Estudantes de mestrado podem ser observadores no Horizonte Europa

No âmbito do Ano Europeu da Juventude 2022, a Comissão Europeia convida estudantes inscritos em cursos de mestrado a tornarem-se “jovens observadores” nas avaliações das candidaturas ao Horizonte Europa.

O programa Horizonte Europa “é o principal programa da União Europeia (UE) para o financiamento da investigação e da inovação”, como nos referiu Ana Pereira (na foto), do Europe Direct Alto Alentejo.

As candidaturas estão abertas até 14 de dezembro de 2022 e este é o tema da edição desta semana do programa Espaço Europa.

InnovPlantProtect procura soluções para a ferrugem amarela

O Departamento de Proteção de Culturas Específicas, do InnovPlantProtect, tem vindo a trabalhar no combate, entre outras, a uma praga que provoca a ferrugem amarela nas plantas.

“A ferrugem amarela é uma doença causada por um fungo que afeta o trigo e outros cereais um pouco por todo o mundo, colocando em causa o futuro e a estabilidade das culturas cerealíferas”, de acordo com Sandra Correia (na foto), diretora do Departamento de Proteção de Culturas Específicas.

“O InnovPlantProtect tem vindo a analisar amostras de ferrugem amarela colhidas em campos de trigo de Portugal, com o objetivo compreender a dinâmica espacial da doença e construir um sistema de alerta precoce”, garantiu a responsável.

O combate à ferrugem amarela é o tema da edição desta semana do programa do InnovPlantProtect, com Sandra Correia, diretora do Departamento de Proteção de Culturas Específicas.

Causas da febre em destaque no “De Boa Saúde”

A febre é algo comum e, por vezes, até benéfico, uma vez que é um sinal de defesa do organismo contra alguns agentes patogénicos.

Na edição desta semana do programa “De Boa Saúde” o médico Pintão Antunes esclarece que a febre “é uma reação do organismo a qualquer tipo de infeção existente, chegando mesmo a ser necessária, para impedir que os micróbios se multipliquem”.

A febre pode também surgir “devido a problemas emocionais ou nervosos, sendo uma reação do organismo perante algo que o está a agredir e é bom haver febre, mas também não é bom combatê-la por rotina”, diz Pintão Antunes, adiantando que, no caso das crianças, até 37,5ºC é normal, só se a criança estiver muito incomodada é que se deve administrar paracetamol”.

Pintão Antunes esclarece que não devemos, no caso das crianças, administrar anti-inflamatório, se a febre não for muito alta, porque “o corpo acaba por “não fazer a sua função, que é atrasar e combater a infeção existente”.

A febre e as suas causas são o tema em destaque esta semana no programa “De Boa Saúde”, com Carlos Falcato e o médico Pintão Antunes, que pode ouvir no podcast abaixo:

 

Quercus defende produção de energias renováveis em edifícios públicos

Com a crise energética que o mundo atravessa, com o aumento dos preços e do abastecimento de energia, alguns defendem o fim das metas de redução de emissões de gases de efeito de estufa e o regresso às centrais a carvão e centrais nucleares.

Segundo José Janela, da Quercus, a crise energética, enquanto resultado da guerra na Ucrânia, contudo, “não pode significar o fim” dessas metas. “De uma forma resumida podemos dizer que as centrais a carvão são responsáveis pela poluição do ar, com a emissão de partículas, de compostos como óxidos de enxofre que originam chuvas ácidas, bem como pela emissão de quantidades enormes de dióxido de carbono para a atmosfera”, começa por dizer. Devem ser por isso “progressivamente abandonadas, em toda a Europa como já aconteceu em Portugal”.

A energia nuclear, adianta José Janela, “também tem problemas insolúveis ao longo de todo o seu ciclo: desde a exploração mineira, que é das mais poluentes, com minas abandonadas que são fontes de contaminação, passando pelo funcionamento das centrais e dos seus perigos, aos resíduos que não têm uma solução definitiva. As centrais são também perigosas por serem objetivos militares de primeira ordem, como se vê na guerra da Ucrânia”.

A verdade é que há quem aponte a problemas ambientais causados pelas energias renováveis. José Janela explica como é que se podem resolver esses problemas. “São necessárias medidas de incentivo à implementação de soluções de energia que, nomeadamente nos edifícios tenha por objetivo alcançar a meta de edifícios netzero, ou seja, edifícios que possam produzir tanta energia como aquela que consomem. Os edifícios novos, reconstruídos ou remodelados, devem ser auto-sustentáveis energeticamente e deve haver apoios públicos nesse sentido”. defende.

