IPP passa a Universidade Politécnica de Portalegre

O Politécnico de Portalegre passa a Universidade Politécnica de Portalegre. Em resultado da publicação da Lei n.º 32/2026, de 20 de julho, e porque reúne os requisitos para a sua conversão – a acreditação institucional sem condições, atribuída pela A3ES – a instituição de ensino superior do Norte Alentejo prepara-se para encetar uma nova fase, a partir do próximo dia 1 de agosto.

As alterações agora publicadas traduzem-se, de forma geral, em ajustamentos ao nível do funcionamento dos órgãos e dos processos de decisão. 

Nos próximos tempos, inicia-se um processo interno, participado, de análise e adaptação, que garanta o alinhamento da instituição com o novo enquadramento legal.

Os modelos de ensino e aprendizagem serão mantidos, dado que estão adaptados a esta nova realidade, contrariamente aos modelos mais teóricos. 

A visão institucional passa pela continuação da estratégia de desenvolvimento, num caminho de afirmação, enquanto instituição de ensino superior de excelência, ligada ao seu território, que procura dar resposta às necessidades da região e do país e cuja ação é reconhecida a nível internacional. A recente efetivação da sua integração no consórcio EU4Dual – European Dual Studies University é mais um reconhecimento do crescimento e da afirmação da futura UPP. Esta aliança internacional de universidades tem em comum o ensino dual (teórico e prático) e o compromisso da proximidade entre escolas, empresas e comunidades locais.

GNR alerta para vaga de furtos de catalisadores: Portalegre regista subida de 200%

A Guarda Nacional Republicana (GNR) alertou para um aumento de cerca de 19% no furto de componentes automóveis no primeiro semestre de 2026, tendo sido registados 685 crimes entre janeiro e junho, face ao 577 contabilizados no mesmo período do ano passado.

Segundo a GNR, 178 destas ocorrências dizem respeito especificamente ao furto de catalisadores, um crime motivado pela valorização dos metais preciosos presentes no interior destas peças. Os autores recorrem, habitualmente, a rebarbadoras portáteis para remover os catalisadores em menos de um minuto, escoando depois os materiais através de circuitos ilegais.

Os distritos de Setúbal, Porto, Lisboa e Aveiro registaram o maior número de ocorrências. No entanto, a Guarda destaca também o aumento percentual verificado em distritos do interior, como Portalegre, onde este tipo de crime registou uma subida de 200% face ao primeiro semestre de 2025, evidenciando a deslocação destas redes criminosas para novas zonas do país.

No âmbito do combate a esta criminalidade, a GNR reforçou as ações de vigilância e fiscalização junto de oficinas, sucateiras e operadores de gestão de resíduos, bem como a fiscalização rodoviária a viaturas suspeitas de transportar ferramenta de corte ou componentes furtados.

A força de segurança aconselha os proprietários a estacionarem, sempre que possível, em locais iluminados ou vigiados, a ponderarem a instalação de sistemas de proteção dos catalisadores e a contactarem de imediato o 112 ou o posto policial mais próximo caso presenciem movimentos ou ruídos suspeitos junto de viaturas estacionadas.

A GNR relembra ainda que a compra ou venda de peças automóveis sem comprovativo da sua origem legal pode constituir o crime de recetação e garante que continuará a reforçar as ações de prevenção e combate a este tipo de criminalidade em todo o território nacional.

Município de Mora reforça Programa “+ Família” com apoio às consultas pediátricas  

O Município de Mora reforçou o Programa “+ Família” – Apoio à Natalidade, Adoção e Promoção da Saúde Infantil, introduzindo uma nova medida que prevê a comparticipação de 50% das despesas com consultas pediátricas durante o primeiro ano de vida da criança. O objetivo passa por aliviar os encargos das famílias e reforçar o apoio à natalidade no concelho.

A medida junta-se aos incentivos financeiros já existentes, que atribuem 500 euros pelo nascimento ou adoção do primeiro filho, 1.000 euros pelo segundo e 1.500 euros pelo terceiro e seguintes, destinados a agregados familiares residentes no concelho há mais de um ano.

O presidente da Câmara Municipal de Mora, Luís Simão de Matos, explica que o reforço do programa resulta de um compromisso assumido pelo executivo. “Desde há muitos anos que este regulamento nos dá a possibilidade de atribuir subsídios à natalidade. O que fizemos agora, na sequência de uma promessa nossa na campanha eleitoral, foi reforçar o apoio aos jovens casais. Vamos comparticipar as consultas pediátricas dos bebés durante o primeiro ano de vida”.

