Campo Maior recebeu ontem, 26 de abril, uma prova de orientação integrada na 24.ª edição dos Jogos do Alto Alentejo, promovidos pela Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA).
A iniciativa desafiou os cerca de 120 participantes de todas as idades, aos quais se juntou a vereadora Paula Jangita, a percorrerem as ruas da vila num percurso urbano, onde o objetivo principal passou por encontrar diferentes pontos no menor tempo possível. A atividade, que podia ser realizada individualmente ou em grupo, combinou exercício físico com a descoberta do património local.
Para adaptar o desafio aos vários níveis de experiência, foram disponibilizados mapas com diferentes graus de dificuldade: o percurso assinalado a verde correspondeu a um nível mais acessível, o amarelo apresentou uma dificuldade intermédia e o vermelho destinou-se aos participantes que procuravam um desafio mais exigente.
Inserida na programação dos Jogos do Alto Alentejo, esta prova voltou a promover hábitos saudáveis, ao mesmo tempo que incentivou a participação da comunidade numa experiência dinâmica e divertida.
A prova, que contou com o apoio na organização da Associação Desportiva e Recreativa dos Amigos do Atletismo de Avis, contou com a participação de representantes de vários municípios do Alto Alentejo, nomeadamente Avis, Portalegre, Marvão, Sousel, Nisa e Monforte, reforçando o espírito de convívio e partilha entre os diferentes concelhos envolvidos nesta edição dos Jogos do Alto Alentejo.
A Quinta dos Pavões, em Campo Maior, será ponto de encontro entre sabores e tradições, na primeira edição da “Mesa Ibérica – Chefs Gastro Fest”, evento que apresentará ao público mais de 30 propostas gastronómicas e que contará com a participação de oito chefs, entre sexta-feira e domingo, de 1 a 3 de maio.
Foi à mesa, com “boa comida e umas guitarras”, entre amigos, que Vítor Canhão, proprietário da Quinta dos Pavões, teve a ideia de organizar este evento. “Como tenho a estrutura, tenho o conhecimento e tenho uma grande paixão pela gastronomia do Alentejo, pensei em fazer um festival gastronómico, em que se juntasse boa comida, uma boa mesa e uma boa guitarra para desfrutarmos”, começa por explicar o mentor do evento.
Com Espanha logo ali ao lado, e tendo em conta a boa gastronomia dos dois lados da fronteira, o evento, com um vertente ibérica, dará destaque tanto às mais diversas iguarias portuguesas como espanholas. “Vamos ter o bom presunto Pata Negra, vamos ter o bom chouriço, o bom paio e vamos ter as nossas sopas de cação, o cozido de grão, vamos ter o ensopado de borrego. Vamos ter tudo do melhor para receber bem e para que os nossos visitantes saiam daqui deliciados”, diz Vítor Canho.
No evento, participam, para além de outros cozinheiros convidados, quatro chefs portugueses e quatro espanhóis. Entre as presenças já confirmadas estão as dos chefs Carlos Matos, Manuel Garcia, Christina Sá Marquez, Ricardo Elvas, Padilla e Fernando Estudillo.
Para além da oferta gastronómica, o evento faz-se também de música ao vivo, com destaque para as tradições locais, como as Saias de Campo Maior, as Roncas de Elvas e as Pedrinhas de Arronches. No evento participam também diferentes produtores locais com stands.
Permitir que as pessoas possam desfrutar, entre amigos, de boa comida, ao som de boa música, é o grande objetivo do evento, que abre portas, na sexta-feira, 1 de maio, ao meio-dia, uma hora depois da sessão de inauguração, com a presença de João Manuel Nabeiro e a esposa, Amélia Nabeiro, como “convidados de honra”.
“Vamos ter parque de estacionamento para toda a gente e podem comprar o bilhete, através das nossas plataformas digitais, ou no dia, porque também vamos lá ter bilheteira”, diz ainda Vítor Canhão.
O evento vai funcionar, nos três dias, entre o meio-dia e as 22 horas. O preço dos bilhetes é de 40 euros por dia, se comprados previamente (aqui). Adquiridos no local, acrescem cinco euros. Crianças até aos 12 anos não pagam.
A entrevista completa a Vítor Canhão sobre a “Mesa Ibérica – Chefs Gastro Fest” para ouvir no podcast abaixo:
O Projeto de Formação de Música do Município de Campo Maior deu início, na noite de 25 de abril, ao programa de animação integrado nas comemorações da Revolução dos Cravos. A atuação, que decorreu na Praça da República, marcou o arranque de uma noite de celebração, música e evocação da liberdade.
