Feira do Livro anima jardim do Palácio Visconde d’Olivã até domingo

Já decorre, no jardim do Palácio Visconde d’Olivã, em Campo Maior, a edição deste ano da feira do livro. O evento, inaugurado, ao final da manhã desta quarta-feira, 18 de maio, ao som da fanfarra do Centro Educativo Alice Nabeiro, e que vai muito para além da comercialização de livros, conta com uma programação muito vasta, até domingo, dia 22.

Esta feira do livro, garante o presidente da Câmara de Campo Maior, Luís Rosinha, resulta de um “cruzamento entre várias vertentes das áreas governativas”, onde a cultura e a edução se unem à intenção de dinamização do centro histórico da vila. “Quisemos fazer uma feira do livro dinâmica e diferente, com imensos workshops para crianças e para o público escolar, e estamos num jardim fantástico. Os campomaiorenses que venham, que se associem a estas dinâmicas, que são quatro dias fantásticos”, acrescenta.

O autarca garante que estão reunidas as condições para que o evento corra da melhor maneira possível, destacando, quer os momentos relacionados com a inauguração, como é o caso da exposição de marcadores de livros de Guida Bruno, assim como a apresentação de um livro de Pedro Chagas Freitas, no sábado à noite, e da apresentação do prémio literário Hugo Santos, no domingo.

Dando continuidade a uma aposta que o município tem vindo a fazer na cultura, Luís Rosinha garante que os próximos fins de semana serão de grande atividade na vila, numa programação que espera que possa agradar a todos. Luís Rosinha apela ainda à adesão às iniciativas do município, até porque só assim estas dinâmicas fazem sentido.

Já a vereadora São Silveirinha revela aquilo que se pode esperar, até domingo, desta feira do livro, que foi pensada, quer para a comunidade escolar, quer para o público em geral: “uma série de oficinas, de livros pop up, de escrita criativa, de ilustração; temos uma série de dinâmicas para o público escolar, mas depois também temos a vertente para a comunidade em geral”.

De toda a programação, São Silveirinha destaca, entre outros, na sexta-feira, a apresentação do projeto “Mulheres do Meu País”, desenvolvido pela associação cultural UMCOLETIVO. “Acho interessantíssimo, agarrar nas cartas, nos poemas, nos textos, de mulheres, que foram escritos até final do século XX e depois temos uma série de apresentações de livros e alguns momentos musicais”, adianta a vereadora.

A feira do livro, lembra a vereadora, já não se realizava há alguns anos, sendo que está confiante que o evento “tem tudo para resultar”.

Visita dos embaixadores é “demonstração de força” para o Grupo Nabeiro

A Casa da América Latina e os Embaixadores latino-americanos acreditados em Portugal visitaram esta quarta-feira, dia 18, o Grupo Nabeiro – Delta Cafés, numa jornada pelas diferentes empresas do Grupo.

Manuela Júdice, Secretária-Geral da Casa da América Latina, explica que “num quadro dos objetivos da Casa da América Latina, as nossa atividade centra-se em quatro áreas: economia, cultura, academia e empresas. Dentro destas áreas, procuramos, não só dar a conhecer a América Latina em Portugal, como Portugal à América Latina. Nesse sentido, fazemos visitas a regiões ou empresas para mostrar as suas potencialidades e criar sinergias para uma colaboração”.

Por outro lado, “sem nos querermos sobrepor à AICEP ou ao Ministério da Economia, queremos estabelecer a ligação entre os diferentes intermediários, promovendo os países latino americanos, Portugal e as suas empresas”.

O Comendador Rui Nabeiro, presente nesta visita, considera que “estabelecer esta ligação com países que acabam por ser fornecedores da empresa tem sempre muito interesse. Eles vêm conhecer-nos a nós e nós a eles. Quem não fizer o bem e não pensar no futuro pode acabar por ficar para trás”.

Já Rui Miguel Nabeiro, CEO do Grupo Nabeiro DELTA Cafés, considera que “é uma honra e um privilégio ter estes embaixadores a visitar as empresas do grupo. São países muito importantes para o nosso negócio pois é deles que vem a matéria prima tão importante para nós. Numa altura em que tantas empresas têm dificuldades em obter matéria-prima, ter aqui estes embaixadores é uma demonstração de força e de vontade de colaborarmos e seguirmos em frente no nosso caminho”.

