Campo Maior Trail Runners retoma ritmo após período festivo

O grupo Campo Maior Trail Runners manteve os treinos a funcionar durante o período de verão, mas registou uma redução no número de participantes devido à intensa agenda festiva que marcou os últimos meses.

Segundo Carlos Pepê, responsável pelo grupo, os treinos permaneceram sempre abertos à comunidade. Durante as Festas do Povo, o grupo chegou mesmo a realizar dois treinos pelas ruas engalanadas de Campo Maior. “Nós mantivemos o nosso treino sempre aberto e sempre a funcionar, até inclusive nas Festas do Povo, em que tivemos dois treinos magníficos debaixo das nossas ruas floridas”, afirma.

Ainda assim, a participação acabou por diminuir nesta altura do ano, sobretudo devido à sobreposição com os vários eventos e momentos festivos. Carlos Pepê dá como exemplo a feira de São Mateus, em Elvas, que dificultou a participação de alguns atletas nos habituais treinos de domingo. “É impossível compatibilizar muitas das vezes a prática de treino de domingo, por exemplo, com o Tony Carreira. Não dá para resistir”, refere, acrescentando que alguns atletas acabaram por trocar temporariamente a vertente desportiva pela componente festiva.

Depois de um período particularmente intenso para a comunidade de Campo Maior, o responsável pelo grupo considera que chegou agora o momento de abrandar o ritmo e preparar a nova época desportiva. “É tempo de acalmar, de entrar neste tempo de outono, de respirar e viver a vida com mais calma”, afirma Carlos Pepê, defendendo também a importância de voltar a reforçar as relações com a comunidade através do desporto.

O objetivo passa agora por recuperar progressivamente o ritmo de treinos, voltar a crescer em termos desportivos e preparar os atletas para a nova época. “É tempo de cuidarmos um bocadinho nós também, das relações com a nossa comunidade, numa vertente desportiva, de crescermos novamente em termos desportivos e enfrentar a nova época que aí vem”, destaca.

Para Carlos Pepê, a conciliação entre a prática desportiva e a dinâmica própria da comunidade continua, contudo, a ser “sempre um desafio.”

Atletismo: Campo Maior Trail Runners em destaque na Cerimónia de Mérito da AADP

O Campo Maior Trail Runners/GEDA esteve em destaque na Cerimónia de Mérito da Associação de Atletismo do Distrito de Portalegre, referente à época 2025/26, realizada no passado sábado, dia 26 de setembro, em Santo António das Areias, ao conquistar quatro pódios nas diferentes competições distritais.

A cerimónia contou com a presença da equipa campomaiorense, acompanhada pela vereadora do Desporto do Município de Campo Maior, Paula Jangita.

Entre os atletas distinguidos estiveram Marisa Costal, que alcançou o segundo lugar no circuito de corridas do respetivo escalão, Ana Isabel Marques, vencedora do circuito de trail curto no seu escalão, e Manuel Badalo, primeiro classificado no circuito de trail curto masculino do respetivo escalão. Já Carlos Pepê conquistou o terceiro lugar no circuito de trail longo do seu escalão.

Além da classificação desportiva, Carlos Pepê recebeu também o diploma de juiz-árbitro da Associação de Atletismo do Distrito de Portalegre (AADP), depois de concluída a formação necessária para integrar o grupo de juízes do distrito.

Para Carlos Pepê, responsável pelo Campo Maior Trail Runners, as distinções representam o resultado de um trabalho que vai muito além dos pódios. “É com bastante orgulho e sentido de responsabilidade que levamos este projeto avante”, afirma, recordando que o projeto do Campo Maior Trail Runners começou há dez anos, inicialmente como “um projeto embrionário, com um conjunto de amigos”, tendo posteriormente encontrado no GEDA um parceiro para consolidar o trabalho desenvolvido.

Ao longo deste percurso, o projeto tem contado com o apoio do Município de Campo Maior, das juntas de freguesia da Expectação, de São João Batista e Degolados, bem como de diversos parceiros e patrocinadores.

Carlos Pepê destaca ainda as dificuldades existentes ao nível das condições para a prática da modalidade no concelho, nomeadamente a inexistência de uma pista de atletismo. Ainda assim, a equipa tem procurado desenvolver o seu trabalho, apostando na formação e no crescimento dos atletas. “Temos vindo a fazer o nosso trabalho na área do trail e também na área dos kids, sempre a semear para o futuro”, sublinha.

