Vendas Novas: Capela de São Gabriel e núcleo residencial da antiga Marconi entram em processo de classificação nacional

A Capela de São Gabriel e o núcleo residencial da antiga Estação Recetora da Companhia Portuguesa Rádio Marconi, em Vendas Novas, estão oficialmente em vias de classificação de âmbito nacional, na sequência da abertura do respetivo procedimento, publicado em Diário da República no passado dia 29 de setembro.

A decisão foi tomada por despacho do presidente do Conselho Diretivo do Património Cultural, I.P., João Soalheiro, na sequência de uma proposta apresentada pelo Departamento dos Bens Culturais.

O procedimento agora iniciado poderá conduzir à classificação deste conjunto patrimonial, reconhecido pelo seu valor enquanto testemunho da história das telecomunicações em Portugal e da importância que a Marconi teve na ligação de Vendas Novas a esse percurso histórico.

Com a abertura do procedimento de classificação, o conjunto passa a beneficiar de proteção legal, que se estende também aos imóveis localizados na respetiva zona geral de proteção, definida num raio de 50 metros.

“Um processo muito importante para Vendas Novas”

Para o presidente da Câmara Municipal de Vendas Novas, Ricardo Videira, a abertura do procedimento representa um passo importante para a salvaguarda de um património com forte ligação à identidade do concelho.

Dizendo que a autarquia é “muita grata” ao Património Cultural, I.P. pela iniciativa, Ricardo Videira destaca, por outro lado, o envolvimento de familiares de Almada Negreiros, artista que deixou obras no local, bem como de várias personalidades ligadas à área da cultura que contribuíram para que o processo pudesse avançar.

“É um processo muito importante para Vendas Novas porque, de alguma forma, permitirá também despoletar o interesse na preservação deste património que tem muito a ver com a nossa história, com a nossa identidade e que todos nós, vendasnovenses, gostaríamos de ver o mais bem preservado possível”, sublinha Ricardo Videira.

A autarquia está também a manter contactos com a MEO, atual proprietária do espaço, no sentido de se “encontrar a solução adequada não só para o preservar, mas também para o dinamizar, a pensar no futuro da Marconi e no futuro de Vendas Novas”, diz ainda o presidente da Câmara.

A fundamentação do procedimento, o despacho e a planta com a delimitação do conjunto abrangido e da respetiva zona geral de proteção estão disponíveis para consulta pública nas páginas eletrónicas do Património Cultural, I.P., da CCDR do Alentejo e do Município de Vendas Novas, em cumprimento da legislação aplicável.

Odemira estreia Bienal Arte e Ciência com foco na cultura, ciência e comunidade

Odemira recebe, entre este sábado e segunda-feira, de 3 a 5 de outubro, a edição inaugural da Bienal Arte e Ciência (BAC), promovida pela Câmara Municipal. Com curadoria de Hugo Cruz e sob o tema “Tentemos”, a iniciativa pretende aproximar arte, ciência, ambiente e comunidade, criando novas formas de pensar e intervir no território.

A realização da Bienal integra o Plano Municipal de Cultura de Odemira e surge, segundo o presidente da Câmara Municipal, Hélder Guerreiro, como resultado de uma estratégia que procura concretizar as medidas previstas nesse documento. “A Bienal resulta do nosso plano municipal de cultura, era uma ação que estava lá prevista e que nós quisemos concretizar”, explica o autarca, sublinhando que os planos municipais devem traduzir-se em ações concretas.

Para Hélder Guerreiro, a BAC parte também da possibilidade de aproximar dois campos que muitas vezes são vistos como distintos. “A Bienal de Arte e Ciência de Odemira pretende juntar efetivamente estes dois mindsets, digamos assim, que à partida podiam ser diferentes”, afirma, recorrendo à figura de Leonardo da Vinci como exemplo histórico de alguém que conciliou a criação artística e o conhecimento científico.

A iniciativa enquadra-se numa estratégia municipal mais abrangente, que procura reforçar a capacidade de Odemira para gerar riqueza e criar novas oportunidades. O presidente da Câmara destaca o peso de setores como a agricultura, o turismo e o comércio na economia local e defende que a cultura pode assumir um papel complementar na valorização do território. “Nós procurámos foi tentar encontrar soluções, ou pelo menos procurar construir propostas que, ao fim e ao cabo, resultassem na possibilidade de criar mais riqueza no território e, ao fim e ao cabo, também criassem mais oportunidades para jovens e que tornassem também o território mais atrativo”, refere Hélder Guerreiro.

O autarca aponta ainda a evolução da capacidade de captação de financiamento por parte dos agentes culturais locais como um dos resultados da aposta municipal na cultura. Segundo Hélder Guerreiro, no início do anterior mandato os agentes culturais de Odemira captavam cerca de 30 mil euros através dos apoios da Direção-Geral das Artes, valor que terá aumentado para cerca de 400 mil euros anuais no final desse período.