Nesta visita, além da administração do Grupo – Delta Cafés, marcaram presença os embaixadores e corpo diplomático do Brasil, Colômbia, Cuba, México, Panamá, Paraguai, Peru e República Dominicana.

Campo Maior: Hora do Conto e exposição de marcadores na abertura da Feira do Livro

A Feira do Livro de Campo Maior abre hoje, dia 18 de maio, ao público, pelas 10.30 horas, numa cerimónia que contará com a participação da fanfarra do Centro Educativo Alice Nabeiro.

Pelas 11 horas, é inaugurada uma exposição de marcadores de livros, de Guida Bruno, que às 14 e às 15 horas promove uma “Hora do Conto”, destinada às crianças do ensino pré-escolar.

Até domingo, haverá oficinas de ilustração, de livros pop up, de escrita criativa, apresentação de livros, assim como do Prémio Literário Hugo Santos.

Campo Maior volta a ter Cartório Notarial

Campo Maior já tem, novamente, e passados alguns anos, um Cartório Notarial, que está a funcionar desde a passada semana.

A residir em Lisboa, há vários anos, Maria José Oliveira, notária responsável pelo cartório de Campo Maior, revela que para obter a licença de instalação do seu próprio notário, para além de se ter candidatado, num concurso público, na área metropolitana de Lisboa, Campo Maior foi a sua segunda opção, para onde se mudou de malas e bagagens com a sua família.

“Fora da área metropolitana de Lisboa ponderámos o Alentejo, onde fazemos férias, a primeira opção foi Campo Maior e tem superado as nossas expetativas, quanto à receção e boas-vindas, e espero corresponder, também, às expetativas dos campomaiorenses”, revela.

Apesar de o cartório estar aberto desde a passada semana, foi nesta tarde de terça-feira, 17 de maio, que se realizou o ato de inauguração. Maria José Oliveira revela que tem recebido alguns campomaiorenses, “com muita curiosidade” e está de “corpo e alma e braços abertos, para aquilo que precisarem e possa ajudar”.

Maria José Oliveira acrescenta que a primeira coisa a fazer foi retornar o arquivo para Campo Maior, uma vez que segundo diz, “Campo Maior já merecia ter o seu próprio arquivo, e assim estará aqui um notário mais próximo da população, disponível para o que for preciso, e acima de tudo também mediante a forma como a comunidade me tem recebido espero corresponder às necessidades dos campomaiorenses, porque estou cá para ajudar e trabalhar”, remata.

O comendador Rui Nabeiro, marcou ontem presença no ato simbólico de abertura do notário, e demonstrou-se feliz pela abertura deste espaço, uma vez que vem colmatar esta necessidade da população. “Era uma necessidade para muita gente, porque recorríamos a Elvas e não se justificava, MAS a partir de agora, temos o nosso, para as pessoas com mais necessidade é útil, e tivemos a sorte de estar num local central e, ao mesmo tempo, ser um casal que é uma simpatia e, portanto, é um obrigado grande, em todos os sentidos”, garante Rui Nabeiro.

Já Luís Rosinha, presidente da Câmara de Campo Maior diz que “não basta a felicidade de voltarmos a ter um serviço notarial, porque vai apoiar os campomaiorenses nas necessidades notariais, mas é também uma felicidade recebermos uma família que vem para Campo Maior e se instala”, deixando “os maiores sucessos, saúde, e que se estabeleçam, sintam bem na vila e que sejam muito felizes”.

O Cartório Notarial em Campo Maior localiza-se na Rua dos Combatentes da Grande Guerra, n.º 1 I, e funciona de segunda a sexta-feira, das 9 às 13 horas e das 14 às 18 horas.

Praça de Santa Eulália acolhe primeira corrida no sábado após obras de restauro

Luís Rouxinol, Ana Batista, Tiago Pamplona, Marcos Bastinhas, Francisco Palha e João Salgueiro da Costa são os cavaleiros que, no próximo dia 21, se apresentam na Praça de Touros de Santa Eulália, por ocasião da sua reabertura, numa corrida em memória de José Tello Barradas e a favor da Associação Humanitária de Santa Eulália.

