Skip to content

Cooperativa de Campo Maior reclama melhores financiamentos para construir habitação a custos controlados

A Cooperativa de Habitação Económica Popular de Campo Maior assinalou recentemente 50 anos de atividade, mantendo-se ativa e com projetos que poderão contribuir para o aumento do parque habitacional do concelho.

Apesar de a construção de novas habitações estar atualmente parada, a cooperativa dispõe de um terreno com cerca de 23 mil metros quadrados, que, segundo Manuel Pedro Saragoça, presidente da Assembleia Geral da Cooperativa de Habitação Económica Popular de Campo Maior, poderá vir a ser infraestruturado e utilizado para construção.

“Continuamos como cooperativa ainda ativos, embora a construção tenha parado, mas neste momento temos um terreno com 23 mil metros quadrados que a qualquer momento pode ser infraestruturado e se pode construir”, afirma.

Para Manuel Pedro Saragoça, a retoma da construção através da cooperativa dependerá, contudo, de alterações nas políticas nacionais de apoio ao setor cooperativo e de melhores condições de financiamento.

O responsável considera que os elevados custos associados à construção e ao financiamento dificultam atualmente a concretização de novos projetos de habitação a custos controlados.

“O nosso Governo, enquanto não apostar mais nas cooperativas, em possibilitar melhores financiamentos, as cooperativas não vão conseguir construir”, afirma, apontando para o aumento dos custos da habitação, das infraestruturas e do crédito.

De acordo com Manuel Pedro Saragoça, estes fatores fazem com que os valores por metro quadrado na habitação a custos controlados ultrapassem os limites previstos na legislação, tornando necessário um maior apoio público.

“Daí que é necessário haver um apoio na parte estatal para reduzir todos estes preços, para que possamos construir habitações a custos controlados”, sublinha.

A necessidade de criar mais oferta habitacional assume, segundo o presidente da Assembleia Geral da cooperativa, particular importância para a população mais jovem. “O grande problema que hoje temos, também em Campo Maior, é a falta de habitação para jovens”, conclui.

A cooperativa mantém assim em aberto a possibilidade de voltar a desempenhar um papel na criação de habitação no concelho, estando a disponibilidade de terreno já identificada, mas dependendo a concretização de novos projetos das condições económicas, financeiras e das políticas públicas de apoio à habitação cooperativa.

Compartilhe este artigo: