
O Hospital de Portalegre passou a disponibilizar soro antiveneno para tratar eventuais mordeduras de víbora-cornuda, a única serpente venenosa presente no Alto Alentejo. No programa “Ambiente em FM”, José Janela, da Quercus, sublinhou que a medida não deve ser motivo de alarme para a população, mas sim uma excelente notícia que traduz uma maior preparação da região para lidar com incidentes de saúde pública, que continuam a ser extremamente raros.
A par da aquisição do soro, a Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano promoveu sessões de esclarecimento nos concelhos abrangidos pelo Parque Natural da Serra de São Mamede — Portalegre, Marvão, Castelo de Vide e Arronches — com o objetivo de dar a conhecer a espécie e desmistificar preconceitos. A víbora-cornuda é um animal discreto que evita ativamente o contacto humano. As mordeduras ocorrem quase exclusivamente em situações acidentais, como quando o réptil é pisado inadvertidamente ou quando há uma tentativa forçada de aproximação ou manuseamento.
Cientificamente designada por Vipera latastei, esta serpente é de pequeno porte, medindo geralmente menos de 70 centímetros. Caracteriza-se por uma cabeça triangular, uma faixa escura em ziguezague ao longo do dorso e uma protuberância na ponta do focinho que se assemelha a um pequeno corno. Habita essencialmente em zonas pedregosas e áreas de matos densos, onde passa a maior parte do tempo camuflada e escondida, desempenhando um papel crucial no equilíbrio do ecossistema local.
Tudo para saber sobre o assunto com José Janela, da Quercus. O programa desta semana para ouvir, na íntegra, no podcast abaixo:















