O ciclista Tiago Antunes, vencedor da classificação geral da Volta ao Alentejo/Crédito Agrícola 2026, confirmado em Évora confessou que este triunfo era um objetivo perseguido há muito tempo, classificando-o como o momento mais alto do seu percurso profissional: “Tenho muitos bons momentos na minha carreira, mas acho que esta é sem dúvida a minha maior vitória; estou muito feliz e penso que já a merecia”.
Apesar da pressão da fuga na fase final da última etapa, em Reguengos chegaram a ter mais de dois minutos de avanço, o corredor destacou a união e a serenidade da sua formação, a Efapel, como a chave do sucesso, garantindo que a diferença de tempo não abalou a estratégia da equipa: “Tinha confiança no grupo que tinha, sabia que a minha equipa estava sempre comigo e nunca entrámos em pânico; acima de tudo, todos juntos conseguimos ver a vitória”.
Carlos Zorrinho, o Presidente da Câmara Municipal de Évora, autarquia que acolheu o final da prova, manifestou grande satisfação com o entusiasmo e a dinâmica da edição deste ano, destacando que a competição é um símbolo de união regional que percorreu 25 municípios em quase 700 quilómetros.
Ao sublinhar a importância estratégica do evento, o autarca afirmou que “esta volta não é apenas a pedalada de Évora, é a pedalada do Alentejo e é isso que nós queremos reforçar ainda mais nas próximas edições”, celebrando ainda o triunfo de um ciclista nacional e o papel da prova como rampa de lançamento para novos talentos: “É uma volta que lança jovens e quem se consegue revelar aqui tem depois carreiras importantes, por isso temos todas as condições para estar satisfeitos e fazer melhor para o ano”.
O diretor desportivo da Volta ao Alentejo/Crédito Agrícola 2026, Ezequiel Mosquera, fez um balanço extremamente positivo da competição, descrevendo o desenrolar da prova como o “guião sonhado por qualquer organizador”, marcado por uma alternância constante no comando da classificação.
Mosquera destacou que a incerteza foi o ingrediente principal até ao cair do pano, explicando que, apesar de não ter havido mudança de camisola no último dia, “houve emoção até ao último quilómetro, ganhou a fuga e houve alturas onde até se perigava a camisola amarela, porque ia um grupo muito forte na frente”. Para o responsável, a competitividade demonstrada e a luta pelas vitórias de etapa confirmaram o sucesso do modelo adotado, resultando num espetáculo que manteve o interesse vivo até ao final.
O Presidente do Conselho Intermunicipal, Joaquim Diogo, e o 1.º Secretário Executivo, Carlos Nogueiro, receberam na passada sexta-feira, 20 de março, o Diretor da Escola de Hotelaria e Turismo de Portalegre, Nuno Miranda, para uma reunião de reforço da parceria entre as duas instituições.
A Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA) trabalha com os parceiros de todos os setores da sociedade civil, sempre numa lógica de coesão de territorial e com o desenvolvimento do Alto Alentejo como objetivo principal, neste caso, nos setores da restauração, hotelaria e turismo.
O presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, Cândido Barbosa, fez um balanço entusiasta da primeira edição da Volta ao Alentejo/Crédito Agrícola que terminou ontem em Évora, organizada pela estrutura federal, sublinhando que a aposta na transmissão televisiva e na modernização logística são vitais porque “o ciclismo cada vez está mais globalizado” e exige um garante de qualidade à altura do território.
Ao destacar o potencial da região, o dirigente afirmou que, de todos os eventos da Federação, esta prova é a que apresenta maior potencial de crescimento, explicando que as alterações técnicas propostas pelo diretor desportivo Ezequiel Mosquera foram aceites de imediato: “Quisemos voltar a tornar a prova interessante do ponto de vista internacional para que as equipas estrangeiras tenham o apetite de vir ao Alentejo, criando um produto desportivo mais equilibrado e interessante para todas as equipas”.