De seguida, subiu ao palco o projeto Milhões ao Vento de Abril, que levou até Campo Maior um repertório único recordando uma das datas mais marcantes da história de Portugal.
Professores, alunos e funcionários da Escola Superior de Biociências de Elvas (ESBE) do Politécnico de Portalegre mobilizaram-se para assinalar o Dia Mundial da Cannabis (20 de abril), uma planta cujo registo de uso para fins medicinais data de 2700 a.C. para tratamento de várias doenças, entre as quais se incluíam a epilepsia e as convulsões.
Esta iniciativa partiu da Coordenação e dos alunos do Curso Técnico Superior Profissional em Tecnologias de Produção e Processamento em Cannabis sativa, um curso inteiramente dedicado ao estudo da planta e que é único em Portugal e na Europa. Ministrado na ESBE e em Campo Maior, é o resultado de uma parceria com a MHI Cultivo Medicinal S.A., permitindo aos alunos usufruírem de uma componente prática elevada em que 70% da carga letiva é lecionada diretamente nas estufas de produção de Cannabis sativa desta empresa.
A folha de Cannabis “humana” visou destacar a importância de uma planta, nem sempre vista de forma positiva, mas cuja produção e processamento para fins medicinais tem mostrado benefícios muito relevantes no tratamento de sintomas de doenças autoimunes, oncológicas, do foro neurológico, psiquiátrico e degenerativas.
Breve nota sobre o CTeSP em Tecnologias de Produção e Processamento de Cannabis Sativa
Desenvolvido para formar profissionais altamente qualificados, o curso capacita os alunos a dominar todas as etapas do ciclo de produção e transformação da Cannabis sativa em estufa, indoor e outdoor, bem como o processamento e controlo de qualidade dos produtos finais.
Com um foco inovador, a formação propicia o uso de tecnologias avançadas, automação, monitorização ambiental e técnicas de propagação e cultura de tecidos, proporcionando uma experiência prática imersiva e alinhada com as melhores práticas do setor.
Num mercado onde a produção de Cannabis medicinal exige rigorosas medidas de segurança e qualidade, o curso observará os padrões GACP e GMP. Os alunos aprendem a implementar estes protocolos em ambientes controlados, garantindo a conformidade com as normas regulamentares nacionais e internacionais. Esta abordagem assegura que o produto final atenda aos elevados padrões exigidos pela indústria e pelas entidades reguladoras, promovendo uma produção segura, sustentável e rastreável. A colaboração com a MHI é um pilar fundamental desta iniciativa. A empresa disponibilizou uma estufa de última geração, dividida em áreas especializadas para cultivo em estufa e indoor, propagação, processamento e investigação, permitindo aos alunos experienciar os conceitos aprendidos em sala de aula.
O DDAY 2026 realiza-se nos dias 27, 28 e 29 de abril, no Politécnico de Portalegre, com o objetivo de celebrar o Dia Internacional do Design. Dedicado às áreas do design e da criatividade, o evento integra atividades apoiadas pela ENOVE+ Design e afirma-se como um espaço de experimentação, aprendizagem e partilha, com o propósito de valorização da criatividade, reforço de competências e aproximação dos estudantes às dinâmicas profissionais.
A iniciativa é organizada pelo Núcleo de Design da Associação Académica do Politécnico de Portalegre (AAIPP), em articulação com o Departamento de Artes, Design e Animação (DADA), e com o Gabinete de Empreendedorismo e Emprego (GEE) do Politécnico de Portalegre, e tem como objetivos a promoção de um conjunto diversificado de atividades, que reforçam a ligação entre a formação académica e o contexto profissional.
O programa contempla a realização de duas masterclasses e três workshops, bem como momentos de partilha, exposição e dinamização cultural. Estas iniciativas proporcionam, aos estudantes, oportunidades de desenvolvimento de competências técnicas e criativas.
O evento tem início no dia 27 com a realização de um workshop e uma masterclass aberta à comunidade. Ambos são dinamizados pelo designer José Rosa, alumni da licenciatura de Design de Comunicação do Politécnico de Portalegre. Segue-se o lançamento dos catálogos “DadaFest 2025” e “30 anos Design de Comunicação”, apresentados pelo professor Pedro Matos.
