Alegria, competição e inclusão marcam final do Kids Athletics em Elvas

O Estádio Municipal de Atletismo de Elvas recebeu, na manhã desta segunda-feira, 8 de junho, a final municipal do Kids Athletics, iniciativa que reuniu cerca de 800 alunos do 1.º ciclo de todo o concelho, numa jornada dedicada à prática desportiva, ao convívio e à promoção de hábitos de vida saudáveis.

Presente no evento, o presidente da Federação Portuguesa de Atletismo, Domingos Castro, destacou a importância de iniciativas desta natureza para incentivar as crianças à prática de atividade física desde cedo. O dirigente elogiou a organização da Câmara Municipal de Elvas e sublinhou a felicidade visível dos mais novos ao participarem nas diferentes atividades.

“A alegria destas crianças, a praticar desporto ao ar livre, é evidente. Tudo o que aqui está a ser praticado é atletismo, que é a base de qualquer modalidade. Estas iniciativas são de louvar porque é isto que precisamos: pôr as nossas crianças em movimento”, afirmou.

Domingos Castro salientou ainda que a Federação Portuguesa de Atletismo envolve anualmente mais de 15 mil jovens em atividades semelhantes e revelou que Portugal está entre os países com maior dinamismo mundial na realização do programa Kids Athletics. O responsável aproveitou também para incentivar outros municípios a seguirem o exemplo de Elvas.

“Quero dar os parabéns à Câmara Municipal de Elvas e incentivar outros municípios a desenvolverem atividades deste género. A Federação estará sempre disponível para colaborar, através dos seus técnicos qualificados”, acrescentou.

A presença do antigo campeão mundial Rui Silva, padrinho do evento, foi igualmente destacada pelo presidente da FPA, que considerou importante aproximar os jovens das grandes referências da modalidade.

Por sua vez, o vereador da Câmara Municipal de Elvas, Hermenegildo Rodrigues, considerou que a presença de Domingos Castro em Elvas representa o reconhecimento do trabalho desenvolvido pelo município ao longo dos últimos cinco anos na organização do Kids Athletics.

“A vinda do presidente da Federação não é de todo inocente. É o reconhecimento de um trabalho que começou há cinco anos e que tem vindo a crescer, reforçando a confiança na capacidade organizativa destes eventos. Mais importante do que identificar futuros atletas é ver a confraternização, a alegria das crianças e o ambiente que se cria nesta pista”, afirmou.

Hermenegildo Rodrigues destacou também o contributo das escolas do concelho e dos alunos do Curso Profissional de Desporto da Escola Secundária D. Sancho II, que colaboraram na organização das várias fases da iniciativa.

“Este é o culminar de quatro meses de trabalho. Realizámos atividades em todas as escolas e hoje estão aqui as equipas finalistas, mas fazemos questão de envolver todas as crianças para que ninguém fique de fora. O mais importante é promover a participação e o espírito coletivo”, explicou.

Também Daniel Madeira, presidente da Associação Distrital de Atletismo de Portalegre, enalteceu a evolução que o evento tem registado ao longo dos anos e destacou a sua importância para a promoção da modalidade.

“É sempre benéfico trabalharmos em conjunto e nota-se claramente a evolução positiva deste evento. O principal objetivo é incentivar a prática do atletismo e captar novos atletas para os clubes locais e do concelho”, referiu.

Segundo o dirigente, a presença dos clubes locais junto das crianças permite divulgar a modalidade e dar a conhecer os horários e condições de treino, incentivando os jovens a dar continuidade à prática desportiva para além do contexto escolar.

A final do Kids Athletics voltou, assim, a afirmar-se como um dos maiores eventos desportivos escolares do concelho de Elvas, reunindo centenas de crianças numa celebração do desporto, da inclusão e da atividade física.

Vila Viçosa recua no tempo com a V Feira de Inspiração Renascentista: “Fomos o centro da Renascença em Portugal”, afirma Inácio Esperança

A iniciativa decorre no emblemático Castelo de Vila Viçosa e pretende reforçar a identidade histórica da vila e a sua candidatura a Património Mundial.O Castelo de Vila Viçosa volta a ser o palco de eleição para a Feira de Inspiração Renascentista, que este ano cumpre a sua quinta edição. O evento, que tem registado um crescimento sustentado ano após ano, assume-se como uma montra privilegiada para divulgar o património, a história e as tradições locais, atraindo cada vez mais “calipolenses” e visitantes.

Em declarações à Rádio ELVAS, sobre o certame, o Presidente da Câmara Municipal de Vila Viçosa, Inácio Esperança, sublinhou o papel crucial que a vila desempenhou no panorama cultural e político do país.”Vila Viçosa foi o centro da Renascença em Portugal. Não houve outro centro no país tão importante para Portugal, na Renascença, como Vila Viçosa”, defendeu o autarca, lembrando que, numa época em que o país estava sob o domínio Filipino, a corte dos Duques de Bragança funcionou como um farol de centralidade e resistência cultural portuguesa. “Por aqui passaram arquitetos, engenheiros, pintores, músicos de todo o mundo.”

Um Legado de Reis e Rainhas

A feira serve precisamente para evocar as figuras históricas que elevaram o nome da vila além-fronteiras, como o Duque Dom Jaime e os seus descendentes: Dom Teodósio, Dom Teodósio II, Dom João IV (o Restaurador) e a Rainha Catarina de Bragança, nascida na vila e que viria a casar com o rei de Inglaterra.

Segundo Inácio Esperança, o objetivo atual passa por transformar este reconhecimento histórico em distinção oficial: “Nós, hoje queremos elevá-lo a Património Material da Humanidade [da UNESCO], mas ele já foi elevado por todas estas pessoas (Casa de Bragança)”.

Expectativas Altas para a V Edição

Com o evento a afirmar-se no calendário cultural da região, as expectativas para este ano são elevadas. O autarca garante que a iniciativa “renova o compromisso de Vila Viçosa com os calipolenses e com os seus visitantes”, funcionando como um motor de promoção do território.

O convite fica feito a todos os que queiram testemunhar a grandiosidade dos séculos XVI e XVII: “Estão todos convidados para Vila Viçosa ver um bocadinho daquilo que Vila Viçosa foi nos [anos] 1500 e 1600”, concluiu o presidente.

“O Tapete Está na Rua” reforça valorização do património e espera milhares de visitantes em Arraiolos (c/fotos)

A vila de Arraiolos volta a vestir-se de tradição com a iniciativa “O Tapete Está na Rua”, um evento que pretende promover um dos mais emblemáticos símbolos do concelho e atrair milhares de visitantes até ao próximo domingo.

Ao longo das ruas, janelas e fachadas, os tapetes de Arraiolos assumem um papel de destaque numa celebração que une património, cultura e dinamização económica. Para o presidente da Câmara Municipal de Arraiolos, Jorge Macau, a iniciativa tem vindo a afirmar-se como uma importante montra da identidade local. “As expectativas são sempre altas. Nós procuramos, ano após ano, melhorar e, de facto, as expectativas são de receber milhares e milhares de pessoas a visitarem-nos nos próximos dias, até ao próximo domingo”, afirmou o autarca.

Segundo Jorge Macau, o principal objetivo do evento passa pela valorização do tapete de Arraiolos enquanto expressão cultural única, sem esquecer o impacto positivo que pode gerar na economia do concelho. “O objetivo principal deste evento é a valorização do tapete de Arraiolos enquanto património cultural, enquanto expressão artística e também, de uma forma direta, o contributo para a economia local”, sublinhou.

O presidente da autarquia considera que a iniciativa constitui igualmente uma oportunidade para reforçar a atividade económica ligada ao turismo, ao comércio e ao artesanato local. “Consideramos que pode ser ainda um motor de desenvolvimento da economia local”, acrescentou.

Paralelamente à realização do evento, Jorge Macau destacou os avanços alcançados na proteção e reconhecimento do tapete de Arraiolos, resultado de um trabalho continuado de promoção e salvaguarda deste património. “Nós trabalhamos e desenvolvemos um conjunto de ações com esse propósito mesmo, da valorização e da salvaguarda deste nosso património”, referiu.