Foi publicado, a 26 de março de 2026, um aviso que visa apoiar ações inovadoras para responder ao desafio demográfico na região do Alentejo, no âmbito do Instrumento Territorial Integrado (ITI) Água e Ecossistemas de Paisagem.
Com uma dotação indicativa de 2,8 milhões de euros, cofinanciados pelo FEDER a uma taxa máxima de 85%, este aviso integra o Programa Regional do Alentejo 2030 e pretende promover soluções inovadoras e integradas que contribuam para atrair, acolher e fixar população na região.
O apoio destina-se à implementação do Plano de Ação aprovado no âmbito do ITI Água e Ecossistemas de Paisagem, privilegiando intervenções nas áreas da cultura, turismo e natureza, enquanto motores de desenvolvimento territorial sustentável.
O concurso enquadra ações que visem a criação de modelos inovadores de combate ao despovoamento, a promoção da reconversão demográfica através da atração, fixação e integração de população, o fomento da inclusão social, do emprego e do acesso a serviços nos territórios e o reforço da participação comunitária e da promoção de modelos de governança local mais inclusivos e inovadores.
Podem candidatar-se Entidades da Administração Central, Autarquias locais e Associações sem fins lucrativos.
As candidaturas decorrem até ao dia 5 de junho de 2026.
Este aviso representa uma oportunidade estratégica para dinamizar o território, reforçar a coesão social e económica e contribuir para inverter tendências de despovoamento, através de soluções inovadoras adaptadas às especificidades do Alentejo.
No dia 30 de março, assinala-se o Dia Internacional de Zero Resíduos, uma iniciativa das Nações Unidas que, em 2026, coloca o desperdício alimentar no centro do debate global. Estima-se que, anualmente, cerca de mil milhões de toneladas de alimentos sejam desperdiçadas em todo o mundo — o equivalente a quase um quinto de toda a comida disponível para consumo. José Janela, da Quercus, sublinha que este é um problema com repercussões profundas a nível ambiental, económico e social, exigindo uma mudança urgente de comportamentos para travar o esgotamento de recursos preciosos.
O objetivo desta data é promover a transição para uma economia mais circular e sustentável, onde a redução de resíduos seja a prioridade máxima. Segundo a Quercus, o Dia Internacional de Zero Resíduos serve como um apelo à ação para que governos, empresas e cidadãos adotem soluções que permitam aproveitar melhor os recursos existentes. Pequenos gestos quotidianos na gestão dos alimentos podem contribuir decisivamente para alcançar as metas globais de sustentabilidade, provando que a luta contra o desperdício é uma responsabilidade partilhada que beneficia o planeta e a economia.
Tudo para saber sobre o assunto com José Janela, da Quercus. O programa desta semana para ouvir, na íntegra, no podcast abaixo:
Os deputados socialistas eleitos pelos círculos eleitorais do Alentejo dizem-se “incrédulos” com a burocracia criada pelo Governo no âmbito da isenção de portagens para quem reside ou tem empresas nalgumas áreas de influência da A6 e A2.
A Portaria publicada hoje em Diário da República (Portaria n.º 131/2026/1, de 30 de março | DR), que resulta de uma proposta do Partido Socialista incluída no Orçamento do Estado para 2026, relembram os deputados em comunicado, estabelece que “os beneficiários da medida têm de requerer ao fornecedor de serviços eletrónicos de portagem a associação do seu equipamento de bordo ao regime de isenção”.
Esse pedido – que tem de ser feito anualmente – tem de incluir o título de registo de propriedade ou do certificado de matrícula, ou, no caso de veículos em regime de locação financeira ou similar, de documento do locador que identifique o nome e a morada da residência ou da sede do locatário. Só assim o fornecedor de serviços eletrónicos procede à associação do equipamento ao regime de isenção, com efeitos à data do pedido, pelo prazo de um ano.
Para os deputados Pedro do Carmo (Beja), Luís Dias (Évora) e Luís Testa (Portalegre), “nada disto faz sentido, uma vez que o dispositivo eletrónio (Via Verde) já tem associada a informação sobre o proprietário do veículo e a respetiva morada”.
