Até domingo, 13 de março, os pavilhões da IFEBA, em Badajoz, enchem-se de atividades, de todos os géneros, e de stands, do mais variado tipo de comércios, para divertir e ocupar os Mayores: aqueles que, durante a pandemia, foram os mais prejudicados, quer pela doença, quer pelo próprio isolamento.
E é por isso mesmo que o alcaide da cidade pacense, Ignacio Gragera, descreve este certame, inaugurado ao início da tarde desta quinta-feira, dia 10, como o evento do “reencontro”, recordando que esta foi a primeira feira a ter sido cancelada, há dois anos, depois do eclodir da pandemia. “Para nós é muito importante poder recuperar esta feira, que tem muitas atividades e na qual se procura ajudar os mais velhos a aprender em setores difíceis para eles, como é o tecnológico”, acrescenta.
Para além de todos os motivos de atração que levam os mais velhos até esta feira, como bailes, atividades desportivas, culturais e de lazer, Ignacio Gragera revela que, até domingo, e de forma gratuita, os idosos vão poder ter acesso, entre outros, a cuidados de saúde, bem como a serviços de cabeleireiro. “Todos aqueles que aqui venham vão ter acesso a serviços que são importantes para a sua saúde, como a serviços relacionados com a mobilidade e a ortopedia”, adianta o autarca.
A feira, diz ainda Gragera, “abarca todos os âmbitos”. “É um orgulho realizar esta feira mais um ano”, remata, recordando que esta é já a sua 23ª edição.
Presente na inauguração do evento, em representação do Município de Campo Maior, esteve a vereadora São Silveirinha, que confessa ter intenção de replicar, na vila, ainda que de uma forma mais modesta, o certame, no mês de outubro, em que se faz, habitualmente, a festa dedicada aos idosos do concelho.
Campo Maior tem um grande destaque nesta feira, em Badajoz, ou não estivesse representada nela uma rua florida, numa alusão clara às tão famosas Festas do Povo. Para a vereadora, é “uma honra” que as festas e todo o trabalho a elas associado sejam valorizados por quem organiza o certame e quem, por outro lado, procura aprender a fazer as flores de papel.
O concelho de Alandroal recebe, nos dias 14 e 15 de maio deste ano, o evento Soil to Soul “Somos o que comemos”, com o objetivo de promover a agricultura biológica, livre de pesticidas e químicos, e incentivar ao consumo deste tipo de produtos.
A iniciativa vai decorrer no castelo de Alandroal e conta com “chefes de cozinha, produtores de alimentos regenerativos e muita animação”, como nos referiu João Grilo, presidente da câmara municipal de Alandroal, para quem “é necessário consciencializar as pessoas para os benefícios que estes alimentos trazem para a saúde, bem como o impacto que a importação de produtos tem no planeta. Se essa sensibilização puder ser feita através de um evento é isso que faremos”.
“A valorização do que se faz no concelho é essencial para que os eventos cresçam. Temos o exemplo do peixe do rio, que há 13 anos estava praticamente esquecido nas mesas das pessoas, tem hoje uma dinâmica totalmente diferente”.
Ana de Brito, co-fundadora e diretora do turismo do projeto Terramay, explica que o conceito básico do Soil to Soul pretende “unir a agricultura regenerativa com eventos culinários, uma vez que vários chefes vão cozinhar os produtos fornecidos pelos produtores locais. Vamos ter ainda música e dj’s”. Ana de Brito considera que as pessoas estão “a ficar cada vez mais consciencializadas para a importância destes alimentos”, sendo que para a produtora “é essencial que a alimentação livre de pesticidas seja um direito civil”.
Terramay é uma herdade com 562 hectares localizada na freguesia do Rosário, no concelho do Alandroal, onde toda a produção é feita de forma sustentável e com um objetivo de termos um ecossistema equilibrado.