No dia 28, o programa inclui, durante a manhã, um Workshop de Fotogramas orientado pelas professoras Josélia Pedro e Magda Cordas. Durante a tarde, realiza-se uma Masterclass dinamizada pelo designer Miguel Correia, sobre o design editorial experimental e a publicação independente.
O último dia integra uma sessão dedicada à elaboração de currículos, no âmbito da ENOVE+ Design. Esta sessão é dinamizada pela professora Marta Félix e dirigida a estudantes dos cursos do DADA.
Seguem-se um Workshop de Som e Desenho, orientado pelo professor João Paulo Miranda, e a sessão de apresentação do Laboratório de Saberes, Cultura Comunitária e Economia do Comum na Serra de São Mamede e do projeto “De Marvão Vê-se a Terra Toda”, promovida pela comunidade de aprendizagem Planeta Alecrim.
Durante a tarde, o programa passa para o exterior. Inclui, no âmbito do programa Eco-Campus, a realização de um passeio no Eco-trilho, com o apoio do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, e de um Eco-piquenique. Para encerrar o evento, o Núcleo de Design da AAIPP organiza uma Sunset Party.
Ao longo dos três dias, destacam-se ainda a exposição “25 Anos 25 Cartazes da MONSTRA”, a exposição “A Poesia Visual no Processo Criativo”, da professora Ana Paula Gaspar, e o Mercado das Artes, um espaço dinamizado por estudantes que promove a divulgação e valorização de trabalhos desenvolvidos no âmbito dos cursos do DADA.
As atividades decorrem no Campus Politécnico, nas instalações da Escola Superior de Tecnologia, Gestão e Design, BioBIP e espaço envolvente.
Um dos mais relevantes festivais de fado do país está de regresso a Estremoz, para aquela que será a sua quinta edição, a decorrer de 3 de maio a 13 de junho. Com direção artística de José Gonçalez, e promovido pela Câmara Municipal, o evento volta a apresentar três grandes espetáculos na cidade, mantendo a sua itinerância por todo o concelho ao longo de mês e meio.
Explicando que o evento mantém a “matriz” das edições passadas, o presidente da Câmara de Estremoz, José Daniel Sádio, começa por recordar o desafio que foi lançado pela autarquia a José Gonçalez, aquando da edição de estreia do evento: “o desafio que lançámos ao estremocense José Gonçalez, logo no primeiro ano, foi o de termos aqui um festival de fado de referência no país e, passo a passo, é isso que tem sido conseguido”.
O festival arranca no último dia da FIAPE, a 3 de maio, com o já tradicional “Dia dos Amadores”, com aqueles que gostam de cantar fado a terem oportunidade de subir ao palco, para o fazer, acompanhados por músicos profissionais.
Desta feita, e no que diz respeito aos espetáculos “maiores”, o festival conta com a atuação de Raquel Tavares a 9 de maio, a gravação ao vivo de “Em Casa d’Amália” no dia 6 de junho, e o espetáculo “A Nossa Guerra”, de Jorge Fernando e Fábia Rebordão, no dia 13 de junho.
Nos espetáculos promovidos nas diferentes freguesias de Estremoz, ao longo do festival, vão atuar João Caldeira, José Geadas, Pedro Calado, Maritina, José Gonçalez, Miguel Moura, José Leal, Miguel Ramos e Silvino Sardo.
Para José Daniel Sádio este é um “cartaz de excelência, com concertos que irão colocar Estremoz e o fado no panorama nacional durante os meses de maio e junho”.
Todos os espetáculos do Festival de Fado de Estremoz contam com entrada gratuita.
O espaço.arte recebeu, na tarde de 24 de abril, mais uma conversa de artista desta vez com Luís Caraças, autor da exposição “Campo Maior – Uma Visão Estereoscópica”, patente até ao dia 3 de maio.
A iniciativa proporcionou aos alunos da Escola Secundária uma oportunidade de conhecer o artista e os trabalhos expostos, de forma a explorarem o universo da estereoscopia, uma técnica que cria a ilusão de profundidade em imagens bidimensionais.
A tarde ficou marcada pela partilha de conhecimento e pelo interesse demonstrado pelos jovens, numa atividade que reforçou a importância da aproximação entre a comunidade escolar e o meio artístico.
O Festival da Juventude e Académico de Elvas está de regresso ao Coliseu Comendador Rondão Almeida, de 14 a 16 de maio.
