
O deputado do PS eleito pelo círculo de Portalegre, Luís Moreira Testa, questionou a ministra da Saúde sobre as alterações que estarão a ser preparadas na organização e prestação dos cuidados oncológicos na Unidade Local de Saúde (ULS) do Alto Alentejo.
Numa pergunta dirigida ao Governo, subscrita também por outros deputados socialistas, o parlamentar manifesta preocupação com o impacto que uma eventual reorganização poderá ter na qualidade, proximidade e continuidade dos cuidados prestados aos doentes oncológicos do distrito.
Segundo o PS, a resposta oncológica atualmente existente na ULS do Alto Alentejo apresenta bons resultados terapêuticos, articulação com outras especialidades, ausência de listas de espera e elevados níveis de satisfação por parte dos doentes.
Perante estes indicadores, os socialistas defendem que qualquer alteração à organização dos cuidados deve ser devidamente fundamentada e acompanhada por uma avaliação dos seus impactos clínicos e assistenciais.
Uma das principais preocupações prende-se com a possibilidade de a reorganização conduzir a uma redução da capacidade instalada, ao aumento dos tempos de espera ou à necessidade de os doentes se deslocarem para outras unidades hospitalares para realizar tratamentos que atualmente estão disponíveis no Alto Alentejo.
“É precisamente porque estamos a falar de Oncologia, de doentes particularmente vulneráveis e de uma resposta que tem funcionado, que qualquer alteração deve ser devidamente explicada e fundamentada”, afirma Luís Moreira Testa.
O deputado considera que as populações do Alto Alentejo têm “enormes preocupações” relativamente ao futuro da Saúde na região e defende que os doentes e as suas famílias devem saber se vão continuar a ter acesso aos cuidados com os mesmos níveis de qualidade, proximidade e rapidez.
Na pergunta dirigida à ministra da Saúde, os deputados socialistas querem saber quais são concretamente as alterações previstas para a resposta oncológica no Alto Alentejo e quais os fundamentos clínicos, técnicos e assistenciais que sustentam essas mudanças.
Questionam ainda se foi realizada uma avaliação dos impactos da reorganização nos tempos de resposta, na continuidade dos tratamentos, na capacidade instalada e na qualidade dos cuidados prestados aos doentes oncológicos do distrito.
O PS pretende igualmente saber se o Governo garante que as alterações não resultarão numa redução da capacidade atualmente existente, num aumento dos tempos de espera ou numa necessidade acrescida de deslocação dos doentes para outras unidades hospitalares.