David de Brito, co-fundador e director da quinta Terramay, considera que este evento vai de encontro ao trabalho que é desenvolvido na herdade: “somos produtores de vacas Mertolenga, ovelhas merino, temos mais de 300 aves na propriedade e cavalos e aquilo que nós fazemos, além de cuidar dos recursos mais importantes e do solo, é tentar usar os animais para fazermos todo o maneio agrícola, reduzindo o consumo de combustiveis fósseis. Para além disso, ainda temos uma horta que nos permite produzir alimentos de excelente qualidade e que levamos a casa das pessoas”.
Soil to Soul é um evento que, durante um fim-de-semana, junta agricultura, gastronomia, música e animação no Castelo de Alandroal.
A 39ª edição da Volta ao Alentejo Delta Cafés foi apresentada esta quinta-feira, 10 de março, no Centro Cultural de Redondo.
Uma prova que regressa a Elvas, passados vários anos. Joaquim Gomes, da organização, revela que “desde 2005 que a cidade estava afastada dos palcos da Volta ao Alentejo e atendendo à notoriedade, dimensão e às excelentes características do município de Elvas relativamente a uma prova de ciclismo, é incompreensível como é que isso aconteceu”.
Joaquim Gomes acrescenta que “agora foram criadas condições e este regresso permitiu uma consolidação com o executivo municipal”, saudando o regresso de Elvas a esta competição, e acreditando que “o espaço fantástico do parque junto ao Aqueduto vai receber bem tem os todas as condições para que se efetive, de facto, a notoriedade de Elvas na Volta ao Alentejo em Bicicleta”.
A competição realiza-se de 16 a 20 de março, sendo composta por cinco etapas: a primeira liga Vendas Novas a Sines, a segunda etapa de Beja a Portel, a terceira parte de Elvas, em direção a Ponte de Sor, a quarta é um contrarrelógio em Castelo de Vide e a quinta e última etapa liga Castelo de Vide a Évora.
O núcleo de Portalegre do Movimento Democrático de Mulheres (MDM) participa amanhã na Manifestação Nacional de Mulheres, que decorre em Lisboa.
O Movimento Democrático de Mulheres decidiu este ano dar destaque a três temas centrais nesta manifestação: “a questão da violência, as condições laborais e as questões de acesso aos serviços de saúde”, como nos referiu Maria Teresa Neves, dirigente nacional do MDM.
A dirigente refere que o Movimento decidiu, este ano, dar grande destaque às questões da saúde, com o intuito de perceber como ficaram, por exemplo, “durante a pandemia, os rastreios de cancro da mama e do colo do útero”.
Manifestação Nacional de Mulheres decorre amanhã em Lisboa e conta com a presença do núcleo de Portalegre do Movimento Democrático de Mulheres.
Alandroal é um dos 19 municípios, a nível nacional, que se candidataram à abertura de novas lojas de Cidadão, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência.
A par de Alandroal, no Alentejo, são mais três os municípios que formalizaram esta candidatura: Barrancos, Santiago do Cacém e Vendas Novas.
O prazo para as candidaturas terminou esta segunda-feira, seguindo-se o processo de admissão e avaliação das candidaturas por parte da Agência para a Modernização Administrativa (AMA), que irá comunicar os apoios financeiros, no prazo de 30 dias úteis a contar da data final para apresentação das candidaturas.
As Lojas de Cidadão financiadas no âmbito deste aviso terão de cumprir um prazo máximo de abertura até 31 de dezembro de 2023 e não se podem localizar num concelho onde já exista outra Loja de Cidadão.
A taxa máxima de financiamento aplicável a cada operação a apoiar no âmbito deste Aviso é de 100%, até ao limite máximo de 900 mil euros (sem IVA), sendo a dotação afeta a este concurso de 12,5 milhões de euros.
A decisão de financiamento depende da maturidade do projeto e será priorizada de acordo com a abrangência dos serviços e número de postos de atendimento a instalar, critérios de acessibilidade e localização, como por exemplo a facilidade de estacionamento ou proximidade a outros serviços ou transportes, a população residente no Concelho ou a distância a Lojas de Cidadão já existentes.
As Lojas de Cidadão, cuja instalação compete aos municípios em estreita articulação com a AMA, desempenham um papel fundamental na prestação presencial de vários serviços, alojando entidades da Administração Pública de grande procura num só local.
