Campo Maior: campanha de apoio ao comércio local “correu bem”

Com a participação de cerca de 90 estabelecimentos comerciais de todo o concelho de Campo Maior, e depois de cinco sorteios, a iniciativa “Comércio Local…Onde Tudo Se Faz Natal”, promovida pela Câmara Municipal, chegou ao fim no início do mês, com um impacto económico superior a 350 mil euros.

Estes 350 mil representam os 35 mil cupões, que correspondem a dez euros em compras nos estabelecimentos aderentes, depositados na tômbola que esteve instalada no Centro Comunitário da vila, onde se realizaram os sorteios. Para além destes valores, há que juntar os 11 mil euros em prémios que o Município de Campo Maior sorteou e que serão utilizados no comércio local aderente.

Não tendo superado as expectativas, diz o presidente da Câmara de Campo Maior, Luís Rosinha, esta campanha, que poderá conhecer algumas alterações em edições futuras, “correu muito bem”: “não superou as expectativas, porque as nossas expectativas também eram altas. Foram cinco sorteios, foram muitos os premiados, valores significativos; foram 11 mil euros que serão agora, novamente, injetados na economia local”.

“Tivemos um grande impacto, porque os comerciantes aderiram em massa, as pessoas também e fruto disso isto teve um impacto global que ultrapassou os 350 mil euros. Numa localidade como a nossa, e aqui no espaço de pouco mais de um mês, é muito importante”, diz ainda o autarca.

A campanha decorreu entre os dias 25 de novembro e 5 de janeiro.

Elvas: clínica de hemodiálise da Cruz Vermelha abre este semestre

Isabel Mascarenhas

A nova clínica de hemodiálise de Elvas, já montada nas instalações da Cruz Vermelha, está pronta para começar a dar resposta aos insuficientes renais crónicos, quer do concelho de Elvas, quer dos concelhos limítrofes.

Num projeto de parceria com a Fundação Renal Portuguesa, esta clínica, segundo a diretora do Centro Humanitário de Elvas da Cruz Vermelha, Isabel Mascarenhas, poderá começar a funcionar no primeiro semestre deste ano.

“É uma resposta muito necessária para a população de Elvas, para os doentes renais crónicos, e que vai ao encontro de uma necessidade conhecida e que permitirá aos doentes ter uma melhor qualidade de vida, na medida em que não têm de ser sujeitos a determinadas deslocações, como acontece neste momento”, explica Isabel Mascarenhas.

A obra desta nova clínica de hemodiálise de Elvas arrancou no final de 2019. Até abrir portas, os doentes, quer de Elvas, quer de outros concelhos do distrito, têm de se continuar a deslocar, na sua maioria, três vezes por semana, a Portalegre, para fazer os seus tratamentos.

Para além disso, adianta a responsável, a instituição tem “praticamente concluída” uma obra de ampliação do edifício, o que vai resultar numa maior capacidade de resposta a quem necessita dos seus serviços. A aguardar as licenças de utilização, esta obra permite à Cruz Vermelha aumentar em cerca de 400 metros quadrados a área coberta do seu edificado.

Futuro das aves estepárias em debate no Festival dos Grous

O segundo dia do V Festival dos Grous decorreu ontem, dia 21 de janeiro, na aldeia histórica de Ouguela, tendo começado com a observação de aves estepárias, onde os participantes puderam ver a riquíssima biodiversidade que o concelho de Campo Maior tem para oferecer.

Seguiu-se a conferência “Aves Estepárias – Que Futuro?”, que contou com a participação do presidente do Município de Campo Maior, Luís Rosinha, na sessão de abertura e que teve lugar na destilaria Atalaya.

Seguiram-se várias comunicações de vários especialistas na área, vindos de Portugal e Espanha, que deixaram uma perspectiva sobre as dificuldades que as aves estepárias enfrentam nos dias de hoje. O presidente da Junta de Freguesia de S. João Baptista, Miguel Tavares, também marcou presença no evento.