Chico da Tina, Nuno Ribeiro, Kiko is Hot e Bispo são os cabeças de cartaz do evento promovido pela Câmara Municipal e apresentado ao início da tarde desta sexta-feira, 24 de abril, em conferência de imprensa, no Salão Nobre dos Paços do Concelho. A entrada, no primeiro dia, volta a ser gratuita, sendo que o festival apresenta algumas novidades, como uma silent party e um espaço de gaming.
Na edição deste ano, a Câmara Municipal investe cerca de 170 mil euros, valor que o presidente, Rondão Almeida, diz ser apenas “uma gota de água” naquilo que é o investimento feito pela autarquia na política de juventude. “Basta verificar que só em programas ocupacionais são centenas de jovens que nós ocupamos, enquanto não arranjam o seu posto de trabalho, e se olharmos também para o apoio que damos aos jovens que vão estudar para o ensino superior, temos nada mais, nada menos do que 200 bolseiros. Isso corresponde a mais de 300 mil euros”, começa por dizer o autarca, que lembra que também, recentemente, foram lançadas as bolsas de mérito, para premiar a excelência escolar.
Por outro lado, Rondão Almeida faz referência aos “fortes investimentos” que a Câmara Municipal de Elvas faz junto do movimento associativo, através dos apoios que lhes atribui, para que as associações possam “abrir a porta aos jovens”, seja na área do desporto, seja na área da cultura.
O cartaz do festival, feito “de jovens para jovens”, nasce das respostas aos cerca de 1500 inquéritos que a Câmara Municipal fez a jovens, na Escola Secundária D. Sancho II, na Escola Superior de Biociências e junto das associações juvenis da cidade.
Na apresentação do evento, perante vários jovens e representantes das associações juvenis do concelho, Rondão Almeida fez-se acompanhar pelo vereador Sérgio Ventura e pelo diretor do Departamento de Cultura, Turismo, Inovação e Comunicação, Cláudio Monteiro. Também os apresentadores do festival, Pedro Lázaro e Maria Vinagre, tiveram oportunidade de expressar as suas opiniões sobre aquilo que pensam do cartaz apresentado.
As entradas no festival, no dia 15, têm um custo de dez euros e, no dia 16, de 12. Os bilhetes e as pulseiras de acesso geral ao evento estarão à venda na Ticketline, assim como, em Elvas, na papelaria Cidade Nova, no Coffee Time Aqueduto e no Intermarché.
No decorrer do Congresso Nacional Cientistas em Ação 2026, nos dias 16 e 17 de abril, foram apresentados seis projetos de investigação realizados por alunos do Centro de Talentos Alice Nabeiro (CTAN). Três deles estiveram a cargo de alunos do 1º ciclo e outros três pelos alunos do 2º ciclo, que escolheram o Clube Ciência Viva do CTAN – Clube CLIC para potenciar os seus talentos e vocações.
As apresentações decorreram no Centro de Ciência Viva de Estremoz, com a participação de dezenas de escolas de vários pontos do pais. No escalão Galopim de Carvalho, destinado ao1º ciclo, o CTAN apresentou os seguintes projetos: “Guardiões da Geração ECO”, “Escorcioneira- um segredo dos nossos antepassados!” e “LUFFA – A esponja dos nossos antepassados”
Os projetos defendidos pelos nossos alunos foram apresentados de forma exemplar, sendo selecionado o projeto “Guardiões da Geração Eco” em segundo lugar. No escalão Mariano Gago, correspondente ao 2.º ciclo, os projetos a concurso foram: “O Funcho, uma planta endémica com múltiplos benefícios”, “ROBOT´MAYOR” e “Cubo mágico”.
Após a apresentação e defesa dos projetos pelos alunos, de forma exemplar, foram selecionados os projetos “ROBOT´MAYOR” e “O Funcho, uma planta endémica com múltiplos benefícios” em terceiro lugar e menção honrosa, respetivamente.
O Centro de Talentos Alice Nabeiro agradece aos seus parceiros pelo apoio disponibilizado ao longo da implementação das ações dos diversos parceiros, assumindo o compromisso de continuar a sua implementação e ampliação.
Os projetos estão disponíveis para serem apreciados no hall de entrada do CTAN e serão ainda apresentados à comunidade, no âmbito da Semana da Ciência e Ambiente do Centro de Talentos Alice Nabeiro.