Os resultados alcançados durante a época refletem, segundo o responsável, esse investimento continuado. A distinção de Marisa Costal, atleta que já praticava atletismo em Campo Maior enquanto jovem, é apontada como mais um sinal do crescimento do projeto também na vertente das corridas.

Carlos Pepê passa a integrar grupo de juízes do distrito

A participação na formação de arbitragem representa também uma nova etapa no percurso de Carlos Pepê. Depois de concluída a formação e realizado o respetivo estágio, passa a integrar, juntamente com outros elementos, o grupo de juízes da Associação de Atletismo do Distrito de Portalegre.

“Podemos dar um contributo diferente à modalidade”, explica, considerando que o reforço do número de juízes é importante perante o elevado número de provas realizadas ao longo da época, entre circuitos de corrida, pista e trail.

Mais de 60 atletas representam Campo Maior

Apesar dos quatro pódios conquistados, Carlos Pepê faz questão de colocar os troféus num plano secundário face ao objetivo principal do projeto: promover a prática desportiva, fortalecer os laços entre os atletas e criar uma comunidade em torno do atletismo e do trail. “Estes troféus não são em si o objetivo principal. O objetivo principal está na consistência do treino, das relações de amizade que estamos a criar e, acima de tudo, nas conquistas que fazemos nos trilhos”, afirma.

Durante a época 2025/26, dezenas de atletas de Campo Maior participaram em mais de uma centena de provas, com o Campo Maior Trail Runners/GEDA a contar atualmente com 62 atletas de diferentes idades. Para Carlos Pepê, esse é um dos principais motivos de orgulho: “Não estamos apenas a falar de troféus, estamos a falar de pessoas, de uma equipa e de uma vila que se faz representar através do desporto.”

O responsável deixa ainda um agradecimento às famílias dos atletas, destacando o papel fundamental que desempenham para tornar possível a conciliação entre treinos, competições e vida familiar. “Às vezes as pessoas pensam que os troféus caem do céu e não caem. Caem de muitas horas de treino, de muitas horas tiradas à família”, afirma.

A equipa inicia agora uma nova época desportiva, com novos desafios e algumas surpresas, mantendo o objetivo de continuar a promover o atletismo e o trail e a levar o nome de Campo Maior às diferentes competições.

Fronteira recebe Taça de Portugal de Flat Track nos dias 19 e 20 de setembro

A Zona Industrial de Fronteira vai receber, nos dias 19 e 20 de setembro (sábado e domingo), a Taça de Portugal de Flat Track, integrada na Taça de Portugal, reunindo pilotos de várias categorias e prometendo dois dias de competição motorizada.

O evento, promovido pelo Circuito Cego MX, com o apoio da Federação de Motociclismo de Portugal e do Município de Fronteira, inclui as categorias Infantil, Mini Flat Track, Hobby, Tracker, Power Bike, Promo Bike e Dirt Bike.

No sábado, dia 19 de setembro, as atividades começam às 11h00, com as verificações administrativas e técnicas. Depois do briefing, marcado para as 14h45, terão lugar os primeiros treinos livres, entre as 15h00 e as 16h30.

A tarde prossegue com os treinos cronometrados das corridas de Infantis A e B, entre as 17h00 e as 19h00. Às 19h10 estão previstas as finais de Infantis A e B, seguindo-se a entrega de prémios.

O primeiro dia termina com o jantar de entrega de prémios da época 2026, marcado para as 21h30.

A competição regressa no domingo, 20 de setembro, com as mangas de qualificação, previstas para as 09h30 e 10h30.

As finais têm início às 11h30, estando a entrega de prémios agendada para as 12h30, encerrando o programa competitivo do fim de semana.

Com um programa dedicado a diferentes classes e escalões, a iniciativa pretende proporcionar um fim de semana de competição e espetáculo motorizado na vila de Fronteira, atraindo pilotos, equipas e público à Zona Industrial.

Elvas será palco da partida e chegada da quinta edição do EuroBEC Granfondo. Inscrições já abertas

Elvas volta a ser o ponto de partida e de chegada do EuroBEC Granfondo, que, em 2027, cumpre a sua quinta edição.