Esta corrida irá acontecer depois de concluída uma primeira fase de obras de reabilitação daquela infraestrutura, levada a cabo pela Junta de Freguesia local, num “trabalho árduo e numa corrida contra o tempo”, revela a presidente Ana Sofia Alves. “Tínhamos a inspeção do IGAC (Inspeção-geral das Atividades Culturais) para aprovar, haviam muitas coisas que não estavam em conformidade e tivemos que apelar ao apoio da população para terminar, em tempo útil, e ser aprovado”, adianta.

“Foi aprovado, com distinção. A própria equipa do IGAC ficou maravilhada com o todo esforço e com o resultado final. Vinham pouco confiantes, mas finalmente vamos poder voltar às corridas na grandiosa praça de touros, já no dia 21, que a Associação Humanitária de Santa Eulália organizou com um elenco de prestígio”, revela ainda Ana Sofia Alves.

Nesta corrida de reabertura da Praça de Touros de Santa Eulália, com início marcado para as 18 horas, pegam os touros da ganadaria Sesmarias Velhas do Guadiana os forcados Amadores de Portalegre, Académicos de Elvas e de Coimbra.

GNR: álcool, violência doméstica e condução sem carta na origem de nove detenções

O Comando Territorial de Portalegre da GNR, deve nove pessoas, no distrito, na semana passada, entre os dias 9 e 15 de maio: seis por condução sob o efeito do álcool; duas por condução sem habilitação legal; e uma por violência doméstica.

Ao nível do trânsito, foram detetadas 249 infrações, das quais a GNR destaca 24 por excesso de velocidade, 19 por falta de inspeção periódica obrigatória, dez referentes a iluminação e sinalização, nove por falta ou mau uso do cinto de segurança e seis por falta de seguro de responsabilidade civil.

No mesmo período de tempo, a GNR registou 19 acidentes, dos quais resultaram um ferido grave e nove leves.

A GNR levou ainda a cabo 161 ações de sensibilização, no âmbito do programa “Escola Segura”, tendo sido sensibilizadas 681 pessoas da comunidade escolar; 161 ações no âmbito do programa “Idosos em Segurança”, tendo sido sensibilizados 236 idosos; e 102 ações no âmbito do programa “Comércio Seguro”, tendo sido sensibilizados131 comerciantes.

Dia do Agricultor alerta para necessidade de produção nacional

‘Soberania Alimentar e Agricultura em Portugal’ foi o tema central das comemorações do Dia do Agricultor, que decorreram esta terça-feira, dia 17, no pólo de Elvas do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV).

Nuno Canada, presidente do INIAV, explica que “o Dia do Agricultor é um espaço de debate e partilha de opiniões, entre investigadores, agricultores e industriais da distribuição, sendo que o tema deste ano é mais importante do que nunca, tendo em conta as crises vividas nos últimos dois anos, com o intuito de aumentar a produção de alimentos no país. Para aumentar essa produção, é necessário que existam locais destinados ao conhecimento e tecnologia, como tem sido feito no pólo de Elvas do INIAV”.

Estando Portugal “muito dependente da importação de cereais, as crises que ocorrem, bem como a guerra na Ucrânia, vieram tornar muito claro que é necessário aumentar a produção nacional de cereais. Há uma estratégia já definida, para aumentar essa produção, e estes acontecimentos vieram tornar mais urgente a implementação efetiva dessa estratégia”, sublinhou.

Para Benvindo Maçãs, diretor do pólo de Elvas do INIAV, “é essencial que o país seja olhado como um todo e se alie a produção animal à produção vegetal. A grande intenção deste evento é alertar para a necessidade de produção de alimentos que garantam o mínimo de soberania. Não podemos olhar só para aquelas áreas onde há uma maior intensificação, mas também para o território que costumamos chamar de sequeiro e que tem grandes potencialidades”.

No decorrer dos trabalhos, foi assinado o protocolo de parceria para o desenvolvimento do projeto “Searas com biodiversidade – salvemos a Águia – caçadeira”, entre MODELO CONTINENTE, BIOPOLIS/CIBIO, ANPOC e PALOMBAR.

