O vinho tinto 2021 da Adega da Torre, em Campo Maior, é um dos premiados da 9ª edição do Concurso de Vinhos do Crédito Agrícola.
Na cerimónia de entrega de prémios, que decorreu na passada sexta-feira, 13 de janeiro, na Estufa-Fria, em Lisboa, a Adega da Torre recebeu o galardão Tambuladeira de Ouro.
Este concurso de vinhos é desenvolvido pelo Crédito Agrícola em parceria com a Associação dos Escanções de Portugal.
Esta última edição deste ano do concurso recebeu um total de 218 vinhos – brancos, tintos e espumantes -, colocados à prova por 94 produtores nacionais das várias regiões vitivinícolas do país, clientes e associados do Crédito Agrícola.
O programa Escolhas foi desenvolvido pela CURPI durante dois anos no Centro Escolar Comendador Rui Nabeiro
Ao fim de dois anos, a procurar a integração e a inclusão social de crianças e jovens, a nível educacional e social, provenientes de contextos mais vulneráveis, em Campo Maior, a Comissão Unitária de Reformados, Pensionistas e Idosos (CURPI), enquanto gestora, na vila, do programa governamental Escolhas, deu, no final de 2022, por terminado o seu trabalho neste âmbito.
Através deste programa, três funcionárias da CURPI acompanharam, ao longo de dois anos, crianças e jovens de etnia cigana, no Centro Escolar Comendador Rui Nabeiro, bem como alunos de países do leste. Integrar e combater o insucesso escolar foram sempre as principais premissas deste projeto.
Terminado o contrato, e apesar de ter sido solicitado à instituição que o mesmo fosse prolongado por mais meio ano, a CURPI não aceitou, revela o presidente José Pedro Caldeirão, lembrando que este foi um projeto que lhe deu muitas dores de cabeça: “eles pediram-me mais seis meses, mas eu disse-lhes que nem mais um dia”.
Com o Escolhas, cabia à CURPI, por mais que, posteriormente, fosse ressarcida, avançar com os ordenados das funcionárias afetas ao projeto, o que, inevitavelmente, deixava a instituição numa posição mais vulnerável. “As funcionárias gastavam o dinheiro, para acompanhar as crianças menos privilegiadas, de maneira que eu tinha de avançar com esse dinheiro e com os ordenados e o Escolhas só nos pagava ao fim de três meses”, recorda o presidente da CURPI.
José Pedro Caldeirão
Descrevendo esta como uma fase complicada para a instituição, José Pedro Caldeirão explica que “o Escolhas usou sempre as instituições particulares de solidariedade social em benefício deles”. “Nós é que ficávamos abananados”, acrescenta.
Para se poder gerir um projeto como este, assegura José Pedro, é necessário ter dinheiro, algo que a CURPI não tem. Não tendo verbas suficientes para fazer face às despesas, a CURPI contou com um empréstimo de sete mil euros, por parte do comendador Rui Nabeiro, a pedido de “alguém”. “Eu não queria, porque eu tenho confiança suficiente para pedir-lhe o que necessito, aliás, esta casa está feita porque ele ofereceu para aqui cem mil euros”, acrescenta.
Ainda assim, e apesar das dificuldades, José Pedro Caldeirão não tem dúvidas que este foi um projeto “muito importante”, sobretudo para as crianças e jovens que estiveram abrangidos pelo Escolhas.
O Escolhas é um programa governamental de âmbito nacional, criado em 2001, promovido pela Presidência do Conselho de Ministros e integrado no Alto Comissariado para as Migrações.
A exposição coletiva “Do Outro Lado do Espelho”, foi inaugurada ontem, 14 de janeiro, no Espaço.arte, em Campo Maior.
Trata-se de uma mostra de pintura e desenho que junta os trabalhos de Luís Almeida, Rodrigo Canhão e Run Jiang em que os três artistas plásticos, através do uso de diferentes linguagens visuais, exploram o tema dos “Sonhos”.
