Os municípios de Alandroal, Borba, Estremoz, Redondo, Reguengos de Monsaraz, Sousel e Vila Viçosa defenderam a instalação da futura Grande Área de Acolhimento Empresarial, anunciada pelo Governo para o Interior do Alentejo, na localização da Estação Técnica nº 2 (Alandroal-Vila Viçosa) da nova linha de ferrovia do Corredor Internacional Sul.
A proposta foi apresentada durante uma reunião realizada na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, onde os sete municípios apresentaram ao presidente da entidade, Ricardo Pinheiro, os argumentos que sustentam esta opção.
Segundo os autarcas, os estudos desenvolvidos em parceria com a Infraestruturas de Portugal (IP) para a criação de um terminal de carga e descarga com zona logística naquela localização demonstram a viabilidade técnica, económica e financeira do projeto, conferindo-lhe um elevado grau de maturidade.
Além da ligação direta à ferrovia, a área beneficia da proximidade à autoestrada A6, reunindo condições favoráveis para a intermodalidade. Os municípios destacam ainda a disponbilidade de terrenos com potencial de expansão, a existência de infraestruturas elétricas e a reduzida presença de condicionantes ambientais.
Os promotores da candidatura consideram igualmente que este inventimento poderá assumir-se como um projeto estruturante para a revitalização da indústria do mármore, contribuindo para a redução das emissões de carbono da região e para a mitigação dos passivos ambientais associados à atividade.
Representando duas comunidades intermunicipais, os sete municípios, manifestam ainda a expetativa de que outras autarquias se associem a esta iniciativa, defendendo que grandes investimentos desta natureza devem também abranger territórios do interior, promovendo a coesão territorial e potenciando o desenvolvimento de regiões com elevado potencial.
A Rua Vasco Romão, a famosa “Quebra-Costas”, em Campo Maior, prepara-se para voltar a vestir-se de tradição, mas para o grupo de mulheres que este ano assumiu a responsabilidade de a enramar, o projeto representa muito mais do que a tradicional decoração das Festas do Povo. É uma viagem à infância, uma homenagem à memória de quem ali viveu e um símbolo da união entre amigas de longa data.
A iniciativa nasceu de um desejo antigo da mãe de Anabela Furtado, neta de uma antiga moradora da rua. “Um dia a minha mãe disse: ‘Não acredito que nunca mais vou ver a Quebra-Costas enramada.’ Foi aí que tudo começou”, recorda a cabeça de rua. A ideia ganhou forma ainda durante a pandemia, quando começaram a preparar flores e outros elementos decorativos, lançando as bases para um projeto que agora se concretiza.
Uma rua que une gerações
A ligação afetiva à rua é partilhada por várias das voluntárias. Ana Isabel Portela, outra das cabeças de rua, explica que cresceu entre aquelas casas, onde passou muitos momentos na companhia da avó Carmo, figura marcante para o grupo.
“Somos amigas de infância. Passei muitos momentos aqui na casa da avó Carmo. Ela já não está entre nós, mas a filha, que é mãe da Bela (Anabela Furtado), tinha esse gosto de voltar a ver a rua da sua infância enramada. Unimo-nos todas por esse motivo”, explica Ana Isabel.
Ao longo dos últimos meses, cerca de 12 a 15 pessoas trabalharam diretamente na preparação da decoração, contando ainda com o apoio de muitos antigos moradores e voluntários. “Houve quem dissesse: ‘Eu vivi nessa rua quando era mais nova e faço questão de ajudar.’ Outros ofereciam-se para levar folhas ou fazer os torcidos. Foi uma corrente de entreajuda muito bonita”, asseguram as responsáveis.
Os serões que fizeram renascer a infância
Mais do que um trabalho manual, a preparação tornou-se um espaço de reencontro. Os serões passados a trabalhar trouxeram de volta memórias de infância, das brincadeiras no largo, das mães à conversa à porta e dos jantares na casa da avó Carmo.
“Esta rua vai ser mais bonita porque nos transporta para a nossa infância. Até me arrepio quando penso nisso. É verdade que renasceu aqui a nossa infância”, confessa Ana Isabel.
