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Música gratuita e um instrumento à espera: a aposta da Banda 1.º de Dezembro de Campo Maior

A formação de novos músicos tem sido, e continua a ser, uma das principais apostas da Banda 1.º de Dezembro, de Campo Maior. A escola de música da coletividade conta atualmente com “oito ou nove alunos” e procura despertar nos mais jovens o gosto pela música e pela integração na banda.

De acordo com o presidente da Associação Cultural e Recreio Musical 1.º de Dezembro, José Romudas, a formação é assegurada pelos próprios músicos da banda, sobretudo pelos mais experientes, que assumem o papel de formadores. “Passam o testemunho” e procuram transmitir aos mais novos “a dinâmica e a vontade de ser músicos”, explica o dirigente.

Uma das principais características da escola de música é a gratuitidade. Em Campo Maior, os alunos não pagam pela aprendizagem e, depois de concluírem a formação e ingressarem na banda, têm ainda acesso a um instrumento disponibilizado pela própria associação.

Para José Romudas, esta é uma mais-valia significativa, sobretudo tendo em conta os custos associados a outras formas de ensino musical. “Um miúdo hoje vai à escola de música, não paga nada, e quando sair músico tem um instrumento à sua espera também por conta da banda”, salienta.

Apesar destas condições, o responsável reconhece que é cada vez mais difícil captar crianças e jovens para a aprendizagem musical. A associação tem procurado reforçar os contactos e desenvolver atividades junto das escolas, numa tentativa de despertar o interesse dos mais novos pela música e dar a conhecer o trabalho desenvolvido pela banda.

A aposta na formação tem dado frutos ao longo dos anos. “Da nossa banda já saíram bons profissionais e alguns ainda estão no ativo como profissionais músicos”, refere o dirigente, considerando que a aprendizagem musical pode continuar a representar uma oportunidade importante para os jovens.

O responsável reconhece, contudo, que as crianças e os jovens têm atualmente cada vez mais atividades e interesses para conciliar. Entre o desporto, a escola e outras ocupações, o tempo disponível é mais reduzido, tornando-se essencial que exista gosto e motivação para manter uma ligação à música e à banda.

“A música é uma arte muito bonita”, afirma ainda José Romudas, que, apesar de não ser músico, mantém uma forte ligação à associação. Depois de cerca de quatro décadas ligado à banda, regressou há alguns anos à direção, onde continua a acompanhar e a apoiar o trabalho dos músicos e da coletividade.

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