O autarca salientou ainda a recente publicação, em Diário da República, do registo de Indicação Geográfica do Tapete de Arraiolos, uma medida que considera fundamental para reforçar a autenticidade e proteção desta arte secular. “Foi publicada no Diário da República a indicação geográfica do tapete. Esta é uma certificação que há muito tempo defendíamos e que pode fazer toda a diferença”, afirmou.

Para Jorge Macau, este reconhecimento surge como um complemento importante ao processo de candidatura da confeção do Tapete de Arraiolos a Património Cultural Imaterial da UNESCO. “Em complemento com a candidatura do processo de confeção do tapete a património imaterial da UNESCO, achamos que conseguimos dar aqui o empurrão que o tapete bem necessita”, concluiu.

A decorrer até domingo, “O Tapete Está na Rua” promete continuar a atrair visitantes e a afirmar Arraiolos como uma referência nacional na preservação e promoção do seu património artesanal mais emblemático.

Da criatividade à passerelle: seniores da CURPI brilham em desfile inspirado nas flores de Campo Maior

A Academia Sénior da Comissão Unitária de Reformados, Pensionistas e Idosos (CURPI) de Campo Maior encerrou mais um ano letivo com uma iniciativa original e cheia de criatividade: um desfile de moda onde as alunas apresentaram vestidos elaborados inteiramente em papel, inspirados nas tradicionais Festas do Povo.

O evento reuniu amigos e convidados, entre os quais os alunos da Universidade Sénior de Fronteira, que se deslocaram a Campo Maior para assistir ao espetáculo. Entre as modelos esteve também a presidente da CURPI, Anselmina Caldeirão, que desfilou com um vestido de noiva igualmente concebido em papel.

A responsável destacou o empenho e dedicação das participantes na concretização do projeto.“Este ano, como é ano de Festas das Flores e tudo é feito em papel, o nosso projeto foi, de facto, fazer estes vestidos maravilhosos, com toda a qualidade, que foram feitos com muito amor. Elas prestaram-se a fazer esta passagem de modelos, que correu lindamente, como todos puderam assistir”, afirmou.

Anselmina Caldeirão aproveitou ainda para agradecer a presença da “comitiva” de Fronteira: “Quero agradecer à Clarisse, presidente da Junta de Freguesia de Fronteira, que trouxe a Academia Sénior de Fronteira para assistir a este espetáculo”. Após o desfile, cantaram-se as saias e declamou-se poesia, com alunas, professoras e convidados a partilharem um lanche.  

Apesar do término das atividades letivas regulares, a presidente da instituição garantiu que a CURPI continuará a promover momentos de convívio e ocupação para os seus utentes. “É um período agora um pouco difícil para algumas destas senhoras que frequentam a nossa academia, mas a CURPI continua aberta. Não há aulas com horário normal, mas podem vir à CURPI, eu estou cá, podem vir almoçar, podem vir lanchar. Há de haver imensas atividades ainda assim”, explicou. Entre as iniciativas previstas estão uma sardinhada, na Enxara, marcada para o próximo dia 12, e uma visita ao concelho de Fronteira, reforçando a ligação entre as duas academias seniores.

A acompanhar os alunos de Fronteira esteve a presidente da Junta de Freguesia de Fronteira, Clarisse Silveira, que enalteceu a receção e o espetáculo proporcionado pela CURPI. “Foi um convite da Anselmina para dar a conhecer, no fundo, Campo Maior, a Academia e os fatos que elas iriam usar neste espetáculo. Campo Maior é, sem dúvida, a terra das flores e ver hoje este espetáculo fantástico foi para nós muito gratificante”, referiu.

A autarca confirmou ainda a intenção de regressar a Campo Maior durante as Festas do Povo e deixou também um convite aos campomaiorenses para visitarem Fronteira. Clarisse Silveira destacou igualmente a importância das academias seniores no combate ao isolamento social da população mais idosa.

O desfile marcou o encerramento simbólico de mais um ano de atividades da Academia Sénior da CURPI, numa celebração que aliou criatividade, tradição e convívio, reforçando o papel da instituição na promoção do envelhecimento ativo e da inclusão social.