O autarca considera que este é um apoio importante numa fase em que muitas famílias enfrentam maiores dificuldades económicas. “Quando os jovens casais começam a trabalhar têm de formar uma vida, adquirir casa, carro, e é também nessa altura que têm os seus filhos. Muitas vezes é quando mais precisam de dinheiro e quando menos têm, porque estão no início da carreira. Entendemos que estes apoios são importantes para dar algum folgo financeiro às famílias e aos jovens do nosso concelho”.

Luís Simão de Matos reconhece que os incentivos municipais, por si só, não resolvem o problema demográfico, mas defende que representam uma ajuda concreta para quem decide constituir família. “Estamos a falar de concelhos com populações envelhecidas. Não espero que estes apoios sejam, por si só, um motivo para que nasçam mais bebés. O importante é proporcionar algum apoio financeiro às famílias quando nascem os seus filhos”.

O novo regulamento do Programa “+ Família” já se encontra em vigor, mantendo os apoios à natalidade e adoção e acrescentando a comparticipação nas consultas pediátricas, numa medida que pretende reforçar a promoção da saúde infantil e apoiar a fixação de população no concelho de Mora.

Declínio dos polinizadores ameaça a nutrição e já está associado a mortes prematuras à escala global

O desaparecimento progressivo de abelhas, abelhões e borboletas está a ter um impacto direto na qualidade da alimentação e na saúde humana. No programa “Ambiente em FM”, José Janela, da Quercus, alertou para as conclusões de um estudo científico que vincula a perda destes insetos ao aumento da “fome oculta” — a carência de vitaminas e minerais essenciais na dieta das populações.

Os polinizadores desempenham um papel vital na produção global de alimentos, sendo responsáveis pelo transporte de pólen que viabiliza o desenvolvimento de frutos e sementes. Atualmente, cerca de três quartos das culturas agrícolas mundiais destinadas ao consumo humano dependem, em algum grau, deste processo biológico. Um estudo publicado na revista Nature revela que a quebra nestas populações reduz drasticamente a oferta de alimentos altamente nutritivos, como frutas, legumes e frutos secos, estimando-se que este empobrecimento alimentar já cause centenas de milhares de mortes prematuras anualmente.

As causas para o desaparecimento em massa destes insetos são múltiplas e atuam de forma combinada. A destruição dos habitats naturais, a expansão da agricultura intensiva, o uso descontrolado de pesticidas, o avanço das alterações climáticas e a pressão de espécies invasoras são os principais fatores que inviabilizam a sobrevivência dos polinizadores. A associação ambientalista Quercus reforça que a proteção destes pequenos animais deixou de ser apenas uma causa ecológica, passando a ser uma questão urgente de segurança alimentar e saúde pública.

Tudo para saber sobre o assunto com José Janela, da Quercus. O programa desta semana para ouvir, na íntegra, no podcast abaixo:

José Manuel Santos defende gastronomia como pilar estratégico do turismo no Alentejo

O presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, José Manuel Santos, defendeu esta segunda-feira, 27 de julho, em Arronches, que a gastronomia deve assumir um papel cada vez mais estratégico na promoção turística da região, considerando-a um dos principais pilares da oferta alentejana.

À margem da iniciativa “O Porco: Tradição, Sabor e Futuro” (ver mais aqui), o responsável sublinhou a importância de o Alentejo receber um evento dedicado à valorização da gastronomia portuguesa, destacando também a atualidade do tema escolhido para esta edição.

“É importante receber aqui um evento que celebra a gastronomia como património cultural e imaterial e, particularmente, em Arronches, também pela atualidade do tema do porco alentejano”, afirmou.

José Manuel Santos considerou que a iniciativa reúne os diferentes agentes ligados ao setor da gastronomia, desde a produção à restauração, passando pela hotelaria e pela formação, contribuindo para fortalecer um ecossistema que considera determinante para a região.

“Para o ecossistema que gira à volta da gastronomia, onde está a criação, o conhecimento, a restauração, a hotelaria e a formação, creio que é um evento importante”, salientou.

Embora dirigido sobretudo aos profissionais do setor, o presidente da Entidade Regional de Turismo defendeu que o encontro tem impacto na projeção da região.