É neste percurso que o presidente da Câmara enquadra a Bienal Arte e Ciência. “A BAC, ou seja, a Bienal de Arte e Ciência de Odemira, é apenas um dos elementos que procura realmente realçar que é possível nós trabalharmos as questões da cultura e da ciência, ou seja, da promoção do conhecimento em conjunto”, afirma.

A primeira edição assume, assim, um caráter experimental. “Entre 3 a 5 de outubro, vamos ter essa experiência que vai ser, na verdade, o ano zero de experiência em Odemira”, explica Hélder Guerreiro.

Com o tema “Tentemos”, a edição inaugural pretende lançar as bases de uma iniciativa que cruza diferentes áreas e aproxima conhecimento, criação artística, ambiente e participação da comunidade. A Bienal surge, desta forma, como mais uma aposta do Município na afirmação da cultura enquanto instrumento de desenvolvimento e valorização do território.

A programação completa do evento, que contempla, entre outros, conversas, caminhadas, instalações, oficinas, concertos e performances participativas, para conhecer aqui.

Festas do Povo 2026 encerram este domingo em Campo Maior

As Festas do Povo 2026 chegam hoje, domingo, dia 16 de agosto, ao fim, com a cerimónia de encerramento marcada para as 17 horas, no palco do Jardim Municipal de Campo Maior.

O momento contará com a participação de todos os cabeças-de-rua, que irão, de forma simbólica, queimar uma flor de cada rua. A cerimónia inclui ainda as intervenções protocolares do presidente do Município de Campo Maior, Luís Rosinha, e do presidente da Associação das Festas do Povo, João Manuel Nabeiro.

Juromenha convida a olhar para as estrelas a partir da sua Fortaleza

A Fortaleza de Juromenha, no concelho de Alandroal, vai receber, no dia 14 de agosto, a iniciativa “À Luz das Estrelas”, uma nova observação de estrelas que convida o público a descobrir o céu noturno a partir deste monumento histórico.

A sessão tem início marcado para as 21h30 e é promovida pelo Município de Alandroal, com o apoio da ALBIREO – Associação de Temáticas da Natureza e Astronomia.

A participação é gratuita, mas sujeita a inscrição obrigatória, estando a atividade limitada a um máximo de 50 participantes.

As inscrições podem ser realizadas junto do Posto de Turismo de Alandroal, através do telefone 268 440 045 ou do endereço de email turismo.alandroal@cm-alandroal.pt.

A iniciativa pretende proporcionar uma noite dedicada à astronomia, aproveitando as condições da Fortaleza de Juromenha e o céu noturno do concelho de Alandroal para uma experiência de observação e contacto com a natureza e o património local.

32.º edição do Festival Ibérico de Cinema decorou no Centro Cultural

No âmbito da 32.º edição do Festival Ibérico de Cinema, o auditório do Centro Cultural de Campo Maior recebeu, no dia 7 de julho, o Festival dos Miúdos, uma sessão de cinema infantil em que as crianças do Clube de Verão do Município de Campo Maior assistiram.

Durante a manhã, os mais novos assistiram a uma seleção de curtas-metragens e, no final, assumiram o papel de júri votando na sua favorita para receber o Prémio do Público Infantil. 

Elvas recria receção à Infanta Isabel com desfile histórico pelas ruas da cidade

A cidade de Elvas recebeu este sábado um desfile evocativo da chegada da Infanta Isabel, numa recriação histórica que percorreu algumas das principais artérias do centro urbano. A iniciativa contou com a participação de figurantes trajados a rigor, que deram vida a um cortejo simbólico, recriando o ambiente da época, onde destacou a figura da Infanta, com grupos de Elvas que recriaram a época do casamento real entre Isabel e Carlos V de Espanha.

O percurso teve início nas Portas de Olivença, seguindo em direção ao Castelo de Elvas, passando por várias ruas da cidade. Ao longo do trajeto, o desfile atraiu a atenção de residentes e visitantes, que acompanharam o cortejo e assistiram à encenação que pretendeu valorizar o património histórico e cultural local.

Presidente da CIMAA na cerimónia de assinatura do protocolo RecolhaBio2025

O Presidente do Conselho Intermunicipal da CIMAA, Joaquim Diogo, participou na cerimónia de assinatura do protocolo RecolhaBio2025 – Apoio à implementação de recolha seletiva de biorresíduos, que decorreu na sala “O Século”, nas instalações da Agência para o Clima, em Lisboa. Uma cerimónia que contou com a presença da Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho.

A legislação Europeia define metas de 60% até 2030 e 65% até 2035 no que diz respeito à preparação para reutilização e reciclagem de resíduos urbanos. Para alcançar esses objetivos, é essencial que a recolha seletiva de biorresíduos ocorra de forma eficaz, uma vez que estes são uma das maiores frações dos resíduos urbanos, cerca de 38% do total de Resíduos Sólidos Urbanos produzidos.