Música, jogos e sorrisos: Dia da Criança vivido em festa na EB1 da Boa-Fé

As crianças do Agrupamento de Escolas Adelaide Cabette viveram, na manhã desta segunda-feira, 1 de junho, momentos de grande animação e diversão na Escola Básica de 1.º Ciclo (EB1) da Boa-Fé, em Elvas, numa iniciativa promovida pela Junta de Freguesia de Caia, São Pedro e Alcáçova, por ocasião do Dia Mundial da Criança.

A celebração contou com várias atividades recreativas e desportivas, proporcionando aos mais novos uma manhã diferente, marcada pela música, dança, jogos e convívio. Antes do início das atividades, o Município de Elvas procedeu à tradicional entrega de prendas às crianças, gesto que foi recebido com entusiasmo pelos alunos.

O presidente da Junta de Freguesia de Caia, São Pedro e Alcáçova, João Rondão, destacou a importância de assinalar esta data de forma especial para as crianças. “Em conjunto com o agrupamento, uma vez que este é um dia especial para os mais novos, sentimos a obrigação de proporcionar um momento diferente, onde se pudessem divertir e sentir que este é verdadeiramente o seu dia”, afirmou.

O autarca sublinhou ainda o papel das autarquias na promoção do bem-estar das crianças, considerando que iniciativas desta natureza fazem parte das suas responsabilidades. “É para isso que cá estamos. Ver as crianças felizes, a brincar e a divertir-se, mostra que vale a pena celebrar este dia, porque as crianças são o futuro da nossa sociedade”, acrescentou.

Também a diretora do Agrupamento de Escolas Adelaide Cabette, Paula Rondão, enalteceu o envolvimento das várias entidades na organização da iniciativa e agradeceu o apoio prestado. “Sem dúvida que este é o dia delas. Estão muito contentes e a divertir-se imenso. Temos o DJ, um lanche para todas as crianças, disponibilizado pela Junta de Freguesia, os jogos dinamizados pela Escola Superior Agrária (pelos alunos do CTeSP de Desporto e Atividade Física da Escola Superior de Biociências de Elvas) e ainda as prendas oferecidas pelo Município. Está tudo reunido para que passem uma manhã diferente, animada e digna de uma criança”, referiu.

Com música, brincadeiras, atividade física e momentos de convívio, a comemoração do Dia Mundial da Criança proporcionou aos alunos da EB1 da Boa-Fé uma experiência memorável, assinalando a data de forma festiva e especial.

Impacto do melhoramento de plantas na produtividade da agricultura em debate no Dia do Agricultor em Elvas

O impacto do melhoramento de plantas na produtividade da agricultura em Portugal esteve em destaque esta quinta-feira, 28 de maio, no Polo de Inovação de Elvas do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV), a antiga Estação de Melhoramento de Plantas.

A iniciativa, integrada nas comemorações do Dia do Agricultor, reuniu investigadores, técnicos e representantes do setor agrícola, depois de uma visita de campo à Herdade da Comenda, para discutir o papel das novas variedades vegetais no aumento da produtividade agrícola e na adaptação às alterações climáticas.

Na sessão de abertura participaram Margarida Correia de Oliveira, presidente do INIAV, António Cordeiro, presidente do Polo de Inovação de Elvas, Nuno Mocinha, vice-presidente da Câmara Municipal de Elvas, e Roberto Grilo, vice-presidente da CCDR Alentejo.

Em representação do presidente da Câmara Municipal de Elvas, Nuno Mocinha destacou a relevância da agricultura, não só para o país e para o mundo, como para o concelho, e sublinhou o apoio que o município procura prestar ao setor. “A agricultura é um dos principais setores, se não o principal setor económico no nosso concelho. A Câmara faz sempre gosto em estar ao lado dos seus agricultores, também partilhando um pouco das suas preocupações”, afirma.

O autarca reconhece ainda os desafios crescentes enfrentados pelos agricultores, quer ao nível da atividade agrícola, quer das exigências impostas ao setor, valorizando igualmente o trabalho desenvolvido pelo antigo centro de melhoramento de plantas, hoje integrado no INIAV. “Esta casa sempre se dedicou à investigação virada para a agricultura e muito tem contribuído não só para o nosso concelho, mas também para Portugal”, acrescenta.