Para as amigas, a enramação acabou por se transformar também numa oportunidade para reforçar os laços que nunca desapareceram, apesar de nenhuma delas viver atualmente na rua onde cresceu.
Recuperar uma tradição cheia de desafios
A recuperação da tradição não foi, contudo, um processo simples. Sem pessoas com experiência recente na enramação da “Quebra-Costas”, o grupo teve de estudar fotografias antigas, ouvir antigos moradores e adaptar o projeto às características únicas da rua. Os primeiros planos acabaram por ser abandonados até encontrarem uma solução fiel à tradição.
“A Quebra-Costas não é uma rua comum, tem os seus segredos”, explica Ana Isabel. Devido à forte inclinação, optaram por manter a tradicional decoração em franja, considerada a mais adequada à configuração da rua. A estrutura exigirá ainda cinco paus de suporte e um sistema de correntes para garantir a estabilidade da enramação.
Apesar da ansiedade que antecede a montagem, sobretudo pela complexidade técnica e pela falta de homens para ajudar nas tarefas mais pesadas, o grupo acredita que o esforço será recompensado.
“Estamos loucas, com uma pilha de nervos enorme, mas desejosas de pôr o projeto em pé e de viver a noite da enramação. É um misto de emoções”, dizem as cabeças de rua.
Um convite para descobrir a “Quebra-Costas”
Entre nervosismo, entusiasmo e muitas recordações, as responsáveis deixam também um convite a quem visitar as Festas da Cidade: “Venham à Quebra-Costas. Esta rua é uma descoberta. Pela sua inclinação, pelas sensações que transmite e por toda a aventura que representa. Vai ser a rua mais bonita de todas”.
Mais do que uma decoração, a enramação da “Quebra-Costas” será, este ano, a celebração da memória, da amizade e da força de uma comunidade que decidiu devolver vida a uma tradição que muitos julgavam perdida.
O Secretário-geral do Partido Socialista, José Luís Carneiro, visitará as Festas do Povo de Campo Maior juntamente com uma comitiva distrital do PS, constituída por militantes e eleitos locais, distritais e nacionais, no próximo dia 8 de agosto, sábado, a partir das 18h, com ponto de encontro no Jardim Municipal de Campo Maior.
O Forte da Graça recebe, na próxima quarta-feira, dia 12 de agosto, uma visita especial integrada na iniciativa “À Noite no Património”.
A atividade tem início às 19h00 e inclui a observação do eclipse solar e das perseidas, proporcionando aos participantes uma experiência única num dos monumentos mais emblemáticos de Elvas. A visita prossegue depois pelo interior da fortificação, permitindo descobrir as suas paisagens e o património histórico ao cair da noite.
A participação está sujeita a inscrição prévia através do endereço de correio eletrónico mae@cm-elvas.pt
A Guarda Nacional Republicana (GNR) iniciou, na passada segunda-feira, dia 3 de agosto, a Formação em Exercício do 58.º Curso de Formação de Guardas (CFG), uma etapa fundamental da preparação dos futuros militares da Guarda, em todo o território continental.
O 58.º CFG integra 776 Guardas-Provisórios, dos quais, 696 homens e 80 mulheres, que, entre 3 e 28 de agosto, iniciam a primeira fase da Formação em Exercício nos diversos Comandos Territoriais do continente, onde serão integrados nas atividades desenvolvidas pelos Postos Territoriais, participando de forma ativa em todas as missões à responsabilidade da Guarda, destacando-se a Operação Verão Seguro, a qual inclui os grandes eventos a realizar a nível nacional, a segurança de pessoas e bens, a proximidade às populações, o patrulhamento rodoviário e das fronteiras terrestres e a prevenção de incêndios.
Durante este período, terão contacto direto com a realidade operacional da Guarda, sempre sob acompanhamento e supervisão de militares experientes, consolidando a sua formação técnico-profissional através da participação nas diversas missões desenvolvidas diariamente pela GNR e promovendo uma transição gradual entre a formação académica e o exercício efetivo das funções de Guarda e órgão de polícia criminal.
