
Depois de ter ultrapassado os 98% da sua capacidade máxima de armazenamento, a Barragem do Caia iniciou descargas de superfície, na manhã desta segunda-feira, 26 de janeiro.
Estas descargas, que se realizam pelo terceiro ano consecutivo, vão continuar até que se alcance os 85% de volume de água armazenada. O objetivo é que se possa “manter alguma segurança” e “a tranquilidade dos regantes e das famílias do Aproveitamento Hidroagrícola do Caia”, explica o gestor da Associação de Beneficiários do Caia (ABCAIA), Luís Rodrigues.
“Temos de baixar um bocadinho o volume da Barragem do Caia e depois iremos agir em conformidade com as previsões meteorológicas. Conforme forem as previsões, se houver mais chuva, vamos prolongar um bocadinho mais o período de descargas. Assim que houver alguma tranquilidade, voltamos a fechar”, adianta o responsável.
Tendo em conta que os próximos dias serão de chuva, de acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), é quase certo que as descargas prossigam, pelo menos, até final da semana. “Esta semana, em princípio, vai-se manter a descarga em funcionamento e vamos tentar baixar o volume armazenado para a ordem dos 175, 180 milhões, para termos alguma segurança e termos algum poder de encaixe para possíveis chuvas que possam vir”, explica ainda Luís Rodrigues, que adianta que o objetivo é que se alcance os 85% de água armazenada.
O gestor da ABCAIA justifica ainda a não realização de descargas de fundo com uma “opção técnica” da direção da associação. “Não se vê o rio, vê-se apenas um cordão de árvores e massa verde dentro do leito, o que, abrindo a descarga de fundo, dois terços do volume que está a ser exportado, vai por fora, vai para as margens, vai entrar dentro dos olivais e vai entrar dentro dos pedrios rústicos que estão confinantes com o Rio Caia, o que vai trazer algum desconforto para os próprios proprietários”, remata.























