Plataforma Supraconcelhia reúne no auditório da CIMAA

A Plataforma Supraconcelhia do Alto Alentejo reuniu na passada terça-feira, 22 de setembro, no auditório da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA).

Entre os vários temas abordados, a reunião contou com apresentação de uma nova resposta social no território, mais concretamente da recém-criada equipa de Acolhimento Familiar de Crianças e Jovens do CRIPS – Centro de Reabilitação e Inclusão de Ponte de Sor.

Por fim, o Grupo Operativo apresentou o resultado das últimas sessões de trabalho, que este ano irá culminar na implementação do Roteiro da Saúde Mental, durante o mês de outubro, e particularmente no Forum da Saúde Mental, cujo programa irá ser divulgado em breve.

FECIEX atraiu centenas de pessoas na 35ª edição

A 35.ª edição da FECIEX reuniu, durante quatro dias, na IFEBA, profissionais, empresas, associações e aficionados de Espanha e Portugal, com mais de uma centena de atividades e uma grande afluência de público.

Mais de uma centena de atividades deram forma a uma edição que combinou a vertente profissional e comercial da FECIEX com competições, exibições, formação, divulgação, gastronomia e lazer. Instituições, empresas, associações, profissionais, aficionados e
visitantes marcaram presença durante quatro dias numa feira que abordou alguns dos principais desafios do setor e que, simultaneamente, aproximou a caça, a pesca e o conhecimento do meio natural do público em geral.

Uma das grandes atrações desta edição foi a ‘Coleção Ducado de Cardona de Ciências Naturais’, pertencente à Fundação Casa Ducal de Cardona e apresentada pela primeira vez ao grande público. Com 133 anos de história, a exposição reuniu o legado de três gerações através de 204 dioramas, 228 espécies diferentes e 493 aves naturalizadas, na sua maioria pelo taxidermista Luis Benedito.

A vertente profissional assumiu também um papel de destaque, com diferentes espaços dedicados à análise, ao conhecimento e ao encontro entre profissionais dos setores cinegético, pecuário, veterinário e científico, juntamente com representantes das administrações públicas. Entre estes, destacou-se o III Fórum Hispano-Luso ‘A Peste Suína Africana e os desafios para o mundo rural’, que reuniu especialistas e representantes de diferentes áreas para analisar, numa perspetiva multidisciplinar, um dos desafios que afetam o meio rural. A agenda profissional ficou completa com a Mesa da Caça da Lonja de Extremadura, o Conselho Extremenho de Caça, o Conselho de Pesca e Aquicultura e a Comissão de Homologação de Troféus de Caça.

A programação voltou a estender-se para além das instalações da IFEBA, com atividades diretamente ligadas ao meio natural de Badajoz. A pesca desportiva no Guadiana, os safáris ornitológicos pela ZEPA e as diferentes iniciativas de divulgação ambiental
reforçaram um dos principais objetivos da FECIEX: aproximar o público do conhecimento, usufruto e conservação do meio natural. As competições e exibições ocuparam igualmente um lugar de destaque ao longo dos quatro dias, juntamente com atividades dirigidas a jovens caçadores, experiências de realidade virtual, propostas como o II Hunter Festival e diferentes iniciativas desenvolvidas com a colaboração de associações como a JUVENEX e a FEDEXCAZA, que contribuíram para aproximar a caça, a pesca e a natureza de públicos de todas as idades.

Por sua vez, a gastronomia voltou a assumir-se como outro dos eixos da feira, com showcookings e demonstrações culinárias em torno dos produtos cinegéticos e do território, contando com propostas como o Juvenchef, Los Fogones de Caza, pela mão da Cárnicas DIBE, e a apresentação do novo Menu Gastronómico de Caça da Rede de Hospedarias da Extremadura.

A dimensão ibérica da FECIEX ficou novamente patente nesta edição, que contou com uma importante presença portuguesa e com a entrega do Prémio Ibérico FECIEX 2026 à FENCAÇA, Federação Portuguesa de Caça, atribuído por unanimidade pelo Comité
Executivo da feira, em reconhecimento do seu percurso e do seu contributo para o setor cinegético português.

Homem detido por violência psicológica contra a mãe em Alter do Chão

Um homem de 29 anos foi detido pela GNR, na passada terça-feira, dia 22 de setembro, por suspeitas da prática do crime de violência doméstica, no concelho de Alter do Chão.

A detenção foi efetuada pelo Núcleo de Investigação e Apoio a Vítimas Específicas do Comando Territorial de Portalegre da GNR, no âmbito de uma investigação relacionada com um caso de violência doméstica.

Segundo a GNR, as diligências realizadas pelos militares permitiram apurar que o suspeito exercia violência psicológica sobre a mãe, de 50 anos, com quem residia.

No decorrer da operação, os militares deram cumprimento a um mandado de detenção, tendo o homem sido posteriormente presente ao Tribunal Judicial de Fronteira.

Após a apresentação judicial, foram aplicadas ao detido várias medidas de coação: Termo de Identidade e Residência, a proibição de contactar, por qualquer meio, com a mãe e a proibição de se aproximar da residência e do local de trabalho da vítima num perímetro de 500 metros. Esta última medida é fiscalizada através de meios técnicos de controlo à distância, nomeadamente pulseira eletrónica.

Noite de festa na Expo São Mateus ao som de Renovação 2000, XP Covers e R.A.Y.A

Os grandes espetáculos estão de regresso, na noite desta quinta-feira, 24 de setembro, ao palco princial da Expo São Mateus, em Elvas.

Hoje, a animação começa pelas 21h00, no Palco da Feira, com a música de baile dos Renovação 2000. Uma hora depois, ao Palco São Mateus, sobem os XP Covers, a banda elvense de tributo a Xutos & Pontapés.

Após o concerto dos XP Covers, a festa prossegue ao som dos espanhóis R.A.Y.A, que, passados três anos, voltam ao certame.

Para as 01h00 está previsto mais um espetáculo pirotécnico.

Seniores de Campo Maior e Ouguela mantêm viva a tradição da Feira de São Mateus

Cerca de 30 pessoas, entre alunos da Academia Sénior da CURPI de Campo Maior e habitantes de Ouguela, deslocaram-se na passada terça-feira, 22 de setembro, à Feira de São Mateus, em Elvas, numa visita marcada pela tradição, pela partilha e pelas memórias de outros tempos.

A iniciativa contou com o acompanhamento de Anselmina Caldeirão, presidente da Junta de Freguesia de São João Batista e da CURPI de Campo Maior, que destaca a importância de manter viva a ligação das populações às tradições da região.

“Ao fim e ao cabo, esta festa também é uma festa de Campo Maior”, começa por dizer Anselmina Caldeirão em entrevista à Rádio ELVAS, que considera que, apesar de Campo Maior ter celebrado recentemente as Festas do Povo, era importante marcar presença na Feira de São Mateus, dado tratar-se de uma tradição que faz parte das memórias de várias gerações.

“Não quisemos de forma alguma não estar presentes nesta grande festa, que faz também parte da vivência destas pessoas que eu aqui trago”, afirma.

Durante a viagem até Elvas, as histórias do passado foram também recordadas. Segundo a presidente da CURPI, alguns dos participantes lembraram os tempos em que se deslocavam à feira para acampar. “Elas vinham a contar histórias engraçadíssimas de há anos, em que aqui vinham acampar, faziam a animação desta mesma festa, que hoje em dia já não será tanto assim. Mas nós não queremos que nada disto morra”, assegura.

A intenção, acrescenta Anselmina Caldeirão, é garantir que estas memórias e tradições continuam a ser transmitidas às gerações mais novas.

“Sem as camponesas não era Feira de Elvas”

Entre os visitantes estava Idaulina Borrega, aluna da Academia Sénior da CURPI de Campo Maior, para quem a Feira de São Mateus está profundamente ligada às memórias da infância e às antigas deslocações dos campomaiorenses à “Feira de Elvas”, como também era conhecida entre as gentes da vila.

“Sem as camponesas não era Feira de Elvas”, afirma Idaulina, lembrando a tradição das famílias que se deslocavam em grupo e permaneciam vários dias no recinto. As viagens faziam-se nos tradicionais carros de canudo, carregados com tudo o que era necessário para a estadia.

“Trazíamos a casa às costas como o caracol: trazíamos as galinhas atadas pelas patas, para fazermos a canja e essas coisas”, recorda.

A memória da primeira visita à feira remonta aos seus seis ou sete anos, quando acompanhava os pais. “Vínhamos, trazíamos tudo e ficávamos aqui na mata. Quando chegávamos, já tínhamos um lugar marcado pelo meu tio. Era só chegar e acampar. Mas era muito, muito, muito bom”, garante.

“Era assim o São Mateus”

Também João Carapinha, habitante de Ouguela, recorda as visitas à Feira de São Mateus, que remontam a mais de seis décadas.

Com humor, lembrou as dificuldades que o antigo piso de terra e barro criava aos visitantes, especialmente às mulheres que usavam sapatos de salto alto.