A prioridade, diz ainda, “deve ser dada à produção descentralizada, na proximidade dos centros de consumo, evitando os custos financeiros, ambientais e as perdas de energia associados à construção de infraestruturas de transporte, devendo aproveitar-se as coberturas de grandes áreas industriais e comerciais para este fim”.

Os edifícios públicos podem ser parte da solução para o problema energético. “Existem muitos milhares de hectares de coberturas dos edifícios públicos que podem ser aproveitados para a instalação de painéis solares”, remata José Janela.

O programa “Ambiente em FM” desta semana para ouvir, na íntegra, no podcast abaixo.

Tarifa social da eletricidade e do gás na rubrica da DECO

Muitos consumidores já estarão a sentir o impacto da subida da fatura da eletricidade e do gás. Este é um cenário que se tenderá a manter, tendo em conta o escalar da taxa de inflação, que está a subir a olhos vistos em Portugal e na Europa.

Entretanto, o Governo já apresentou um pacote de apoio para combater a inflação, sendo que a DECO tem dado a conhecer algumas dicas para se conseguir poupar nas faturas. Uma delas diz respeito à tarifa social da eletricidade e do gás.

A tarifa social de energia, explica a jurista na delegação do Alentejo da Associação para a Defesa do Consumidor, Neide Brás, “é um apoio social que consiste num desconto, na tarifa de acesso às redes de eletricidade em baixa tensão e/ou de gás natural em baixa pressão, que compõe o preço final faturado ao consumidor de energia, seja luz ou gás”.

Embora a atribuição da tarifa social seja automática para os consumidores mais vulneráveis, Neide Brás relembra que a DECO tem “conhecimento de casos em que os consumidores preenchem os requisitos, mas não estão abrangidos”. Dessa forma, a DECO recomenda que se analise se se está abrangido pelas tarifas sociais; a ler atentamente a fatura e confirmar se está ou não a ser aplicada a tarifa social; e a contactar a empresa e a solicitar a ativação da tarifa social de forma a reduzir o valor da fatura.

O programa desta semana para ouvir na íntegra, no podcast abaixo:

 

Financiamento para circulação de obras literárias no “Espaço Europa”

O programa Europa Criativa, da União Europeia, tem abertas as candidaturas a um financiamento global de cinco milhões de euros, que prevê apoiar cerca de 40 projetos na área da literatura.

Este financiamento, revela Ana Pereira do Europe Direct Alto Alentejo, na edição desta semana do “Espaço Europa”, permite um apoio até 60% à tradução, publicação e distribuição de obras de ficção, como romances, contos, poesia, teatro, peças de rádio, banda desenhada e literatura para jovens adultos, e decorre anualmente.

São elegíveis obras em papel e em formato digital (e-books e audiobooks), sendo que cada projeto deverá propor um pacote mínimo de cinco obras.

As candidaturas podem ser feitas por uma entidade ou em consórcio de entidades ativas no setor do livro, como editoras, festivais de literatura, feiras do livro, bibliotecas e livrarias.

As candidaturas podem ser feitas até 21 de fevereiro de 2023. Todas as informações disponíveis em europedirect.ipportalegre.pt.

O “Espaço Europa” desta semana para ouvir, na íntegra, no podcast abaixo.

InnovPlantProtect testa inteligência artificial para lutar contra a doença da tinta

O InnovPlantProtect, em Elvas, tem vindo a desenvolver várias ferramentas digitais com o objetivo de apoiar os agricultores na sua luta contra pragas e doenças.

Uma dessas doenças, como explica a diretora do departamento de diagnóstico e monitorização do InnovPlantProtect, Ilaria Marengo, é a Phytophthora Cinnamomi, “vulgarmente conhecida como doença da tinta, que é um organismo, invisível aos nossos olhos, que vive no solo e que começa por atacar as raízes mais finas da árvore, as que estão mais afastadas do tronco, decompondo-as e depois avança para o centro da árvore até destruir as raízes maiores”.

Esta doença afeta árvores como os sobreiros, azinheiras e castanheiros, sendo que, na última década, se tem tornado cada vez mais evidente devido às alterações climáticas.

