Município de Arronches adere à rede de Refúgios Climáticos

O Turismo de Portugal, no âmbito da Agenda para a Ação Climática no Turismo 2030, encontra-se a desenvolver a Rede de Refúgios Climáticos ‘Stay Cool’, um projeto que visa a disponibilização de um conjunto de espaços preparados para responder a episódios de calor extremo, com o objetivo de proteger a população, em particular, as pessoas mais vulneráveis.

O Município de Arronches aderiu desde logo à iniciativa, tendo já preparadas as infraestruturas que oferecem conforto e proteção, sobretudo, durante os períodos de tempo quente que se fazem sentir no verão, beneficiando os utilizadores de uma zona de descanso com um ambiente termicamente controlado e com água potável, entre outras comodidades que contribuirão para controlar a temperatura corporal e minimizar os efeitos do calor na saúde.

No concelho de Arronches, os espaços disponibilizados para o efeito estão distribuídos pelas três freguesias e já se encontram devidamente identificados com o selo identificativo ‘Stay Cool’, sendo os mesmos a Sala de Centro de Convívio da Terceira Idade da Junta de Freguesia de Assunção, o Centro de Convívio para a Terceira Idade da Junta de Freguesia de Esperança e o Pavilhão Multiusos de Mosteiros.

Plataforma “Comércio com História” apresentada aos Municípios do Alto Alentejo

A Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA) organizou uma sessão de apresentação da plataforma “Comércio com História”, que decorreu na passada quinta-feira, 3 de setembro, com a presença de autarcas e técnicos dos Municípios do Alto Alentejo.

O Inventário Nacional “Comércio com História” é uma plataforma que identifica, reconhece e protege os estabelecimentos comerciais tradicionais de interesse histórico, cultural ou social local.

Nesta sessão, os representantes da Direção-Geral da Economia apresentaram esta medida nacional de promoção e preservação do comércio tradicional português, os benefícios de integração quer para os proprietários dos estabelecimentos, quer para os municípios, e ainda o processo de reconhecimento dos estabelecimentos que reúnam as caraterísticas “Comércio com História”.

Nuno Mocinha assume presidência da EuroBEC

Elvas assumiu esta segunda-feira, 7 de setembro, a presidência da Eurocidade Badajoz-Elvas-Campo Maior (EuroBEC), num ato que reuniu os representantes dos três municípios que integram esta estrutura de cooperação transfronteiriça.

A transferência da presidência decorre do Protocolo de Cooperação da EuroBEC, que estabelece uma presidência rotativa, por períodos de um ano, entre os municípios de Badajoz, Elvas e Campo Maior. Com esta mudança, a presidência passa a ser assumida pelo presidente da Câmara Municipal de Elvas.

No âmbito das competências delegadas e do acompanhamento dos assuntos relacionados com a EuroBEC, José Rondão Almeida delegou no vice-presidente da Câmara Municipal de Elvas, Nuno Mocinha, a representação do Município nesta estrutura, assumindo este as funções de presidente da Eurocidade.

A nova composição mantém a representação dos três municípios, com o alcalde de Badajoz, Ignacio Gragera, e o presidente da Câmara Municipal de Campo Maior, Luís Rosinha, a assumirem as respetivas vice-presidências.

A ocasião serviu igualmente para abordar diversos assuntos de interesse comum para Elvas, Badajoz e Campo Maior, bem como para analisar linhas de trabalho conjunto e iniciativas que permitam continuar a reforçar a cooperação entre os três territórios.

A presidência agora assumida por Elvas pretende dar continuidade ao trabalho desenvolvido no âmbito da EuroBEC, aprofundando a cooperação transfronteiriça e promovendo uma atuação concertada em áreas estratégicas para os três municípios e para as populações dos dois lados da fronteira.

A EuroBEC constitui uma plataforma privilegiada para o desenvolvimento de projetos conjuntos e para o reforço das relações históricas, económicas, sociais, culturais e institucionais entre Elvas, Badajoz e Campo Maior, contribuindo para afirmar este território transfronteiriço como um espaço comum de oportunidades e desenvolvimento.

PCP questiona reorganização da Oncologia do Hospital de Portalegre e pede explicações à ULS Alto Alentejo

O PCP contesta, em comunicado, a reorganização da Unidade de Oncologia do Hospital de Portalegre, considerando que as explicações apresentadas pelo Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde (ULS) do Alto Alentejo são “cada vez mais inconsistentes”. O partido exige esclarecimentos públicos sobre as razões que estiveram na origem da alteração do funcionamento do serviço.

