O Município de Campo Maior e a Axpress-Arte voltaram a juntar-se para, durante os últimos três dias, promover mais uma edição do Festival Internacional “Pés no Chão”, que contou com a participação de mais de duas dezenas de bailarinos vindos de todo o mundo.
O primeiro dia do festival, no dia 1 de maio, começou no Jardim Municipal com três coreografias que levaram a dança até ao público num exemplo da essência deste projeto, que tem como objetivo aproximar este tipo de arte das pessoas. Já durante a tarde, o Centro Cultural foi palco de mais quatro momentos em que a dança contemporânea esteve em destaque.
O segundo dia, sábado, 2 de maio, começou no espaço.arte, de onde seguiu para o Jardim Municipal, com três momentos de dança que não deixou ninguém indiferente, tanto pela beleza das coreografias, como pelas mensagens transmitidas. Por fim, ao final da tarde, o Centro Cultural foi palco de mais dois espetáculos.
O festival chegou ontem, dia 3, ao fim, com dois espetáculos que decorreram no Centro Cultural e fecharam da melhor forma este evento que já é um dos pontos altos da agenda cultural do concelho.
A Quinta dos Pavões, em Campo Maior, abriu as portas esta sexta-feira para a primeira edição do “Mesa Ibérica – Chefs Gastro Fest”. O evento, que decorre até ao próximo domingo, 3 de maio, promete ser um marco na promoção dos sabores da raia, reunindo oito chefs de renome e mais de 30 propostas gastronómicas de Portugal e Espanha.
O certame nasceu de uma visão de Vítor Canhão, proprietário do espaço e organizador do evento, que quis transformar a paixão pela cozinha alentejana num festival de partilha cultural. Com a fronteira como pano de fundo, o festival destaca iguarias como o presunto Pata Negra, as sopas de cação e o ensopado de borrego.
“Boa comida e uma boa guitarra”
Segundo Vítor Canhão, a génese do projeto foi a amizade e a tradição. “Como tenho a estrutura, tenho o conhecimento e tenho uma grande paixão pela gastronomia do Alentejo, pensei em fazer um festival gastronómico, em que se juntasse boa comida, uma boa mesa e uma boa guitarra para desfrutarmos”, explica o mentor.
A expectativa de público é elevada, com a organização a apontar para cerca de 500 visitantes diários. “Vamos ter muita comida, muita bebida, muito sol e boa temperatura para nos visitarem. O objetivo é juntar à mesma mesa portugueses e espanhóis, uma boa gastronomia, uma boa música e desfrutarem de um fim de semana com este sol maravilhoso do Alentejo”, sublinha Vítor Canhão.
O apoio de João Manuel Nabeiro
A inauguração oficial contou com a presença de João Manuel Nabeiro e sua esposa, Amélia Nabeiro, convidados de honra do evento. O empresário destacou o esforço dos organizadores em criar um novo polo de atração para a região.
“Acredito que é das primeiras vezes que [Campo Maior] tem este evento em ação. Além de dar os parabéns, também um desejo que se multiplique por muitos e bons anos este mesmo evento para um casal de trabalhadores que têm trabalhado afincadamente para ter sucesso”, afirmou João Manuel Nabeiro, referindo-se a Vítor e Beatriz Canhão. O empresário reforçou ainda a importância da continuidade: “Saber que tudo tem que continuar, tudo tem que efetivamente ter um princípio e que tenha sempre longevidade”.
Tradição e inovação: A “Deltaireta”
Um dos momentos de maior curiosidade na abertura foi a apresentação da Deltaireta, um novo instrumento musical que homenageia as tradições de Campo Maior. Vítor Canhão explicou que este foi “um sonho que tivemos de noite e que foi tornado realidade. É um novo instrumento, é um instrumento da terra e com símbolo da terra”. O instrumento foi oferecido a Amélia Nabeiro como símbolo da ligação umbilical da família Nabeiro às festas populares da vila.