Neste momento, e para fazer face a esta doença, o InnovPlantProtect tem vindo a experimentar, no campo, uma tecnologia que se baseia “na análise de dados térmicos e multiespectrais recolhidos com drones”. Utilizando a inteligência artificial, os investigadores têm estado “a testar um modelo que identifica árvores saudáveis e árvores pouco saudáveis, e também aquelas árvores que são assintomáticas”. Isto é importante, garante Ilaria Marengo, “porque pode ajudar a mapear antecipadamente a presença da doença e informar o agricultor para implementar uma gestão preventiva no campo”.

A rubrica desta semana do InnovPlantProtect para ouvir, na íntegra, no podcast abaixo.

 

Portugal poderá ter cerca de dois milhões de obesos em 2023

Estima-se que Portugal poderá ter, em 2023, cerca de dois milhões de obesos e gastar milhões de euros para combater a doença.

Com isto, prevê-se uma subida da despesa total de saúde no país para os 23 mil milhões de euros no próximo ano, o que corresponde a 9,8% do PIB. Desse montante, cerca de 1,4 mil milhões de euros serão gastos devido à obesidade.

Na edição desta semana do “De Boa Saúde”, o médico Pintão Antunes explica que a falta de informação continua a levar as famílias a permitirem que um jovem se torne num adulto obeso, assegurando que a obesidade é uma doença “muitíssimo grave”.

A obesidade é um dos principais fatores de risco para a diabetes tipo 2, sendo que Pintão Antunes recorda o levantamento que levou a cabo, nas escolas de primeiro ciclo do concelho de Elvas, ainda antes de pandemia, em que constatou que três por cento da população escolar tem excesso de peso ou mesmo obesidade.

O programa desta semana do “De Boa Saúde” para ouvir na íntegra no podcast abaixo:

Guia Geológico dedicado à Serra de São Mamede no “Ambiente em FM”

Um guia geológico dedicado à serra de São Mamede, da autoria professora portalegrense Ana Paula d’Ascensão, lançado recentemente, tem como mote a “beleza natural da Serra e o interesse histórico e arquitetónico dos locais onde a população se concentra”.

Na edição desta semana do programa “Ambiente em FM”, José Janela, da Quercus, revela que esta obra resulta da tese de mestrado desta professora de biologia: “este livro resulta da tese de mestrado sobre geologia com o tema «Percursos Geológicos no Parque Natural da Serra de São Mamede», que a professora Ana Paula d’Ascensão fez há uns anos atrás e que agora foi adaptado para livro, para o público em geral”.

O livro, adianta o ambientalista, “é de fácil manuseio, com menos de 150 páginas”. A obra possui um glossário dos termos geológicos. “Algumas palavras não são utilizadas no dia-a-dia, mas esse glossário permite-nos perceber a origem dessas palavras e o seu significado, o que é muito útil”, revela José Janela.

O livro começa com uma caracterização da Serra de São Mamede, “do ponto de vista climático e hidrológico, mas também do património cultural e histórico. A seguir faz uma descrição da história geológica da Serra e das principais formações. Finalmente faz uma classificação dos geossítios da Serra de São Mamede. Tem uma série de fichas descritivas com excelentes fotografias que dão a conhecer os Locais de Interesse Geológico, os Locais de Observação Paisagística e os Locais de Interesse Arqueológico”.

O programa “Ambiente em FM” desta semana para ouvir, na íntegra, no podcast abaixo:

Banco de Portugal cancela registo de 91 intermediários de crédito

O Banco de Portugal revogou a autorização e cancelou o registo de 91 intermediários de crédito, pela falta superveniente de requisitos de acesso à atividade.

De acordo com Neide Brás, jurista na delegação do Alentejo da DECO, explica que “há requisitos que estes intermediários têm que cumprir, como a idoneidade ou as alterações de domicílio profissional ou sede social”, para que possam funcionar.

A jurista explica que “com o agravamento da inflação no nosso país, há entidades que se aproveitam desta situação. Assim, recomendamos que, antes de assinar qualquer documento e/ou contrato, verifique junto do site do Banco de Portugal –  entidades habilitadas e autorizadas pelo Banco de Portugal – se a ‘empresa’ a que está a ponderar recorrer se encontra devidamente habilitada para exercer a sua categoria profissional”.

A atividade de intermediário de crédito apenas pode ser desenvolvida por entidades habilitadas e autorizadas pelo Banco de Portugal.

Este é o tema da edição desta semana da rubrica da DECO, com Neide Brás, jurista na delegação do Alentejo da Associação para a Defesa do Consumidor.

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