O Secretariado da Direção da Organização Regional de Portalegre (DORPOR) do PCP afirma que, apesar de a administração da ULS ter negado uma redução da resposta assistencial e apontado a contratação de um novo oncologista como um reforço do serviço, a atividade atualmente assegurada pelo médico que já integrava a unidade terá sido reduzida para cerca de metade face ao período anterior a agosto.

Para o PCP, esta alteração é difícil de conciliar com a ideia de reforço da capacidade assistencial defendida pela administração. O partido considera que a redução do período de consultas representa uma diminuição objetiva da capacidade existente e questiona as razões que levaram à mudança de um modelo que, segundo afirma, apresentava bons resultados.

A organização regional do PCP sustenta que a Unidade de Oncologia de Portalegre apresentava resultados de referência, alegando que não existiam tempos de espera para primeiras consultas nem para o início de tratamentos oncológicos.

O partido afirma ainda que não eram conhecidas queixas relevantes relativamente ao funcionamento da unidade e relaciona a mobilização de centenas de cidadãos em defesa do serviço com a confiança demonstrada pela população.

Perante este cenário, o PCP considera que caberia à administração explicar quais os problemas que justificavam a reorganização e quais os ganhos concretos que a alteração pretende alcançar.

“Quando um modelo produz resultados desta qualidade, a obrigação da Administração é explicar, de forma objetiva, quais os problemas que pretende resolver e quais os ganhos concretos que espera alcançar”, defende o partido no comunicado.

As críticas do PCP estendem-se às prioridades atualmente assumidas pela ULS Alto Alentejo. O partido considera “mais difícil de compreender” a reorganização da Oncologia perante os constrangimentos que, segundo afirma, continuam a verificar-se noutras áreas do Hospital de Portalegre e do distrito.

A Ortopedia é apontada como um dos exemplos. De acordo com o PCP, o serviço continua sem conseguir assegurar regularmente a escala de urgência, funcionando apenas em parte dos dias da semana.

Também a resposta de Maternidade é referida pelo partido, que afirma que se mantêm constrangimentos que obrigam ao encaminhamento de grávidas para outras unidades hospitalares.

Perante estas dificuldades, o PCP questiona a opção do Conselho de Administração da ULS Alto Alentejo de concentrar esforços precisamente numa unidade que, segundo o partido, apresentava alguns dos melhores resultados.

“É legítimo perguntar por que razão o Conselho de Administração escolheu concentrar esforços precisamente num dos serviços que melhores resultados apresentava”, afirma o PCP.

Para o partido, a defesa do Serviço Nacional de Saúde passa não apenas pela resolução dos problemas existentes, mas também pela preservação das respostas que demonstram capacidade e qualidade.

“A defesa do Serviço Nacional de Saúde exige que se corrija aquilo que está mal e que se preserve aquilo que funciona”, sustenta o comunicado.

O PCP considera que, até ao momento, a reorganização da Oncologia de Portalegre não foi acompanhada por uma demonstração de ganhos para os doentes. Pelo contrário, entende que os dados conhecidos apontam para uma redução da capacidade assistencial anteriormente existente.

A organização regional do partido defende, por isso, que a população do Alto Alentejo deve receber uma explicação clara sobre as razões da decisão e sobre o objetivo concreto da reorganização.

No final do comunicado, o PCP exige “o esclarecimento público da atual situação”, reforçando a pressão sobre a administração da ULS Alto Alentejo para que esclareça as alterações introduzidas no funcionamento da Unidade de Oncologia do Hospital de Portalegre.

Vila Viçosa volta a vestir-se de festa: Capuchos trazem seis dias de tradição e música

Prometendo seis dias de animação, tradição e reencontros, as emblemáticas Festas dos Capuchos estão de regresso a Vila Viçosa, entre quinta e terça-feira, de 10 a 15 de setembro.

O programa arranca na quinta-feira, com as tradicionais caminhada e abertura do barril, e prolonga-se ao longo de seis dias, com uma programação que cruza música, cerimónias religiosas, atividades tauromáquicas e fogo de artifício.

Em declarações à Rádio ELVAS, o vice-presidente da Câmara Municipal de Vila Viçosa, Tiago Salgueiro, destaca a importância das festas para a identidade local e para o reencontro da comunidade calipolense, considerando o evento uma referência não só no concelho, mas em toda a região.