Concluída esta primeira etapa, a partir de 31 de agosto, os Guardas-Provisórios serão divididos em dois grupos, que alternarão entre a Formação Escolar, no Centro de Formação de Portalegre, e a Formação em Exercício, novamente nos Comandos Territoriais do continente, até ao dia 11 de dezembro.
Com esta formação, a GNR reforça a preparação dos futuros militares da Guarda, garantindo que iniciam a sua carreira com uma sólida componente prática, assente na proximidade às populações, na experiência operacional e no rigor exigido pelo serviço da segurança.
A aposta na formação e na valorização dos recursos humanos continua a ser uma prioridade para a GNR, prosseguindo o investimento na captação de novos candidatos ao Curso de Formação de Guardas, com vista ao reforço da sua capacidade operacional, encontrando-se a decorrer uma fase de recrutamento.
Com a aproximação do Dia Internacional do Animal Abandonado, assinalado a 15 de agosto, a Guarda Nacional Republicana (GNR) reforça o apelo à adoção responsável e recorda que o abandono de animais de companhia constitui um crime punível com pena de prisão até seis meses. Apesar de se verificar uma ligeira diminuição dos casos nos últimos anos, a GNR considera que os números continuam a ser preocupantes.
O período entre os meses de julho e agosto continua a ser o mais crítico no que respeita ao abandono de animais de companhia, concentrando 38,1% das ocorrências registadas pela GNR ao longo do ano. Esta época de férias leva a Guarda a reforçar a sensibilização para este problema, lembrando que abandonar um animal nunca pode ser encarado como solução.
Entre 2024 e o primeiro semestre de 2026, a GNR registou mais de 2.400 crimes relacionados com maus-tratos e abandono de animais de companhia, tendo ainda detido 28 pessoas, identificado 1.449 suspeitos e constituído 432 arguidos.
O major Orlando Rodrigues, da Direção do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), lembra que o abandono de um animal é um crime previsto no Código Penal. “É um crime, está previsto no Código Penal, que é punido com até seis meses de prisão ou com multa até 60 dias. As pessoas devem ter atenção a isso antes de efetuarem qualquer tipo de abandono de animal”, afirma.
Apesar da ligeira redução dos casos registados, o responsável sublinha que o problema está longe de estar resolvido. “Temos verificado um ligeiro decréscimo no número de crimes contra animais de companhia, designadamente no crime de abandono, ao longo dos últimos anos. Contudo, os números continuam a ser muito preocupantes. É de realçar que o único número aceitável em termos de abandono de animais de companhia é o zero”, frisou.
A GNR recorda ainda que existem alternativas para quem se ausenta durante as férias, como hotéis para animais, serviços municipais ou o apoio de familiares, amigos e vizinhos. Nesse sentido, o major Orlando Rodrigues deixa um apelo a todos os proprietários de animais de companhia. “Gostaria de deixar uma mensagem a todas as pessoas que vão gozar um período alargado de férias: o abandono dos animais de companhia não é uma opção. Existem serviços municipais, alojamentos próprios para animais de companhia e também a possibilidade de deixar o animal aos cuidados de vizinhos, familiares ou amigos. O abandono de um animal de companhia nunca é uma opção e é um crime previsto e punido na lei penal portuguesa.”
Os dados da GNR revelam ainda que os cães e os gatos são as espécies mais afetadas pelo abandono e que os distritos de Braga, Setúbal, Porto e Lisboa registam o maior número de ocorrências.
Através do SEPNA, a GNR mantém a vigilância e investigação destes crimes e apela à denúncia de situações de abandono ou maus-tratos, reforçando que acolher um animal implica um compromisso permanente e uma responsabilidade que não termina quando chegam as férias.
Campo Maior prepara-se para voltar a viver um dos momentos mais marcantes da sua história. Onze anos depois da última edição, as Festas do Povo regressam entre os dias 8 e 16 de agosto, devolvendo à vila a tradição das ruas floridas, reconhecida dentro e fora de Portugal, com um programa que reúne música, folclore, etnografia, cerimónias religiosas e animação para todas as idades.