Já Roberto Grilo salienta a importância da inovação e da investigação agrícola para garantir a resiliência e a soberania alimentar, num contexto marcado pelas alterações climáticas e pela necessidade de produzir mais com menos recursos. “Esta iniciativa (Dia do Agricultor) vem enfatizar a investigação e o melhoramento de plantas. A importância da agricultura é crítica, é fundamental, mas a inovação é aquilo que nos pode trazer resiliência para aquilo que é a soberania alimentar que precisamos de continuar a construir”, refere o vice-presidente da CCDR Alentejo.

Ainda segundo Roberto Grilo, os desafios relacionados com as alterações climáticas, a degradação dos solos e a escassez de recursos tornam indispensável reforçar a transferência de conhecimento e inovação para o setor agrícola.

Com esta iniciativa, o INIAV procurou, uma vez mais, reforçar a importância da investigação e da inovação agrícolas como pilares fundamentais para garantir a competitividade e a sustentabilidade do setor agrícola nacional, numa altura de crescente pressão climática e económica.

Concurso canino levou a Arronches centenas de exemplares

Arronches recebeu durante o passado sábado, dia 23 de maio, a 33ª edição da Exposição Canina Nacional do Alto Alentejo, um certame que este ano se realizou mais cedo do que vinha acontecendo até aqui, sendo igualmente promovido pela autarquia local em parceria com a Associação de Criadores de Ovinos P3, com a Associação Portuguesa de Criadores de Ovinos Raça Ile-de-France e com o Clube Português de Canicultura.

Os 256 simpáticos patudos que participaram nesta mostra começaram por ser divididos pelos ringues dispostos pelo Jardim do Fosso para, inicialmente, serem avaliados por raça e por grupos, uma apreciação que ficou a cargo dos juízes portugueses Carlos Mocho e José Romão, pela espanhola Carmen Gil Polo e pela sérvia Polina Simic.

Posteriormente, os mesmos juízes haveriam de voltar para julgar as grandes finais, não sem antes se realizar nova apresentação da raça Galgo Lusitano, promovida pelo Clube Português de Canicultura.

Dos prémios em destaque, começou por ser entregue o Melhor Exemplar das Raças Portuguesas, no caso, o Cão da Serra da Estrela de Pelo Comprido, que levou a melhor sobre o Cão de Gado Transmontano e sobre o Cão da Serra de Aires, respetivamente
segundo e terceiro classificados.

Em seguida, teve lugar o momento mais esperado do dia, a distinção do ‘Best-In-Show’, o Melhor Exemplar da Exposição, com o Galgo Russo a ser o grande vencedor, ficando o Pointer com a segunda posição, com o pódio a ficar completo com o Fox Terrier.

Para a entrega dos prémios, juntaram-se aos juízes, o executivo do Município de Arronches, representado na ocasião pelo presidente João Crespo e pela vereadora Maria João Fernandes, a secretária da Junta de Freguesia de Mosteiros, Paula Palma, e a
presidente do Clube Português de Canicultura, Carla Molinari.

Alunos de Campo Maior participam em mobilidade Erasmus+ em Budapeste

Cinco alunos do 10.º ano do Agrupamento de Escolas de Campo Maior participaram, entre 11 e 15 de maio, numa mobilidade Erasmus+ em Budapeste, integrada no projeto internacional “Connected Minds, United Actions: Digital and Peer Collaboration for Inclusion and Sustainability”.

A iniciativa reuniu estudantes e professores de Portugal, Espanha, Roménia, Hungria, Chéquia e Turquia, promovendo a inclusão, a sustentabilidade, a criatividade e o trabalho colaborativo entre jovens europeus.

Ao longo da semana, os participantes desenvolveram diversas atividades em equipas internacionais, desde workshops de “digital storytelling” à criação de pequenos vídeos temáticos, visitas a empresas de reciclagem e a um aterro sustentável, bem como experiências ligadas à inclusão social, como a visita imersiva à “Invisible Exhibition”.