José Palha, presidente da ANPOC (Associação Nacional de Produtores de Proteaginosas, Oleaginosas e Cereais), uma das entidades envolvidas neste projeto, explica que “o objetivo é sensibilizar os agricultores para a preservação dos ninhos desta espécie, muitas vezes instalados em plena plantação de cereais. Trata-se de um protocolo muito interessante, e que não costuma surgir habitualmente, que começou por localizar os ninhos e pretende agora preservar esta espécie e aumentar a quantidade de indivíduos adultos que existem”.

Para o presidente da ANPOC, “a guerra da Ucrânia veio acentuar ainda mais a dependência portuguesa do trigo importado. Nesse sentido, a meta das associações relacionadas com a produção de cereais é chegar aos 20 por cento de produção nacional”.

Depois de uma parte mais teórica, que decorreu no renovado auditório do pólo de Elvas do INIAV, o Dia do Agricultor ainda com visitas de campo.

O Dia do Agricultor é organizado pela Associação de Produtores de Proteaginosas, Oleaginosas e Cereais (ANPOC), em conjunto com o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV).

Rádio ELVAS promove Festa do Sericaia no dia 28

A Rádio ELVAS vai realizar uma festa para os ouvintes, com música e animação: a Festa do Sericaia, a realizar no próximo dia 28, no Coliseu Comendador Rondão Almeida, entre as 15 e as 20 horas.

A Festa do Sericaia é um evento solidário que pretende angariar verbas para comprar equipamentos para os Bombeiros Voluntários de Elvas, pelo que o presidente da Associação Humanitária, Amadeu Martins, convida todos os ouvintes a fazer parte desta festa.

Os ouvintes são convidados a participar no evento, inscrevendo-se no concurso e levando um Sericaia. Um júri especializado irá eleger melhor Sericaia da Festa.

A ficha de inscrição pode ser levantada nos estúdios da Rádio ELVAS, na Rua dos Chilões, até sexta-feira. A participação no concurso é gratuita.

Já para assistir aos espetáculos os bilhetes têm o valor de cinco euros e podem ser comprados nos estúdios da Rádio ELVAS. Pelo palco do Coliseu Comendador Rondão Almeida vão passar muitos artistas e músicos de Elvas.

Eurocidades vão ganhando destaque nas zonas fronteiriças do país

O projeto Eurocidades procura encontrar formas de promover os serviços e as políticas comuns em áreas como a cultura, turismo, comércio, educação, investigação e política social.

A verdade é que quando se fala de Eurocidade, não se fala apenas da Eurobec – Badajoz, Elvas e Campo Maior –, uma vez que a nível nacional são sete as regiões transfronteiriças que se uniram com o intuito de fomentar uma colaboração territorial mais profunda e edificar uma coesão social entre as comunidades, ao mesmo tempo que procuram melhorar a qualidade de vida em geral das pessoas.

A sul do país, a Eurocidade Guadiana – Ayamonte – Castro Marim – Vila Real de Santo António – “desenvolve um trabalho muito semelhante ao da Eurobec, existindo um contacto constante entre os técnicos envolvidos”, de acordo com Fran Muñoz, diretor da Eurocidade do Guadiana.

Com o intuito de dar a conhecer melhor o território a todos os visitantes, “estão a ser criados oito percursos pedestres. É um projeto que está numa fase de implementação. O estudo museográfico e o plano museológico já estão elaborados. Estamos na fase de ir para o terreno e implementar sinalética”, de acordo com Filipe Santos, técnico do município de Vila Real de Santo António e da equipa técnica da Eurocidade.

Eurocidade Guadiana – Ayamonte, Castro Marim e Vila Real de Santo António – é uma das sete eurocidade existentes na zona transfronteiriça de Portugal e Espanha. As restantes eurocidades unem os territórios de Badajoz-Elvas-Badajoz (Eurobec), Cerveira-Tomiño, Tui-Valença, Salvaterra-Monção, Chaves-Verin, AECT e Rodrigo – Fuentes de Oñoro – Almeida – Vilar Formoso.