“As Festas dos Capuchos são uma referência já a nível do Alentejo e, portanto, são sempre um momento em que os calipolenses regressam a casa. Para além desse momento de partilha, temos vindo a desenvolver um conjunto de iniciativas do ponto de vista cultural e de animação que considero relevantes e que acabam por deixar a sua marca no calendário anual de atividades”, afirma o autarca.

A tradição continua, assim, a ocupar um lugar central na programação, com destaque para as emblemáticas largadas de touros na Praça da República e os espetáculos musicais.

“Vamos manter aquilo que é a tradição das nossas festas, com as largadas de touros, com o vasto programa cultural que também acaba por envolver a nossa comunidade e as associações da terra e do concelho. O que se pretende é gerar esse convívio e celebrar também aquilo que é a nossa tradição”, sublinha Tiago Salgueiro.

Com origens que remontam ao século XIX, as Festas dos Capuchos são uma das mais antigas e emblemáticas celebrações do concelho. Para o vice-presidente da autarquia, preservar este património imaterial é essencial para reforçar a identidade calipolense e manter viva uma tradição que atravessa gerações.

“As festas são seculares, tiveram o seu início em meados do século XIX e são também uma referência. Aquilo que queremos é realmente manter essa tradição, que remete para a nossa identidade local. Não basta termos apenas os monumentos; somos também conhecidos pela hospitalidade dos calipolenses. A altura dos Capuchos é a altura de receber as pessoas que aqui se deslocam”, refere.

Na vertente musical, o palco das Festas dos Capuchos recebe, este ano, Zé Pedro Sousa, na quinta-feira, na noite da abertura do barril; Chaíto y Palosanto, na sexta-feira; Badoxa, no sábado; Vitor Kley, no domingo; e Emanuel, na segunda-feira.

As festividades terminam na terça-feira, com uma garraiada durante a tarde, na Praça da República, encerrando mais uma edição de uma das celebrações mais marcantes do calendário festivo de Vila Viçosa.

A programação completa das Festas dos Capuchos pode ser consultada aqui.

O verão termina, as memórias ficam: o balanço de mais de dois meses de ATL da Arkus

Com as férias de verão a chegarem ao fim, o ATL da Arkus prepara-se para encerrar mais uma edição marcada pela animação, pela descoberta e pela forte adesão das famílias de Elvas.

A iniciativa, que arrancou em julho, termina na próxima sexta-feira, dia 11 de setembro, e contou este ano com mais de meia centena de crianças, um número superior ao registado em edições anteriores. Devido à elevada procura, a Arkus viu-se mesmo obrigada a limitar o número de inscrições.

Melanie Carona, uma das responsáveis pelo ATL, destaca a forte adesão à iniciativa e a satisfação manifestada pelas famílias. “Eu acho que é um balanço muito positivo, como é todos os anos. Este ano tivemos muita procura, foi muito complicado. Nós queríamos aceitar mais crianças, mas não conseguíamos”, afirma.

Para além da resposta dada às famílias, a responsável salienta o ambiente vivido ao longo do verão entre crianças e monitoras. “Tem sido muito divertido, tanto para eles como para nós. Lá está, nós acabamos por ser também um bocadinho crianças e acho que é isso que marca a diferença e eles sentem-se bem”, refere, acrescentando que o feedback recebido por parte dos pais tem sido “muito positivo”.

O crescimento do número de participantes levou também ao reforço da equipa. “Tivemos entre 50 a 60 crianças, ou seja, foi um ano que subiu muito o número de participantes, daí também termos mais colaboradoras connosco”, explica Melanie Carona.

Uma das particularidades deste período de férias prende-se ainda com a necessidade de dar resposta às famílias durante o mês de agosto, altura em que muitos infantários encerram. Segundo a responsável, isso levou à participação de crianças mais pequenas, sobretudo durante a primeira quinzena.

Ao longo do verão, o ATL procurou proporcionar um programa diversificado, conciliando momentos de lazer com atividades de caráter educativo e cultural. Entre as propostas estiveram idas à piscina, visitas aos monumentos de Elvas, deslocações à biblioteca, jogos aquáticos, jogos dramáticos e as mais diversas atividades realizadas nas instalações da Arkus.

As tardes de sexta-feira ficaram sempre reservadas para as sessões de cinema, enquanto outras iniciativas procuraram introduzir as crianças a experiências diferentes. Foi o caso de uma “manhã tecnológica” e de uma tarde dedicada às consolas dos anos 90.