Ao longo de oito dias, moradores e visitantes poderão assistir a dezenas de iniciativas distribuídas por vários espaços da vila raiana. A abertura oficial está marcada para sábado, 8 de agosto, às 10h30, no Palco do Jardim Municipal, numa cerimónia presidida pelo Presidente da República.
No primeiro dia das festividades, o Palco do Jardim Municipal recebe um sunset com o DJ Pelicano (18h30), seguindo-se as atuações do Ensemble Milhões (21h30), de Os Raiz (23h) e do DJ Cuba (00h15). A animação inclui também baile com C&R (22h), no Largo do Barata.
No domingo, dia 9, o destaque vai para o Desfile de Tabuleiros de Tomar, às 12h30, pelas ruas da vila. A programação inclui ainda o projeto Batucando nas ruas enramadas (17h30), uma apresentação do Rancho de Vale do Paraíso (18h30) no Palco do Jardim Municipal, a Procissão em Honra de Santa Beatriz da Silva e de São João Baptista (19h), os concertos de Cat, Phill and The Blues Dogs (21h30) e Porque Sí (23h) e a atuação do DJ Pouca (00h15). O espaço “Mundo Delta” recebe um espetáculo do grupo Deixa Rolá pelas 19h, enquanto no Largo do Barata haverá Noite de Fados, a partir das 21h30, e baile com Carlos Graça, às 23h .
Na segunda-feira, 10 de agosto, ao Palco do Jardim Municipal sobem os grupos À Capelas (21h30), Onda Flamenco (22h45) e os Cromos da Noite (00h). No Largo do Barata, a animação vai estar a cargo do Grupo de Cantares “Abelterium” (19h30), do grupo “Trigueirão no Relheio” (21h30) e de Tiago Afonso (22h30). Destaque ainda para um concerto com o tenor João Mendonza, na Igreja Matriz da vila, às 21h.
O programa de terça-feira, dia 11, conta com atuações de Leonor Alegria (21h), dos Bandidos do Cante (22h15) e com baile com Zé Pedro Sousa (23h30) no Palco do Jardim Municipal. O Projeto de Formação de Música do Município de Campo Maior apresenta-se ao público, no Largo do Barata, pelas 21h30, seguido de animação com o DJ Pekedy (22h45).
Na quarta-feira, 12 de agosto, no palco principal das festas, atuam Os Contramão (21h30), Jorge Guerreiro (22h45) e o DJ Dinga (23h45). No Largo do Barata, a partir das 21h30, haverá atuação do Grupo de Cantares Despertar Alentejano, seguindo-se um baile abrilhantado pelo duo Jorge & Célia (23h).
A programação de quinta-feira, dia 13, começa com uma apresentação do Projeto de Formação de Dança Oriental do Município de Campo Maior, nas ruas da vila e no Largo do Barata (19 horas). O programa integra ainda, no palco do Jardim Municipal, uma atuação da banda BRINDE (21h), o espetáculo “Em Casa d’Amália” (22h15) e animação pelo DJ Dreindaclub (23h45). Ao palco do Largo do Barata sobem Os Cá d’Cima (21h30) e João Tocha (23h).
Na sexta-feira, 14 de agosto, regressa o sunset, desta vez com o DJ Silva, ao Jardim Municipal (18h30). O público poderá ainda assistir às atuações de Fado Luz (21h30) e Rumo ao Sul (23h), com a animação a prosseguir pela noite dentro ao som de Bad Guys (00h). Nelson Caldeira, a partir das 23 horas, irá levar a música de baile ao Largo do Barata.
O penúltimo dia de festas, sábado, 15 de agosto, conta com as atuações do Rancho Folclórico de Macieira da Lixa (18h), da Filarmónica do Crato (19h), da Tertúlia de Saias (21h30), da banda Tranquiliza (23h) e do DJ Forbes (00h15), no palco principal. A noite inclui também baile com João Lérias, no Largo do Barata, às 23h, e a tradicional Queima de Hoguera, marcada para a meia-noite.
As Festas do Povo terminam no domingo, 16 de agosto, com a atuação do Rancho Folclórico da Bela Vista de Gáfete, ao meio-dia, seguindo-se, às 17h00, o evento oficial de encerramento, no Palco do Jardim Municipal.