Até 2026, está prevista a abertura de 20 novas Lojas, 300 Espaços Cidadão e 10 Espaços Móveis.
Rui Miguel Nabeiro, presidente executivo do Grupo Nabeiro-Delta Cafés, foi distinguido na terça-feira, 8 de março, com o prémio Cinco Estrelas, na categoria de líder empresarial.
Nas redes sociais, Rui Miguel Nabeiro afirma que receber este prémio o enche “naturalmente de orgulho, mas receber este prémio após cinco anos em que foi o meu avô a recebê-lo só me pode dar ainda mais responsabilidade”.
O Município de Arronches tem vindo a apostar na Zona Industrial da vila, com o objetivo de que mais empresas ali se instalem, bem como sejam criados postos de trabalho, para que a população se fixe.
O ninho de empresas foi desenvolvido em duas fases, revela João Crespo, presidente da Câmara de Arronches, em que a primeira fase conta com seis espaços e a segunda com mais cinco armazéns a rondar os 150 e 170 m2, para mais empresas se instalarem, adiantando que, neste momento, “há ainda terrenos disponíveis, mas não são muitos”, porque segundo diz “há várias intenções de investimento, não só de empresários locais, mas da região, que querem instalar-se naquele local, havendo quatro ou cinco lotes disponíveis e aguardam candidaturas a fundos comunitários”.
A zoina industrial “não é muito grande”, explica o presidente da Câmara de Arronches, “não permite instalar uma empresa que crie 100 ou 200 postos de trabalho, porque depois não tinha mão de obra, mas também não é objetivo fazê-la crescer muito, é sim intenção que esta aumente de forma sustentada, que tenha atividade, se instalem empresas e de certa forma aumentem a empregabilidade no concelho, e que contribuam para a fixação da nossa população”.
Os lotes são vendidos por um “preço simbólico por 0.60 euros m2, para que a empresa, não tenha um custo muito significativo na compra do terreno, pelo este é um grande apoio que o município dá, mas queremos mais, na primeira fase há ainda instalações devolutas, mas sabemos que há interesse em que empresas em adquirir esses espaços”, remata João Crespo.
Zona Industrial de Arronches que tem merecido especial atenção por parte do município.
“Gaitas, mantas e chouriças” é o nome da peça de teatro que foi apresentada, esta quarta-feira, 9 de março, aos alunos do primeiro ciclo do agrupamento de Escolas de Campo Maior, no Centro Cultural.
Uma sessão divertida e que teve como objetivo retratar três lendas: a gaita mágica, os três irmãos e, chovem chouriças.
Uma das atrizes da companhia Teatro à Solta, Jaqueline Mota, foi a juíza deste espetáculo, com o objetivo de fazer com que as restantes personagens tenham respeito pelo tribunal, algo que como revela, não é tarefa fácil. “É uma personagem diferente, com um lugar sério, e tenta fazer com que as pessoas tenham respeito pelo tribunal, algo que não têm muito, mas ela consegue conduzir e entender, em cada caso e em cada lenda, quem de facto tem razão, mas é um pouco complicado, e todo o espetáculo é uma nova tentativa”.
A atriz destaca o facto de os alunos de Campo Maior serem “muito diferentes, recetivos e atentos às peças apresentadas”, o que a seu ver demonstra que “estão habituados a assistir a espetáculos culturais, o que é muito bom”.
Já Cristóvão Carvalheiro tem três personagens: o gaiteiro, um dos irmãos e um aldeão. “Como é a mistura de três contos, acontecem muitas coisas e, sou uma das pessoas que tentar destruir a parte séria da juíza”, revela o ator.
Tânia Catarino representa também três personagens: a mãe da juíza, que é caricata, uma das irmãs e a mulher do aldeão, que fala muito, e revela que em todos os espetáculos, “há ma componente de comédia, tentando chegar a todos os públicos e que, estes, se identifiquem com o que fazemos e que não achem que vir ao teatro é uma seca, queremos sempre que eles se divirtam muito”.
