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Presidente da AHRESP: gastronomia deixou de ser produto “complementar” para ser “basilar” na estratégia do turismo

O presidente da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), Carlos Moura, defendeu esta segunda-feira, 27 de julho, em Arronches, que a gastronomia portuguesa assumiu um papel central na estratégia turística do país, deixando de ser um produto complementar para se afirmar como um dos principais fatores de atração de visitantes.

“A gastronomia deixou de ser um produto complementar na promoção turística para ser uma questão basilar na estratégia do futuro próximo para o turismo”, afirmou o responsável, à margem da iniciativa “O Porco: Tradição, Sabor e Futuro”, que decorreu no Convento de Nossa Senhora da Luz, no âmbito das comemorações do Dia Nacional da Gastronomia.

Segundo Carlos Moura, o reconhecimento da gastronomia portuguesa como Bem Imaterial do Património Cultural de Portugal veio reforçar a sua importância para o desenvolvimento económico do país. “Finalmente é reconhecida em Portugal como determinante para a economia, não só para o turismo, mas para a economia em geral”, afirmou.

O presidente da AHRESP explicou que a iniciativa integra um plano anual de cerca de 120 eventos promovidos pela associação, considerando este um dos mais relevantes devido à sua ligação à coesão territorial, à valorização da gastronomia e dos vinhos enquanto produtos estratégicos e ao reconhecimento do trabalho desenvolvido por empresários e profissionais do setor.

Questionado sobre o estado da gastronomia em Portugal, Carlos Moura respondeu que “vai bem, mas tem que ir melhor”, alertando para as dificuldades que continuam a afetar a restauração.

“Estamos a passar por momentos complicados no que diz respeito à economia da restauração. Há empresas que estão bem, mas há outras que estão mal e algumas muito mal”, afirmou, apontando o aumento dos custos da energia, dos combustíveis e das matérias-primas, em particular da carne e do peixe, como alguns dos principais desafios enfrentados pelo setor.

Apesar das dificuldades, o dirigente da AHRESP considera que a gastronomia continua a ser um dos maiores ativos do turismo nacional, lembrando que os visitantes procuram cada vez mais experiências autênticas.

“Um turista não vem a Portugal para dormir num hotel, por muito bom que ele seja. Vem pela experiência. É um país seguro, tem um bom clima, património, cultura, mas, logo a seguir à segurança, o segundo fator mais valorizado pelos turistas é a gastronomia portuguesa”, sublinhou.

A iniciativa “O Porco: Tradição, Sabor e Futuro” foi organizada pela AHRESP, em parceria com a Câmara Municipal de Arronches e a Entidade Regional de Turismo do Alentejo, integrando as comemorações do Dia Nacional da Gastronomia, assinalado ontem, 26 de julho.

O encontro teve como objetivo valorizar a gastronomia portuguesa enquanto património cultural, económico e turístico, dedicando esta edição à carne de porco, um dos produtos mais emblemáticos da cozinha nacional e da tradição gastronómica alentejana.

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