“É um evento nacional, mais direcionado para profissionais, mas contribui sempre para afirmar o Alentejo, numa área em que somos muito fortes, que é precisamente a gastronomia”, referiu.

O responsável destacou ainda que a gastronomia se junta a outros recursos turísticos da região, mas deve merecer uma atenção reforçada na estratégia de desenvolvimento do destino.

“O Alentejo vai fazendo o seu caminho. É um destino relativamente jovem, se compararmos com outras regiões onde o turismo começou há 40, 50 ou 100 anos, mas a gastronomia é um pilar muito importante da nossa oferta e ao qual temos de passar a dar uma atenção mais estratégica”, concluiu.

A iniciativa “O Porco: Tradição, Sabor e Futuro” decorreu no Convento de Nossa Senhora da Luz, em Arronches, organizada pela Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), em parceria com a Câmara Municipal de Arronches e a Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo.

O encontro integrou as comemorações do Dia Nacional da Gastronomia e foi dedicado à valorização da carne de porco, um dos produtos mais emblemáticos da gastronomia portuguesa e da tradição culinária alentejana.

Presidente da AHRESP: gastronomia deixou de ser produto “complementar” para ser “basilar” na estratégia do turismo

O presidente da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), Carlos Moura, defendeu esta segunda-feira, 27 de julho, em Arronches, que a gastronomia portuguesa assumiu um papel central na estratégia turística do país, deixando de ser um produto complementar para se afirmar como um dos principais fatores de atração de visitantes.

“A gastronomia deixou de ser um produto complementar na promoção turística para ser uma questão basilar na estratégia do futuro próximo para o turismo”, afirmou o responsável, à margem da iniciativa “O Porco: Tradição, Sabor e Futuro”, que decorreu no Convento de Nossa Senhora da Luz, no âmbito das comemorações do Dia Nacional da Gastronomia.

Segundo Carlos Moura, o reconhecimento da gastronomia portuguesa como Bem Imaterial do Património Cultural de Portugal veio reforçar a sua importância para o desenvolvimento económico do país. “Finalmente é reconhecida em Portugal como determinante para a economia, não só para o turismo, mas para a economia em geral”, afirmou.

O presidente da AHRESP explicou que a iniciativa integra um plano anual de cerca de 120 eventos promovidos pela associação, considerando este um dos mais relevantes devido à sua ligação à coesão territorial, à valorização da gastronomia e dos vinhos enquanto produtos estratégicos e ao reconhecimento do trabalho desenvolvido por empresários e profissionais do setor.

Questionado sobre o estado da gastronomia em Portugal, Carlos Moura respondeu que “vai bem, mas tem que ir melhor”, alertando para as dificuldades que continuam a afetar a restauração.

“Estamos a passar por momentos complicados no que diz respeito à economia da restauração. Há empresas que estão bem, mas há outras que estão mal e algumas muito mal”, afirmou, apontando o aumento dos custos da energia, dos combustíveis e das matérias-primas, em particular da carne e do peixe, como alguns dos principais desafios enfrentados pelo setor.

Apesar das dificuldades, o dirigente da AHRESP considera que a gastronomia continua a ser um dos maiores ativos do turismo nacional, lembrando que os visitantes procuram cada vez mais experiências autênticas.

“Um turista não vem a Portugal para dormir num hotel, por muito bom que ele seja. Vem pela experiência. É um país seguro, tem um bom clima, património, cultura, mas, logo a seguir à segurança, o segundo fator mais valorizado pelos turistas é a gastronomia portuguesa”, sublinhou.

A iniciativa “O Porco: Tradição, Sabor e Futuro” foi organizada pela AHRESP, em parceria com a Câmara Municipal de Arronches e a Entidade Regional de Turismo do Alentejo, integrando as comemorações do Dia Nacional da Gastronomia, assinalado ontem, 26 de julho.

O encontro teve como objetivo valorizar a gastronomia portuguesa enquanto património cultural, económico e turístico, dedicando esta edição à carne de porco, um dos produtos mais emblemáticos da cozinha nacional e da tradição gastronómica alentejana.

João Crespo destaca Arronches como referência gastronómica e reforça valorização do porco alentejano

O Convento de Nossa Senhora da Luz, em Arronches, foi esta segunda-feira, 27 de julho, palco da iniciativa “O Porco: Tradição, Sabor e Futuro”, organizada em parceria pela Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) com a Câmara Municipal de Arronches e a Entidade Regional de Turismo do Alentejo.