O ator Marco Paiva, nesta peça, é vendedor de loiça, pai de três irmãos e um homem rico, e garante que é ele “o causador dos interrogatórios no tribunal, que leva a que os miúdos muitas vezes não gostem da minha personagem”, considerando que esta peça demonstra às crianças que “é necessário usar a criatividade para criar novas coisas e não estarem presos ao que foi dito e ir ao teatro é fazer parte integrante da peça”.
Já a vereadora na Câmara de Campo Maior, São Silveirinha, refere que “é importante formar as crianças e jovens para este tipo de dinâmicas educá-las pela arte”, daí o público estar incluído no mês do teatro.
Quanto à peça, a vereadora refere que “está de acordo com os programas curriculares, pelo que juntámos uma série de questões, e assim faz todo o sentido que o público escolar esteja aqui contemplado”.
Nunca se falou tanto, como agora, de Saúde Mental e de doenças como depressão e ansiedade, muito agravadas durante estes dois anos de pandemia.
Segundo um estudo da Eurofound, 64% dos jovens europeus, dos 18 aos 34 anos, encontram-se em risco de depressão. O mesmo acontece com 60% das pessoas com idades compreendidas entre os 35 e os 49 anos, e com 50% acima dos 50 anos.
A estes números, somam-se os das consultas de psicologia, que, de janeiro de 2020 para janeiro de 2021, registaram um aumento na ordem dos 450%, revela a psicóloga Maria Calado. “É um número muito elevado, é assustador”, começa por dizer. São números alarmantes, que resultam, entre outros, do isolamento, da privação de atividades culturais, de lazer e desportivas, das mudanças nas próprias rotinas e até da convivência forçada com familiares.
“O medo da doença, de contagiar: isto criou muitos medos”, garante Maria Calado. Do “convívio excessivo”, entre quatro paredes, revela, resultaram também muitos divórcios, porque antes “as pessoas tinham uma rotina, iam trabalhar, iam fazer desporto, estavam com os amigos e só depois iam para casa. E isto acabou. Foi uma mudança muito brusca”.
O envolvimento social, com estes dois anos, em grande parte, passados em casa, e sobretudo ao nível dos mais jovens, garante a psicóloga, foi “totalmente danificado”, tendo em conta as consequências da Covid-19. Depois, em pessoas já com ansiedade, depressão ou Perturbação Obsessiva Compulsiva (POC), a pandemia resultou num “reforçar patológico”. Agora é preciso “voltar atrás”, para reabilitar, uma vez mais estas pessoas, o que é “extremamente difícil”.
Durante este difícil período, a Ordem dos Psicólogos esteve sempre junto da população, o que, do ponto de vista da psicóloga, conduziu a uma desmitificação da profissão e a uma maior coragem no momento de pedir ajuda. “A Ordem dos Psicólogos tinha uma linha de atendimento e deu formação gratuita aos psicólogos”, o que contribuiu também para que os jovens começassem a olhar para as consultas com outros olhos. “Estão a vir, querem vir e às vezes até dizem aos amigos que vão ao psicólogo. Isto é fundamental. Nós estamos a mudar mentalidades”, assegura Maria Calado.
Quanto ao processo de tratamento destas patologias do foro psicológica, a terapeuta não esconde que é difícil, sendo que a própria pessoa tem de ser forçada a sair de casa, a obrigar-se a fazer desporto e tudo aquilo que gostava de fazer, antes de ser diagnosticada com ansiedade, depressão ou qualquer outra doença mental. “É muito difícil mudar isto, porque nós somos seres de hábitos, e a pessoa não está bem e não quer sair. Para a pessoa custa muito sair de casa e estar com as outras pessoas, mas faz parte do processo”, diz ainda.
Filipa Viegas, psiquiatra
Também os pedidos consulta, ao nível da psiquiatria, têm aumentado, segundo a psiquiatra Filipa Viegas, “a par de uma óbvia falta de recursos humanos para dar resposta”, como psiquiatras, psicólogos, técnicos de reabilitação psicossocial, terapeutas ocupacionais e psicomotricistas. Com isto, a pandemia “veio aumentar a pressão sobre os serviços de Doença Mental”.