O concelho de Campo Maior preparou-se para assinalar o 25 de Abril de 2026 com uma agenda diversificada que cruza momentos institucionais, culturais e desportivos. O programa, desenhado para envolver toda a comunidade, teve o seu ponto alto na Sessão Solene da Assembleia Municipal, marcada pela presença da juventude e pelo estreitamento de laços transfronteiriços, através da EUROBEC.
Uma madrugada de luta que moldou o Portugal de hoje
Para o Presidente da Assembleia Municipal de Campo Maior, Jorge Grifo, a preservação da memória coletiva é uma obrigação de quem detém cargos públicos. “É uma data que acho que os portugueses não se podem esquecer. Ou seja, foi um dia de luta, uma madrugada de luta, em que muito daquilo que é hoje Portugal se deve a essa mesma madrugada. Por isso é importante que nós, aqueles que temos cargos políticos e cargos institucionais, possamos preservar essa memória e fazemos da melhor maneira, ou seja, vivendo Abril, recordando Abril e, mais importante ainda, poder fazer estas sessões onde vão haver aqui algumas surpresas, onde temos também aqui muitos jovens para que eles possam perpetuar o que são as memórias de Abril e que nunca se esqueçam do patamar que estão hoje”, sublinhou.
Este ano, a Assembleia Municipal de Campo Maior inovou ao trazer a dimensão europeia para a cerimónia, convidando Graça Luna Pais, Presidente da Assembleia Municipal de Elvas, e Helena Salgado Vacariza, Concejala Delegada (vereadora com o pelouro das Relações Institucionais com Portugal e responsável da IFEBA) do Ayuntamiento de Badajoz. Jorge Grifo explicou que o objetivo foi “reforçar aqui os laços da Eurobec, da nossa Eurocidade, para que neste que possamos também aqui reforçar esses laços”. O autarca lembrou ainda que, embora muito tenha sido feito, “(o ideal de) Abril não está ainda completo em tudo o que foi os valores dessa mesma madrugada”, destacando a importância dos 50 anos do poder local democrático: “Foi nesse conceito democrático, através do voto popular e da soberania popular, que a democracia deu o seu impulso”.
“Nunca mais queremos voltar ao 24 de Abril”
O Presidente da Câmara Municipal, Luís Rosinha, reforçou a importância de projetar os valores da Revolução para o futuro, com foco especial nas crianças. “O 25 de Abril deve perdurar também durante todo o ano e não só neste dia. Esta é uma sessão solene importante, nós temos tido este hábito de vir fazendo estas sessões solenes, introduzindo também as crianças, que é muito importante trazermos as crianças até nós”, referiu o edil.
Luís Rosinha enalteceu a iniciativa de abrir a sessão solene aos parceiros da Eurocidade para “traduzir aqui aquilo que é visto de fora, olhar para o 25 de Abril fora do nosso território, mas também dentro do território da Eurobec que tanto proclamamos”. Partilhando a visão do Presidente da República, António José Seguro, o autarca campomaiorense sublinhou o dever pedagógico das gerações atuais: “Eu também não sou anterior ao 25 de Abril, já sou posterior, mas também fui incutido nestes valores da liberdade. e acho que é um exercício que nós devemos fazer, incutir nas nossas crianças para que nunca mais voltemos atrás. Eu acho que é isso mesmo que marca o dia 25 de Abril de 1974: é que nunca mais queremos voltar para o 24 de Abril de 1974”.
Durante a manhã, houve uma arruada por vários locais do concelho e no Jardim Municipal realizam-se atividades infantis , incluindo insufláveis, pinturas faciais, oficinas temáticas e jogos.
À noite, a Praça da República volta a ser palco de animação, com o Projeto de Formação do Município de Campo Maior, às 21h30, seguido do espetáculo “Milhões ao Vento de Abril”, às 22h30.
As comemorações encerram amanhã, dia 26 de abril, com iniciativas que mantêm o espírito participativo. O Jardim Municipal recebe, às 09h30, uma prova de orientação integrada nos Jogos do Alto Alentejo 2026 e o Centro Cultural, às 17h00, acolhe o I Encontro “Passos que Unem”, com a participação de escolas dos dois lados da fronteira, que se dedicam a diferentes estilos de dança, com a professora Letícia Garcia, ainda com o principal objetivo da celebração do Dia Internacional da Dança, que se assinala a 29 de abril e assim fechando um programa que combina memória, cultura e envolvimento comunitário.