
A candidatura de Vila Viçosa a Património Mundial da UNESCO subiu de patamar e já não depende apenas das entidades locais.
Em declarações sobre o estado atual do processo, o presidente da Câmara Municipal, Inácio Esperança, revelou que o projeto ganhou uma escala institucional muito superior, passando a contar com o envolvimento direto do Executivo central. “Neste momento, a candidatura já não é de Vila Viçosa, nem da Fundação [da Casa de Bragança]. Nós somos dois produtores, a Fundação e a Câmara. Neste momento, a candidatura é nacional. O Governo português assumiu a candidatura e está em fase de avaliação pelo ICOMOS Internacional”, explicou o autarca.
Depois de ter recebido ‘luz verde’ por parte do comité técnico do ICOMOS Portugal, o processo entra agora na fase mais rigorosa de escrutínio. Até ao final deste ano, a organização internacional irá nomear e enviar um perito ao terreno para analisar minuciosamente o património edificado da vila alentejana.
O veredicto final já tem uma janela temporal definida: a votação global vai decorrer entre junho e julho do próximo ano (2027), na reunião plenária da UNESCO, cujo destino exato (Seul, Seattle ou Rio de Janeiro) ainda aguarda confirmação oficial.
Até lá, o plano do município passa por uma forte campanha de diplomacia cultural. “Vamos ter até lá muitas intervenções. Vamos procurar promover esta candidatura por todo o mundo e esperemos que os seus embaixadores na UNESCO possam votar favoravelmente”, apontou Inácio Esperança.
Demonstrando uma postura pragmática e resiliente, o líder do município vizinho desvalorizou o peso de um eventual chumbo internacional, assegurando que o verdadeiro valor de Vila Viçosa não depende apenas de um selo externo.
“Se não for classificado, para nós não tem muita importância. A importância que tem é que Vila Viçosa já foi classificada pelo governo português e pelo Estado português como património da humanidade. Agora, se a UNESCO reconhece, será uma mais-valia. Se não reconhecer, continuaremos a persistir na tarefa de reconstruir, de reabilitar e de delegar às próximas gerações Vila Viçosa como um património incrível de Portugal para o mundo”, afirmou Inácio Esperança.