As pessoas que já tinham doença mental, antes da pandemia, “acabaram por piorar” e aqueles que já tinham alguma vulnerabilidade acabaram mesmo por desenvolver algum tipo de patologia, pelo “stress acrescido”. Este, que é considerado por muitos um “trauma coletivo”, reflete-se num conjunto de situações: “a diminuição da interação com os pares; a exacerbação de alguns conflitos familiares, pela a proximidade imposta; uma exposição a violência; as questões do luto familiar, por muitas pessoas que faleceram; dificuldades económicas vindas da própria pandemia; a privação de liberdade e experiências”.
Só em Portugal, e segundo um estudo levado a cabo, no decorrer da pandemia, com uma amostra de seis mil pessoas, um quarto destas, sobretudo ao nível dos jovens adultos e das mulheres, apresentava sintomas moderados a graves de ansiedade e depressão, revela a médica.
Apesar do aumento da doença, durante a pandemia, verificou-se, por outro lado, “um aumento da sensibilização para a saúde mental, com a redução do estigma, que também é uma coisa importante: começarmos a perceber que o cérebro, como qualquer outro órgão, também pode adoecer”. A repercussão dos efeitos colaterais da pandemia, garante Filipa Viegas, é de mais casos de depressão, ansiedade e de perturbação de stress pós-traumático, com sintomas que vão desde tristeza, à falta de motivação, preocupação excessiva, crises de pânico, até às alterações do sono.
Uma boa alimentação e a prática desportiva, garante a médica, são a base da prevenção da doença mental. “As pessoas que conseguiram manter passatempos, hobbies e uma rotina diária, conseguiram não descambar, não adoecer com tanta probabilidade”, revela. O recurso a medicamentos pode estar implícito, no tratamento de doenças como a depressão e a ansiedade, mas cada vez mais os especialistas defendem a psicoterapia como abordagem de “primeira linha”, com recurso ao médico de família e à psicologia.
Segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), Portugal passou de 99,5 doses diárias de antidepressivos por cem mil habitantes, em 2016, para 131,1 em 2020. Este aumento da toma de medicação para o tratamento de depressões, sobretudo, diz Filipa Viegas, acontece pela falta de aposta, por parte do Governo, na introdução de psicólogos no Serviço Nacional de Saúde.
“Se o doente fosse um carro, a medicação dava o combustível, mas a é psicologia que dá a aulas de condução. Não nos vale de nada ter um carro, se não o sabemos conduzir”, diz a médica. A verdade é que os psicólogos “não são contratados para os cuidados de saúde primários, do SNS, e essa devia ser a principal preocupação de quem gere a nossa saúde, porque isso iria aliviar essa percentagem de pessoas que têm de acabar por recorrer à medicação”. Ainda assim, Filipa Viegas lembra que há casos em que a medicação é fundamental, sendo esse o principal indicador de que houve, de facto, um agravamento da saúde mental.
A médica recorda que “ansiedade e tristeza todos nós, em algum momento da nossa vida, já o sentimos, perante circunstâncias que o justifiquem”. Passa-se de uma reação normal para uma patologia quando os sintomas começam a ser muito frequentes, ao longo de vários dias, e quando têm um impacto na funcionalidade da pessoa: “quando a pessoa começa a não conseguir fazer a sua vida normal, tratar dos seus afazeres, quando deixa de ter prazer em coisas que antes lhe davam prazer, quando começa a não sair de casa”.
Perante estes sinais de alerta, e quando a pessoa começa também a apresentar alterações de apetite e de sono, quando se torna mais pessimistas e apresenta, inclusive, ideias de terminar com a própria vida, há que pedir ajuda. “Outra coisa que é importante é a pessoa falar, porque, muitas vezes, está em sofrimento, pelo tal receio ou vergonha e não o revela. Quem a rodeia tem de estar atento a uma mudança naquilo que a pessoa costumava ser”, remata.
Não há um momento certo para procurar ajuda, até porque o limiar da angústia varia de pessoa para pessoa. Contudo, quando se sente que se pode estar perto de o atingir, deve-se agir.
A entrevista na íntegra a Maria Calado e Filipa Viegas para ouvir no podcast abaixo.