“Este chão era em barro. As senhoras traziam os sapatos de tacão alto e perdiam os sapatos aqui. Ficavam os sapatos e elas iam andando”, conta.

João Carapinha começou a frequentar a feira com cerca de 15 ou 16 anos. Nessa altura, a estadia era feita com poucos recursos e onde fosse possível. “Dormíamos acima de um banco qualquer. Era onde se podia”, recorda.

Com cerca de 20 escudos no bolso, os jovens, tal como ele nessa altura, procuravam aproveitar ao máximo os dias de festa. O dinheiro servia essencialmente para comer e beber, entre uma ida à cidade e os momentos passados na Piedade. “Bebíamos qualquer coisa e comíamos”, lembra, recordando a cerveja e o vinho, mas sobretudo os tradicionais petiscos.

“Íamos aí às barracas. A poeirada das pessoas a andar e nós ali sentados a comer um franguinho, uma saladinha… Era assim o São Mateus”, remata.

Entre histórias de acampamentos, viagens em carros de canudo, galinhas levadas para preparar as refeições e noites passadas no recinto, a visita da Academia Sénior da CURPI de Campo Maior e dos habitantes de Ouguela serviu, assim, para aproximar o presente das memórias de várias gerações.

Mais do que uma simples visita à Feira de São Mateus, esta visita ao certame foi uma oportunidade para recordar uma tradição partilhada e reafirmar a vontade de manter vivas histórias que fazem parte da identidade das comunidades de Campo Maior e Elvas.

UPPortalegre reforça capacidade científica e aposta na investigação de dimensão europeia

Reforçar a presença da investigação da Universidade Politécnica de Portalegre no espaço europeu é o principal objetivo do projeto “IPP IMPACT”, que aposta na internacionalização, na criação de novas redes de cooperação e na preparação de candidaturas a financiamento europeu.

Até junho de 2028 estão previstas a preparação e submissão de sete candidaturas ao Horizonte Europa, abrangendo áreas como bioenergia, alterações climáticas, recursos naturais, ciências sociais e saúde.

O projeto envolve os centros de investigação VALORIZA e CARE e pretende reforçar as competências internas e as redes científicas da Universidade Politécnica de Portalegre, potenciando a participação em consórcios internacionais de excelência e novas oportunidades de colaboração e financiamento. Simultaneamente, contribui para continuar a afirmar a instituição como referência na investigação orientada para os desafios dos territórios de baixa densidade, para o desenvolvimento sustentável do Alentejo e para a sua projeção no contexto europeu.

Com financiamento do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), através do Programa COMPETE2030 – Inovação e Transição Digital, representa um investimento elegível global de 153.033,90 euros, dos quais 130.078,82 euros correspondem à Universidade Politécnica de Portalegre.

Montemor: Alentejo Heritage Festival leva o Brasil a Cabrela na 4.ª edição  

Cabrela, no concelho de Montemor-o-Novo, recebe de 25 a 27 de setembro, a 4.ª edição do Alentejo Heritage Festival, uma iniciativa organizada pela Associação Lar Doce Ler que este ano coloca em diálogo a cultura alentejana e as expressões musicais brasileiras. O Brasil é o país convidado de um festival que pretende celebrar o património, a música e o encontro entre comunidades.

Depois de dedicar as três primeiras edições ao flamenco, à música de Cabo Verde e à música sacra, o Alentejo Heritage Festival volta a Cabrela para uma nova edição, desta vez centrada em manifestações musicais brasileiras como o chorinho e o samba.

David Lopes, da Associação Lar Doce Ler, explica que o festival nasceu com o propósito de aproximar diferentes expressões musicais que integram o património cultural, mantendo sempre uma ligação à identidade portuguesa. “É um festival que pretende pôr em diálogo algumas das formas musicais que são património cultural da humanidade”.

Segundo o responsável, a escolha do Brasil para esta edição permite aprofundar esse diálogo através de diferentes géneros musicais, sem deixar de lado as expressões tradicionais portuguesas. “Vamos dedicar à música que vem do Brasil, o chorinho, o samba, expressões musicais (…) que são património da humanidade e colocá-los sempre em diálogo também com a nossa música. Neste caso em específico temos sempre o fado e o cante alentejano a interagir e a dialogar com as outras expressões musicais”.

Durante três dias, Cabrela transforma-se num espaço de encontro cultural, com a organização a preparar diferentes palcos e locais para receber público de dentro e fora da freguesia montemorense. David Lopes destaca a dimensão que o festival assume numa vila com cerca de 500 habitantes. “Cabrela, uma pequena vila com 500 habitantes, recebe sempre o dobro dessa população nestes dias”.

