Do medo à curiosidade: crianças conhecem por dentro o renovado bloco operatório do Hospital de Elvas

As crianças do Centro de Cooperação Familiar, antiga Obra de Santa Zita, viveram na quinta-feira, 23 de julho, uma experiência diferente ao vestirem a pele de médicos e enfermeiros, durante uma visita ao novo bloco operatório do Hospital de Santa Luzia, em Elvas.

A iniciativa permitiu aos mais novos conhecerem, de forma lúdica e pedagógica, o percurso de um doente numa cirurgia, desde o momento da anestesia até à chegada à sala de recobro. Ao longo da visita, as crianças tiveram ainda oportunidade de contactar de perto com os profissionais de saúde e experimentar alguns dos equipamentos utilizados no bloco operatório.

Uma oportunidade única para abrir as portas do bloco operatório

Segundo Tiago Bagorrilha, enfermeiro do Hospital de Santa Luzia e um dos responsáveis pela atividade, a requalificação do bloco operatório criou uma oportunidade única para abrir aquele espaço à comunidade antes do arranque da atividade cirúrgica.

“O projeto surge desta oportunidade educativa proporcionada pela requalificação do bloco operatório. Se não fosse este período entre o final das obras e o início da atividade cirúrgica, seria muito difícil proporcionar uma visita destas. Aproveitámos esta janela para promover a literacia em saúde junto das crianças, ajudando a reduzir o medo e a ansiedade que muitas vezes estão associados às cirurgias”, explica o profissional.

O enfermeiro destaca que um dos principais objetivos passou por desmistificar a imagem que, não só as crianças, mas também os adultos têm do bloco operatório. “Queríamos que percebessem o que é realmente um bloco operatório, um espaço que muitas vezes é visto com algum receio. Esta foi também uma oportunidade para mostrar à comunidade um pouco desta realidade”, assegura.

Ainda antes do início da visita, para a qual as crianças se equiparam com batas, toucas e máscaras cirúrgicas, Tiago Bagorrilha e outros elementos da equipa colocaram algumas questões aos mais novos. O mesmo aconteceu no final. “O objetivo foi perceber qual era a visão das crianças antes e depois da visita e verificar que houve uma evolução. A iniciativa foi muito positiva e poderá, no futuro, ser replicada, naturalmente adaptada às exigências da atividade clínica”, explica o enfermeiro.

Bloco operatório reabre na próxima semana

A visita aconteceu poucos dias antes da reabertura do bloco operatório, após quatro meses de obras de requalificação.

“Estes quatro meses foram exigentes para toda a equipa e também para a comunidade, mas eram obras indispensáveis. Vamos reabrir com melhores condições, mais qualidade e maior capacidade de resposta para a população de Elvas. As pessoas têm de compreender que esta paragem foi necessária para garantir a segurança dos doentes”, sublinha Tiago Bagorrilha.

Segundo o enfermeiro, o regresso da atividade cirúrgica está previsto para esta segunda-feira, 27 de julho, com cirurgias programadas e resposta aos casos urgentes.

Parceria entre educação e saúde

Também a diretora do Centro de Cooperação Familiar, Angélica Galvão, considera que a iniciativa representa uma mais-valia para as crianças e para a comunidade.

“É muito importante porque nos mostra que todos estamos a trabalhar para o futuro da sociedade. Nós, enquanto comunidade educativa, ajudamos vidas a crescer, e o hospital salva vidas. Esta parceria permite desmistificar conceitos e receios, ao mesmo tempo que as crianças percebem que a cidade está a evoluir”, garante.

Aprender fazendo

A responsável destaca ainda a curiosidade demonstrada pelos mais novos durante toda a visita. “Eles começam um bocadinho tímidos, mas rapidamente ganham interesse. Poder tocar nos equipamentos e experimentar é completamente diferente de aprender apenas na sala de aula.”

Num dos momentos mais divertidos da atividade, Angélica Galvão aceitou participar na simulação de uma cirurgia, assumindo o papel de “doente”. “Entrei na brincadeira com algum receio, mas senti um enorme acolhimento por parte da equipa de enfermagem e dos médicos. Acredito que este cuidado e esta atenção não acontecem apenas nestas iniciativas, mas fazem parte do trabalho diário destes profissionais. Temos muito a agradecer a quem dedica tantas horas a cuidar dos outros”, diz ainda.

Literacia em saúde para reduzir medos

A ação da Unidade Local de Saúde do Alto Alentejo juntou profissionais de saúde e comunidade educativa numa manhã dedicada à promoção da literacia em saúde, procurando transformar um espaço habitualmente associado à ansiedade num local de aprendizagem, proximidade e confiança.

Durante a tarde, o novo bloco operatório esteve de “portas abertas” para os profissionais de saúde.

Rua Francisco Xara vai honrar a Vila de Campo Maior nas Festa do Povo e força que se consegue em determinadas fases da vida

A Rua Francisco Xara é uma das cem artérias que integram a edição de 2026 das Festas do Povo, em Campo Maior. O terceiro troço desta rua é encabeçado, mais uma vez, por Fátima Vitorino, que herdou a função das vizinhas Maria Rosa e Maria José Loreta.

Para Fátima Vitorino, a Rua Francisco Xara, vai ser a mais bonita “porque é aquela que nós trabalhámos, é a dedicação de meses.”

Esta dedicação para transformar a rua num jardim obriga a certos sacrifícios, como “não estarmos no conforto da nossa casa, o não estarmos com a nossa família e as desavenças que também existem com a família”, explicou. A cabeça de rua confessou que teve que ouvir, em casa, frases como: “Porque já vais para as flores outra vez! É só flores, é só flores!”

Mas estas desavenças familiares são compensadas “pelo espírito que foi criado de tantos meses de trabalho, de tantos meses, às vezes de riso, outras vezes já de choro”, contou.

Apesar de pouco moradores contaram com o apoio colegas e amigos

No troço que Fátima Vitorino lidera, são “cinco ou seis pessoas, depois temos pessoas por fora que se juntaram a nós: colegas de trabalho e amigos.” A cabeça de rua explicou que estão a trabalhar desde fevereiro e que convidaram “as pessoas para nos ajudarem, pedimos para nos cortarem papel, para colar, para forrar arames, porque fazer a flor não é a parte mais complicada, a parte mais complicada é toda a preparação que a flor tem. “

Para além das flores, a rua vai contar com “34 colunas, cada coluna tem 29 flores e, depois temos as cordas dos lados, as cordas dos meios, temos para cima de 20 mil folhas, cada folha leva dois arames cortados e forrados, ou seja, pode-se imaginar a quantidade que é”, declarou.

A força que se consegue em certas fases da vida e o querer honrar a vila foi a inspiração para esta edição

A ideia surgiu “numa fase da vida em que nós precisamos às vezes de parar para pensar de onde é que vamos buscar forças para fazer certas e determinadas coisas”, explicou Fátima Vitorino, que acrescentou que é “também honrar um bocadinho a Vila de Campo Maior e aquilo que é nosso, que é tão nosso e tão de Campo Maior!”

A escolha foi unânime e pretende mostrar “um conjunto de tudo aquilo que é representativo de Campo Maior”, contou.

A cabeça de rua declarou que, depois de tantos meses de trabalho, a semana das festas “é para viver, é para cantar, é para bailar, é para desfrutar, é para comer, beber e receber amigos, receber amizades, pessoas que venham  visitar-nos”.

A campomaiorense explicou que as flores de Campo Maior são especiais “porque é a arte de um povo, o voluntariado deste povo, porque flores de papel qualquer pessoa faz, basta irmos ,hoje em dia, à internet e qualquer pessoa faz flores de papel, mas este trabalho que é feito em Campo Maior, não se consegue fazer em lado nenhum do mundo!”

Parque de Merendas da Expectação reforça papel como espaço de lazer e solidariedade em Campo Maior

O Parque de Merendas do Polidesportivo da Expectação, em Campo Maior, continua a registar uma forte adesão da população, sobretudo durante os períodos de bom tempo. A garantia é dada  pelo presidente da Junta de Freguesia da Expectação, Hugo Milton, que sublinha o crescimento deste espaço de lazer e o seu impacto na comunidade.

Segundo o autarca, a elevada procura pelo Parque de Merendas levou mesmo a Junta de Freguesia a manter livre uma área situada em frente aos campos de padel, permitindo uma melhor utilização do espaço pelos visitantes.

Hugo Milton explica ainda que que a utilização do Parque de Merendas não tem qualquer custo para os utentes. Em contrapartida, é apenas solicitado que cada grupo contribua com 12 produtos alimentares não perecíveis, como latas de salsichas ou de atum. Estes bens são posteriormente entregues à Loja Social, que os distribui pelas famílias mais carenciadas de Campo Maior.

O presidente apela também ao sentido de responsabilidade de todos os utilizadores, lamentando que, por vezes, o espaço não seja deixado nas mesmas condições em que é encontrado. “Aquilo está a ser usado por mim hoje e amanhã pode estar a ser usado por outro pessoa”, recorda, defendendo que o cuidado pelos espaços públicos deve ser uma preocupação coletiva.

Relativamente ao Polidesportivo da Expectação, Hugo Milton faz ainda um balanço positivo das atividades recentemente realizadas. Entre elas destaca um evento promovido pela Casa do Benfica de Campo Maior, deixando uma palavra de reconhecimento ao seu presidente, Miguel Minas, pelo trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos.

O autarca refere igualmente o apoio prestado pela Junta à realização de uma iniciativa de ginástica, considerando que estas atividades contribuem para a dinamização do espaço e da freguesia.

Por fim, Hugo Milton enaltece o trabalho desenvolvido pelos funcionários e colaboradores da junta, afetos ao Polidesportivo da Expectação, salientando que os utilizadores deixam regularmente avaliações muito positivas sobre a manutenção das instalações. “Têm feito um trabalho excelente”, afirma, deixando uma mensagem de agradecimento e reconhecimento pelo empenho de toda a equipa.