Ao longo dos dois fins de semana das Festas do Povo, o “Mundo Delta” recebe também o espetáculo de drones promovido pela Delta Cafés, às 22h45. A animação prolonga-se diariamente até às 02h00, num programa que promete voltar a encher as ruas floridas de Campo Maior durante oito dias de celebração.
Elvas volta a integrar o percurso da Volta a Portugal em Bicicleta, acolhendo no próximo sábado, dia 8 de agosto, a chegada da terceira etapa da 87ª edição da prova rainha do ciclismo nacional, que liga Beja à cidade Património da Humanidade.
Para Hermenegildo Rodrigues, vereador com o pelouro do Desporto, o regresso da competição representa uma oportunidade única para promover Elvas a nível nacional e internacional.
Em entrevista à Rádio Elvas, o autarca explicou que o processo para trazer novamente a prova à cidade começou há mais de um ano, na sequência da mudança na organização da Volta a Portugal. Hermenegildo Rodrigues revelou que estabeleceu contactos com o atual diretor da prova, Cândido Barbosa, logo após a sua entrada na organização, mantendo desde então conversações que culminaram na confirmação da chegada da etapa a Elvas.
Segundo o vereador, a escolha da cidade resulta de um trabalho de proximidade entre o município e a organização, mas também das características do Alentejo para a prática do ciclismo. “O Alentejo é uma região de excelência para o ciclismo”, afirmou, considerando que a crescente aposta da Volta em percorrer todo o território nacional favoreceu a inclusão de Elvas no percurso.
Preparação envolve meses de trabalho
A organização da chegada da prova mobilizou, durante vários meses, técnicos da Câmara Municipal e da organização da prova, com especial atenção ao desenho do percurso e às condições de segurança. Hermenegildo Rodrigues explicou que houve um trabalho detalhado na definição dos acessos, circulação e localização da meta, procurando minimizar riscos numa chegada que deverá ser decidida ao sprint.
O pelotão entrará no concelho pela zona da Terrugem, passando por Vila Boim e seguindo pela Estrada Nacional 4 até à cidade. Junto à rotunda das Piscinas Municipais, os ciclistas circularão no sentido contrário ao trânsito habitual, solução encontrada para evitar uma curva considerada perigosa antes da reta final.
A meta ficará instalada no final do viaduto sobre o Jardim das Laranjeiras, enquanto as cerimónias protocolares, incluindo o pódio e o controlo antidoping, decorrerão na Praça 25 de Abril.
Impacto turístico e económico
Para o vereador, a realização da etapa representa muito mais do que um evento desportivo. Hermenegildo Rodrigues destacou que a Volta a Portugal será transmitida para cerca de 60 países através da Eurosport, em mais de 20 línguas, proporcionando uma exposição internacional de grande dimensão para o património da cidade.
“O desporto é também promoção turística”, sublinhou, defendendo que o investimento realizado pelo município tem um retorno muito superior ao seu custo, não apenas no próprio dia da prova, mas também através das futuras visitas de pessoas que conhecem Elvas pelas transmissões televisivas.
O autarca recordou ainda a projeção alcançada em 2022 com a chegada junto ao Aqueduto da Amoreira, cujas imagens tiveram ampla divulgação nas redes sociais e meios de comunicação.
Sonho passa pelo Forte da Graça
Hermenegildo Rodrigues revelou ainda que mantém o objetivo de levar, no futuro, uma etapa ou uma cronoescalada da Volta a Portugal ao Forte da Graça.
O vereador considera que uma chegada ao monumento proporcionaria uma imagem “única” da cidade, capaz de reforçar ainda mais a promoção internacional de Elvas. Apesar das dificuldades técnicas que o percurso representa para os ciclistas, garante que continuará a apresentar essa proposta à organização da prova.
Fim de semana de grande movimento
A chegada da Volta coincide com o arranque das Festas do Povo, em Campo Maior, situação que deverá provocar uma elevada afluência de visitantes à região.