O V Festival dos Grous é uma iniciativa do GEDA em parceria com o Município de Campo Maior, enquadrado no projeto Eurobird, apoiado pelo Interreg através do FEDER. Esta parceria conta ainda com a colaboração do Agrupamento de Escolas de Campo Maior, do CIBIO – Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos, CIMAA – Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo, SPEA – Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, SEPNA, E-Redes, Centro Educativo Alice Nabeiro e Gin Atalaya.

Fonte: Município de Campo Maior

Casa EquiAtiva: Campo Maior tem nova resposta na área da deficiência

Campo Maior tem uma nova associação, com vista a apoiar crianças, jovens e adultos, portadores de deficiência, bem como as suas famílias: a Casa EquiAtiva, um projeto das educadores de infância Anabela Carlos e Joana Monteiro e da geógrafa Dália Nunes.

Foi quando as três se juntaram, para tentar perceber o que poderiam fazer para colmatar “as muitas lacunas” existentes no concelho, nesta área da deficiência, sendo que Dália tem um filho autista, que acabou por surgir esta associação, explica Anabela Carlos. Depois das aulas, no caso das crianças e jovens, “não havia um apoio efetivo”, daí que estas profissionais se reuniram, há cerca de um ano e decidiram avançar com o projeto.

O principal objetivo da Casa EquiAtiva, adianta Anabela Carlos, passa não só por apoiar os portadores de qualquer tipo de deficiência, mas sobretudo os seus familiares, dado que, em muitos casos, não sabem, sequer, a quem recorrer. “Nós pretendemos fazer essa orientação e temos outros objetivos, mais amplos, que, a pouco e pouco, vamos tentar concretizar”, acrescenta.

Na semana passada, e para oficializar a associação, foram realizadas as escrituras públicas, sendo que a Casa EquiAtiva terá a sua sede numa das salas da Santa Casa da Misericórdia de Campo Maior. “Neste momento, ainda não temos o espaço físico em si, porque a Santa Casa teve problemas com a chuva e está em obras, mas assim que pudermos, fazemos a abertura da sala”, explica a responsável.

“Vamos tentar estabelecer parcerias com outras associações e instituições, porque nós não conseguimos fazer tudo sozinhas. Vamos querer apanhar tudo o que houver de bom em Campo Maior e fazer parcerias para que haja uma entreajuda entre todos e para conseguirmos alcançar os nossos objetivos”, diz ainda Anabela Carlos.

Para já, a associação conta com cerca de 20 sócios. “Esperamos conseguir mais, para apoiarmos mais pessoas também”, remata a responsável.

A Casa EquiAtiva deverá entrar em pleno funcionamento em meados de março, após a apresentação pública da associação à comunidade.

Festival dos Grous: alunos de Campo Maior participam na montagem de caixas ninho

A segunda parte do V Festival dos Grous teve início ontem, dia 20 de janeiro, com um conjunto de atividades dirigidas à comunidade escolar.

Durante a manhã, os alunos do terceiro ano do Centro Escolar Comendador Rui Nabeiro estiveram no Centro Ambiental do Xévora (CAX) onde puderam ver uma exposição sobre a avifauna local e ficar a saber mais sobre o trabalho do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR. A partir do CAX seguiu-se uma caminhada até à aldeia histórica de Ouguela, onde decorreu uma observação de aves.

Paralelamente, no Centro Cultural, foi projetado o filme “O Montado – O Bosque do Lince Ibérico”, dirigido às turmas do 9.º ano e cursos profissionais.

Já no período da tarde, os alunos do Clube de Ciência Viva – Ciência na Raia, do Agrupamento de Escolas, participaram na montagem de caixas ninho, atividade que contou com a participação da E-Redes, parceiros do festival.

As atividades foram acompanhadas pela turma do curso profissional de turismo da Escola Secundária de Campo Maior.