“Ir à piscina é sempre o momento preferido deles”, reconhece Melanie Carona, mas a responsável sublinha a importância de oferecer “um leque grande de ofertas” para manter as crianças envolvidas e proporcionar-lhes novas experiências.

A Arkus prepara agora os últimos momentos desta edição do ATL. Para o encerramento, está prevista a tradicional noite do pijama, que este ano terá será “um bocadinho diferente”. “Vamos fazer um acampamento, portanto está tudo ansioso, tanto monitoras como crianças”, revela Melanie Carona.

Com a aproximação do final da iniciativa, a responsável faz um balanço marcado pela satisfação e pelo orgulho no trabalho desenvolvido. O objetivo, garante, passa por proporcionar às crianças momentos de diversão, mas também oportunidades de aprendizagem e descoberta durante as férias escolares.

“Temos tentado dar o nosso melhor. Portanto, momentos divertidos, mas também de alguma forma de aprendizagem”, conclui.

Academia Sénior da CURPI de Campo Maior prepara novo ano letivo com “força” e “vontade”

A Academia Sénior da CURPI de Campo Maior prepara o arranque de mais um ano letivo, com o regresso das aulas e das diversas atividades previstas para a partir de outubro.

O projeto, que reúne sobretudo senhoras com mais de 60 anos, volta a apostar num conjunto diversificado de iniciativas destinadas a promover o convívio, a aprendizagem e a participação ativa da população sénior.

Anselmina Caldeirão, presidente da direção da CURPI, explica que setembro é ainda um mês de preparação, estando o início oficial do novo ano letivo previsto para outubro. “Temos ainda setembro, que nós começamos o ano letivo, normalmente, em outubro e, nessa altura, vamos iniciar outra vez com força, com vontade e ter outras iniciativas”, afirma.

Ao longo do ano, a Academia Sénior participa também em diversas atividades e iniciativas, respondendo aos convites e solicitações que lhe são dirigidos. Segundo a responsável, as alunas têm demonstrado uma forte disponibilidade para participar e representar a instituição. “A Academia participa em diversas atividades, em tudo aquilo que é solicitada. As alunas estão sempre dispostas a dar uma resposta e sempre com boa disposição”, sublinha Anselmina Caldeirão.

A presidente da direção da CURPI deixa ainda uma palavra de reconhecimento às participantes, destacando a sua energia e vontade de continuar envolvidas nas atividades da Academia Sénior. “Eu agradeço do fundo do coração que elas continuem sempre com esta grande força de vontade”, conclui.

Com o novo ano letivo a aproximar-se, a CURPI espera, assim, dar continuidade a um projeto que tem nas suas participantes o principal motor, mantendo uma agenda de atividades e aulas que contribuem para o envelhecimento ativo e para o reforço dos laços de convívio entre as alunas.

Mãos na massa: workshop no MAEE dedicado à Encharcada de Elvas a 13 de setembro

O Museu de Arqueologia e Etnografia de Elvas (MAEE) António Tomás Pires promove, no próximo dia 13 de setembro, às 10h00, um workshop dedicado à confeção da tradicional Encharcada de Elvas.

A iniciativa pretende dar a conhecer os ingredientes, os métodos de preparação e os saberes associados a este doce regional, contribuindo para a preservação e valorização do património gastronómico do concelho.

Destinada a maiores de 16 anos, a atividade tem participação sujeita a inscrição prévia, que pode ser efetuada através do número 268 624 601 ou do endereço eletrónico mae@cm-elvas.pt.

O workshop constitui uma oportunidade para aprender a confecionar uma das especialidades da doçaria tradicional elvense, num ambiente de partilha de conhecimentos e experiências.

Universidade de Évora lidera candidatura à criação da Orquestra Regional do Alentejo  

A Universidade de Évora manifestou a intenção de liderar a candidatura à criação da Orquestra Regional do Alentejo, num processo que tem candidaturas abertas até 25 de setembro de 2026.

O projeto está atualmente numa fase de preparação da candidatura, que o vice-reitor da Universidade de Évora para a Cultura e para a Sociedade, António Sáez Delgado, considera particularmente exigente, pela necessidade de envolver municípios e outras entidades da região e de constituir uma associação que será a promotora da iniciativa. “É, sem dúvida, um momento muito importante na vida cultural e social da região”, afirma o responsável, explicando que a universidade está neste momento “submersa nessa fase de profundo trabalho”.

