O projeto “Viver Mais”, promovido pela APPACDM de Elvas e financiado pelo Prémio BPI Fundação “la Caixa”, está a cumprir o seu papel de suporte junto de utentes com necessidades especiais (a partir dos 12 anos) e adultos diagnosticados com quadros de demência ou doença de Alzheimer.
Com capacidade para apoiar até 50 beneficiários, o programa assenta num modelo de dupla resposta. “Desenhámos este projeto não só a pensar no estímulo cognitivo e físico dos utentes, mas também para dar o chamado descanso ao cuidador informal, que muitas vezes se encontra sobrecarregado”, salienta o presidente da APPACDM, Luís Mendes.
As atividades, que decorrem habitualmente ao final do dia (das 17h00 às 19h30), foram temporariamente adaptadas em julho para o período da manhã (das 09h00 às 13h00).
Luís Mendes assume que o início exigiu esforço redobrado, mas o balanço é muito positivo: “Apesar dos desafios na referenciação e transporte de alguns utentes, graças à articulação estreita com a rede social local, temos conseguido levar este projeto a bom porto e fazer a diferença na vida destas famílias”.
A Travessa dos Combatentes da Grande da Guerra, apesar de ter com poucos moradores, contou com ajudas especiais e vai participar em mais uma edição das Festas do Povo, em Campo Maior.
Paula Pereira e Alexandra Torres voltam a assumir a função de cabeças de rua, apesar do receio de nao conseguirem alcançar os objetivos. “Já fui na última vez que houve festas e, este ano, voltámos a ter o mesmo desafio, é muito bonito, é muito desafiante. Dizemos sempre que não se consegue, mas naquele dia consegue-se”, confessou Paula Pereira.
“A nossa rua é mesmo a mais bonita! Sempre! Porque nós fazemos com dedicação e amor, então a nossa rua é a mais bonita. Claro!”, afirmou.
Apesar de poucos moradores contam com ajudas especiais
A Travessa dos Combatentes da Grande Guerra, apesar de ser uma das artérias mais movimentadas da vila, tem pouco moradores. Para conseguirem realizar o trabalho “contamos com a ajuda da APPACDM, de Elvas. Temos também um grupo de jovens, que têm vindo quando podem, porque são estudantes universitários, e outros que estão no liceu”, explicou Alexandra Torres.
A cabeça de rua acrescentou que “as outras quatro ou cinco vizinhas também estão a participar. Ao princípio, vínhamos só dois dias por semana e tínhamos o trabalho distribuído. Eu até tenho um trabalho que estamos a fazer para os miúdos, para depois entregar, eles saberem como é que se faz e os materiais que se usam. Então, eu tenho feito vários Excel e um era para distribuir o material pelas pessoas, para levarem para casa, quando levavam e quando entregavam”.
Alexandra Torres revelou que as ajudas estão sempre prontas. “Ao serão sempre aparece gente e também assim que enviamos uma mensagem no grupo porque precisamos de ajuda”. A campomaiorense deu o exemplo de que “quando precisámos de ajuda de homem, vieram logo dois miúdos. No dia anterior, chamámos umas miúdas para nos virem ajudar a trazer as cordas de outra garagem. Quer dizer, eles vão respondendo à medida que a gente vai dizendo”.
Foram das ultimas ruas a inscrever-se mas com um tema de homenagem
Paula Pereira e Alexandra Torres revelaram que foram das ultimas ruas a inscrever-se e só o fizeram no mês de dezembro. Depois, começaram a trabalhar em fevereiro, quando foi disponibilizado o material.
Sobre o tema, desvendaram que “a filha de um vizinho, que já faleceu, que tinha aqui uma garagem, propôs-nos este tema que vamos fazer, que é dedicado ao pai e ao avô, que tinham uma profissão”.
Alexandra Torres acrescentou que “é dedicado a eles e quando virem a rua, vão perceber, principalmente, aquelas pessoas mais antigas”.
Paula Pereira revelou, ainda, que “quem conheceu o mestre Valentim também vai ver o significado da rua”.
As cabeças de rua da Travessa dos Combatentes da Grande Guerra afirmaram que durante a semanadas Festas do Povo, de 8 a 16 de agosto, vão “desfrutar e conviver com as outras ruas, também. Às vezes é um bocado difícil, porque temos de tomar conta da nossa rua, mas vamos conviver com os familiares, com os amigos, porque depois as nossas casas estão sempre abertas, é sempre um entrar e sair”, rematou Paula Pereira.
Muito antes de as ruas de Campo Maior se encherem de cor para mais uma edição das Festas do Povo, há meses de trabalho, dedicação e espírito de equipa por parte dos voluntários que dão vida àquela que é uma das maiores manifestações culturais do concelho. Desde o final de janeiro, centenas de campomaiorenses conciliam a vida pessoal e profissional com a preparação das ornamentações que irão transformar a vila.
É o caso de Susana Guerra, que integra a equipa responsável pela ornamentação da Avenida dos Combatentes da Grande Guerra. A voluntária explica que os trabalhos arrancaram no final de janeiro e envolvem um esforço coletivo constante. “É uma avenida muito comprida, muito grande, com muito trabalho”, refere, destacando, no entanto, que “todos nós, com um bocadinho do nosso esforço, conseguimos”. A campomaiorense sublinha ainda a importância da organização e do trabalho em equipa, orientado por uma cabeça de rua que coordena todo o processo.
Essa responsabilidade cabe a Elsa Muacho, cabeça de rua da Avenida dos Combatentes da Grande Guerra, que descreve a experiência como “muito desafiante”. Apesar de reconhecer que existe “muito, muito trabalho”, garante que o processo tem decorrido da melhor forma graças ao grupo de voluntários que a acompanha, afirmando ter “um grupo de pessoas maravilhosas” que a apoia “a 100%”.
Enquanto responsável pela rua, Elsa Muacho explica que lhe cabe assegurar que não falta material, encontrar um espaço para arrumação e incentivar os participantes a continuarem a produzir as flores de papel, tarefas que exigem organização e disponibilidade. Ainda assim, destaca o empenho dos voluntários, considerando que “as pessoas dão o apoio a 100%”.
Conciliar esta missão com a vida profissional e familiar nem sempre é fácil. A cabeça de rua revela que os trabalhos decorrem sobretudo durante os serões e nos tempos livres, confessando que, desde janeiro, tem dedicado praticamente todas as noites à preparação das festas. “Não é fácil gerir a casa, gerir a loja e gerir os serões”, admite, mas garante que, “com boa vontade, a gente chega a todo o lado”.
À medida que os preparativos avançam, o trabalho desenvolvido por centenas de voluntários continua a dar forma às ruas ornamentadas que, dentro de algumas semanas, voltarão a receber milhares de visitantes, mantendo viva uma tradição que distingue Campo Maior.