O encontro, que integra as comemorações do Dia Nacional da Gastronomia, celebrado ontem, assinala o reconhecimento da gastronomia portuguesa como Bem Imaterial do Património Cultural de Portugal, distinção formalizada a 26 de julho de 2020.

Para o presidente da Câmara Municipal de Arronches, João Crespo, a realização desta iniciativa de âmbito nacional na vila representa o reconhecimento do trabalho desenvolvido pelos empresários da restauração do concelho e da aposta do município na promoção da gastronomia.

“Arronches é conhecido na região, e já posso dizer no país, por ser um sítio onde se come muito bem. A nossa gastronomia é, de facto, de grande qualidade e receber hoje um evento com esta dimensão nacional é muito importante. Sentimos que há esse reconhecimento pelo trabalho que é feito”, afirmou o autarca aos jornalistas, à margem da iniciativa promovida pela Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP).

João Crespo salientou que o município tem vindo a investir na divulgação da gastronomia local, considerando que este reconhecimento também resulta dessa estratégia. “Apostamos muito na divulgação da nossa gastronomia e acho que é também um reconhecimento para o município pelo trabalho que tem desenvolvido”, sublinhou.

O autarca destacou ainda o peso da restauração na economia local, lembrando que Arronches conta com “dez a 12 restaurantes, todos eles com excelente qualidade”, sendo a gastronomia um dos principais motivos de visita ao concelho.

“A gastronomia tem uma importância muito grande para o desenvolvimento económico do concelho, porque cria riqueza, cria emprego e é também um atrativo turístico”, frisou.

Outro dos temas abordados por João Crespo foi a necessidade de preservar o porco alentejano, uma raça autóctone que corre sérios riscos de extinção. Nesse sentido, recordou o evento municipal “Saberes e Sabores do Porco Alentejano”, realizado anualmente desde 2024, como forma de promover este produto e apoiar os produtores locais.

“O objetivo é dar destaque a um produto que está em risco de extinção. Queremos incentivar os produtores de porco alentejano a aumentarem as suas produções. Sabemos que é um pequeno contributo, uma gota de água no oceano, mas queremos que não desistam”, afirmou.

Embora reconheça a existência de produção suinícola intensiva no concelho, destinada sobretudo ao mercado espanhol, o presidente da Câmara defende que o foco deve continuar na valorização da raça tradicional.

“Não queremos perder esta raça. Arronches tem essa tradição, não é por acaso que é conhecida como a terra dos porcos. Há muito trabalho pela frente, mas a Câmara Municipal estará ao lado dos seus produtores para que essa realidade não se verifique”, garantiu.

O programa de “O Porco: Tradição, Sabor e Futuro”  incluiu, durante a manhã, duas mesas-redondas sobre a valorização da fileira do porco.

A coordenação gastronómica do evento está a cargo do chef Vítor Sobral, uma das figuras mais influentes da cozinha portuguesa contemporânea. Além de ter participado no debate, é o responsável pelo almoço temático servido aos participantes e pelo momento de desmancha tradicional do porco, seguido de uma degustação de petiscos, agendado para a tarde.

Presidente da República inaugura Festas do Povo de Campo Maior

O Presidente da República, António José Seguro, preside à cerimónia oficial de abertura das Festas do Povo de Campo Maior 2026, no próximo dia 8 de agosto, às 10h30, no Jardim Municipal.

O Chefe de Estado será recebido pelo presidente da Câmara Municipal de Campo Maior, Luís Rosinha, e pelo presidente da Associação das Festas do Povo, João Manuel Nabeiro. Após o ato inaugural e os discursos institucionais (10h50), decorrerá uma homenagem junto da estátua do Comendador Rui Nabeiro (11h05), seguindo-se uma arruada pelas ruas enramadas até aos Paços do Concelho, onde o Presidente da República assinará o Livro de Honra do Município.

As Festas do Povo de Campo Maior, classificadas pela UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade desde 2021, realizam-se entre 8 e 16 de agosto, com cerca de uma centena de ruas decoradas com flores de papel

Projeto “Viver Mais” da APPACDM de Elvas apoia 50 beneficiários com financiamento do BPI e Fundação “la Caixa”

O projeto “Viver Mais”, promovido pela APPACDM de Elvas e financiado pelo Prémio BPI Fundação “la Caixa”, está a cumprir o seu papel de suporte junto de utentes com necessidades especiais (a partir dos 12 anos) e adultos diagnosticados com quadros de demência ou doença de Alzheimer.