Segundo Hermenegildo Rodrigues, a ocupação hoteleira em Elvas está praticamente esgotada, obrigando muitas equipas a procurar alojamento noutros concelhos e até em Badajoz. O autarca considera que esta realidade demonstra o impacto económico dos grandes eventos e reforça a importância da cooperação transfronteiriça entre Elvas, Campo Maior e Badajoz.
Apelo à compreensão da população
Reconhecendo que a prova implicará condicionamentos de trânsito durante algumas horas, o vereador apelou à compreensão dos elvenses.
“Se queremos dar um passo em frente, temos de aceitar pequenas limitações”, afirmou, pedindo aos residentes que apoiem os ciclistas e contribuam para criar um ambiente de festa ao longo do percurso.
A chegada da terceira etapa está prevista para cerca das 17h15, podendo sofrer pequenas alterações em função do desenrolar da corrida.
Ao todo, a Volta a Portugal contará com a participação de 17 equipas, incluindo formações internacionais de elevado nível competitivo, entre elas três equipas WorldTour, reforçando o prestígio da etapa que termina em Elvas.
A entrevista completa para ouvir no podcast abaixo:
O quarto troço da Rua Dom Dinis, em Campo Maior, voltou a mobilizar os moradores em torno de um objetivo comum: transformar a rua num espaço de cor, criatividade e convívio para as Festas do Povo. Meses de trabalho, centenas de horas de dedicação e um forte espírito de entreajuda deram forma a um projeto que promete encantar quem a visitar, entre sábado e o dia 16 de agosto.
Uma ideia recuperada após a pandemia
À frente da iniciativa estão as cabeças de rua Paula Sá-Rato e Yola Chaveiro, acompanhadas por um grupo de moradores, no qual se incluem Maria Regina Serrano e Ermelinda Trindade, que, desde outubro, se reúne regularmente para preparar cada detalhe da decoração. A ideia, explicam, nasceu ainda em 2020, mas acabou por ficar em suspenso devido à pandemia.
“Era um tema que já estava pensado nessa altura. Este ano recuperámos essa ideia, fizemos algumas alterações e decidimos avançar”, recordam.
Meses de trabalho e espírito de equipa
O primeiro passo foi desafiar os vizinhos a participar. Depois de baterem de porta em porta e perceberem que existia vontade de colaborar, começaram os trabalhos manuais. Uns preparavam a rama, outros cortavam materiais ou davam forma aos elementos decorativos. Peça a peça, o projeto foi crescendo ao longo dos meses.
A partir de abril arrancou a fase de montagem de tudo o que tinha sido produzido. Apesar de nem todos os moradores conseguirem participar regularmente, o grupo destaca a união que se criou durante o processo.
“Somos poucas, mas boas e muito unidas. Cada uma faz aquilo que é necessário e acabámos por criar aqui um núcleo de amizade que vamos sentir falta quando isto terminar”, afirmam.
“A nossa rua é a mais bonita”
Entre brincadeiras e boa disposição, há uma certeza partilhada por todas: a Rua Dom Dinis será, para quem nela trabalhou, a mais bonita das festas.
“É como acontece com os filhos. Para cada mãe, os seus são sempre os mais bonitos. Com a nossa rua é exatamente igual”, dizem entre sorrisos.
As participantes acreditam que o cuidado colocado em cada pormenor fará a diferença. “Toda ela está cheia de detalhes. Vai ser uma rua que vai encantar toda a gente. Sabemos que todas as ruas são bonitas, mas a nossa será sempre especial para nós.”
Contagem decrescente para a enramação
A decoração da rua arranca esta sexta-feira, dia 7, com a tradicional enramação. Por ser uma rua extensa e por existirem poucos homens disponíveis para ajudar na montagem, foram convidados amigos e voluntários para colaborar nos trabalhos, que serão realizados por etapas.
Depois do esforço, chega finalmente o momento de desfrutar. “Agora é acabar a rua e depois descansar… mas só um bocadinho, porque depois é festa. Vamos aproveitar todas as noites”, garantem.
Um convite a todos os visitantes
Durante os festejos, os moradores prometem manter o espírito de hospitalidade que marcou toda a preparação. Mesas postas, comida, bebida e muita animação estarão à espera de quem passar pelo quarto troço da Rua Dom Dinis.
O convite fica lançado: “Venham visitar a Rua Dom Dinis. Temos comida, bebida, boa disposição e uma rua feita com muito carinho. Para nós, claro, é a mais bonita de todas.”
No dia 26 de Junho de 2026 um militar da GNR efetuou disparos no Centro de Formação da Guarda Nacional Republicana após a cerimónia de graduação do curso de guardas, com o Ministro da Administração Interna Luís Neves no local.
Recebemos agora um comunicado do advogado do militar em causa com a várias questões que reproduzimos agora e para os quais esperamos a devida resposta da GNR.
“A verdadeira questão não são apenas os disparos. A verdadeira questão é saber por que razão um militar da GNR do Centro de Formação de Portalegre da Guarda Nacional Republicana (CFP), oficialmente dispensado do uso e porte de arma pela própria GNR (impedido de usar arma), por problemas psicológicos e psiquiátricos, foi em 26 de Junho de 2026, pela mesma GNR, escalado para um serviço armado de segurança, no CFP, e foi-lhe entregue uma arma, pistola Glock, de calibre 9 mm.
O presente comunicado é emitido na sequência da divulgação nacional dos acontecimentos ocorridos em 26 de Junho de 2026 no Centro de Formação da Escola da Guarda, em Portalegre, em que um militar da GNR, disparou tiros com a arma de serviço, por se entender que a opinião pública não dispõe ainda de todos os elementos relevantes para a compreensão integral dos factos, sendo necessário esclarecer factos essenciais que foram omitidos e que resultam da própria documentação oficial da GNR. Na sequência de proposta de dispensa de uso de arma por parte de psiquiatra, que acompanha o militar em causa, em 04 de Novembro de 2025 o Comandante do Centro de Formação de Portalegre da GNR, Coronel Pedro Filipe Saragoça Ribeiro, emitiu despacho no sentido de o militar ser submetido à Junta de Saúde Superior da GNR (JSS), para apreciação dessa proposta de dispensa de arma. Nesse sentido, em 23 de Março de 2026, o militar em causa foi presente a essa JSS, a qual emitiu parecer no sentido de dispensa de uso e porte de arma.
Por despacho de 26 de Março de 2026 o Comandante do CARI – Comando de Administração de Recursos Internos da GNR homologou o referido parecer da Junta Superior de Saúde da GNR, despacho este publicado na Ordem de Serviço no 62 de 31 de Março de 2026 da Escola da Guarda; pelo que esse despacho é, obrigatoriamente, do conhecimento dos Oficiais Superiores do Centro de Formação de Portalegre da GNR, que, como é óbvio, abrange o Comandante e o 2.o Comandante. Acresce que o militar em causa foi notificado pelo 2.o Comandante do Centro de Formação de Portalegre da GNR, Tenente Coronel Hélio José da Silva Miranda do referido despacho de dispensa de uso e porte de arma. Perante esta realidade factual e documental, a pergunta que o País tem o direito de ver respondida é inevitável: como foi possível que um militar oficialmente dispensado do uso e porte de arma, por motivos psicológicos e psiquiátricos, pela GNR, fosse, apenas três meses depois, pela mesma GNR escalado para um serviço armado e recebesse uma arma de serviço ?
Mais, na data em causa, antes da ocorrência dos disparos existiu contacto directo e pessoal entre o Comandante do Centro de Formação da GNR de Portalegre, Coronel Pedro Filipe Saragoça Ribeiro, e o militar em causa, quando este já se encontrava armado, circunstância que deverá ser integralmente esclarecida pela investigação, uma vez que este Comandante tinha conhecimento que o militar não podia usar arma e nada disse e nada fez neste sentido.