Informações Úteis
O “Mesa Ibérica – Chefs Gastro Fest” funciona entre as 12h00 e as 22h00. O programa inclui animação musical com as Saias de Campo Maior, as Roncas de Elvas e as Pedrinhas de Arronches.
Bilhetes: 40€ (compra antecipada online) ou 45€ (na bilheteira local).
Famílias: Crianças até aos 12 anos têm entrada gratuita.
Estacionamento: Disponível no local para todos os visitantes.
A 42ª Ovibeja abre portas esta quarta-feira, dia 29 de abril, com sessão de abertura programada para as 10h30, pelo Ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes e Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho.
O primeiro dia da feira é de entrada gratuita até às 20h00, com base numa parceria entre a organização e a Câmara Municipal de Beja.
Além de muitos outros motivos de visita à grande feira do sul, a primeira Ovinoite vai ser preenchida pela atuação de Vizinhos, seguindo-se o DJ João Melgueira.
Com grande destaque para a agropecuária, o artesanato e os espetáculos musicais, a 38ª edição FIAPE (Feira Internacional de Agropecuária de Estremoz), a decorrer no Parque de Feiras e Exposições de Estremoz até domingo, 3 de maio, abriu as suas portas na manhã desta quarta-feira, 29 de abril.
No evento, que se realiza em simultâneo com a 42ª Feira de Artesanato de Estremoz, participam cerca de cinco centenas de expositores, não só das áreas da agropecuária e do artesanato, mas também da restauração, produtos regionais, indústria, comércio, maquinaria agrícola e setor automóvel. Ainda assim, de acordo com o presidente da Câmara de Estremoz, José Daniel Sádio, o evento tem ainda “espaço para crescer”. “Este é um certame de excelência em termos de agropecuária, e de artesanato é, seguramente, uma das melhores feiras do país”, assegura.
“Se olharmos para a essência da sua génese, na primeira edição, aquilo que era o desafio que se colocava naquele contexto, seguramente, era o mesmo: o de criar oportunidade de comércio, de negócio e promover o setor da agropecuária e o artesanato. Hoje, temos um grande desafio, porque sentimos que a feira ganhou dimensão, espaço mediático”, acrescenta José Daniel Sádio.
Por outro lado, o autarca destaca a presença vincada do Governo no evento, já que, a par do secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, Silvino Regalado, presente no momento de inauguração do certame, também o primeiro-ministro, Luís Montenegro, e o ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, vão estar hoje na FIAPE.
“Naturalmente que a presença do Governo para nós é muito prestigiante, é um grande orgulho, é importante e isso prova que estamos no caminho correto: temos visibilidade e o Governo sente também essa vontade de vir cá reconhecer esse trabalho”, dizia José Daniel Sádio aos jornalistas.
Dizendo ainda que os números “não enganam”, o autarca garante que toda a economia local sai a ganhar com a FIAPE. “São cinco dias em que virão milhares e milhares de pessoas a Estremoz, não só ao certame, mas também a todo o concelho, em que vão estar cá, vão consumir em Estremoz, vão levar daqui boas energias e voltarão. O crescimento do turismo é evidente, o crescimento em termos de atividade económica é evidente. Ainda assim, não estamos felizes, estamos contentes com o que estamos a fazer e orgulhosos, mas há espaço para mais”, remata.
Para o secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, que enaltece a importância que o Governo está a dar à FIAPE este ano, eventos como este ajudam a trazer pessoas para o território. “O Governo está muito empenhado em ajudar estes territórios a tratar dos problemas do interior, em estagnar aquilo que é uma fuga de pessoas destes territórios para territórios mais do litoral, e isso só se pode fazer de uma forma que, na verdade, é muito simples, mas muito complexa. E a forma é, para já, manter os mais jovens em Portugal e, depois, estimar os que já fazem destes territórios tão únicos e tão valiosos”, começa por dizer o governante.