A prova, que volta a unir em bicicleta os três vértices da eurocidade – Elvas, Campo Maior e Badajoz – está marcada para o dia 11 de abril e as inscrições já estão abertas, com a organização a apontar para uma participação superior a dois mil ciclistas.

As inscrições arrancaram no passado dia 29 de agosto. Segundo Hermenegildo Rodrigues, vereador da Câmara Municipal de Elvas, a procura registada desde o início tem sido positiva e permite antever uma nova edição com forte adesão.

“Está agendada para dia 11 de abril aquela que é a quinta edição do EuroBEC Granfondo. As inscrições já estão em marcha. Foi no passado dia 29 de agosto que se iniciaram as inscrições para esta quinta edição, a oito meses ainda de distância da realização do evento, mas desde logo registou-se com agrado uma boa procura em termos daquilo que é a abertura das inscrições”, afirma o autarca.

Depois de, no ano passado, a prova ter ultrapassado a fasquia dos dois mil participantes, a expectativa passa agora por superar novamente esse número. “Pensamos que este ano estão reunidas as condições para que nos voltemos afirmar naquilo que é o panorama do ciclismo de Portugal como uma das maiores provas a nível nacional”, sublinha o Hermenegildo Rodrigues.

Percursos com novidades e aposta na paisagem alentejana

A quinta edição da prova contará com algumas alterações aos percursos, tanto na distância média como na longa. As mudanças pretendem valorizar as características paisagísticas do Alentejo durante a primavera, numa altura em que os campos da região apresentam uma maior diversidade de cores.

“Temos aqui e ali algumas alterações, quer na média, quer na long distância, mas vamos ter aqui pequenas alterações que visam, essencialmente, tirar partido, potenciar o que o Alentejo tem, em pleno de abril, que é a nossa primavera, o colorido dos nossos campos”, explica Hermenegildo Rodrigues.

A organização pretende, assim, proporcionar aos participantes não só um desafio desportivo, mas também a possibilidade de conhecer e desfrutar da paisagem alentejana. “Esse é um dos grandes objetivos, é que quem venha possa desfrutar do enquadramento paisagístico, da beleza da nossa região”, acrescenta.

O vereador destaca ainda as condições das vias utilizadas na prova, apontando para “pavimentos de excelência” e para a possibilidade de serem atingidos ritmos elevados. Apesar de se tratar de uma competição destinada a participantes amadores, o nível competitivo tem sido elevado.

“Não é por acaso que, e apesar de ser uma prova totalmente amadora, grande parte dos primeiros classificados superam normalmente médias superiores a 40 km/hora, o que só por si dá um patamar elevadíssimo em termos competitivos”, salienta.

Passagem pela Serra de São Mamede e pelo concelho de Arronches

Uma das novidades desta edição será a aproximação à Serra de São Mamede. O percurso do Granfondo incluirá uma passagem pelos “arrabaldes da serra”, procurando também contrariar a ideia de que o Alentejo é exclusivamente marcado pela planície.

“Vamos fazer a nível do Granfondo uma pequena abordagem à Serra de São Mamede, também para que, não posso dizer que no Alentejo só há planície, também temos serra e de qualidade”, afirma o vereador. O percurso incluirá, dessa forma, uma incursão pelo concelho de Arronches.

Com as inscrições já abertas (aqui) e a prova agendada para 11 de abril, a organização prepara uma quinta edição que pretende aliar a vertente competitiva à valorização do território, aproveitando a paisagem, as estradas e a primavera alentejana como elementos diferenciadores do EuroBEC Granfondo.

A organização da prova é da responsabilidade da BikeService e dos três municípios que constituem a EuroBEC.

Homenagem a Luís Pires marca sábado de futebol em Elvas

“O Elvas” Clube Alentejano de Desportos (CAD) promove este sábado, dia 12 de setembro, a terceira edição do Torneio Luís Pires, uma iniciativa que, para além da componente desportiva, pretende homenagear uma figura que deu um importante contributo ao clube e ao futebol elvense.

A edição deste ano contará com quatro equipas e terá como palco o Estádio de Atletismo de Elvas. O torneio será disputado num único dia, com duas meias-finais durante a manhã e, à tarde, os encontros de atribuição do terceiro e quarto lugares e a final.

“Mantemos esta nossa dinâmica de fazer o Torneio Luís Pires para a equipa que, nesta fase da pré-época, necessite de mais competição, de mais testes perante alguns adversários. E então, felizmente, vamos ter outra vez o escalão de sub-15, devido à manutenção no Campeonato Nacional”, começa por explicar o presidente do clube, João Pedro Ruas.

