Arronches: renovado Convento de Nossa Senhora da Luz é “das pessoas e para as pessoas”

O Convento de Nossa Senhora da Luz, em Arronches, reabriu esta sexta-feira, 15 de dezembro, ao público, depois de ter sofrido obras de recuperação e requalificação. A cerimónia de inauguração contou com um momento musical a cargo de elementos da Academia de Música de Elvas.

Este espaço, recorda o presidente da Câmara de Arronches, João Crespo, depois da “extinção da ordem religiosa em Arronches teve vários tipos de utilização, desde habitação, armazém espaço comercial”.

Em 2004 o imóvel foi adquirido pelo município e, em 2019, deu-se início ao projeto de reabilitação e beneficiação do convento, sendo que as obras iniciaram em 2021. “Esta intervenção, que decorreu em três fases, permitiu chegar ao dia de hoje com um espaço renovado e disponível para servir população e quem nos visita”, revela o presidente.

A obra resulta de um investimento total de um milhão e 712 mil euros, financiado a 85% por fundos comunitários. João Crespo garante que esta obra vem “no seguimento do trabalho de regeneração do centro histórico da vila, para o tornar mais apetecível para residir e mais bonito para quem o visita”.

O Convento de Nossa Senhora da Luz conta agora com o Posto de Turismo e uma galeria municipal. O presidente da Câmara de Arronches revela que se pretende que este espaço “tenha vida e seja um pólo de atração para a população e visitantes”.

“Este local é das pessoas e para as pessoas, e de tudo faremos para que seja um espaço de referência cultural no concelho e na região”, remata João Crespo.

Na cerimónia de inauguração marcaram presença a ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa; a diretora Regional de Cultura do Alentejo, Ana Paula Amendoeira; e o presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo, Ceia da Silva, entre outras entidades.

Festas do Povo são património da UNESCO há dois anos

Faz precisamente hoje, dia 15 de dezembro, dois anos, que as Festas do Povo de Campo Maior foram classificadas como Património Cultural Imaterial, pela UNESCO.

As Festas do Povo identificam a alma do povo campomaiorense, bem como a sua arte de trabalhar o papel e realizam-se quando este assim o entende. Durante vários meses os campomaiorenses trabalham de forma voluntária para embelezar, com criatividade, dezenas de ruas na vila, uma tradição que passa de geração em geração.

A última edição das Festas do Povo realizou-se em 2015, a realização do evento, em 2024 é ainda uma incógnita.

Elvas: comunidade ajuda a concretizar sonhos de Natal dos utentes do Lar Júlio Alcântara Botelho

À semelhança do que já tinha feito no ano passado, o Lar Júlio Alcântara Botelho, em Elvas, tem procurado, com a ajuda de todos aqueles que se queiram associar à causa, concretizar um sonho de Natal dos utentes, com a oferta de prendas.

Através das redes sociais, cada um dos utentes deu a conhecer o presente que gostaria de receber, sendo que, de acordo com o diretor técnico do lar, Paulo Pires, as prendas estão praticamente todas asseguradas. O grande objetivo da iniciativa, diz ainda, é “envolver os utentes na comunidade”.

A verdade é que grande maioria dos utentes acaba por passar o Natal na instituição. “Alguns, com falta de suporte familiar, mantêm-se aqui – que são a maioria – e outros vão passar o Natal a casa com a família e depois regressam à instituição”, adianta Paulo Pires.

Já esta sexta-feira, 15 de dezembro, a instituição promove a sua habitual festa de Natal, nas instalações da Sociedade de Instrução e Recreio (SIR), a partir das 16h30, até porque o lar ainda se encontra ainda em obras. A expectativa é que esta intervenção, que vai permitir ao lar acolher um total de 81 utentes, esteja concluída já no início de janeiro.

A Rádio Campo Maior esteve ainda à conversa com alguns dos utentes do lar sobre esta época de natal e sobre os presentes que gostariam de receber. Manuel Vilas, por exemplo, revela que gosta de receber livros, tendo, só este ano, lido mais de 40. Para Eliseu Cruz, que já nem se lembrava do presente que pediu, o natal é sinónimo de “família em harmonia”.

Joaquim Rodrigues, que confessa ser guloso, conta que pediu, desta vez, chocolates, enquanto Florival Belém, de Vila Viçosa, ainda antes de falar sobre esta época de Natal, quis presentear os ouvintes da Rádio Campo Maior e Rádio ELVAS com uma das suas muitas quadras, que é possível ouvir na reportagem que apresentamos no podcast abaixo.

Casa do Benfica de Campo Maior solidária com “Os Cucos” este Natal

A Casa do Benfica em Campo Maior promove amanhã, sábado, dia 16 de dezembro, mais edição do convívio “Natal Solidário”, em que o principal objetivo é apoiar uma instituição de solidariedade social da região.

Desta vez, como explica o presidente da coletividade, Miguel Minas (na imagem), a escolha recaiu sobre o Centro de Acolhimento “Os Cucos”, em Elvas, para o qual revertem todas as verbas angariadas com a iniciativa.

“Vamos despertar um bocadinho a nossa solidariedade, em nome do Benfica e da Casa do Benfica de Campo Maior, e ajudar quem mais precisa, porque é esse o espírito natalício”, começa por dizer o responsável. “Decidimos fazer um convívio com um preço simbólico para os participantes e, depois, o dinheiro que conseguirmos reunir com essa inscrição dos sócios vai reverter para ‘Os Cucos’”, adianta Miguel Minas.

Lembrando a realidade em que vivem as crianças daquela instituição, o responsável explica que a Casa do Benfica vai procurar oferecer-lhes, entre outras coisas, um computador e um tablet. “São coisas que os nossos filhos todos têm, mas de que estes miúdos estão privados e isso toca-nos”, garante, procurando-se com isto “colmatar as grandes perdas que eles têm e as vicissitudes das suas vidas”.

A par das prendas a oferecer às crianças, a Casa do Benfica, através dos donativos de qualquer pessoa que se queria associar à causa, quer fazer chegar algum mobiliário à instituição, como sofás de dois e três lugares, roupeiros, camas e colchões individuais, cómodas e sapateiras. “Temos algumas pessoas, que nem do Benfica são, que se aperceberam desta nossa causa e que se juntaram a nós”, comenta Miguel Minas, que garante que “todos os donativos são bem-vindos”.

Com o dinheiro angariado com as inscrições no convívio, a Casa do Benfica vai criar um voucher monetário, para entregar à instituição, para que depois esta possa comprar o que considerar mais necessário. Quanto ao mobiliário recolhido, a coletividade fará a ponte para o fazer chegar aos “Cucos”.

Miguel Minas explica ainda que, no decorrer deste convívio, a Casa do Benfica oferece a refeição aos sócios. Qualquer donativo pode ser feito por Mbway ou em numerário a qualquer membro da direção: Miguel Minas (969 138 558); José Mexia (965 778 657); e Nuno Corado (965 865 395).

Este convívio, aberto aos sócios, tem início amanhã pelas 13 horas e decorre nas instalações da Casa do Benfica de Campo Maior.

Elvas: cerca de 1600 crianças tocam ronca e “Cantam ao Menino” no Coliseu

Cerca de 1600 crianças do ensino pré-escolar e de primeiro ciclo do concelho de Elvas, a par de encarregados de educação e profissionais da área educativa, vão estar reunidas, amanhã, sexta-feira, 15 de dezembro, no coliseu da cidade, a tocar ronca e a “Cantar ao Menino”, numa organização da associação juvenil Arkus.

Esta é uma iniciativa que a Arkus quer inscrever no livro de recordes do Guinness, como sendo o evento que reúne o maior número de pessoas a “Cantar ao Menino” e a tocar ronca.

Trata-se de uma iniciativa, à semelhança daquilo que já aconteceu no ano passado, promovida pela associação juvenil Arkus, no âmbito do projeto “Viver a Tradição”. Este projeto foi criado com o objetivo de manter viva esta tradição de natal, que quase caiu em esquecimento.

Para que o evento possa ser um sucesso, a Arkus andou a percorrer as escolas, ao longo das últimas semanas, para ajudar as crianças a produzirem as suas roncas e também para as ensinar a cantar ao menino.

Amanhã, o evento, que decorre entre as 10 horas e o meio-dia, explica o presidente da associação juvenil, o professor Carlos Beirão, terá o seu momento alto quando, por volta das 11 horas, as crianças cantarem, em conjunto com o grupos das Roncas d’Elvas, músicas natalícias, acompanhadas pelas suas roncas.

“Vamos ter um alinhamento de várias atividades musicais, com vários grupos, de forma a dar a conhecê-los, e também dinamizar o próprio momento em que, depois, todos iremos tocar ronca ao mesmo tempo”, explica ainda Carlos Beirão.

Alunos da Suécia recebidos na Câmara Municipal de Campo Maior

Um grupo de alunos, oriundos da cidade de Vallentuna, na Suécia, foi recebido ontem, 13 de dezembro, nos Paços do Concelho de Campo Maior, pelos vereadores Paulo Pinheiro e São Silverinha.

O grupo está em Campo Maior no âmbito de um projeto Erasmus + e eTwinning, promovido pela Escola Secundária, chamado “Flying With The Cranes – Voando Com os Grous”. Esta é uma forma de os alunos ficarem a conhecer melhor a espécie que utiliza as duas localidades para passar o Inverno.

Em maio, serão os alunos campomaiorenses a visitar a cidade sueca.

Casa Equiativa angaria verbas com venda do livro “Nasci Para Todos”

A associação “A Casa Equiativa” tem estado representada na Feirinha de Natal, que tem animado a Praça Multimodal de Campo Maior, não só para se dar a conhecer, mas também para vender o livro infantil “Nasci Para Todos”.

Esta obra, que conta com ilustrações da artista Maria Silvano, é da autoria da educadora de infância Joana Monteiro, que é também elemento da direção da associação. Segundo explica, trata-se de um livro inclusivo, uma vez que é escrito também em Braille.

A ideia de escrever este livro, explica Joana Monteiro, surgiu numa altura em que se encontrava em casa de baixa médica. “Sendo eu educadora infância, o livro resulta de uma história inventada para uma festa de natal do infantário”, começa por contar. “Pensámos que seria muito giro o livro vir em Braille, porque queríamos criar oportunidades para toda a gente”, revela ainda.

O livro custa cinco euros, sendo que as verbas revertem, na sua totalidade, para as atividades da Casa Equiativa, que tem o seu foco na área da deficiência. “Para janeiro temos duas ações de formação de primeiros socorros planeadas para as famílias, porque elas são o pilar de tudo. Muitas vezes são esquecidas e, com este tipo de crianças e adolescentes, os acidentes são mais prováveis de acontecer”, adianta.

Joana Monteiro revela ainda que a associação tem, neste momento, alguns projetos para implementar, com o objetivo da inclusão das pessoas com deficiência. “Já falámos com professoras da Unidade do Centro Escolar de Campo Maior, para trabalharmos em parceria, para a inclusão, porque, cada vez mais é importante incluirmos as pessoas com deficiência na sociedade, quer a nível escolar, quer a nível de atividades, quer a nível laboral”, remata.

Entre sábado e domingo, a Casa Equiativa volta a estar presente na Feirinha de Natal, na Praça Multimodal de Campo Maior, no sentido de dar a conhecer a sua missão, bem como o livro infantil escrito por Joana Monteiro.

Dia de Santa Luzia assinalado no Hospital de Elvas (c/fotos)

O Dia de Santa Luzia que se celebra hoje, 13 de dezembro, foi assinalado pelo Hospital de Elvas com a tradicional entrega das bolachas e pagelas da santa padroeira, aos utentes e profissionais de saúde.

Este é um dia que marca “o início das festividades da quadra natalícia”, revela Joaquim Araújo, presidente do conselho de Administração da ULSNA, adiantando que o objetivo é “dar um maior conforto aos utentes, porque a saúde também de faz deste tipo de iniciativas, para proporcionar melhores cuidados”, destacando e reconhecendo ainda “o trabalho e dedicação dos profissionais de saúde”.

Já Vera Escoto, diretora clínica da ULSNA, revela que a entrega das bolachas de Santa Luzia e da pagela da santa padroeira se assume como “um gesto simbólico que leva esperança, felicidade e amor aos utentes”.

“Kutlangana” foi mote para “Conversa de Artista” no espaço.arte

O espaço.arte, em Campo Maior, recebeu ontem, dia 12 de dezembro, mais uma “Conversa de Artista”: desta vez, em torno da exposição “Kutlangana”, numa sessão dirigida a um grupo de alunos do 9.º ano

Numa conversa com o curador da exposição, Rodrigo Bettencourt, e com um dos artistas convidados, Ntaluma, os alunos ficaram a saber mais sobre as especificidades dos vários autores que compõem esta mostra, com obras em várias disciplinas como desenho, colagem, escultura em cerâmica e madeira, pintura e fotografia. A vereadora São Silveirinha esteve presente na ocasião.

“Kutlangana”, uma mostra de arte moçambicana, está disponível para visita, no espaço.arte, até dia 7 de janeiro.

Fonte: Município de Campo Maior

Investimento do PRR vai permitar colocar “ainda mais” as ruínas de Torre de Palma no mapa

A Villa Romana de Torre de Palma vai ser requalificada, após assinados ontem, 12 de dezembro, contratos de financiamento e interadministrativos de cooperação entre a Direção-Geral do Património Cultural, a Direção Regional de Cultura do Alentejo e o Município de Monforte.

Em causa, para a requalificação daquele espaço histórico e arqueológico de Monforte, estão 300 mil euros, ao abrigo da reprogramação do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para o Património Cultural.

Considerando este um espaço importante, não só para o país, mas para a Península Ibérica, a secretária de Estado da Cultura, Isabel Cordeiro, explica que, com estes 300 mil euros, vai procurar valorizar-se o sítio arqueológico das ruínas e proceder à “conservação de alguns testemunhos”, entre eles, o batistério. “Acreditamos que esta verba já permite uma valorização bastante importante, não só pela presença do hotel aqui a poucos passos, mas também pelo trabalho que está a ser feito em Monforte, com o Monforte Sacro, em que há uma visão para o património cultural, no seu conjunto, que coloca Monforte como um lugar a visitar”, assegura.

O objetivo, garante Isabel Cordeiro, é conseguir colocar, “ainda mais”, as ruínas de Torre de Palma no mapa, assegurando ser preciso apostar numa “conservação continuada” daquele espaço. Para isso, com estes 300 mil euros, vai-se “completar o investimento avultado que se fez, já em anos anteriores”, porque, segundo diz, “é preciso manter as coisas e não as deixar cair”.

Lembrando as “muitas deficiências” do Centro Interpretativo das ruínas de Torre de Palma, o presidente da Câmara de Monforte, Gonçalo Lagem, assegura que este é um património cultural, histórico e arqueológico de interesse nacional que tem sido “muito subvalorizado”. O edifício, criado há cerca de 20 anos, garante o autarca, carece de obras de manutenção, mas também de melhor sináletica. A par disso, Lagem explica que é necessário também qualificar e capacitar quem acompanha as visitas realizadas.

Assinados estes contratos, o Município de Monforte assume a responsabilidade pela obra, sendo que Gonçalo Lagem destaca o facto de Isabel Cordeiro ter conseguido defender, no âmbito do PRR, este investimento de 300 mil euros. Este valor, adianta ainda o presidente, vai permitir avançar para a manutenção da cobertura da Villa Lusitano-Romana, que diz ser “urgente”, para uma intervenção da vedação que “está bastante deteriorada” e fazer-se ainda um importante investimento no que toca à sinalética e, quem sabe, à criação de um audioguia.