O programa incluiu ainda momentos de descoberta cultural pela capital húngara, proporcionando aos alunos uma experiência enriquecedora de cidadania europeia, comunicação intercultural e desenvolvimento pessoal.

Campo Maior na “linha da frente” com formação dedicada à inteligência artificial e governação inteligente

O Centro Cultural de Campo Maior recebeu, na manhã desta terça-feira, 19 de maio, o Programa de Capacitação Profissional ENTI: “Territórios Inteligentes: da Eficiência Operacional à Governação Inteligente”, uma iniciativa integrada no projeto AI4PA – Artificial Intelligence & Data Science, promovida pela NOVA IMS em parceria com o Município de Campo Maior.

A sessão teve como principal objetivo reforçar competências digitais junto de entidades da Administração Pública, PME e startups, através de debates e apresentações centradas na inteligência artificial, ciência de dados e governação inteligente.

Em declarações à Rádio ELVAS,  o presidente da Câmara de Campo Maior, Luís Rosinha, destacou a importância da iniciativa para o concelho, considerando que representa “mais um passo” na afirmação de Campo Maior enquanto território preparado para os desafios tecnológicos do futuro.

O autarca sublinhou ainda que a aposta na inteligência artificial e na ciência dos dados poderá contribuir para melhorar os serviços públicos e a resposta dada aos munícipes. “Campo Maior continua praticamente todos os meses a ter atividade relacionada com a inteligência artificial”, referiu, acrescentando que o objetivo passa por continuar a dinamizar o Centro de Inteligência Competitiva.

Também presente na sessão, o diretor da NOVA IMS, Miguel de Castro Neto, explicou que a iniciativa surge numa altura em que Portugal está a implementar a Estratégia Nacional dos Territórios Inteligentes, apoiada pelo PRR. Segundo o responsável, “dos 308 municípios, 297 candidataram-se a financiamento para investirem em plataformas de gestão urbana”, o que demonstra a relevância crescente da transformação digital na gestão dos territórios.

Miguel de Castro Neto defendeu ainda que o grande desafio passa agora por saber utilizar os dados e as capacidades analíticas emergentes para apoiar melhores decisões políticas, gerir recursos de forma mais eficiente e responder às exigências da emergência climática.

Durante a sessão foram apresentados exemplos de boas práticas, com Miguel de Castro Neto a sublinhar o potencial do Centro de Inteligência Competitiva de Campo Maior para se vir a afirmar como um polo agregador de talento e inovação na região do Alentejo.

Por sua vez, o presidente da CCDR Alentejo, Ricardo Pinheiro, mostrou-se satisfeito com a evolução do Centro de Inteligência Competititva, considerando que o projeto “está a ganhar uma dimensão de utilidade ao território”.

Ricardo Pinheiro destacou ainda a ambição do Alentejo em competir “com as melhores regiões à escala nacional e internacional”, defendendo que a inteligência artificial e a ciência de dados serão fundamentais para acrescentar valor em áreas como o turismo, a investigação científica e o acesso a fundos comunitários.

“O território Alentejo assume-se cada vez mais nestas matérias”, afirmou o presidente da CCDR, sublinhando que a região deve continuar a apostar “em ambição, ambição e mais ambição” para acompanhar os territórios de referência a nível mundial.

A sessão de abertura, para além das participações de Luís Rosinha e de Ricardo Pinheiro, contou ainda com a de Manuel Dias, diretor de Sistemas e Tecnologias de Informação da Administração Pública e presidente da ARTE.

“Territórios Inteligentes: da Eficiência Operacional à Governação Inteligente” foi mote para a primeira sessão desta conferência, conduzida por Miguel de Castro Neto. Seguiu-se uma mesa redonda, dedicada ao tema “Governação Inteligente: do Plano à Ação”, com os primeiros secretários das Comunidades Intermunicipais do Alto Alentejo, Baixo Alentejo, Alentejo Central e Alentejo Litoral.

Do evento fizeram ainda parte diferentes sessões de live training: “Mobilidade: onde estão os ‘pontos negros’ no meu concelho?”; “Como criar, com documentos selecionados, um chatbot interno para o meu serviço”; e “Licenciamento urbanístico em BIM como ponto de partida para Gémeos Digitais”.