A edição deste ano do torneio surge, contudo, condicionada pelos constrangimentos existentes no arranque da temporada, nomeadamente pela indisponibilidade do Campo Pedro Barrena, tendo em conta os trabalhos de substituição do relvado. Por esse motivo, o torneio terá menos equipas do que nas edições anteriores e é disputado no Estádio Municipal de Atletismo.

“Temos uma redução de duas equipas. Em vez de serem seis, vamos ter quatro”, refere João Pedro Ruas, acrescentando que, apesar das dificuldades logísticas, o clube decidiu manter a realização do torneio na sua data habitual.

Em competição estarão equipas em representação de quatro associações de futebol: de Portalegre, Évora, Beja e Castelo Branco. Participam, para além de “O Elvas”, o Lusitano de Évora, o Despertar de Beja e o Alcains.

Os constrangimentos sentidos pelo clube estendem-se também ao início da temporada, com os treinos das várias equipas de formação de “O Elvas” a decorrerem em diferentes freguesias do concelho, numa solução encontrada enquanto o Campo Pedro Barreno não está disponível.

João Pedro Ruas reconhece que esta situação representa um esforço adicional para as famílias, sobretudo para os pais responsáveis pela deslocação dos jovens atletas. “Sacrifica um pouco mais os pais, porque são os pais que acabam por deslocar as crianças. Criamos aqui algum transtorno, mas sabendo que é para melhor”, assegura.

Apesar das dificuldades, o presidente de “O Elvas” encara o período de transição com confiança. “Vamos ter um relvado sintético novo, que irá melhorar bastante depois da prática dos atletas”, conclui João Pedro Ruas.

O Torneio Luís Pires será, assim, mais uma oportunidade para “O Elvas” testar as sua equipa sub-15 nesta fase inicial da época, ao mesmo tempo que mantém viva a homenagem a Luís Pires e reforça a ligação do clube à comunidade desportiva local.

Norte Alentejano O’ Meeting está de volta após dois anos de interregno

Depois de um interregno de dois anos, o Norte Alentejano O’ Meeting (NAOM) regressa ao Alto Alentejo na sua XVIII edição. Realiza-se de 15 a 17 de Janeiro em Castelo de Vide e organização é da responsabilidade do Grupo Desportivo dos 4 Caminhos em parceria com a Federação Portuguesa de Orientação e do Município de Castelo de Vide.

O NAOM é um evento Internacional de Orientação pedestre que fará a abertura da época internacional em Portugal. Faz parte do ranking mundial da Federação Internacional e da taça de Portugal da federação Portuguesa de Orientação e é uma excelente forma de promover o turismo desportivo na região. Apesar de acolher a alta competição também é desporto para todos através dos percursos abertos.

Pela primeira vez o NAOM terá uma vertente inclusiva, através de uma atividade de orientação adaptada, vocacionada para pessoas com deficiência Intelectual. Esta vertente é pioneira a nível mundial e também e poderá incluir crianças em idade pré-escolar e idosos dos centros de dia de lares de idosos.

Sporting Clube Campomaiorense quer ultrapassar os 400 atletas na nova época

O Sporting Clube Campomaiorense prepara a nova época desportiva com o objetivo de aumentar o número de atletas e chegar a cada vez mais crianças do concelho de Campo Maior. Atualmente, o clube conta com cerca de 400 atletas distribuídos por várias modalidades.

Segundo Natalino Borrega, coordenador de modalidades do Sporting Clube Campomaiorense, a preparação para a nova temporada arranca na última semana de agosto, depois de um período de preparação mais curto do que o habitual.

“Normalmente levamos o mês de agosto a preparar. Este ano tivemos que encurtar a preparação e vamos preparar na primeira semana”, explicou o responsável, acrescentando que a preparação do futebol já terá começado, uma vez que as inscrições nessa modalidade obedecem a um calendário diferente.

A expectativa é iniciar setembro “com força” e, sobretudo, ultrapassar os 400 atletas que atualmente fazem parte do clube.

O futebol continua a ser a modalidade com maior número de praticantes, reunindo entre 180 e 200 atletas, enquanto a ginástica conta com cerca de 120 e o judo com mais de 30. Para Natalino Borrega, o crescimento tem sido uma constante e o objetivo passa por chegar ao maior número possível de crianças do concelho.