Por outro lado, e através de apoios aos municípios, Silvino Regalado defende a necessidade de políticas para a atração de pessoas para o interior do país: “ajuda aos municípios na construção de habitação, ajuda aos municípios na construção de zonas de acolhimento empresarial, que possam acolher empresas dos vários setores de atividade nestes territórios, e aqui em Estremoz em particular, com uma ajuda muito grande ao setor primário e ao turismo, valorizando aquilo que são, por exemplo, os Bonecos de Estremoz, como uma das grandes mais-valias que são Património da Humanidade”.
Citando a banda Vizinho, dizendo que “se Lisboa é grande, o Alentejo é maior”, Silvino Regalado não tem dúvidas de que a região tem “muita capacidade”, que pode e deve ser explorada.
Na sessão de inauguração do evento, para além de José Daniel Sádio e Silvino Regalado, participaram ainda o presidente da CCDR Alentejo, Ricardo Pinheiro, o presidente da Assembleia Municipal de Estremoz, Ricardo Catarino, e o presidente da ACORE, Manuel Ramalho.
A visita de Luís Montenegro ao certame está hoje prevista para as 19h30. Do programa de animação do evento, o destaque, nesta primeira noite, vai para o concerto de Plutónio.
O concelho de Campo Maior preparou-se para assinalar o 25 de Abril de 2026 com uma agenda diversificada que cruza momentos institucionais, culturais e desportivos. O programa, desenhado para envolver toda a comunidade, teve o seu ponto alto na Sessão Solene da Assembleia Municipal, marcada pela presença da juventude e pelo estreitamento de laços transfronteiriços, através da EUROBEC.
Uma madrugada de luta que moldou o Portugal de hoje
Para o Presidente da Assembleia Municipal de Campo Maior, Jorge Grifo, a preservação da memória coletiva é uma obrigação de quem detém cargos públicos. “É uma data que acho que os portugueses não se podem esquecer. Ou seja, foi um dia de luta, uma madrugada de luta, em que muito daquilo que é hoje Portugal se deve a essa mesma madrugada. Por isso é importante que nós, aqueles que temos cargos políticos e cargos institucionais, possamos preservar essa memória e fazemos da melhor maneira, ou seja, vivendo Abril, recordando Abril e, mais importante ainda, poder fazer estas sessões onde vão haver aqui algumas surpresas, onde temos também aqui muitos jovens para que eles possam perpetuar o que são as memórias de Abril e que nunca se esqueçam do patamar que estão hoje”, sublinhou.
Este ano, a Assembleia Municipal de Campo Maior inovou ao trazer a dimensão europeia para a cerimónia, convidando Graça Luna Pais, Presidente da Assembleia Municipal de Elvas, e Helena Salgado Vacariza, Concejala Delegada (vereadora com o pelouro das Relações Institucionais com Portugal e responsável da IFEBA) do Ayuntamiento de Badajoz. Jorge Grifo explicou que o objetivo foi “reforçar aqui os laços da Eurobec, da nossa Eurocidade, para que neste que possamos também aqui reforçar esses laços”. O autarca lembrou ainda que, embora muito tenha sido feito, “(o ideal de) Abril não está ainda completo em tudo o que foi os valores dessa mesma madrugada”, destacando a importância dos 50 anos do poder local democrático: “Foi nesse conceito democrático, através do voto popular e da soberania popular, que a democracia deu o seu impulso”.
“Nunca mais queremos voltar ao 24 de Abril”
O Presidente da Câmara Municipal, Luís Rosinha, reforçou a importância de projetar os valores da Revolução para o futuro, com foco especial nas crianças. “O 25 de Abril deve perdurar também durante todo o ano e não só neste dia. Esta é uma sessão solene importante, nós temos tido este hábito de vir fazendo estas sessões solenes, introduzindo também as crianças, que é muito importante trazermos as crianças até nós”, referiu o edil.