Com capacidade para apoiar até 50 beneficiários, o programa assenta num modelo de dupla resposta. “Desenhámos este projeto não só a pensar no estímulo cognitivo e físico dos utentes, mas também para dar o chamado descanso ao cuidador informal, que muitas vezes se encontra sobrecarregado”, salienta o presidente da APPACDM, Luís Mendes.

As atividades, que decorrem habitualmente ao final do dia (das 17h00 às 19h30), foram temporariamente adaptadas em julho para o período da manhã (das 09h00 às 13h00).

Luís Mendes assume que o início exigiu esforço redobrado, mas o balanço é muito positivo: “Apesar dos desafios na referenciação e transporte de alguns utentes, graças à articulação estreita com a rede social local, temos conseguido levar este projeto a bom porto e fazer a diferença na vida destas famílias”.

Travessa dos Combatentes da Grande Guerra conta com ajudas especiais e o tema é uma homenagem

A Travessa dos Combatentes da Grande da Guerra, apesar de ter com poucos moradores, contou com ajudas especiais e vai participar em mais uma edição das Festas do Povo, em Campo Maior.

Paula Pereira e Alexandra Torres voltam a assumir a função de cabeças de rua, apesar do receio de não conseguirem alcançar os objetivos. “Já fui na última vez que houve festas e, este ano, voltámos a ter o mesmo desafio, é muito bonito, é muito desafiante. Dizemos sempre que não se consegue, mas naquele dia consegue-se”, confessou Paula Pereira.

“A nossa rua é mesmo a mais bonita! Sempre! Porque nós fazemos com dedicação e amor, então a nossa rua é a mais bonita. Claro!”, afirmou.

Apesar de poucos moradores contam com ajudas especiais

A Travessa dos Combatentes da Grande Guerra, apesar de ser uma das artérias mais movimentadas da vila, tem pouco moradores. Para conseguirem realizar o trabalho “contamos com a ajuda da APPACDM, de Elvas. Temos também um grupo de jovens, que têm vindo quando podem, porque são estudantes universitários, e outros que estão no liceu”, explicou Alexandra Torres.

A cabeça de rua acrescentou que “as outras quatro ou cinco vizinhas também estão a participar. Ao princípio, vínhamos só dois dias por semana e tínhamos o trabalho distribuído. Eu até tenho um trabalho que estamos a fazer para os miúdos, para depois entregar, eles saberem como é que se faz e os materiais que se usam. Então, eu tenho feito vários Excel e um era para distribuir o material pelas pessoas, para levarem para casa, quando levavam e quando entregavam”.

Alexandra Torres revelou que as ajudas estão sempre prontas. “Ao serão sempre aparece gente e também assim que enviamos uma mensagem no grupo porque precisamos de ajuda”. A campomaiorense deu o exemplo de que “quando precisámos de ajuda de homem, vieram logo dois miúdos. No dia anterior, chamámos umas miúdas para nos virem ajudar a trazer as cordas de outra garagem. Quer dizer, eles vão respondendo à medida que a gente vai dizendo”.

Foram das últimas ruas a inscrever-se, mas com um tema de homenagem

Paula Pereira e Alexandra Torres revelaram que foram das últimas ruas a inscrever-se e só o fizeram no mês de dezembro. Depois, começaram a trabalhar em fevereiro, quando foi disponibilizado o material.

Sobre o tema, desvendaram que “a filha de um vizinho, que já faleceu, que tinha aqui uma garagem, propôs-nos este tema que vamos fazer, que é dedicado ao pai e ao avô, que tinham uma profissão”.

Alexandra Torres acrescentou que “é dedicado a eles e quando virem a rua, vão perceber, principalmente, aquelas pessoas mais antigas”.

Paula Pereira revelou, ainda, que “quem conheceu o mestre Valentim também vai ver o significado da rua”.

As cabeças de rua da Travessa dos Combatentes da Grande Guerra afirmaram que durante a semanadas Festas do Povo, de 8 a 16 de agosto, vão “desfrutar e conviver com as outras ruas, também. Às vezes é um bocado difícil, porque temos de tomar conta da nossa rua, mas vamos conviver com os familiares, com os amigos, porque depois as nossas casas estão sempre abertas,  é sempre um entrar e sair”, rematou Paula Pereira.