“Esta forma de regulamentar a medida acrescenta uma camada de burocracia que só pode ter como objetivo dificultar a sua aplicação”, sublinham os deputados.
“Para além da demora que todo este processo levou, somos agora confrontados com uma portaria que, nestes termos, e ao entrar em vigor no dia seguinte, naturalmente não terá efeitos previstos e desejáveis”, acrescentam.
Os deputados consideram ainda que a portaria não é clara quanto à forma de os utentes fazerem o pedido. “Vai a Via Verde disponibilizar um requerimento, há alguma minuta-tipo, cada pessoa tem de estabelecer um contacto para saber como se faz?”, questionam.
Esta isenção de portagens abrange pessoas singulares e coletivas com residência ou sede nos territórios do Alentejo que estão na área de influência da A2 – Autoestrada do Sul, entre o nó A2/A6/A13 e Almodôvar, e da A6 – Autoestrada Marateca-Estremoz, entre o nó A2/A6/A13 e Caia.
Para os deputados socialistas, se o diploma aprovado já previa que o regime de isenção é feito através da utilização de dispositivo eletrónico associado à matrícula do veículo, “nada justifica as dificuldades administrativas agora criadas pelo Governo”.
A Câmara Municipal de Elvas assinou, na semana passada, um contrato de planeamento com vista à elaboração do Plano de Intervenção em Espaço Rústico (PIER) da Herdade de Alcobaça, numa iniciativa que pretende reforçar o desenvolvimento sustentável da atividade agroindustrial no concelho.
O vice-presidente da Câmara, Nuno Mocinha, que avança que a herdade está a preparar novos investimentos, explica que este tipo de plano surge “quando existe uma intervenção em espaço rural e que dessa intervenção resulte uma reconfiguração urbanística ou que se preveja que ela tenha que ficar preparada para acolher determinado tipo de investimento – normalmente é um investimento agroindustrial, um investimento agrícola puro ou não, ou que precisa de ter algum elemento para transformação, ou que precisa de ter alguns elementos urbanísticos para completar a atividade que tem”.
Com a iniciativa, o município pretende consolidar um modelo de desenvolvimento rural mais organizado, competitivo e ajustado às necessidades do território.
“Neste caso em concreto, sabemos que a Herdade de Alcobaça tem sido recetora de muito investimento ligado à agricultura e também à agroindústria, mas ali pretende-se desenvolver outros projetos e ampliar alguns daqueles que se têm; e para haver esse investimento, tem o território, digamos assim, a propriedade, de permitir que esses investimentos aconteçam”. Tratando-se de um espaço rural, “em vez de ser um plano de pormenor, como normalmente se faz no espaço urbano, faz-se num espaço rural; é um Plano de Intervenção no Espaço Rústico”, remata o autarca.
Foi com a peça “A Menina do Mar”, levada a cena pela EntrePalcos, que a programação do Mês do Teatro, em Campo Maior, chegou, na tarde deste domingo, 29 de março, ao fim.
Dizendo que este foi um mês “muito agradável”, com espetáculos de qualidade, para todas as faixas etárias, o presidente da Câmara, Luís Rosinha, assegura que esta é uma aposta para continuar, até porque, nenhuma comunidade pode deixar de ver ser “explorada” a componente cultural. “É isso que nós temos continuado a fazer, continuamos nessa missão, num mês muito agradável, com excelentes peças, desde a criança ao adulto, portanto para todas as idades e, por isso mesmo, também continuaremos com certeza sempre a ter aqui um mês de março muito direcionado ao teatro e à poesia também”, assegura o autarca.
Ao todo, a edição deste ano do Mês do Teatro em Campo Maior, promovida pela Câmara Municipal, contou com oito espetáculos, dois com caras bem conhecidas do grande público, outros dois produzidos pela “prata da casa”, através do Centro de Talentos Alice Nabeiro e a EntrePalcos, e os restantes destinados à comunidade escolar do concelho.