“Todos os anos aumentamos o número. Todos os anos tentamos chegar ao maior número possível”, afirma, lembrando que Campo Maior tem cerca de 7.800 habitantes, dos quais aproximadamente 1.100 são crianças.

“O nosso objetivo é chegar à maior parte das crianças, porque o desporto faz muita falta”, sublinha.

Desporto desde cedo

Natalino Borrega defende também a importância de proporcionar às crianças contacto com diferentes modalidades desde idades muito precoces. Dá como exemplo a própria experiência familiar, considerando que a prática desportiva regular pode fazer parte da rotina das crianças sem representar uma sobrecarga.

“A minha filha tem três anos e já faz desporto todos os dias. Já faz judo, ginástica e vai fazer natação”, conta.

Para o coordenador de modalidades, a diversidade de experiências é uma das principais mais-valias que o clube pode oferecer aos jovens atletas. “Não é uma hora ao final de cada dia que vai fazer diferença”, considera, defendendo que a prática desportiva pode ser conciliada com a rotina familiar.

Mais do que promover a atividade física, o Sporting Clube Campomaiorense pretende proporcionar experiências que contribuam para o desenvolvimento pessoal das crianças e jovens.

Da competição às experiências fora do país

Entre os exemplos apontados por Natalino Borrega está a classe de ginástica Galguinni Gym, que reúne os atletas mais velhos. Nos últimos quatro anos, o grupo participou em duas edições do Festival do Sol, em Itália.

“Proporcionámos uma experiência a estes jovens que eles nunca mais se vão esquecer”, assegura.

A participação permitiu aos atletas viajar durante uma semana e contactar com outros grupos, incluindo formações de nível profissional. Uma experiência que, segundo o responsável, ultrapassa a dimensão estritamente desportiva. “E são estas coisas que nós queremos mostrar às crianças e que os vão preparar para a vida futura”, conclui Natalino Borrega.

Com o arranque da nova época, o Sporting Clube Campomaiorense pretende, assim, continuar a crescer nas diferentes modalidades e reforçar a sua presença junto da população mais jovem de Campo Maior, mantendo o desporto como uma ferramenta de formação, socialização e criação de novas experiências.

Sport Arronches e Benfica sagra-se campeão distrital de Atletismo

Com a época de atletismo a aproximar-se do final, ficaram concluídos os Circuitos Distritais de Corridas e de Pista 2025/2026, organizados pela Associação de Atletismo do Distrito de Portalegre (AADP), com um balanço muito positivo para a secção de Atletismo do Sport Arronches e Benfica.

O maior destaque vai para o Circuito de Corridas, onde o Sport Arronches e Benfica se sagrou Campeão Distrital por Equipas, terminando a competição no 1.º lugar da classificação coletiva.

O título foi construído ao longo de toda a época, através da participação regular dos atletas nas diferentes provas realizadas pelo distrito. Para além da conquista coletiva, o clube alcançou vários lugares de destaque nas classificações individuais.

Sagraram-se Campeões Distritais André Vitória, em Sub-12; Carolina Fernandes, em Sub-12; Maria Vitória, em Sub-16; Ariana Lopes, em Sub-18; e Bruno Castro, em Veteranos 40.

Bárbara Parreiras conquistou o título de Vice-Campeã Distrital, em Sub-12, enquanto Mariana Trindade, também em Sub-12, Beatriz Castro, em Sub-14, Bernardo Fernandes, em Sub-18, Marco Vitória e Vera Afonso, ambos em Veteranos 40, terminaram no 3.º lugar dos respetivos escalões.

No Circuito Distrital de Pista, o Sport Arronches e Benfica voltou a demonstrar a sua evolução, alcançando o 5.º lugar da classificação coletiva.

Um resultado particularmente relevante tendo em conta que o clube continua a competir com equipas que dispõem de pistas de atletismo e de condições específicas para a preparação das diferentes disciplinas, enquanto os atletas de Arronches ainda não têm no concelho uma infraestrutura deste género para realizar os seus treinos.

Individualmente, André Vitória sagrou-se Campeão Distrital Sub-12, terminando no 1.º lugar do circuito. Ana Silva foi Vice-Campeã Distrital em Seniores Femininos, enquanto Maria Vitória conquistou a medalha de bronze em Sub-16.