Esta mostra inaugura a programação para 2023 do espaço.arte que este ano terá como temática “Da Universalidade à Individualidade”.
Marcaram presença na ocasião, para além de Luís Almeida e Rodrigo Canhão, o presidente do Município, Luís Rosinha, o presidente da Assembleia Municipal, Jorge Grifo, os vereadores Paulo Pinheiro e São Silveirinha, o presidente da Junta de Freguesia de Degolados, João Cirilo, e Vanda Portela e José Leão, em representação das Juntas de Freguesia de S. João Baptista e de Nossa Senhora da Expectação, respetivamente.
Resolvidos os problemas que surgiram devido às inundações que ocorreram no passado mês de dezembro, a Câmara Municipal de Arronches reabriu ao público a Piscina Municipal Miguel Lagarto, na passada terça-feira, dia 10 de janeiro.
A piscina volta a funcionar nos horários habituais, de segunda a sexta-feira: às segundas, das 15 às 19 horas; e de terça a sexta-feira, entre as 10 e as 13 horas e das 15 às 19 horas.
As aulas de natação são também retomadas nos seus horários habituais.
O ano de 2023 vai ser decisivo para o concelho de Alandroal na conclusão de projetos financiados pelo Portugal 2020, como é o caso da Fortaleza de Juromenha, Escola Básica e Castelo de Alandroal, entre outros.
Nesse sentido, “o orçamento municipal sofreu um aumento de dois milhões de euros, passando de 17 para 19 milhões, sobretudo devido à necessidade de conclusão de obras”, como nos referiu João Grilo, presidente da câmara de Alandroal.
Sem solução ficou a obra do centro comunitário de Alandroal, uma vez que “não foi aprovado pela Assembleia Municipal. Nesse sentido, vamos tentar transferi-lo para o 2030 para que o possamos concluir”.
João Grilo considera que este vai ser “um ano de grandes desafios. Saímos de uma pandemia, estamos a viver uma crise inflacionista e temos um conjunto de condicionantes externas que não controlamos mas, a nível interno, estamos a viver um excelente momento de oportunidade, projetos e novos investidores. Desta forma, temos que tentar encontrar um equilíbrio de, em circunstâncias mais difíceis, e com nas mesmas receitas, conseguir dar resposta a todas as obras que temos em andamento, às que queremos lançar e às necessidades que o concelho apresenta, mas acho que vai correr bem”.
Câmara Municipal de Alandroal com orçamento de 19 milhões de euros para este ano, um aumento de dois milhões, sobretudo, devido à necessidade de conclusão de obra.
Vão ter início, nos próximos dias, em Campo Maior, os trabalhos de recuperação do Caminho Municipal 1113, mais conhecido como Estrada do Bicho, depois de uma passagem hidráulica ter desaparecido com as cheias que a assolaram a vila a 13 de dezembro.
Segundo o presidente da Câmara, Luís Rosinha, a estrada poderá voltar a estar transitável “entre duas a três semanas”. Ainda assim, os trabalhos poderão não estar concluídos nesse espaço de tempo, uma vez que “há sempre trabalhos acessórios a fazer lateralmente à estrada”. A obra arranca agora, adianta o autarca, depois de concluído “o processo de adjudicação e de formalização do contrato” da empreitada.
“Uma passagem hidráulica, que fazia a transição transversal da água, de um lado para o outro, desapareceu. A estrada ficou sem passagem hidráulica e, portanto, sem condições de circulação. É isso que vamos fazer a partir da próxima semana: é reposicionar, com uma maior capacidade de escoamento, essa mesma passagem hidráulica”, explica ainda Luís Rosinha.
Relativamente à Estrada Nacional 373, que liga Campo Maior a Elvas, Luís Rosinha assegura que tudo aponta para que, no final da semana, já se possa voltar lá a circular. Recordando que algumas situações que provocaram “algum atraso” na obra, ainda assim, assegura o presidente, e ao contrário do que acontece em outros concelhos, onde as intervenções a fazer, do mesmo género, ainda sem sequer começaram, em Campo Maior a Infraestruturas de Portugal, colocaram “os meios que tinham disponíveis no terreno, quase no imediato”.
