Saiba como evitar comportamentos desadequados das crianças

Educar representa um enorme desafio para os pais e por vezes prevenir e gerir comportamentos desadequados nem sempre é fácil. No entanto, existem algumas estratégias facilitadoras para estabelecer um equilíbrio entre regras e limites comportamentais, por um lado, e afeto e empatia por outro.

Ana Castel-Branco, psicóloga na equipa de rendimento social de inserção de Elvas, Fronteira e Sousel, refere que “é necessário emitir algumas instruções, adequadas à idade da criança, e explicar o porquê das regras aplicadas”.

A psicóloga refere que quando os pais têm que aplicar algumas consequências é preciso seguir alguns passos: “escolher bem os comportamentos da criança em relação aos quais vamos aplicar as consequências, evitar abordagens violentas e optar pela perda de privilégios; não implementar consequências difíceis de implementar no quotidiano familiar e estar preparado para a possibilidade da crianças tentar contornar essa consequências”.

A prevenção e gestão de comportamentos desadequados é o tema da edição de hoje do programa Elvas Mais Solidária, com Ana Castel-Branco, psicóloga na equipa de rendimento social de inserção de Elvas, Fronteira e Sousel.

Tabagismo no programa De Boa Saúde desta semana

De acordo com o Grupo de Estudos do Cancro do Pulmão (GECP), 85% a 90% dos novos casos de cancro do pulmão são detetados em fumadores e somente com uma redução dos hábitos tabágicos da população se poderá atingir uma redução dos casos” da doença.

No entanto, não são apenas os fumadores ativos que são afetados pelas problemáticas relacionadas com o tabaco. Na edição desta semana do programa De Boa Saúde, o médico Pintão Antunes considera que “há que ter especial atenção aos fumadores passivos e que estão, diariamente, expostas ao fumo do tabaco”.

Na Europa, segundo a OMS, o tabagismo é responsável pela morte de cerca de 1 milhão e 200 mil pessoas por ano. É considerado o primeiro fator causal de doença, morte e incapacidade evitável nos países desenvolvidos, contribuindo para 6 das 8 primeiras causas de morte mundiais.

O tabagismo é o tema da edição desta semana do programa De Boa Saúde, com Carlos Falcato e o médico Pintão Antunes.

DECO deixa algumas dicas em caso de divórcio

O que sucede às dívidas e aos bens de um casal é a questão que se coloca quando um relacionamento chega ao fim. De acordo com a DECO, em situação de divórcio, ambos responderão pelas dívidas contraídas em sede de casamento, exceto no regime de separação de bens.

“No que diz respeito ao crédito à habitação, mesmo que um dos ex-cônjuges se responsabilize pela dívida, perante o credor os dois serão responsáveis e podem vir a ser interpelados a pagar”. Maria Inês Alvarenga (na foto), jurista na delegação de Évora, refere que “seria aconselhável haver uma decisão inicial sobre quem ficará com a casa”.

“No caso das contas à ordem, o seu encerramento só poderá ser feito com o consentimento de todos os titulares. Seria desejável encerrar contas conjuntas antes do divórcio. Contudo, quando houver crédito associado tal não se apresentará viável”, sublinhou.

A DECO aconselha a que as pessoas tomem decisões antecipadamente no sentido de não arrastarem situações de risco de incumprimento.

O que fazer quando um casamento chega ao fim, no que diz respeito a dividas e contas bancárias é o tema da edição desta semana da rubrica da DECO com Maria Inês Alvarenga, jurista na delegação de Évora da Associação para a Defesa do Consumidor.

Conferência sobre o Futuro da Europa no Espaço Europa

AnaPereiraA Conferência sobre o Futuro da Europa consiste numa série de debates e discussões, promovidos pelos cidadãos, e que permitirão às pessoas de toda a Europa partilhar as suas ideias e ajudar a moldar o nosso futuro comum.

A Conferência sobre o Futuro da Europa trata-se “de uma plataforma que pretende desmultiplicar eventos relacionados com ambiente, emprego, economia ou educação”, de acordo com Ana Pereira (na foto), do Europe Direct Alto Alentejo.

A Conferência é a primeira do género: enquanto grande exercício democrático, proporciona um novo fórum público para travar um debate aberto, inclusivo e transparente com os cidadãos em torno de uma série de prioridades e desafios fundamentais.