A programação arranca a 25 de setembro, com uma Varanda para o Atlântico, um concerto de Cristina Clara. A atuação está marcada para as 21h30, no Largo da Igreja, num cenário particularmente emblemático: as varandas de uma das casas mais bonitas de Cabrela serão transformadas em palco.

No dia 26 de setembro, considerado pela organização o grande dia do festival, o programa inclui uma Oficina de Movimento para Famílias e um debate sobre cultura e arte. Ao final da tarde, o Cabeço da Igreja Velha recebe uma Roda de Samba no Alentejo, com o Coletivo Gira, num momento pensado para ser vivido ao pôr do sol.

A noite termina na Praça da República com o concerto de Luca Argel (na imagem), intitulado O Rio na Nossa Rua, que cruza música popular brasileira, literatura e identidade. “Vamos ter uma roda de samba no Alentejo, num dos sítios mais mágicos de Cabrela, que é no Cabeço da Igreja Velha, com o Coletivo Gira, e, portanto, um momento absolutamente maravilhoso ao pôr do sol”.

O festival encerra a 27 de setembro com a tradicional Lavagem de Nossa Senhora da Conceição de Cabrela, recriada pela organização enquanto momento de celebração comunitária e de ligação à cultura brasileira.

A iniciativa inspira-se numa tradição de Salvador da Bahia e contará com a participação da Associação de Arte e Cultura Brasileira. A cerimónia inclui uma procissão com música pela vila e a lavagem simbólica do adro e das escadas da igreja, acompanhada por dança e canto. “É uma forma para terminarmos também em festa, em comunidade esta edição do Heritage Festival 2026”.

Além da programação artística, o festival pretende proporcionar uma experiência mais abrangente aos visitantes, com uma praça de restauração dedicada à gastronomia brasileira, incluindo churrasco e petiscos, bebidas e música ao vivo. Este espaço será de acesso livre.

A organização pretende, desta forma, criar uma verdadeira aproximação entre as duas culturas, levando elementos do Brasil para o coração de uma vila alentejana. “Vamos ter uma praça da restauração com comida brasileira, bebida brasileira, com churrascos, com petiscos, para que também seja de facto esse momento que é acompanhado com música ao vivo também e é de livre acesso”.

Os bilhetes para os três concertos principais estão à venda através da Ticketline e podem também ser adquiridos localmente na Junta de Freguesia de Cabrela. Os preços são de oito euros para lugares de plateia e quatro euros para os restantes lugares, valores que a organização considera simbólicos e destinados essencialmente a apoiar os custos de produção.

O festival conta com o apoio do Município de Montemor-o-Novo, da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo e do Turismo do Alentejo, entre outras entidades.

David Lopes sublinha que a política de preços pretende garantir que o custo não seja um obstáculo à participação. “Queremos que as pessoas, obviamente, sintam em primeiro lugar que há um apoio ao festival e que ele é expresso também no valor dos bilhetes para que não seja o valor o impedimento que a maioria das pessoas possa ir ao festival”.

Grande parte das iniciativas terá participação gratuita, permitindo que o público possa conhecer a programação e viver o ambiente do festival sem custos.

A organização deixa, por isso, o convite para uma edição que pretende juntar música, património, gastronomia e comunidade, numa viagem cultural entre o Alentejo e o Brasil. “Que possam, obviamente, partilhar e aproveitar também (…) e transportar o Brasil para uma vila alentejana”.

Carlos Damião: São Mateus é principal fonte de receita para manter Parque da Piedade e Santuário

A Confraria do Senhor Jesus da Piedade, em Elvas, espera que a edição deste ano da Feira de São Mateus permita alcançar resultados financeiros semelhantes aos registados em anos anteriores. A feira decorre até 27 de setembro, no Parque da Piedade, e representa uma importante fonte de receita para a instituição responsável pela gestão daquele espaço.

Segundo Carlos Damião, juiz da Confraria do Senhor Jesus da Piedade, é com a receita gerada durante o São Mateus — estimada habitualmente entre 50 e 60 mil euros — que a confraria assegura grande parte das despesas relacionadas com o funcionamento e a manutenção do recinto.

“É do São Mateus que a Confraria paga todas aquelas despesas, tanto com pessoal como com a manutenção do terreno e a manutenção do santuário”, explica.

O responsável destaca que a dimensão do Parque da Piedade implica custos significativos ao longo do ano. O espaço tem cerca de dez hectares, que necessitam de trabalhos regulares de limpeza, conservação e preparação, nomeadamente para a realização da feira.