No ano letivo 2020/2021, cerca de 40% dos alunos portugueses no ensino secundário estavam matriculados no Ensino Profissional, um valor que coloca Portugal entre os 10 países da União Europeia com menor percentagem de alunos neste tipo de ensino e abaixo da média europeia (49%).
O preconceito em relação ao Ensino Profissional está muito enraizado na nossa sociedade e está, sobretudo, relacionado com a perceção, enganadora, de que este apresenta uma qualidade inferior e que é destinado aos jovens que não encontram outras alternativas. Apesar disso, nos dias de hoje, o percurso no Ensino Profissional já é encarado de outra forma e os números provam que não é uma escolha de segunda linha. As vantagens salariais e de empregabilidade associadas a este tipo de ensino têm ajudado à sua credibilização.
Nesse sentido, foi criado o “Guia sobre o Ensino Profissional: uma escolha com futuro” da Fundação José Neves que é uma ferramenta de apoio essencial para estudantes e respetivas famílias, que têm dúvidas sobre se esta via de ensino poderá ser uma boa escolha. O Guia reúne dados sobre os alunos e diplomados do Ensino Profissional, apresenta as vantagens e desvantagens deste tipo de ensino e deixa sugestões para quem pretende enveredar por esta via.
O guia faz um diagnóstico da atual situação e deixa vários números que mostram a importância desta via de ensino:
– um terço dos jovens matriculados no ensino secundário frequenta um curso profissional.
– 14 meses depois de concluírem um curso profissional, 51% dos jovens estavam a trabalhar e 9% estavam simultaneamente a trabalhar e a estudar.
– no início da vida profissional, um jovem com o ensino secundário que tenha optado pelo Ensino Profissional terá maior probabilidade de obter emprego e uma remuneração mais elevada do que quem tenha optado pelo Ensino Científico-humanístico.
– 1 em cada 5 jovens que concluíram cursos profissionais obtém emprego na empresa onde estagiou.
– um terço dos jovens que concluíram um curso profissional optam por prosseguir os estudos. 22% destes frequentaram uma licenciatura numa universidade, 23% frequentaram uma licenciatura num instituto politécnico. Quase metade (48%) preferiu inscrever-se num curso Técnico Superior Profissional (TeSP).
Em Portugal, a oferta de cursos é bastante vasta e está organizada por Áreas de Educação e Formação, sendo estas as que têm mais ofertas formativas: Ciências Informáticas, Hotelaria e Restauração, Audiovisuais e Produção nos Media, Turismo e Lazer e Desporto.
O Ensino Profissional é uma prioridade internacional e várias organizações têm insistido na sua importância estratégica. A nível europeu, o Centro Europeu para o Desenvolvimento Profissional (CEDEFOP) reconhece que esta via de ensino oferece um conjunto alargado de benefícios económicos e sociais para os indivíduos, empresas, organizações e sociedade em geral, tais como: maior capacidade de corresponder às necessidades do mercado de trabalho, acesso a salários competitivos no início da vida profissional e inúmeras oportunidades de progresso nas carreiras profissionais.
O país acompanha a valorização do Ensino Profissional e definiu como objetivo ter, até 2030, 55% dos diplomados do ensino secundário pela via profissionalizante, reconhecendo que uma mão-de-obra mais qualificada, com mais competências cognitivas, analíticas e digitais é fundamental para o desenvolvimento económico do país. Em 2021 este valor era de 37%, portanto, há um longo caminho a percorrer para atingir essa meta.
O Município de Arronches tem abertas, até ao próximo dia 18 de janeiro, as candidaturas ao Programa Municipal de Formação e Ocupação em Contexto de Trabalho.