A Conferência sobre o Futuro da Europa é o tema da edição de hoje do programa Espaço Europa.

Autonomia de vida abordada no Elvas mais solidária

Patricia SardinhaA Casa de Acolhimento Residencial ”Os Cucos” é um espaço social que tem por finalidade o acolhimento a título transitório de crianças, no sentido de lhes proporcionar estruturas de vida tão próximas quanto possível às do núcleo familiar com vista ao seu desenvolvimento físico, intelectual e mora.

A permanência das crianças e jovens nesta instituição deveria ser por um curto período de tempo, “nunca superior a seis meses, situação que poucas vezes se verifica. Quando estas crianças dão entrada numa instituição de acolhimento, é traçado um projeto de vida com o intuito de estabelecer um caminho seguro para quando saem da mesma”, de acordo com Patrícia Sardinha (na foto), diretora técnica da Casa de Acolhimento Residencial os Cucos, em Elvas.

O projeto de autonomia de vida destina-se, quase sempre, “a maiores de 18 anos. No entanto, o primeiro problema que surge na saída do jovem é a verba que é atribuída pela Segurança Social, de 419 euros no máximo, com a qual temos que encontrar uma casa com condições de habitabilidade”.

A resposta social de autonomia de vida termina na altura em que o jovem completa 21 ano. A partir daí, oficialmente, já não é permitido o contacto entre o jovem e a instituição.

Esta resposta social é o tema da edição de hoje do programa Elvas Mais Solidária, com Patrícia Sardinha, diretora técnica da Casa de Acolhimento Residencial os Cucos, em Elvas.

Efeitos de uma exposição prolongada ao sol no “De Boa Saúde”

O aumento das temperaturas, devido às alterações climáticas, é já responsável por mais de um terço das mortes relacionadas com o calor, durante o verão, nas últimas duas décadas.

Esta é a principal conclusão um estudo internacional, publicado recentemente na revista Nature, após recolhidos dados de 732 populações de 43 países.

Na edição desta semana do “De Boa Saúde”, o médico Pintão Antunes explica que, tanto o calor como o frio são prejudiciais ao ser humano, pelo que as pessoas se devem manter em ambientes com temperaturas na ordem dos 20 graus. “Há pessoas que gostam muito do calor, sobretudo os mais novos, que torram ao sol, mas se for uma pessoa de 80 anos, morre de insolação”, explica o médico.

O calor, explica ainda o médico, é, muitas vezes, responsável por desequilibrar o nosso centro termorregulador.  “Há pessoas que não tem capacidade para aguentar temperaturas acima de 30 anos e sofrem, porque a temperatura do corpo humano é entre os 32 e 33,5 graus”, revela ainda.

Uma exposição prolongada ao sol pode ainda originar queimaduras solares, insolação e desidratação, estimular a reativação do herpes labial e provoca o envelhecimento prematuro da pele.

DECO ajuda a planear financeiramente a vida a dois

Maria Inês AlvarengaPartilhar casa e despesas com outras pessoas é um passo muito importante e que leva a uma gestão financeira das receitas e despesas de cada um, seja em conjunto ou individualmente.

De acordo com a DECO, como lidar com o dinheiro em conjunto é um desafio e uma etapa financeira bastante exigente para o casal.

Há, no entanto, algumas dicas que a Associação para a Defesa do Consumidor deixa para que tudo corra de forma tranquila. Maria Inês Alvarenga (na foto), jurista na delegação de Évora da DECO, refere que o primeiro passo é “conversar abertamente e de forma transparente sobre a repartição das despesas e encargos. É necessário definir se pretendem manter contas separadas e ter uma conta conjunta para os gastos da casa ou se optam por uma única conta, ajudará a evitar problemas no futuro; estabelecer o hábito de registar todas as despesas e rendimentos e elaborar um orçamento familiar; planear metas e objetivos para concretizar os “sonhos a dois” e a forma e prazo para os alcançar; adequar os gastos à capacidade financeira e criar um Fundo de Emergência, porque imprevistos acontecem mesmo”.

Vida financeira em conjunto é o tema da edição desta semana da rubrica da DECO com Maria Inês Alvarenga, jurista na delegação de Évora da Associação para a Defesa do Consumidor.