A investigação não pode limitar-se ao momento em que os disparos ocorreram. Tem igualmente de apurar todas as decisões administrativas e hierárquicas do Centro de Formação de Portalegre da Guarda Nacional Republicana (CFP), que permitiram que um militar da GNR oficialmente dispensado do uso e porte de arma, por problemas psicológicos e psiquiátricos, fosse colocado num serviço armado e recebesse uma arma de serviço. Os documentos oficiais demonstram que o Centro de Formação de Portalegre da Guarda Nacional Republicana (CFP) não cumpriu o Parecer da Junta Superior de Saúde (JSS) da GNR e nem cumpriu o despacho de 26 de Março de 2026 do Comandante do CARI – Comando de Administração de Recursos Internos da GNR, o qual homologou o referido parecer da JSS. Essas questões merecem um esclarecimento completo, transparente e independente. Por isso, considera-se indispensável que o Ministro da Administração Interna, o Comandante Geral da Guarda Nacional Republicana e a Inspecção-Geral da Administração Interna (IGAI) promovam o integral apuramento das decisões administrativas e hierárquicas que antecederam os acontecimentos, tomando as medidas jurídicas respectivas, identificando, com total transparência, todas as eventuais responsabilidades do Centro de Formação de Portalegre da Guarda Nacional Republicana (CFP) que a investigação venha a revelar. A confiança dos cidadãos nas instituições não se protege ocultando questões incómodas. Protege-se apurando toda a verdade. Quando um Parecer da Junta Superior de Saúde da GNR e um despacho do Comandante do CARI da GNR determinam que um militar está dispensado do uso e porte de arma e, apesar disso, esse militar é posteriormente escalado para um serviço armado e recebe uma arma de serviço, a questão deixa de ser exclusivamente individual. Passa a ser uma questão de responsabilidade institucional, cujo integral esclarecimento é indispensável para preservar a confiança dos cidadãos nas instituições e no Estado de Direito. Se os factos documentalmente apurados vierem a confirmar que um Parecer da Junta Superior de Saúde da GNR e um despacho do Comandante do CARI não foram tidos em conta na organização do serviço por parte do Centro de Formação de Portalegre da Guarda Nacional Republicana, então os disparos deixarão de representar apenas um episódio individual e passarão também a suscitar uma questão de eventual responsabilidade institucional (do Centro de Formação de Portalegre da Guarda Nacional Republicana), que não pode ser ignorada.
Quando uma instituição (Guarda Nacional Republicana), ao seu mais alto nível, determina oficialmente, por despacho, que um militar da Guarda não pode usar arma, por problemas psicológicos e psiquiátricos, e, posteriormente, esse mesmo militar é colocado em funções armadas (por uma Sub-Unidade da própria GNR – o Centro de Formação de Portalegre da Guarda Nacional Republicana), a investigação não pode terminar na actuação individual do militar em causa. Tem de abranger toda a cadeia hierárquica de decisão do Centro de Formação de Portalegre da Guarda Nacional Republicana, que antecedeu os acontecimentos. As armas de serviço não aparecem nas mãos dos militares por acaso. São atribuídas na sequência de decisões humanas e administrativas que também têm de ser escrutinadas. Numa instituição hierarquizada, como é a GNR, a atribuição de uma arma de serviço nunca é um acto espontâneo. É sempre consequência de uma decisão administrativa cuja conformidade importa apurar. Os disparos de 26 de Junho de 2026 começaram realmente quando foi premido o gatilho ou começaram antes quando o Centro de Formação de Portalegre da Guarda Nacional Republicana entregou a um militar uma arma, que este não podia ter, por motivos psicológicos e psiquiátricos ? Os disparos de 26 de Junho de 2026 não podem apagar a pergunta essencial que continua por responder: como foi possível que um militar da GNR oficialmente dispensado, por motivos psicológicos e psiquiátricos, por um despacho de um Oficial Superior da GNR, com a patente de General, do uso e porte de arma tivesse sido colocado em funções armadas e recebido uma arma de serviço pelo Centro de Formação de Portalegre da Guarda Nacional Republicana ? Essa pergunta não é apenas do militar envolvido. É uma pergunta que toda a sociedade portuguesa tem o direito de ver respondida.
(comunicado elaborado com autorização da Ordem dos Advogados – texto escrito segundo a antiga ortografia)
Alter do Chão, 3 de Agosto de 2026
Mário Martins de Campos Advogado Advogado do militar da GNR dos factos ocorridos a 26 de Junho de 2026 no Centro de Formação de Portalegre da Guarda Nacional Republicana”