Neste contexto, o programa RecolhaBio, promovido pelo Fundo Ambiental, pretende apoiar os municípios na implementação de ações que promovam a valorização dos biorresíduos, seja através da compostagem doméstica, comunitária ou na recolha seletiva e posteriormente encaminhamento para central de valorização orgânica, resultando na produção de composto orgânico para fertilização do solo.

O RecolhaBio teve início em 2022, tendo sido replicado ao longo dos últimos 3 anos. Tem como principal objetivo contribuir para a correta gestão de biorresíduos e consequentemente para o cumprimento das metas relativas à reciclagem.

Municípios do Alto Alentejo repudiam bloqueio ambientalista à Barragem do Pisão

O conselho Intermunicipal da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo reagiu à providencia cautelar que embarga obra da Barragem do Pisão, em comunicado:

“O Empreendimento de Aproveitamento Hidráulico de Fins Múltiplos do Crato – Barragem do Pisão, o mais ambicioso projeto do Alto Alentejo em décadas, é forçado a interromper os seus trabalhos após providência cautelar interposta por associações ambientalistas junto do Tribunal Administrativo e Fiscal de Castelo Branco de Castelo Branco, que decreta a anulação da Declaração de Impacte Ambiental (DIA).

A Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA) informa que irá responder a esta ação, em sede própria, com uma profunda convicção de que irá ultrapassar este novo bloqueio ao desenvolvimento do Alto Alentejo.

Com maior ou menor oposição, o projeto da Barragem do Pisão vai ser concretizado porque tem o compromisso dos Autarcas dos Municípios de Alter do Chão, Arronches, Avis, Campo Maior, Castelo de Vide, Crato, Elvas, Fronteira, Gavião, Marvão, Monforte, Nisa, Ponte de Sor, Portalegre, Sousel e do Governo Portugal, e o total apoio das populações, como infraestrutura decisiva para o desenvolvimento da região do Alto Alentejo e melhoria das condições de vida das populações, a par do respeito total pelo ambiente.

O escrutínio é natural num investimento tão complexo e tão transformador como este, sendo que estes entraves legais, perpetuados por associações ambientalistas já aconteceram no passado – e estamos certos de que vão continuar a acontecer –, enquanto for possível judicialmente contestar o projeto…

A CIMAA e os seus Municípios associados reafirmam a total transparência na condução do processo e no cumprimento de todas as exigências ambientais, respeitando escrupulosamente as normas e a legislação em vigor. Neste sentido, mantêm-se totalmente convictos da continuidade da construção da Barragem do Pisão.

Reforçamos ainda a confiança que depositamos em todo o trabalho efetuado pela Agência Portuguesa do Ambiente e Ministério do Ambiente e Energia, bem como das demais entidades envolvidas no processo, que já levou ao início da empreitada de construção da Infraestruturas Primárias. Uma empreitada que obteve visto prévio expresso do Tribunal de Contas conforme decisão de visto nº 299/2025, em Sessão Diária de Visto, de 2025-02-12.

A Barragem do Pisão é o investimento público mais avultado de sempre assumido por uma Comunidade Intermunicipal, com uma dotação de 222 milhões de euros, assegurados pelo Orçamento do Estado e outras fontes de financiamento disponíveis. Tem como objetivos assegurar o abastecimento de água potável, combater a desertificação da região, diversificar a agricultura e contribuir para a reconfiguração da produção energética na zona em questão. Deverá ser também um agente de atração de habitantes para um território demograficamente desfavorecido do país, mantendo simultaneamente um sistema eficiente de gestão dos recursos hídricos.

Subscrito pelos Autarcas do Alto Alentejo:

Francisco José Cordeiro Miranda, Presidente da Câmara Municipal de Alter do Chão

João Carlos Ventura Crespo, Presidente da Câmara Municipal de Arronches

Nuno Paulo Augusto da Silva, Presidente da Câmara Municipal de Avis

Luís Fernando Martins Rosinha, Presidente da Câmara Municipal de Campo Maior

António Manuel das Neves Nobre Pita, Presidente da Câmara Municipal de Castelo Vide

Joaquim Bernardo dos Santos Diogo, Presidente da Câmara Municipal do Crato

José António Rondão Almeida, Presidente da Câmara Municipal de Elvas

António Velez Gomes, Presidente da Câmara Municipal de Fronteira

José Fernando da Silva Pio, Presidente da Câmara Municipal de Gavião

Luís António Abelho Sobreira Vitorino, Presidente da Câmara Municipal de Marvão

Gonçalo Nuno Ribeiro Brandão Amanso Pataca Lagem, Presidente da Câmara Municipal de Monforte

Maria Idalina Alves Trindade, Presidente da Câmara Municipal de Nisa

Hugo Luís Pereira Hilário, Presidente da Câmara Municipal de Ponte de Sor

Fermelinda de Jesus Pombo Carvalho, Presidente da Câmara Municipal de Portalegre

Manuel Joaquim Silva Valério, Presidente da Câmara Municipal de Sousel