Luís Rosinha enalteceu a iniciativa de abrir a sessão solene aos parceiros da Eurocidade para “traduzir aqui aquilo que é visto de fora, olhar para o 25 de Abril fora do nosso território, mas também dentro do território da Eurobec que tanto proclamamos”. Partilhando a visão do Presidente da República, António José Seguro, o autarca campomaiorense sublinhou o dever pedagógico das gerações atuais: “Eu também não sou anterior ao 25 de Abril, já sou posterior, mas também fui incutido nestes valores da liberdade. e acho que é um exercício que nós devemos fazer, incutir nas nossas crianças para que nunca mais voltemos atrás. Eu acho que é isso mesmo que marca o dia 25 de Abril de 1974: é que nunca mais queremos voltar para o 24 de Abril de 1974”.
Durante a manhã, houve uma arruada por vários locais do concelho e no Jardim Municipal realizam-se atividades infantis , incluindo insufláveis, pinturas faciais, oficinas temáticas e jogos.
À noite, a Praça da República volta a ser palco de animação, com o Projeto de Formação do Município de Campo Maior, às 21h30, seguido do espetáculo “Milhões ao Vento de Abril”, às 22h30.
As comemorações encerram amanhã, dia 26 de abril, com iniciativas que mantêm o espírito participativo. O Jardim Municipal recebe, às 09h30, uma prova de orientação integrada nos Jogos do Alto Alentejo 2026 e o Centro Cultural, às 17h00, acolhe o I Encontro “Passos que Unem”, com a participação de escolas dos dois lados da fronteira, que se dedicam a diferentes estilos de dança, com a professora Letícia Garcia, ainda com o principal objetivo da celebração do Dia Internacional da Dança, que se assinala a 29 de abril e assim fechando um programa que combina memória, cultura e envolvimento comunitário.
As bancadas repletas e o som constante das licitações, tanto presenciais como digitais, marcaram esta sexta-feira, 24 de abril, o Leilão Anual da Coudelaria de Alter. O evento, que é já um marco histórico no calendário equestre, confirmou a vitalidade do Cavalo Lusitano e a sua crescente projeção internacional, atraindo investidores de todo o globo para o coração do Alentejo, a partir de Alter do Chão.
O rigor da seleção deste ano ficou espelhado na lista oficial de exemplares, onde a linhagem e a morfologia ditaram preços base ambiciosos. Na categoria de fêmeas, a lista de éguas incluiu exemplares como “Salina e Silarca, ambas com o preço base mais elevado do lote feminino, fixado em 17.500 euros, seguidas pela Sijuca a 15 mil e a Requintada a 12.500 euros. O catálogo apresentou ainda opções entre os nove e os cinco mil euros.
Já no lote dos cavalos, a competitividade foi ainda mais notória, com destaque para o histórico e a funcionalidade de cada animal. A lista de machos apresentou “o Gniqui como o exemplar com o valor base mais alto, arrancando nos 20 mil euros, acompanhado de perto pelo Solar e Salinero, ambos com base de 17.500 euros. O catálogo incluiu também o Sabido (15 mil), Soberbo e Sábio (ambos a 12.500 euros) entre os mais bem cotados, a fechar o lote de machos, estiveram dois exemplares de Puro-Sangue Árabe Ritual e o Safado, ambos com uma base de licitação de 7 mil euros.
Um Compromisso do Governo com a Excelência
João Moura
Presente no evento, o Secretário de Estado da Agricultura e Pescas, João Moura, sublinhou a importância estratégica da Coudelaria de Alter enquanto guardiã de um património vivo.
Para o governante, o sucesso do leilão é o reflexo de um trabalho intenso e de uma aposta clara do Executivo na raça Lusitana. “O cavalo Lusitano está a viver bons momentos fruto do trabalho realizado nesta Coudelaria Nacional, a mais antiga do mundo a funcionar no mesmo espaço”, afirmou João Moura.
