
A Rua Francisco Xara é uma das cem artérias que integram a edição de 2026 das Festas do Povo, em Campo Maior. O terceiro troço desta rua é encabeçado, mais uma vez, por Fátima Vitorino, que herdou a função das vizinhas Maria Rosa e Maria José Loreta.
Para Fátima Vitorino, a Rua Francisco Xara, vai ser a mais bonita “porque é aquela que nós trabalhámos, é a dedicação de meses.”
Esta dedicação para transformar a rua num jardim obriga a certos sacrifícios, como “não estarmos no conforto da nossa casa, o não estarmos com a nossa família e as desavenças que também existem com a família”, explicou. A cabeça de rua confessou que teve que ouvir, em casa, frases como: “Porque já vais para as flores outra vez! É só flores, é só flores!”
Mas estas desavenças familiares são compensadas “pelo espírito que foi criado de tantos meses de trabalho, de tantos meses, às vezes de riso, outras vezes já de choro”, contou.
Apesar de pouco moradores contaram com o apoio de colegas e amigos
No troço que Fátima Vitorino lidera, são “cinco ou seis pessoas, depois temos pessoas por fora que se juntaram a nós: colegas de trabalho e amigos.” A cabeça de rua explicou que estão a trabalhar desde fevereiro e que convidaram “as pessoas para nos ajudarem, pedimos para nos cortarem papel, para colar, para forrar arames, porque fazer a flor não é a parte mais complicada, a parte mais complicada é toda a preparação que a flor tem.“
Para além das flores, a rua vai contar com “34 colunas, cada coluna tem 29 flores e, depois, temos as cordas dos lados, as cordas dos meios, temos para cima de 20 mil folhas, cada folha leva dois arames cortados e forrados, ou seja, pode-se imaginar a quantidade que é”, declarou.
A força que se consegue em certas fases da vida e o querer honrar a vila foi a inspiração para esta edição
A ideia surgiu “numa fase da vida em que nós precisamos às vezes de parar para pensar de onde é que vamos buscar forças para fazer certas e determinadas coisas”, explicou Fátima Vitorino, que acrescentou que é “também honrar um bocadinho a Vila de Campo Maior e aquilo que é nosso, que é tão nosso e tão de Campo Maior!”
A escolha foi unânime e pretende mostrar “um conjunto de tudo aquilo que é representativo de Campo Maior”, contou.
A cabeça de rua declarou que, depois de tantos meses de trabalho, a semana das festas “é para viver, é para cantar, é para bailar, é para desfrutar, é para comer, beber e receber amigos, receber amizades e pessoas que venham visitar-nos.”
A campomaiorense explicou que as flores de Campo Maior são especiais “porque é a arte de um povo, o voluntariado deste povo, porque flores de papel qualquer pessoa faz, basta irmos ,hoje em dia, à internet e qualquer pessoa faz flores de papel, mas este trabalho que é feito em Campo Maior, não se consegue fazer em lado nenhum do mundo!”