O 5.º lugar coletivo, aliado aos três pódios individuais, reforça o crescimento que a modalidade tem registado em Arronches e demonstra o potencial existente, mesmo perante as limitações ao nível das condições de treino. Os resultados alcançados deixam também a expectativa sobre aquilo que estes atletas poderão atingir no futuro caso possam beneficiar de melhores condições para a prática e treino das diferentes disciplinas do atletismo.

Apesar de estarem concluídos os Circuitos de Corridas e de Pista, a época distrital ainda não terminou para o Sport Arronches e Benfica. Falta conhecer as classificações finais do Circuito Distrital de Trail, cuja última prova está marcada para o próximo dia 6 de setembro.

Depois dos resultados alcançados ao longo da temporada também nesta vertente do atletismo, as expectativas são positivas e espera-se que o encerramento do Circuito de Trail possa trazer mais resultados de destaque para o Sport Arronches e Benfica, fechando da melhor forma uma época marcada pelo crescimento da secção, pela presença regular nas competições e pela afirmação do clube no atletismo distrital.

Com um título coletivo no Circuito de Corridas, vários campeões e medalhados individuais e um 5.º lugar por equipas no Circuito de Pista, o Sport Arronches e Benfica confirma assim a evolução do seu projeto de atletismo e continua a levar o nome de Arronches às provas realizadas por todo o distrito.

Guérin vence Volta a Portugal e Rui Oliveira triunfa nos Aliados

Alexis Guérin é o vencedor da 87.ª edição da Volta a Portugal Jogos Santa Casa, que terminou este domingo, no Porto.

O corredor francês, de 34 anos, confirmou a Camisola Amarela após 11 dias de competição, terminando com um minuto e dois segundos de vantagem sobre o colega de equipa Artem Nych. Pedro Silva, da Feira dos Sofás-Boavista, fechou o pódio.

A vitória de Guérin faz história: é a primeira vez, em 87 edições, que um ciclista francês conquista a Volta a Portugal. O corredor da Anicolor/Campicarn levou ainda a Camisola Azul Continente, da classificação da montanha.

A equipa soma, assim, a terceira vitória consecutiva na Grandíssima, depois dos triunfos de Artem Nych nas duas edições anteriores.

Rui Oliveira vence em casa

Na última etapa, entre a Maia e o Porto, Rui Oliveira foi o grande vencedor. O ciclista português da UAE Team Emirates XRG triunfou na Avenida dos Aliados, perante o público da sua cidade, conquistando a primeira vitória como profissional no ciclismo de estrada.

Rui Oliveira foi um dos corredores mais ativos ao longo da Volta e, depois de ter estado perto do triunfo em várias ocasiões, conseguiu finalmente levantar os braços em casa. A vitória permitiu-lhe também confirmar a Camisola Laranja Galp, da classificação por pontos.

O corredor dedicou o triunfo à família de Finlay Tarling, o jovem ciclista britânico que morreu na sequência de um acidente durante esta edição da Volta.

A última etapa, com 136,9 quilómetros, ligou a Maia ao Porto e incluiu um circuito entre o Porto e Vila Nova de Gaia. A Avenida dos Aliados recebeu a consagração final da prova, sendo esta a décima vez que a cidade do Porto acolheu a etapa decisiva e a primeira desde 2019.

Uma fuga de cinco corredores animou a primeira parte da tirada, mas acabou alcançada pelo pelotão já na aproximação ao circuito final. Diogo Narciso ainda tentou uma nova fuga, sem sucesso, e o triunfo acabou por ser decidido ao sprint, com Rui Oliveira a superiorizar-se à concorrência.

Nas restantes classificações, Adrià Pericas confirmou o potencial demonstrado ao longo da prova e conquistou a Camisola Branca Paredes Rota dos Móveis, da Juventude.

A 87.ª Volta a Portugal fica marcada pelos feitos desportivos, pela histórica vitória de Alexis Guérin e pelo primeiro triunfo profissional de Rui Oliveira, mas também pela morte de Finlay Tarling e pelas questões de segurança que marcaram esta edição.

O Porto foi ainda o primeiro município a anunciar oficialmente a intenção de integrar o percurso da Volta a Portugal em 2027, ano em que a prova celebra o seu centenário. O presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, afirmou que quer que a cidade faça parte desse momento histórico.