O Secretário de Estado destacou a “versatilidade, docilidade e completude” da raça, lembrando que a genética de Alter está na génese de outras raças mundiais, como o Mangalarga Marchador no Brasil. “É um dos grandes símbolos nacionais. Este leilão é um dos expoentes máximos para levar ao mundo o que de melhor Portugal produz”, reforçou.
Símbolo vivo da identidade e da tradição portuguesa
Eduardo Oliveira e Sousa, Presidente do Conselho de Administração da Companhia das Lezírias, entidade gestora da Coudelaria de Alter Real, esclarece que “Este leilão reafirma o Cavalo Lusitano como um símbolo vivo da identidade e da tradição portuguesa, honrando o legado desta que é a mais antiga raça de sela do mundo”. O resultado deste leilão é o espelho perfeito do sentimento atual do mercado, a qualidade em detrimento da quantidade, e percebemos isso precisamente pelo número de vendas hoje registadas. As éguas foram vendidas acima dos preços base de licitação e o exemplar mais caro em leilão, o cavalo Gniqui, foi também vendido, representando assim que os clientes que procuram qualidade e performance compraram no Leilão de Alter Real.
A Missão da Coudelaria de Alter não é transacionar apenas cavalos, mas salvaguardar este valioso património genético que é o cavalo Lusitano, garantindo que a relevância social e histórica do Lusitano continua a gerar valor e prestígio para Portugal, nomeadamente através do turismo equestre”.
Internacionalização: 90% dos Licitadores são Estrangeiros
Para Francisco Beja, diretor da Coudelaria de Alter, este “dia aberto” é o culminar de um ano de rigorosa seleção. O responsável destacou a forte componente internacional que hoje define o evento: cerca de 90% dos licitadores inscritos são estrangeiros, vindos de mercados como os EUA, Brasil e Norte da Europa.
Francisco Beja
A digitalização tem sido a grande aliada, permitindo que a tradição de Alter chegue a qualquer parte do mundo em tempo real. “É o dia aberto, é o dia em que recebemos as pessoas, os players do mundo do cavalo. Recebemos os locais, recebemos os internacionais cada vez mais, portanto há muito público estrangeiro a vir ver o nosso leilão e a conhecer os nossos produtos. Os compradores são maioritariamente internacionais, ou seja, 90% dos licitadores inscritos são internacionais.”
Quanto ao impacto que este dia tem para além dos portões da Coudelaria, o diretor foi claro: “Ajuda em prol deste núcleo do norte alentejano, através da restauração, da hotelaria, enfim, porque adjacente às festas da vila, que também são muito importantes, a Feira de São Marcos, consegue-se criar aqui uma dinâmica na região superior e que ajuda na economia local, naturalmente.”
Francisco Beja concluiu lembrando que quem compra um cavalo em Alter está a levar parte da história: “A Coudelaria de Alter tem por missão a preservação do património genético, a preservação do património cultural que está adjacente a estas magníficas instalações e, ao fim e ao cabo, mais dois séculos de história e de seleção. É um produto de excelência do mundo rural.”
Impacto na Economia Local e Turismo
Para além da vertente genética e desportiva — onde o Lusitano ocupa já o 6.º lugar no ranking mundial de Dressage — o leilão é um motor económico para a região do Norte Alentejano. O evento gera uma dinâmica crucial na hotelaria e restauração, trabalhando em simbiose com as festas locais e a Feira de São Marcos.
A Coudelaria de Alter, fundada em 1748, reafirma assim a sua missão de preservação do património genético e cultural, provando que, após dois séculos de história, o cavalo de Alter continua a ser um produto de qualidade superior e um embaixador inigualável do mundo rural português.
Destaques do Catálogo (Preços de Venda e Bases)
Dia Aberto da instituição, resultou na venda de 6 cavalos, gerando uma receita total de 75 mil e 200 euros, numa clara demonstração de que o mercado internacional privilegia agora a “qualidade em detrimento da quantidade”.