Nova centralidade da Freguesia de Arcos inaugurada com forte aposta na eficiência hídrica e no futuro logístico da região

A freguesia de Arcos, no concelho de Estremoz, assinalou um marco fundamental no seu desenvolvimento urbano com a inauguração da obra de requalificação do Largo 1.º de Maio, num evento que reuniu a população e diversas entidades regionais na tarde de quinta-feira, 14 de maio.

A intervenção, que representou um investimento próximo de um milhão de euros, transformou a face visível do coração da localidade, mas o seu impacto mais profundo reside no que não está à vista: a renovação integral das redes de abastecimento de água.

Manuel Maria Broa, presidente da Junta de Freguesia de Arcos, recordou que esta era uma obra reivindicada há cerca de 15 anos e que o projeto final foi fruto de um processo democrático e participativo. O autarca explicou que “havia um projeto inicial que teve depois pouca aceitação pelo fregueses, que tinha ali um ponto de água no meio e que tirava alguma dignidade ao espaço central, que é o “Rossio”, um espaço emblemático para a nossa freguesia. No entanto, fomos remodelando o projeto com o grande apoio do município e hoje em dia somos umas pessoas felizes, temos este espaço muito bem requalificado”. Com o investimento a rondar um milhão de euros, o presidente da junta reiterou que a prioridade foi garantir condições de vida dignas a quem ali reside, afirmando que “o importante também aqui não foi só o que está à vista, à superfície, é também aquilo que se fez por infraestrutura no fundo, portanto, das condutas de água e de ramais de água que deram alguma condição de vida a quem cá vive”.

O Presidente da Câmara Municipal de Estremoz, José Daniel Sadio, reforçou a importância deste espaço como local de memória e encontros, destacando o trabalho estrutural realizado para substituir as antigas condutas. O autarca explicou que se trata de “uma obra que tem a ver com a reconstrução urbana e com a requalificação do espaço central, este largo, que é um espaço de encontros, espaço de memória, espaço de dinâmicas também culturais, mas também muito importante naquilo que não se vê, isto é, porque por baixo de todo esse alcatrão novo que temos aqui em várias artérias, houve um trabalho tremendo para trocar tudo o que tinha a ver com antigas condutas de água, onde havia perdas de água sistematicamente”. José Daniel Sadio aproveitou a ocasião para revelar que a dinâmica económica da freguesia “está em expansão, com a primeira fase da zona industrial quase esgotada”, e anunciou que o município já trabalha num projeto para um loteamento com “mais de 30 ou 40 moradias num terreno próximo à igreja, visando dar resposta à procura crescente e garantir que Arcos seja sustentável (com a criação de emprego da zona industrial) e capaz de dignificar eventos como o “Arcos Jovem”.

Ricardo Pinheiro, Presidente da CCDR Alentejo, sublinhou que, num cenário de escassez hídrica, a melhoria da eficiência das redes de distribuição em baixa é um passo crucial, referindo que “muitas vezes quando recebemos orientações para cortar, por exemplo, verbas do programa regional na regeneração urbana, estas coisas às vezes não são percebidas, estas obras têm um impacto absolutamente enorme naquilo que é, por exemplo, a renovação da rede de água”. O dirigente destacou ainda o potencial de Arcos como um polo logístico estratégico devido à proximidade com a A6 e a Nacional 4, defendendo que o Alentejo deve aproveitar o futuro Corredor Internacional do Sul para criar postos de trabalho e fixar os jovens, afirmando que “ficaria muito satisfeito que no próximo quadro financeiro plurianual, a União Europeia reconhecesse que esta zona do Alentejo tivesse a possibilidade de ter um investimento territorial integrado dedicado exclusivamente àquilo que são os investidores e à criação de postos de trabalho na área da logística”.

A cerimónia, que incluiu o descerramento de uma placa e um lanche convívio, simbolizou o início de uma nova fase para a Freguesia de Arcos, que se afirma agora como uma freguesia capaz de aliar a sua identidade rural a uma visão ambiciosa de desenvolvimento industrial e social no coração do Alentejo, sendo um “exemplo para o Alentejo”.