Agrupamento de Campo Maior sem “solução mágica” para violência nas escolas

Dizendo não ter uma “solução mágica” para resolver o problema da insegurança e os episódios de violência nas duas escolas do agrupamento de Campo Maior, o diretor Jaime Carmona garante que a ligeireza de que a direção é acusada de ter no tratamento deste tipo de situações, por parte do presidente da Associação de Pais, é apenas proveniente de “diferentes pontos de vista” (ver aqui).

“Se amanhã conseguir encontrar um diretor que tenha soluções mágicas, este diretor entrega as chaves que tem desta escola, volta para a sua sala de aula, porque não está minimamente agarrado a este lugar”, garante.

Considerando que este não é um problema que se resolve do dia para a noite, o professor garante que o “diagnóstico” dos problemas do agrupamento está feito e registado, sendo que é preciso encontrar soluções. “Sempre manifestámos preocupação e procurámos desencadear formas de estar diferentes até dos próprios parceiros para esta situação”, assegura.

Assegurando que a atual direção “tudo tem feito” por “melhorar o agrupamento”, Jaime Carmona, que espera que todos em torno da escola possam colaborar, garante que ninguém o pode acusar de dizer que não existem problemas na escola. “Mas não o fazemos com espalhafato, com um grande alarido, é sim registando, alertando, notificando e  queixando-nos às entidades certas”, acrescenta.

O diretor diz ainda “não caber na cabeça de ninguém” que poderá ter algum tipo de satisfação em que, dentro da escola, qualquer problema aconteça com os alunos, sendo que, do seu ponto de vista, é necessário, com os “especialistas na matéria”, como a GNR e a Câmara Municipal, rever estas situações.

Lembrando ainda que a Associação de Pais representa os pais de todos os alunos do agrupamento sem exceção, Jaime Carmona reconhece que a manifestação desta manhã tem a “sua razão” de acontecer. Contudo, a procura por um só culpado nesta situação não faz sentido e só acaba por “menorizar o problema”.

Exposição de fotografia sobre “Ser Criança Atrás das Grades” patente no Espaço.arte

No âmbito das Comemorações do 50.º Aniversário do 25 de abril, o espaço.arte recebeu no sábado, dia 13 de abril a inauguração da exposição “Punctum – Ser Criança Atrás das Grades”, de Catarina Araújo Ribeiro.

A expressão “Punctum” é um conceito de Roland Barthes que permite identificar numa fotografia os detalhes que tocam e ferem emocionalmente o espetador, fazendo com que a fotografia passe a viver dentro de quem a observou.

Durante três meses a autora captou o dia-a-dia das reclusas e dos seus filhos dentro de um estabelecimento prisional português onde, para não perderem o colo ou por falta de suporte familiar alternativo, as crianças vivem numa ala com as mães até aos três anos de idade.

O presidente do Município, Luís Rosinha, o presidente da Assembleia Municipal, Jorge Grifo, as vereadoras São Silveirinha e Fátima Vitorino, e o presidente da Junta de Freguesia da Expectação, Hugo Rodrigo, estiveram presentes nesta abertura.

Novo episódio de violência leva pais de Campo Maior a fechar Secundária a cadeado

Imagem ilustrativa

Dezenas de pais e encarregados de educação de alunos de Campo Maior manifestaram-se na manhã desta segunda-feira, 15 de abril, em frente à Escola Secundária da vila, que chegou mesmo a ser fechada a cadeado pela Associação de Pais.

Esta manifestação, segundo explica o presidente da associação, José Gama, prende-se com mais um episódio de violência, que envolveu um aluno, na passada sexta-feira, dia 12, que acabou por entrar na escola quando se encontrava suspenso das atividades letivas.

“Uma escola que reiteradamente não é segura, não pode estar aberta aos alunos. Quando digo aos alunos, digo aos professores e aos auxiliares, que se juntarem a nós e que foram muito abertos a esta situação, porque eles próprios têm apresentado algumas queixas à direção da escola, em termos de insegurança, sobretudo os professores”, garante.

Esta manifestação de hoje, que já não é a primeira, terá terminado quando a GNR abriu os cadeados e a escola foi aberta, sendo que a direção do agrupamento “não deu a cara e não foi falar com o grupo”. José Gama garante até que muitos professores têm manifestado o seu “desagrado” no que toca à forma como a direção tem lidado com estas situações: “são sempre levados, não digo de forma incompetente, mas de uma forma muito leve”.

Recordando o episódio da passada sexta-feira, na Escola Secundária, no decorrer do encerramento da “Semana da Interculturalidade”, em que estavam presentes turmas de 6º ano do Centro Escolar Comendador Rui Nabeiro, José Gama revela que o “cabecilha de um dos grupos de terror” da escola começou a causar distúrbios no auditório, tendo depois começado aos “pontapés e aos murros” a um “miúdo que passou por ele”. “E isto é o que acontece diariamente”, confirma.