Foi com as crianças do ensino pré-escolar a correr e a saltar que Campo Maior iniciou, na manhã desta quinta-feira, dia 24, as comemorações dos 52 anos do 25 de Abril, no Estádio Capitão César Correia.
Nesta, que foi já a quarta edição do Encontro Infantil de Atletismo, promovida pelo Campo Maior Trail Runners, em parceria com a Câmara Municipal e o Sporting Clube Campomaiorense, e com o apoio da Associação de Atletismo de Portalegre, procurou-se, uma vez mais, e através da atividade física, promover estilos de vida saudáveis junto dos mais novos.
“É juntar o melhor que nós temos na vida, que são as crianças, o nosso futuro, numa data tão importante para todos nós, numa altura em que a liberdade está tão ameaçada. Nunca é demais frisar a importância de cultivar esta forma de estar na vida, que é a democracia, o espírito de comunidade, o envolvimento de todos, mas não só nos atos democráticos que elegem os nossos representantes, mas também numa forma e num estilo de vida muito próprio, que é o vivermos em democracia e em liberdade e potenciarmos aquilo que é o nosso futuro”, começa por dizer Carlos Pepê, um dos responsáveis pela organização da iniciativa.
Defendendo que é necessário, cada vez mais, proteger as crianças, afastando-as do “mundo virtual” a que estão “presas”, Carlos Pepê diz que é através de atividades como esta que é possível mostrar aos mais novos que se “podem fazer outras coisas e que há um mundo real a acontecer cá fora”.
Com diferentes estações instaladas entre a pista de mini-trail e o relvado do Estádio Capitão César Correia, no decorrer deste Encontro de Atletismo, as crianças tiveram oportunidade de participar nas mais variadas atividades relacionadas com as três grandes vertentes do atletismo: correr, saltar e lançar.
Agradecendo ao Município de Campo Maior pela colaboração na organização do evento e ao Sporting Clube Campomaiorense por, uma vez mais, possibilitar que a iniciativa tenha tido lugar no Estádio Capitão César Correia, Carlos Pepê não tem dúvidas de que é “com esta união de esforços que se conseguem fazer coisas diferentes”.
Neste IV Encontro Infantil de Atletismo participaram as crianças do pré-escolar do Jardim de Infância “O Despertar”, da Santa Casa da Misericórdia de Campo Maior, do Centro de Talentos Alice Nabeiro e do Agrupamento de Escolas de Campo Maior. “São oito turmas, com 200 e muitos mini-atletas, aqui muitos deles a fazerem pela primeira vez estas modalidades, o que é também muito importante para nós, porque como clube de atletismo e de trail queremos potenciar experiências diferentes às crianças para que elas, de futuro, possam até escolher o atletismo”, remata Carlos Pepê.
Campo Maior continua em contagem decrescente para o grande regresso das Festas do Povo, 11 anos depois da sua última edição.
No passado sábado, 18 de abril, os campomaiorenses, que se têm envolvido nos trabalhos, principalmente os chamados cabeças de rua, estiveram reunidos com a organização, no Museu Aberto, para, tal como explica o presidente da Associação das Festas do Povo, João Manuel Nabeiro, pode fazer um ponto de situação.
“Vamos sabendo aquilo que vai no dia a dia dos campomaiorenses, principalmente desta gente maravilhosa, que tem a função de liderar cada rua, saber as suas preocupações, adivinhar os seus anseios e comunicar à Associação das Festas o seu trabalho, o seu envolvimento nas diferentes áreas e ficarmos todos em linha, porque dentro de três escassos meses, que vão passar a correr, com a ligeireza que a gente sabe como passa ao tempo, as nossas queridas Festas do Povo aí estarão”, diz o responsável.