Programa de Estágio Schuman no “Espaço Europa”

AnaPereiraEstão abertas as candidaturas, até dia 30 deste mês, ao Programa de Estágio Schuman, promovido pelo Parlamento Europeu.

Estes estágios, segundo explica Ana Pereira, do Europe Direct Alto Alentejo, na edição desta semana do “Espaço Europa”, são organizados todos os anos, sendo que, aqueles que têm agora candidaturas abertas, terão início, num dos serviços do Parlamento, em outubro deste ano.

Os estágios, a realizar até fevereiro de 2022, são remunerados e destinam-se a nacionais de um Estado-Membro da União Europeia (UE) ou dos países candidatos à adesão. Os candidatos têm de ser licenciados, maiores de idade, fluentes numa das línguas oficiais e conhecimento doutra língua oficial e que não tenham trabalhado durante mais de dois meses consecutivos numa instituição ou órgão da UE.

As mais de 400 vagas disponíveis contemplam várias áreas de conhecimento: Comunicação (131), Emprego, Economia e Finanças (9), Infraestruturas e Logística (12), Direito (33), Relações Internacionais (40), Políticas Internas da UE (35), Administração (71), Tecnologias de Informação (14) e Multilinguismo (83).

A candidatura é efetuada online, sendo que cada candidato pode fazer até três escolhas em termos de vagas. O estágio pode ser realizado em vários Serviços do Parlamento, em 33 cidades diferentes da União Europeia, existindo uma vaga para Lisboa. A bolsa mensal, que cada estagiário recebe, é de cerca de 1.300 euros.

Todas as informações sobre este programa de estágios, do Parlamento Europeu, disponíveis em europedirect.ipportalegre.pt

Alienação parental no Elvas Mais Solidária desta semana

Viviana JesusA alienação parental é um conjunto de comportamentos praticados pelo progenitor considerado alienador, com o objectivo de criar uma relação de carácter exclusivo entre ele e a criança de forma a excluir para sempre o outro progenitor da vida do filho.

No entanto, esta situação “não é exclusiva de pai ou mãe. Pode haver também a intervenção de outros familiares ou amigos próximos de uma das partes. Este processo surge da dificuldade dos progenitores em resolver os problemas entre si e usam a criança como arremesso, o que não é o mais correto”, referiu-nos Viviana Jesus (na foto), psicóloga no Centro Humanitário de Elvas da Cruz Vermelha Portuguesa.

O progenitor alienador toma algumas medidas que prejudicam o contacto entre a criança e o outro progenitor: “por exemplo, não passam aos filhos o telefonema, organizam atividades quando o outro progenitor tem o fim de semana por conta dele, não partilham informações relacionadas com o acompanhamento que a criança recebe ou atividades extra curriculares que desenvolvem”.

O processo de alienação parental acarreta efeitos devastadores para o equilíbrio emocional da criança manipulada cuja inocência é destruída pela ideia subjacente de que não é digna de ser amada por ambos os pais.

A alienação parental é o tema do programa desta semana Elvas Mais Solidária, com Viviana Jesus, psicóloga no Centro Humanitário de Elvas da Cruz Vermelha Portuguesa.

Doença crónica mata sete em cada dez pessoas

DrPintaoCarlosFalcato.jpgDoenças crónicas como cancro, diabetes, cardíacas ou os acidentes vasculares cerebrais são responsáveis por sete em cada 10 mortes, causando 41 milhões de óbitos todos os anos, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

O médico Pintão Antunes explica que “o acidente vascular cerebral não é uma doença crónica. Sendo um acidente é uma situação repentina trata-se de um quadro agudo. A pessoa hoje está bem e amanhã morreu de AVC. O que fica são as sequelas do estado aguda. Na doença crónica, a pessoa sofre à muito tempo. Pode é desenvolver um quadro agudo e a pessoa morre”.

Pintão Antunes explica que “uma doença crónica é para o resto da vida, como é o caso da diabetes ou a bronquite crónica”.

As doenças crónicas são doenças que não põem em risco a vida da pessoa num prazo curto. No entanto, elas podem ser extremamente sérias, e várias doenças crónicas, como por exemplo certos tipos de cancro, causam morte certa.

As doenças crónicas estão em destaque na edição desta semana do programa De Boa Saúde, com Carlos Falcato e o médico Pintão Antunes, para ouvir hoje às 19.30 horas.