Este programa destina-se a cidadãos residentes no Município de Arronches, há pelo menos 12 meses, que possuam uma das seguintes habilitações académicas: escolaridade obrigatória, aferida em função da idade; 12º ano de escolaridade ou inferior (nível 1 a 4); curso de Especialização Tecnológica (CET) (nível 5); bacharelato, licenciatura, mestrado ou doutoramento (nível 6 a 8).
Para além da habilitação académica, os candidatos devem ainda estar a procura de primeiro emprego ou serem desempregados inscritos no Instituto de Emprego; tenham disponibilidade para participar no horário e projeto pretendido, não sendo permitida a frequência de formação escolar ou qualquer outra atividade cujo horário se sobreponha ao programa; aceitem o horário semanal de 30 horas; aceitem as obrigações e atividades do programa e das orientações dos técnicos do projeto.
Os candidatos que estejam a exercer qualquer atividade profissional remunerada não podem ser integrados no Programa.
O aviso, formulário de inscrição e o regulamento estão disponíveis aqui.
Estão abertas, até amanhã, domingo, 15 de janeiro, as candidaturas para ao “Prémio Fluviário 2022- Jovem Cientista do ano”, promovido pelo Fluviário de Mora, em parceria com a Caixa Agrícola e a Universidade de Évora que integra o júri.
Trata-se de um prémio, que vai já na sua 13ª edição, destinado a distinguir a comunidade científica, nomeadamente, “alunos licenciados, com mestrado ou doutoramento que tenham publicado um artigo, em 2022, sobre a vida aquática nos rios, para incentivar a área científica a trabalhar em conjunto com o Fluviário”, revela o vereador no município de Mora, João Marques.
Esse espaço “começa a ser cada vez mais uma referência no âmbito da comunidade cientifica, no que diz respeito, à vida aquática nos rios, e tem sido objetivo da autarquia trazer a comunidade científica ao concelho e ao Fluviário de Mora”, afirma o vereador.
O vencedor recebe um prémio no valor de mil euros, que será entregue no dia 1 de abril, no decorrer do segundo simpósio dedicado “à comunidade científica e onde são abordados temas relacionados com o desenvolvimento da vida aquática dos rios, bem como desafios que se impõem com as alterações climáticas”, acrescenta o João Marques.
Cada candidato só poderá submeter um artigo a concurso. As candidaturas ao Prémio Fluviário 2022 Jovem Cientista do Ano podem ser submetidas, através do website do Fluviário de Mora até às 23.59 horas de amanhã.
A 29ª Corrida e a 17ª Caminhada das Linhas de Elvas realizam-se na manhã deste domingo, dia 15 de janeiro.
A organização da prova, que se realiza no âmbito das comemorações dos 364 anos da Batalha das Linhas de Elvas, é da responsabilidade do Clube Elvense de Natação (CEN), com o apoio do Município de Elvas e a colaboração técnica da Associação de Atletismo do Distrito de Portalegre (AADP).
Esta, garante o presidente do clube, José Caldes, é uma prova que se destina “a toda a gente”, sejam atletas federados ou não federados: “toda a gente pode participar, tanto na 29ª Corrida, como na 17ª Caminhada”.
A Corrida das Linhas de Elvas, uma prova de estrada, lembra José Caldes, é agora retomada no pós-pandemia. “Penso que poderemos fazer mais e melhor e acho que no ano que vem poderemos fazer uma coisa muito maior. Esta prova calha numa data que não é muito propícia, porque existem outras provas, no distrito, mas a verdade é que há sempre o pessoal que gosta muito da estrada e vem”, comenta o responsável.
Tanto a corrida, como a caminhada, têm início junto ao Padrão da Batalha das Linhas de Elvas, terminando no Estádio Municipal de Atletismo. “Dentro do estádio, é feita uma prova para os miúdos”, explica José Caldes. Na corrida, adianta, todos os escalões vão estar em prova, desde os benjamins até aos veteranos, “com classificações para os dois sexos”.
Os caminhantes arrancam, pelas 9 horas, do Padrão da Batalha das Linhas de Elvas, no Sítio dos Murtais. Já os atletas em prova na corrida partirão meia hora mais tarde.