O objetivo é promover “umas festas maravilhosas”, sendo, para isso, necessário planear todos os pormenores. “É no planeamento que está a virtude de sabermos que o dia 8 de agosto está aí ao virar da esquina”, acrescenta João Manuel Nabeiro.
De acordo com os dados avançados no decorrer da reunião, o grau de execução dos trabalhos, por esta altura, ronda os 60%. Dizendo que é preciso continuar a apoiar os campomaiorenses nas suas necessidades, confessa que gostava que já tivessem sido alcançados os 100%.
“Temos que continuar a persistir, a ver as necessidades, porque todos nós sabemos que as necessidades são muitas em termos de braços para trabalhar”, assegura o presidente da associação, que não tem dúvidas de que desde que foi anunciada a realização das festas, os campomaiorenses “motivaram‑se e, todos os dias, a conversa da rua será sempre essa”.
Até 8 de agosto, é continuar a arregaçar as mangas e levar por diante todo o trabalho necessário. “Vamos com o coração cheio e é isso que temos que pensar, naquela frase que o meu saudoso pai dizia sempre: ‘para a frente, em todas as frentes’”, remata.
A Associação das Festas do Povo, que conta com apoios importantes provenientes da Câmara Municipal de Campo Maior, da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo e da Direção‑Geral do Turismo, prevê, para esta edição das Festas do Povo, um investimento de quase dois milhões de euros.
A Guarda Nacional Republicana (GNR) anunciou uma reorganização da Unidade Nacional de Trânsito, inspirada no modelo da antiga Brigada de Trânsito, com o objetivo de reforçar a fiscalização, a visibilidade policial e a segurança rodoviária em todo o país. A decisão surge num contexto de agravamento da sinistralidade, com 145 mortos registados até 13 de abril, mais 42 do que no mesmo período do ano passado, representando um aumento de 22%. Portugal apresenta atualmente uma das taxas mais elevadas da União Europeia, sendo o sexto pior país em mortalidade rodoviária.
Segundo a GNR, a atual organização do trânsito evidencia limitações operacionais, resultantes da extinção da Brigada de Trânsito em 2007/2009, que levou à dispersão do comando pelos comandos territoriais. Entre os principais constrangimentos estão a dificuldade de uniformizar procedimentos, menor capacidade de mobilização de meios e um controlo nacional mais reduzido, apesar da GNR cobrir 94% do território e 98% das vias rodoviárias. A força de segurança sublinha que a sinistralidade é um fenómeno dinâmico, que não respeita fronteiras administrativas, exigindo uma resposta coordenada à escala nacional.
O novo modelo assenta numa estrutura centralizada e orientada pelo risco, privilegiando a prevenção, a mobilidade dos meios e a tomada de decisão baseada em dados. A reorganização prevê a integração dos 23 destacamentos de trânsito na Unidade Nacional, a criação de níveis intermédios de comando (grupos de trânsito), o reforço do comando técnico especializado e a manutenção da proximidade territorial. A implementação será feita de forma faseada, garantindo a continuidade do policiamento na rede rodoviária. A GNR acredita que esta mudança permitirá uma resposta mais eficaz, coordenada e adaptada aos desafios atuais e futuros da segurança rodoviária.
A cidade de Elvas recebeu este sábado um desfile evocativo da chegada da Infanta Isabel, numa recriação histórica que percorreu algumas das principais artérias do centro urbano. A iniciativa contou com a participação de figurantes trajados a rigor, que deram vida a um cortejo simbólico, recriando o ambiente da época, onde destacou a figura da Infanta, com grupos de Elvas que recriaram a época do casamento real entre Isabel e Carlos V de Espanha.
O percurso teve início nas Portas de Olivença, seguindo em direção ao Castelo de Elvas, passando por várias ruas da cidade. Ao longo do trajeto, o desfile atraiu a atenção de residentes e visitantes, que acompanharam o cortejo e assistiram à encenação que pretendeu valorizar o património histórico e cultural local.