do Centro Humanitário de Elvas da Cruz Vermelha Portuguesa, entidade promotora do CLDS, na presença dos seus pequenos autores, do vice-presidente da Câmara Municipal de Elvas, Nuno Mocinha, mas também dos diferentes parceiros do projeto.

Em “Diário da Nossa História” cruzam-se temas como o empreendedorismo, a inovação e a criatividade com a própria história de Elvas, com especial destaque para o Aqueduto da Amoreira.

“Este foi um desafio que lançámos aos agrupamentos de escolas e que foi muito bem respondido por parte dos miúdos e de todo o corpo docente”, começa por dizer Isabel Mascarenhas, diretora do Centro Humanitário de Elvas da Cruz Vermelha, que adianta que, ultrapassados os receios iniciais, que “fazem parte do processo de inovação e de empreendedorismo”, para além do Aqueduto da Amoreira, a história criada acabou por também se focar na “tradição gastronómica e na tradição cultural e musical da ronca”. “Foi toda uma descoberta que foi feita em conjunto durante a elaboração deste livro”, assegura a responsável.

O “grande herói” desta história é Francisco de Arruda, o arquiteto responsável pela construção do Aqueduto da Amoreira: “é o herói que damos a conhecer, é o herói que relembramos como sendo uma pessoa muito importante para a história de Elvas, para as pessoas de Elvas e que teve uma importância imensa no seu tempo”.

Partindo do exemplo de Francisco de Arruda, Isabel Mascarenhas explica que, com este projeto, a equipa do CLDS quis deixar bem claro aos mais novos que “os super-heróis não estão só nos filmes”. “Todos nós somos super-heróis se dentro de nós tivermos criatividade e inovação”, adianta a responsável, que recorda o arquiteto como alguém que, com “criatividade, de forma empreendedora e sem medos”, conseguiu ultrapassar o desafio que lhe foi lançado pelo rei para a construção do aqueduto.

Já o vice-presidente da Câmara de Elvas, Nuno Mocinha, que dá os parabéns a todos os envolvidos neste projeto e à Cruz Vermelha neste seu dia de celebração, começa por destacar o “difícil trabalho” que a equipa do CLDS teve na produção desta obra, mas que acabou por resultar num “excelente livro”.

O autarca, que considera que esta foi uma “forma engraçada” de as crianças aprenderem a sua história ao mesmo tempo que tiveram oportunidade de se debruçar sobre alguns conceitos de empreendedorismo, destaca ainda a mensagem do livro: “se não desistirmos iremos sempre atingir aquilo que são os nossos objetivos”.

A obra, escrita e ilustrada por alunos do quarto ano dos Agrupamentos de Santa Luzia e Adelaide Cabette e da escola de Vila Boim, foi editada pela . “Diário da Nossa História” tem um custo de dez euros e pode ser adquirido nas instalações do Centro Humanitário de Elvas da Cruz Vermelha.

Nesta sesso de apresentação da obra, que é acompanhada também por uma música original, vários alunos tiveram oportunidade de ler alguns excertos do livro, enquanto dois professores foram convidados a dar o seu testemunho relativamente ao seu processo de produção.

A obra, escrita e ilustrada por alunos de quarto ano dos Agrupamentos de Santa Luzia e Adelaide Cabette e da escola de Vila Boim, foi editada pela Betweien. “Diário da Nossa História” em um custo de dez euros e pode ser adquirido nas instalações do Centro Humanitário de Elvas da Cruz Vermelha.

Campo Maior volta a apostar na promoção da leitura com nova edição da Feira do Livro no Centro Comunitário

Campo Maior volta a apostar na promoção da leitura com a realização de mais uma edição da Feira do Livro. O evento, que abriu portas na manhã desta quarta-feira, 6 de maio, no Centro Comunitário da vila, reúne um conjunto variado de iniciativas dirigidas a diferentes públicos, a par de um sem-fim de obras literárias disponíveis para aquisição.

O momento da abertura do evento contou com uma breve apresentação teatral de avós e netas, dedicada à importância da leitura. Seguiu-se a Equipa de Intervenção Precoce da APPACDM de Elvas que, durante toda a manhã, esteve a dar a conhecer às crianças do ensino pré-escolar de Campo Maior, através de uma leitura encenada, a história de “A Fantabulástica Família da Alice Barbuda”.

Convidando todos a visitarem esta Feira do Livro, Paula Jangita, vereadora na Câmara de Campo Maior, dá conta de algumas das atividades que serão promovidas no decorrer do evento: “vamos ter várias atividades para as crianças do pré-escolar e do primeiro ciclo, vários convidados e vamos ter um workshop com a Delta Cafés”.

Depois de, em edições passadas, o evento se ter realizado em locais como os jardins do Palácio Visconde d’Olivã e o Museu Aberto, a autarquia decidiu levá-lo para o Centro Comunitário. “Pensámos em mudar porque o Centro Comunitário está aqui num ponto mais central de Campo Maior e penso que também faz todo o sentido. Nós também utilizámos espaços diferentes, uma vez que o Centro Comunitário também tem aqui uma componente muito interessante do ponto de vista do trabalho que nós temos com crianças e com idosos. É um espaço muito apelativo também para este tipo de atividades”, justifica a vereadora.

Com a apresentação da sua obra às crianças, a Equipa de Intervenção Precoce da APPACDM de Elvas procurou, de uma forma muito didática, convidar à reflexão dos mais novos sobre o uso excessivo das tecnologias e a importância das relações humanas. De acordo com Sandra Sousa, membro da equipa, “A Fantabulástica Família da Alice Barbuda”, que tem vindo a ser apresentada nas escolas, é uma história “bastante atual, que aborda o tema das tecnologias e o tempo que às vezes perdemos com elas”. “Ao mesmo tempo tem aqui um grande ensinamento, porque nós o que queremos transmitir é que não devemos deixar as tecnologias de lado totalmente, mas podemos fazer muitas outras coisas com elas e elas também nos são úteis”, acrescenta.

A Feira do Livro de Campo Maior está aberta ao público, até sábado, entre as 10 e as 19 horas, estando encerrada entre as 13 e as 15 horas.

Conheça toda a programação do evento para os próximos dias:

07 Maio

Encontro Intergeracional com a ilustradora Joana Gancho e o livro “Os avós”, de António Pereira.

10:00H – 1º ciclo + público sénior

11:15H – 2º ciclo + público sénior

17:00H – Workshop de Café | O Expresso Perfeito – Centro de Ciência do Café

18:00H – Animação Musical – Público Geral

19:00H – Encerramento da Feira

08 Maio

Encontro com Sérgio Godinho e o Livro “Olivença com ç”

10:00H – 7º ano

11:00H – 8º ano

12:00H – 9º ano

15:00 H – Encontro com Maria do Céu Pires e o livro “Sobre a alegria – Carta aos meus netos”

16:00H – Workshop de Café | O Expresso Perfeito – Centro de Ciência do Café

21:00 H – Serão de Contos com Rodolfo Castro

09 Maio

Feira do Livro