Entre as despesas está, por exemplo, a colocação anual de saibro no recinto, além dos trabalhos de limpeza realizados antes e durante o São Mateus. “Temos que todos os anos colocar saibro, e são carradas e carradas de saibro, que têm custos”, refere Carlos Damião.

Investimento em infraestruturas

A receita da feira tem também permitido à confraria realizar intervenções no património e nas infraestruturas do Parque da Piedade. Entre as obras mais recentes está a construção de uma nova casa de banho e a realização de trabalhos de saneamento.

Este ano, a intervenção incidiu numa zona junto aos bares, onde foram instalados cerca de 180 metros de novas redes de saneamento, esgotos e água. No ano passado, também no tabuleiro inferior do parque, tinham sido executados mais de cem metros de saneamento.

A confraria tem ainda realizado trabalhos de recuperação do próprio Santuário do Senhor Jesus da Piedade, nomeadamente em várias janelas que apresentavam sinais avançados de degradação.

“Já arranjámos também muitas janelas do santuário que estavam podres e quase a cair, com vidros partidos”, afirma o juiz da confraria.

Telhado do Santuário exige intervenção de maior dimensão

Entre as preocupações da instituição está agora uma intervenção de maior dimensão no telhado do Santuário. Carlos Damião admite que será uma obra de elevado investimento e que a confraria está a procurar encontrar uma solução para concretizá-la. “Temos uma obra grande e estamos a ver como é que poderemos fazer, porque arranjar o telhado vai custar muito dinheiro”, explica.

Apesar dos desafios financeiros e das necessidades de conservação, o responsável sublinha o compromisso dos elementos da confraria com a preservação do espaço. “Nós somos uns carolas, andamos ali só por carolice”, afirma, resumindo dessa forma o trabalho desenvolvido voluntariamente pelos responsáveis da instituição.

Para Carlos Damião, a realização anual da Feira de São Mateus assume, assim, um papel central na sustentabilidade da Confraria do Senhor Jesus da Piedade e na capacidade de assegurar a manutenção de todo o complexo da Piedade, incluindo o santuário, jardins, lago e restantes áreas do recinto.

Junta de São João Batista: dez bolsas, 750 euros por estudante e o compromisso de não deixar ninguém para trás

A Junta de Freguesia de São João Batista, em Campo Maior, volta a atribuir dez bolsas de estudo a estudantes da freguesia que frequentem o Ensino Superior, mantendo um apoio que, segundo a presidente Anselmina Caldeirão, pretende complementar as bolsas atribuídas pelo Município e garantir que nenhum aluno que necessite de apoio fique de fora.

O valor mantém-se nos 75 euros mensais, durante dez meses, correspondendo a um total de 750 euros por estudante, exatamente nos mesmos moldes do apoio concedido pelo Município de Campo Maior.

“O que queremos mesmo é promover a igualdade de oportunidades aos estudantes da nossa freguesia, para que tenham os melhores resultados possíveis”, explica Anselmina Caldeirão, sublinhando a importância de os alunos sentirem que contam também com o apoio da sua freguesia e do município.

A presidente da Junta de Freguesia considera que este apoio assume particular importância perante as dificuldades económicas sentidas atualmente por muitas famílias. “É uma mais-valia nestas épocas de dificuldade que os pais enfrentam”, afirma, acrescentando que é “gratificante” para o executivo poder contribuir para apoiar estudantes e famílias.

O Município de Campo Maior atribui atualmente cem bolsas de estudo, número que, segundo Anselmina Caldeirão, se encontra preenchido. A Junta de Freguesia mantém, por sua vez, as dez bolsas que tem vindo a atribuir ao longo dos anos.

A responsável explica que a existência das bolsas da Junta surgiu precisamente com o objetivo de complementar o apoio municipal e evitar que estudantes que necessitem de ajuda financeira acabem sem qualquer apoio. “É importante a junta dar também este apoio para não deixar nunca nenhum aluno de fora”, assegura.

Ainda que este apoio represente esforço financeiro para a Junta de Freguesia, Anselmina Caldeirão assegura que nunca deixará de ser uma prioridade do executivo. “Achamos que sim, que está bem e que devemos continuar sempre a apoiar”, afirma. “Poderemos até no nosso orçamento ter outra situação que poderemos retirar, mas não estamos nunca a pensar em retirar este apoio aos alunos e às famílias”, acrescenta.

Com estas dez bolsas de estudo, a Junta de Freguesia de São João Batista assegura um apoio complementar às famílias e aos estudantes da freguesia, numa medida que Anselmina Caldeirão considera importante para incentivar a continuidade dos estudos e contribuir para o futuro dos jovens.