O V Festival dos Grous é uma iniciativa do GEDA em parceria com o Município de Campo Maior, enquadrado no projeto Eurobird, apoiado pelo Interreg através do FEDER. Esta parceria conta ainda com a colaboração do Agrupamento de Escolas de Campo Maior, do CIBIO – Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos, CIMAA – Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo, SPEA – Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, SEPNA, E-Redes, Centro Educativo Alice Nabeiro e Gin Atalaya.

Fonte: Município de Campo Maior

Uso de glifosato como herbicida divide opiniões

A Comissão Europeia estendeu a autorização europeia para a utilização de glifosato como herbicida até ao final deste ano. O herbicida à base de glifosato é aplicado nas folhas de plantas daninhas, aquelas que nascem espontaneamente e prejudicam a produção agrícola.

José Eduardo Gonçalves (na foto), vice-presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal, explica que esta “é uma das matérias ativas mais importantes na agricultura, uma vez que mata apenas a erva, perdendo a sua atividade em contacto com o solo. Trata-se de um herbicida que não tem substituto e muito importante para a limpeza do que, vulgarmente, chamamos de ervas”.

“A Comissão Europeia prolongou, e bem, este uso e, das duas uma, contactam as indústrias da área e tentam encontrar um substituto para o glifosato ou é impossível fazer-se agricultura sem esta matéria ativa. Por exemplo, se olharmos para a sementeira direta, é impossível semear-se sem glifosato”.

De acordo com José Eduardo Gonçalves, “o glifosato só mata a erva onde toca. Se a erva estiver encoberta já não a mata. Nesse sentido, estão-se a levantar falsos problemas da matéria ativa mais utilizada em Portugal e na Europa”.

“Há estudos que associam o glifosato ao cancro”, diz José Janela

No caso da Associação ambientalista Quercus, a posição em relação ao glifosato não é tão positiva. José Janela, presidente do núcleo regional de Portalegre da Quercus, refere que “há estudos recentes que associam a utilização desta substância ao aparecimento de cancro e Parkinson”.

José Janela defende “a não utilização do glifosato na monda, optando-se pela monda física ou térmica. Apesar de já ser proibido aplicar glifosato em algumas zonas, como hospitais e escolas”, o ambientalista considera que “essa proibição deveria ser alargada a mais locais”.

A Quercus já endereçou uma carta à comissária europeia responsável pela pasta da saúde a apelar à retirada de circulação do glifosato.

Caminhada e degustação de produtos regionais no encerramento do Festival dos Grous

Termina este domingo, 22 de janeiro, em Ouguela, no concelho de Campo Maior, a quinta edição do Festival dos Grous.

Neste último dia, para além da já tradicional caminhada da “Rota dos Grous”, será proporcionada, aos participantes, uma degustação de produtos regionais, no Centro Ambiental do Xévora, onde termina a caminhada, de acordo com João Sanguinho, membro do Grupo de Ecologia e Desportos de Aventura (GEDA), entidade responsável pela organização do evento.

A caminhada da “Rota dos Grous” tem início marcado para as 9 horas, contando com um percurso de cerca de oito quilómetros. O trajeto, contudo, alerta João Sanguinho, “pode estar sujeito a algumas alterações”, uma vez que, devido às cheias, parte do percurso pode não encontrar-se nas melhores condições. “Mas há sempre alternativas e, com certeza, que vai ser uma ótima jornada de convívio, em natureza e de observação de aves, que é o motivo do nosso encontro e do nosso festival”, assegura.

Durante a degustação dos produtos da região, o GEDA procura divulgar o que de melhor Campo Maior tem para oferecer. “É uma forma de divulgar e de levar ao conhecimento dos visitantes os nossos sabores, os nossos produtos e levarem também uma boa memória deste território e do que temos para oferecer”, diz ainda João Sanguinho.

Troço da EN 373 entre Campo Maior e Elvas reabre ao trânsito esta sexta-feira

É já esta sexta-feira, 20 de janeiro, por volta das 18 horas, que é reaberto o troço da Estrada Nacional (EN) 373, entre Campo Maior e Elvas que, desde o passado dia 13 de dezembro, se encontra fechado ao trânsito, depois dos estragos provocados pelo mau tempo, que resultou no colapso do muro de suporte ao Pontão dos Saberes.

Os trabalhos foram concluídos esta manhã e, após a vistoria ao local pelo presidente da Câmara e responsável pela Proteção Civil Municipal de Campo Maior, Luís Rosinha, este troço será reaberto à circulação automóvel em totais condições de segurança.

O autarca assegura que foi feito, por parte das Infraestruturas de Portugal, um “esforço grande” para que os trabalhos acontecessem no menor tempo possível, tendo em conta os prejuízos para os residentes das duas localidades e as preocupações com as questões de socorro.

Rosinha explica ainda que, inicialmente, a previsão é que a intervenção a realizar, ao contrário do que acabou por se comprovar, era de dez a 20 metros de comprimento. “Aquilo que se vê aqui hoje é um muro, em pedra argamassada, que levou centenas de metros cúbicos de betão e pedra e que, efetivamente, teve aqui uma atitude muito ágil, por parte das Infraestruturas de Portugal, que quase de imediato, se colocou no terreno, com os meios que tinha”, assegura.

Passado este mês de trabalho, chega hoje o dia de se reabrir esta estrada, sabendo Luís Rosinha “todos prejuízos que foram causados, sobretudo aos residentes de Campo Maior e Elvas”. “Na altura, eu também tinha uma preocupação com as questões de socorro, porque o nosso hospital de referência é o de Elvas”, acrescenta. “As entidades articularam-se, o trabalho aparece feito e, passado um mês, eu acho que as pessoas depois de passarem nas estrada, vão perceber o que aqui foi feito”, diz ainda.

“Felizmente e finalmente” volta-se a poder circular nesta estrada, sendo que, durante mais de um mês, foram muitos os prejuízos causados também, no que toca ao transporte de mercadorias, por mais que, para evitar males maiores, o Município de Campo Maior tivesse reativado o trânsito na Estrada do Retiro. “Quem sofreu mais foram as empresas da região, que não puderam fazer este trajeto, como faziam todos os dias, os residentes e os trabalhadores, porque há um fluxo de trabalhadores grande, entre o concelho de Elvas e todos os concelhos no pós-Elvas, e que viram as suas vidas mudadas neste mês”.

As obras, para além de terem servido para recuperar o muro de suporte ao Pontão dos Saberes, serviram também para a recuperação de uma passagem hidráulica, que acabou por desaparecer, com as cheias.

Proteção Civil: Sub-Comando do Alentejo Litoral vai ser “um grande desafio”, diz Tiago Bugio

Tiago Bugio (na foto) é o novo comandante do Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo Litoral, que vai passar a funcionar, em definitivo, em Grândola, a partir de dia 1 de Fevereiro.

O antigo comandante dos bombeiros de Elvas, engenheiro de formação, refere que “é um grande desafio, por se tratar de um território muito vasto e com uma grande variedade de ocorrências, desde a área rural, à parte florestal, incluindo todo o eixo rodoviário que liga a capital do país à zona sul. Vamos ter grandes desafios em juntar esforços de todos os agentes de Proteção Civil para conseguir uma melhor resposta ao nível operacional para esta zona”.

Por outro lado, Tiago Bugio refere que “a experiência adquirida na minha casa mãe, que são os bombeiros de Elvas, vai ser fundamental para o desempenho destas funções”.

Tiago Bugio assumiu no dia 1 de Janeiro as funções de comandante do Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo Litoral.

A nova estrutura irá ter instalações construídas de raiz num terreno disponibilizado pelo município de Grândola.

O Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo Litoral vai abranger os concelhos de Alcácer do Sal, Grândola, Odemira, Santiago do Cacém e Sines.