O aluno em causa, que terá causado os alegados desacatos e agressões, revela ainda o responsável, entrou na escola, quando se encontrava suspenso. “Este aluno tem processos, porque bate em professores, bate em alunos, ameaça de morte e persegue até casa”, revela. “A nossa questão é como é que um aluno, que está expulso, está dentro da escola e como é que a primeira coisa que se faz não é chamar a GNR”, interroga-se José Gama, dando conta que, para além dos “pontapés e murros” que deu a alunos, este jovem terá dito a vários professores que “os matava”, bem como às suas famílias.

Os dedos de uma mão, garante ainda José Gama, já não chegam para contar os casos “gravíssimos” de agressão nas duas escolas do agrupamento de Campo Maior.

Depois de terminada a manifestação em frente à escola, e enquanto decorria no Centro Cultural uma conferência dedicada ao 25 de Abril, este grupo de pais acabou por interromper a sessão, subindo ao palco, mostrando o seu desagrado com a situação.

Projeto “Ouguela Viva!” quer recriar antepassados e homenagear os feitos da época

A sessão de apresentação do Projeto “Ouguela Viva!” decorreu no Centro Comunitário de Ouguela, na passada quinta-feira, dia 11 de abril.

Esta iniciativa, que contou a presença da vereadora São Silveirinha, está inserida no programa “Castelos e Fortalezas de Fronteira do Alentejo – Raia Viva!” do Turismo de Portugal, promovido pela Historicalia CRL com o apoio do Município de Campo Maior.

O evento vai realizar-se nos dias 11 e 12 de maio, tendo como propósito fazer do património, material e imaterial, um instrumento de desenvolvimento do interior, recriando os antepassados, de forma a homenagear os feitos dos Homens e Mulheres da época.

O contexto histórico do evento serão as duas épocas em que a zona da Raia foi mais importante para a História da Península Ibérica, tendo atividades em que o viajante pode ver, sentir, tocar e participar nas iniciativas como as oficinas históricas ao vivo, animação lúdica, lendas do Castelo, jogos infantis, entre muitas outras.

Participação Política e Cidadania é mote para iniciativa terça-feira no Centro Cultural

Uma ação de capacitação, que aborda o tema da participação política e cidadania, de forma ficcionada, tem lugar amanhã, terça-feira, 16 de abril, no Centro Cultural de Campo Maior.

“Fazes Parte! Faz a tua Parte” é o mote desta ação, direcionada ao público escolar, do 3º ciclo do ensino básico e público em geral.

A vereadora na Câmara de Campo Maior, São Silveirinha, revela que o objetivo desta atividade passa por, “através de vários momentos como uma peça teatro, que aborda o tema da participação política e cidadania, de forma fictícia, reportando a história coletiva do nosso país e um momento musical, para esclarecer os mais jovens para que todos podemos ser agentes políticos e participar ativamente na construção de uma sociedade mais justa e equitativa”.

Esta ação, inserida nas comemorações dos 50 anos do 25 de abril, do município de Campo Maior, tem início amanhã, às 10.45 horas, no Centro Cultural.

Campo Maior acolheu Torneio Inter-Regional de Velocidade de natação

O Complexo de Piscinas Cobertas da Fonte Nova recebeu, no sábado, dia 13 de abril, cerca de 150 atletas de 13 clubes para o Torneio Inter-Regional de Velocidade, uma organização do Município de Campo Maior, da Associação de Natação do Interior Centro (ANICENTRO) e da Associação de Natação do Distrito de Santarém (ANDS).

O presidente do Município, Luís Rosinha, o presidente da Assembleia Municipal, Jorge Grifo, os vereadores Paulo Pinheiro, São Silveirinha, Paulo Almeida e Fátima Vitorino, o presidente da Junta de Freguesia de São João Baptista, Miguel Tavares, e Vanda Portela em representação da mesma, e os presidentes das Juntas de Freguesia de Degolados e da Expectação, João Cirilo e Hugo Rodrigo, respetivamente, participaram nas cerimónias de entrega de medalhas aos participantes.

Conferência “Conversas à Volta da Raia” na segunda-feira em Campo Maior

Luís Cunha, Francisco Moita Flores e Moisés Cayetano Rosado são os autores convidados para, amanhã, segunda-feira, 15 de abril, participarem na iniciativa “Conversas à Volta da Raia”, que tem lugar na Biblioteca Municipal João Dubraz, em Campo Maior

Esta palestra conta com três pessoas “muito conhecedoras do 25 de abril, nomeadamente, “Luís Cunha, autor da obra ‘Memória Social em Campo Maior: Usos e Percursos de Fronteira’; Francisco Moita Flores, responsável pela série ”Raia dos Medos”, gravada em Campo Maior, na década de 90; e Moisés Cayetano Rosado, historiador interventivo, apaixonado por Portugal, e autor das obras ‘Salgueiro Maia: das guerras em África à revolução dos cravos’ e ‘Sempre Abril’”, revela a vereadora na Câmara de Campo Maior, São Silveirinha.