Para a Universidade de Évora, avançar com esta candidatura representa também a concretização de uma ambição com vários anos. Segundo António Sáez Delgado, a criação da Orquestra Regional do Alentejo é um sonho da universidade há oito anos, período durante o qual foram dados passos para tornar possível o projeto.

A instituição considera reunir condições para assumir a candidatura, nomeadamente através da sua Escola de Artes e da formação musical que disponibiliza. “Nós temos uma Escola de Artes muito ativa, com estudos de música nos três níveis de ensino, da licenciatura, do mestrado e do doutoramento”, explica o vice-reitor, considerando que esse percurso confere à universidade “toda a solidez intelectual” necessária para desenvolver o projeto.

Ainda assim, António Sáez Delgado sublinha que a candidatura é apresentada com humildade, mas também com confiança no percurso realizado. “Avançamos com uma candidatura, com toda a humildade, com um candidato a qualquer concurso, como é natural, mas também com a ambição e com a convicção da nossa trajetória, do nosso percurso.”

A intenção da Universidade de Évora é, contudo, que a futura orquestra tenha uma dimensão verdadeiramente regional. O objetivo não é criar uma estrutura centrada apenas na cidade de Évora, mas envolver todo o território alentejano. “Sobretudo queremos que seja um projeto do Alentejo, pelo Alentejo, para o Alentejo e com o Alentejo.”

Nesse sentido, o vice-reitor deixa um convite aos municípios e às entidades da região para se associarem à candidatura. “Não queremos de nada que seja uma orquestra de Évora, queremos que seja uma orquestra de todo o Alentejo.”

Uma oportunidade para a região

A dimensão regional do projeto foi também destacada através das sessões de divulgação promovidas pela Direção-Geral das Artes e pela CCDR, que passaram recentemente pelo Alentejo Litoral, Alentejo Sul e Alentejo Norte.

Para António Sáez Delgado, uma orquestra regional profissional poderá ter um impacto que ultrapassa a própria atividade artística, contribuindo para a afirmação da região e para a criação de novas dinâmicas culturais e económicas. “Uma orquestra regional é uma plataforma de primeiríssimo nível, quer na divulgação do Alentejo dentro e fora de portas, como também é um elemento de criação de tecido cultural e económico para a região”.

O projeto prevê uma orquestra profissional, composta por músicos profissionais. De acordo com o vice-reitor, a estrutura poderá representar a criação de cerca de 35 a 40 postos de trabalho ligados à orquestra, com profissionais que deverão estabelecer-se na região. “Deverão vir para o Alentejo, deverão estabelecer-se no Alentejo e promover assim a criação desse tecido social, cultural, económico, que é uma grande oportunidade para a nossa região”, afirma.

É precisamente esta dimensão que, segundo António Sáez Delgado, justifica o envolvimento da Universidade de Évora na liderança da candidatura. “Daí a universidade estar a encabeçar esta candidatura”.

Com o prazo de apresentação de candidaturas a decorrer até 25 de setembro, a Universidade de Évora encontra-se agora concentrada na preparação de uma proposta que pretende reunir municípios e diferentes entidades do território em torno de um projeto comum para o Alentejo.

Cágados de Portugal: como os podemos proteger? No “Ambiente em FM” a Quercus explica

O programa Ambiente em FM desta semana dá a conhecer o primeiro Guia de Campo dos Cágados de Portugal, uma nova ferramenta destinada a ajudar a população a identificar estes répteis de água doce. Descubra a importância de proteger as espécies nativas e saiba quais são as principais ameaças que estes animais enfrentam no nosso território.

Portugal acolhe onze espécies de tartarugas de água doce, mas apenas duas são autóctones: o cágado-de-carapaça-estriada e o cágado-mediterrânico. A introdução de espécies exóticas por ação humana representa um dos maiores perigos para estes animais, uma vez que o surgimento de populações invasoras gera uma competição direta por alimento e abrigo, empurrando os cágados nativos para o declínio. Somam-se a este cenário adverso outros riscos graves como a poluição, o atropelamento e a destruição contínua das zonas húmidas. O agravamento das alterações climáticas, acompanhado por períodos prolongados de seca e temperaturas elevadas, ameaça reduzir ainda mais os ecossistemas aquáticos fundamentais para a sobrevivência e reprodução destas espécies

Tudo para saber sobre o assunto com José Janela, da Quercus. O programa desta semana para ouvir, na íntegra, no podcast abaixo: