
O piso superior do Convento de Nossa Senhora da Luz, em Arronches, encontra-se, por estes dias, praticamente dominado no seu todo por uma exposição de grande qualidade que relaciona o património e as tradições de Arronches com a inovação proporcionada pelos meios tecnológicos, tendo a exposição denominada ‘Blasphemia: A Média-arte Digital na Reinterpretação do Património’ sido inaugurada na tarde do passado sábado, dia 11 de abril.
Ao lado do artista, Pedro Henriques, esteve o executivo do Município de Arronches, representado pelo presidente João Crespo e pela vereadora Maria João Fernandes. O líder autárquico aproveitou para abrir esta cerimónia inaugural, explicando desde logo a todos os presentes que se encontravam perante algo completamente diferente de tudo o que já se havia feito no Convento, um espaço com dinâmica permanente e sempre disponível para acolher as obras de todos os artistas que queiram expor em Arronches, como foi o caso de Pedro Henriques, a quem agradeceu pelo interesse demonstrado e felicitou pelo fantástico trabalho desenvolvido, terminando com um agradecimento ao público presente.
Esta palavra de gratidão foi repetida pelo artista, que aproveitou desde logo para agradecer igualmente ao Município, à Junta de Freguesia de Assunção e ao “historiador informal” Daniel Balbino, por todo o apoio concedido e por toda a informação disponibilizada. Pedro Henriques explicou que este é um trabalho de dois anos e que fará parte da sua tese de doutoramento, conjugando várias áreas, tais como os audiovisuais, as redes sociais, a comunicação digital, a identidade cultural, o associativismo e o património arquitetónico e imaterial. O responsável pela exposição explicou que esta foi elaborada com meios próprios, estando acompanhado nesta sessão inaugural por vários colegas que consigo colaboraram, entre eles Vítor Gomes, com um trabalho de realidade aumentada e Nelson Caldeira com um projeto de arte generativa, o Grupo das Pedrinhas de Arronches e a dupla João Paulo Miranda e Luís Figueira em dois momentos musicais, num encontro entre o tradicional e o contemporâneo. O autor admitiu então que o título da exposição é algo “provocador”, mas que foi escolhido precisamente porque a exposição “mexe com o património histórico” de Arronches, algo que pode vir a suscitar interesse sobre o mesmo nas gerações futuras.
A mostra é composta numa primeira fase por quadros elaborados pelos alunos do Instituto Politécnico de Portalegre sobre Arronches, levando depois os visitantes para a média-arte digital onde é possível imaginar a vila num cenário de guerra e num período algures no passado, antes dos supracitados espaços de arte generativa e de realidade aumentada, antes de três projetos de videoarte, sendo dois deles sobre as tradições do concelho, no caso, as pedrinhas de Arronches e lenda da Pedra da Moura.
A exposição pode ser visitada durante o horário de funcionamento do Convento de Nossa Senhora da Luz, de terça-feira a domingo, entre as 10H00 e as 13H00 e as 14H00 e as 18H00.


