O moderador é o professor Fernando Antunes.

A vereadora diz ainda que esta conversa, que “incide na temática do 25 de abril, mas especificamente, na raia”, é direcionada ao “público escolar, do ensino secundário, e também para o público em geral que se queira juntar à iniciativa”.

A iniciativa “Conversas à Volta da Raia” tem início marcado, para amanhã, às 10.45 horas, na Biblioteca Municipal João Dubraz, em Campo Maior.

Exposição sobre “como é ser criança atrás das grades” inaugurada este sábado no Espaço.arte

Foto: Catarina Araújo Ribeiro

“Punctum – Ser Criança atrás das grades” é o nome da exposição de fotografia, que é inaugurada na tarde deste sábado, 13 de abril, no espaço.arte, em Casmpo Maior.

Esta mostra “conta com 24 fotografias da fotógrafa Catarina Araújo Ribeiro, que passou três meses no Estabelecimento Prisional de Tires, a captar o dia-a-dia das 17 crianças que vivem com as mães que estão presas, neste estabelecimento prisional”, revela a vereadora São Silveirinha. Esta exposição assume-se como “uma reflexão sobre a liberdade ou a falta dela”, considerando que as fotografias são “bastante interessantes”.

A inauguração desta exposição de fotografia está marcada para hoje, às 15 horas, no Espaço.arte, em Campo Maior, onde fica patente até dia 7 de julho.

Esta iniciativa insere-se nas comemorações dos 50 anos do 25 de abril, desenvolvidas pelo município de Campo Maior.

“Soares é Fixe!” em exibição este sábado no Centro Cultural

Foto: Filipe Feio

O filme “Soares é fixe!” é exibido amanhã, sábado, dia 13 de abril, no Centro Cultural de Campo Maior, pelas 21.30 horas.

Sinopse: “As terceiras eleições presidenciais, após a Revolução de Abril de 1974, foram realizadas no dia 6 de Janeiro de 1986. A disputa pela maioria absoluta entre Mário Soares e Diogo Freitas do Amaral foi renhida, obrigando a uma segunda volta, que aconteceu a 16 de Fevereiro. Durante essa longa noite de contagem dos votos, Soares recorda os tempos da resistência à ditadura, as grandes lutas do pós-25 de Abril, os companheiros de vida, a mulher, os filhos e todos os sacrifícios que o levaram àquele momento tão importante da sua vida”.

Os bilhetes, com o custo de 3.50 euros, estão à venda no Centro Cultural e online.

Meia Maratona Badajoz-Elvas cancelada pelo segundo ano consecutivo

A realização da 34ª edição da Meia Maratona Badajoz-Elvas, organizada pela Câmara Municipal de Elvas, prevista para o próximo domingo, 14 de abril, foi cancelada. Em causa está o facto da polícia municipal, do outro lado da fronteira, não garantir, em segurança, a saída da prova de Badajoz.

Dando conta que se chegou a pensar numa alternativa, o vereador Hermenegildo Rodrigues garante que, por parte do Município de Elvas, “tudo foi feito” para que a prova fosse uma realidade. “Pusemos inclusivamente a hipótese de fazer a meia maratona até à fronteira, mas ouvimos todas as entidades envolvidas e chegámos à conclusão que talvez fosse benéfico não alterar aquela que é uma rotina de há 34 anos a esta parte”, começa por dizer.

A verdade é que “não estando reunidas as condições necessárias de segurança”, e apesar da Câmara de Elvas ter demonstrado a sua disponibilidade em “fazer a meia até à fronteira e voltar”, adianta o vereador, a autarquia notou que algumas entidades envolvidas na organização da prova “não aceitariam de bom grado essa situação”. Para além disso, também o regulamento da Meia Maratona viria a ter de sofrer alterações.

“Continuamos a aguardar que a situação se resolva, para que não continuemos neste impasse”, diz ainda Hermenegildo Rodrigues, que recorda que já foram várias as provas desportivas canceladas, como a do Baluarte e a Meia Maratona Elvas-Badajoz. “Tivemos também alguma dificuldade face às normas de segurança para levar por diante a segunda edição do EuroBEC Granfondo, mas obviamente contámos com a disponibilidade total, quer da Guardia Civil, quer da GNR, que garantiram a segurança ao longo do circuito”, diz ainda.

Esta é a segunda vez consecutiva que esta 34ª edição da Meia Maratona Badajoz-Elvas é cancelada, sendo que também no ano passado, pelos mesmos motivos, não se realizou.