Festival dos Grous de regresso a Ouguela esta sexta-feira

O Festival dos Grous está de regresso, entre amanhã, 20 de janeiro, e domingo, dia 22, a Ouguela, numa organização do Grupo de Ecologia e Desportos de Aventura (GEDA).

A 17 de dezembro, o evento, que vai já na sua quinta edição, contou com uma primeira parte introdutória, que, como explica um dos responsáveis do GEDA, João Sanguinho, contemplou o primeiro Censo Regional de Grou Comum, com uma contagem de mais de três mil exemplares da espécie. Com esta segunda parte do festival, a organização pretende, entre outros objetivos, dar “alguma vitalidade” a Ouguela, aldeia histórica de Campo Maior altamente despovoada.

Amanhã, no primeiro dia do festival, o evento é inteiramente dedicado à comunidade escolar, até porque o propósito da iniciativa, para além de ser “promover a ruralidade, a sustentabilidade dos territórios, o turismo e a conservação da natureza, das espécies e dos seus habitats, aponta muito para a educação ambiental”, assegura João Sanguinho.

Dessa forma, durante a manhã, as crianças do primeiro ciclo vão visitar o Centro Ambiental do Xévora, onde terão também oportunidade de observar diversas espécies de aves. No Centro Cultural de Campo Maior será apresentado, também durante a manhã, e aos alunos do concelho, o documentário “Montado, o Bosque do Lince Ibérico”. Já durante a tarde, os alunos do Ensino Profissional de Campo Maior irão, devidamente acompanhados, montar caixas ninho, em postos de média tensão.

No sábado e no domingo, dias 21 e 22 de janeiro, a programação deste quinto Festival dos Grous, destinada a toda a comunidade, que se tenha inscrito para as atividades, conta com observação de aves estepárias e grous, uma conferência, uma caminhada e degustação de produtos regionais.

O Festival dos Grous é uma iniciativa do GEDA em parceria com o Município de Campo Maior, enquadrado no projeto Eurobird, apoiado pelo Interreg, através do FEDER. Esta parceria conta ainda com a colaboração do Agrupamento de Escolas de Campo Maior, do CIBIO – Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos, a Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA), a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), o Turismo do Alentejo e Ribatejo, o Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente da GNR, a E-Redes, o Centro Educativo Alice Nabeiro e o Gin Atalaya.

Cheias: Governo avança com apoio de 185 milhões para 293 milhões de prejuízos

Identificados, em todo o país, 293 milhões de euros em prejuízos, causados pelas cheias de dezembro, o Governo aprovou, na semana passada, em Conselho de Ministros, os apoios destinados àqueles que foram afetados pela intempérie, num volume global de 185 milhões.

Estes apoios, que “são verbas muito significativas”, revela a ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, dividem-se, entre outros, por 91 milhões destinados a equipamentos e infraestruturas municipais, 20 milhões para empresas e dez milhões para a agricultura.

Ana Abrunhosa irá agora reunir com os presidentes de Câmara, para “lhes explicar como é que vão ser os apoios para os equipamentos e infraestruturas municipais e para as pequenas empresas que também sofreram danos”.

“Vão ser os nossos autarcas a fazer as obras e alguns deles vão submeter a candidatura com as obras já feitas, porque me têm mandado fotografias e porque há situações que não podem esperar. Aqui é tentar agilizar a reposição das condições normais dos territórios”, diz ainda a governante.

ACT lança guia “Trabalhar em Portugal” em sete línguas

A Autoridade para as Condições do Trabalho lançou o guia “Trabalhar em Portugal”, dirigido aos trabalhadores estrangeiros em território nacional. Disponível em sete idiomas (português, inglês, bengali, hindi, nepalês, mandarim e ucraniano), o guia digital tem como objetivo dar a conhecer os direitos e deveres do trabalhador estrangeiro em Portugal.

Igualdade e não discriminação, contrato de trabalho, pagamento do salário e outras retribuições, horário de trabalho, tempo de descanso, faltas, formação, parentalidade, Segurança e Saúde no Trabalho, seguro de acidentes de trabalho e inscrição na Segurança Social são os principais temas abordados neste guia.

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“Com estes guias, pretendemos ajudar e proporcionar uma adaptação mais rápida e mais informada a todos quando chegam ao nosso país para trabalhar e que, essencialmente, procuram melhores condições de vida para si e para os seus familiares. Assegurar que temos condições de trabalho dignas, é o mais forte contributo da ACT para um mundo do trabalho cada vez mais aberto e global”, afirmou Fernanda Campos, Inspetora-Geral da ACT.

O guia encontra-se disponível para consulta no site da ACT.

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CIPGCRN abre novo curso de aprendizagem

Manutenção Industrial, Metalurgia e Metalomecânica são as áreas contempladas no Curso de Aprendizagem que o Centro Internacional de Pós-Graduação Comendador Rui Nabeiro (CIPGCRN) vai promover a partir da próxima semana, em colaboração com o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP).

O arranque deste novo ciclo formativo vai ficar assinalado com uma sessão de abertura marcada para as 10h30 da próxima terça-feira, 24 de janeiro, no auditório do CIPGCRN.

O ato contará com a presença do comendador Rui Nabeiro, presidente do Grupo Nabeiro-Delta Cafés, e do delegado regional do IEFP no Alentejo, Arnaldo Frade, além dos formandos e outros convidados.

Campo Maior: especialistas procuram estratégias para evitar extinção da águia-caçadeira

Foi para encontrar possíveis estratégias, com vista a evitar-se a extinção da águia-caçadeira, que cerca de 30 especialistas se reuniram esta quarta-feira, 18 de janeiro, no Centro Cultural de Campo Maior, numa iniciativa promovida pelo projeto “Searas com Biodiversidade”, do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos, da Universidade do Porto.

Esta reunião, explica o responsável pela iniciativa, o professor João Paulo Silva, juntou “diferentes intervenientes que podem ter um papel importante na conservação” da espécie. “Vamos partilhar com peritos internacionais a sua experiência e identificar as medidas que podem ser implementadas, pensando muito numa lógica inicial de medidas de emergência e depois, também, em medidas de longo prazo”, adianta.

Apesar de assumir que Portugal já tem “alguma experiência” nesta área, João Paulo Silva não esconde que é importante “tirar proveito de equipas que já têm mais de 20 anos de experiência com a conservação desta espécie”.

Campo Maior e Elvas, em tempos, lembra ainda o investigador da Universidade do Porto, eram um “hotspot” para a espécie, a nível nacional, mas que, entretanto, desapareceram. Ainda assim, “continua a ser uma área com bastante potencial e que tem habitat, pelo que, pensando em eventuais medidas de reintrodução, é uma área importante”.

Desde que foi dado o alerta para o desaparecimento da espécie, em Portugal, várias as entidades, como o Instituto de Conservação da Natureza, a Liga para a Proteção da Natureza e a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves têm promovido diferentes iniciativas para salvaguardar a água-caçadeira.

Assembleia Geral Extraordinária da Casa do Povo de Campo Maior no dia 27

A Casa do Povo de Campo Maior reúne no próximo dia 27 de janeiro, em Assembleia Geral Extraordinária, às 18 horas, nas instalações sociais, no Largo da Casa do Povo.

A reunião, convocada pelo presidente da Assembleia Geral da Casa do Povo, José Favita, tem um ponto único na sua ordem de trabalhos: a alteração e retificação dos Estatutos em conformidade com o Decreto-Lei nº 119/83 de 25 de fevereiro, republicado pelo  Decreto-Lei nº 172-A/2014, de 14 de novembro.

Se à hora marcada, nesta convocatória, não estiverem presentes mais de metade dos associados, com direito a voto, a Assembleia reunirá, trinta minutos depois, com qualquer número de presentes.

GNR deteve oito pessoas em flagrante

O Comando Territorial de Portalegre da Guarda Nacional Republicana, para além da sua atividade diária, levou a efeito um conjunto de operações, no distrito de Portalegre, na semana de 9 a 15 de janeiro, que visaram a prevenção e o combate à criminalidade violenta, fiscalização rodoviária, entre outras.

A GNR deteve oito pessoas em flagrante, sendo quatro por condução sem habilitação legal; dois por condução sob o efeito do álcool e dois por detenção de arma proibida.

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No que diz respeito ao trânsito, registaram-se 201 infrações: 24 por excesso de velocidade; 12 por falta de inspeção periódica; dez por falta de seguro de responsabilidade civil; sete por falta ou incorreta utilização do cinto de segurança e seis relacionadas com anomalias nos sistemas de iluminação e sinalização.

No mesmo período ocorreram 17 acidentes de viação, dos quais resultaram uma vítima mortal e dois feridos leves. Registaram-se ainda 13 autos de contraordenação relativos à proteção da natureza e do ambiente.

A GNR elaborou 234 ações no âmbito do programa “Idosos em Segurança”, tendo sido sensibilizados 360 idosos; 117 no âmbito do programa “Escola Segura”, tendo sido sensibilizadas 349 pessoas da comunidade escolar e 69 ações no âmbito do programa “Comércio Seguro”, tendo sido sensibilizados 102 comerciantes.

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Jovem de 24 anos atropelada em Campo Maior

Uma mulher foi atropelada, na manhã desta quarta-feira, 18 de janeiro, na Avenida António Sérgio, em Campo Maior.

A vítima, de 24 anos, sofreu apenas ferimentos ligeiros, tendo sido transportada ao Hospital de Santa Luzia, em Elvas.

Segundo fonte do Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Alto Alentejo, o alerta para a ocorrência foi dado às 8h37.

No local estiveram um total de seis operacionais, apoiados por três viaturas, entre Bombeiros de Campo Maior e GNR.

Clube Elvense de Natação prepara Corta-Mato Cidade de Elvas

Depois da Corrida e Caminhada das Linhas de Elvas, no âmbito da modalidade de atletismo, o Clube Elvense de Natação (CEN) está já a preparar uma nova edição do Corta-Mato Cidade de Elvas.

Ainda sem data anunciada, o evento desportivo, que vai já para a sua décima edição, e que serve de homenagem a António Leitão, acredita o presidente da direção do CEN, José Caldes, fará com que os mais novos possam interessar-se pelo atletismo.

Lembrando as alterações que a secção de atletismo do CEN sofreu, nos últimos tempos, José Caldes garante ainda que o clube dá sempre preferência à formação, procurando, com alguns eventos, fazer captação de novos atletas. “Os miúdos mais veteranos vão saindo e a renovação tem de ser feita. O clube, preferencialmente, é um clube formador. Damos preferência à formação e é por aí que nós vamos”, assegura.

Quanto aos eventos de captação de novos atletas, que a secção de atletismo já promoveu, José Caldes garante que têm sido uma “alavanca importante”: “trazem miúdos jovens, que é isso que se pretende; é começarmos, desde pequenos, a encaminhá-los para puderem ser aquilo que eles quiserem, mas dando-lhes alguma formação enquanto atletas”.

Na última edição do Corta-Mato Cidade de Elvas – Memorial António Leitão, disputada a 12 de fevereiro do ano passado, os vencedores, no escalão principal, foram Nuno Gancho e Cláudia Batuca, ambos atletas da Barbaris BTT Team, de Barbacena. Naquele que foi a nona edição do evento desportivo, na zona envolvente ao Estádio Municipal de Atletismo, correram 143 atletas, de um total de 12 clubes.

Conservação da águia-caçadeira em debate esta quarta-feira em Campo Maior

O Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (CIBIO/BIOPOLIS), da Universidade do Porto, no âmbito do projeto “Searas com Biodiversidade: Salvemos a Águia-Caçadeira”, promove esta quarta-feira, 18 de janeiro, em Campo Maior, uma reunião alargada com especialistas internacionais da águia-caçadeira e com diferentes interlocutores nacionais.

Este encontro, a decorrer no Centro Cultural da vila, tem como objetivo debater o estado de conservação da espécie em Portugal e identificar possíveis estratégias de conservação a implementar, visando a manutenção ou incremento da população reprodutora do país.

Foi para contribuir para “o aumento da sustentabilidade das searas e compreender melhor o papel das searas na biodiversidade das aves”, segundo explica um dos responsáveis pelo projeto, o professor João Paulo Silva, que “Searas com Biodiversidade” surgiu, resultando de uma junção de várias entidades: o CIBIO, o Clube de Produtores do Continente, a Associação Nacional de Produtores de Cereais (ANPOC) e a Palombar.

“A águia-caçadeira, muito ameaçada, é uma rapina que nidifica nos solos das searas e imagino que haja muita gente em Campo Maior que esteja familiarizada com esta espécie”, acrescenta o investigador. Através do projeto “Searas com Biodiversidade”, a ser desenvolvido há cerca de dois anos, procurou-se, numa primeira fase, perceber “como está a distribuição desta espécie no país, e no Alentejo em particular, porque, sendo uma espécie que depende, essencialmente, de searas, era no Alentejo que se encontrava grande parte da sua população”.

Com o trabalho desenvolvido em 2021, as entidades que compõem o projeto “Searas com Biodiversidade” constataram que a águia-caçadeira “terá declinado muito”, um declínio que pode “ultrapassar os 80% em apenas dez anos”. Perante isto, e uma contração da distribuição da espécie, têm vindo a ser desenvolvidas várias ações, tendo em vista a conservação da águia-caçadeira.

Entretanto, e depois de dado o alerta de que a espécie está “muitíssimo ameaçada”, têm sido várias as entidades, como o Instituto de Conservação da Natureza, a Liga para a Proteção da Natureza e a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, que têm promovido diferentes iniciativas para salvaguardar a água-caçadeira. “Por um lado, o projeto tem apoiado as ações de campanha de salvamento e resgate e, por outro, o CIBIO, no âmbito desta parceria, tem vindo a procurar desenvolver iniciativas para debater e passar um pouco o conhecimento e, no fundo, o estado da arte que se sabe sobre a espécie”, adianta João Paulo Silva.

O professor explica ainda que as águias-caçadeiras dependem de searas, que, “neste momento, desapareceram”. “Temos as searas concentradas apenas nos perímetros de rega, estamos em mínimos históricos em termos de produção de cereais no nosso país e é uma espécie que é quase especialista nas áreas agrícolas e nidificar nesses usos do solo, em searas”, adianta.

A escolha de Campo Maior para realizar esta reunião, explica ainda João Paulo Silva, tem a ver com o facto de o concelho, bem como o de Elvas, ter sido uma “área muito importante” para a águia-caçadeira: “havia, em 2020, dois grandes núcleos reprodutores da espécie: um no Baixo Alentejo, entre Beja e Castro Verde, e outro grande núcleo, que era este de Elvas e Campo Maior”.

Apesar de continuar a existir uma área grande cerealífera em Campo Maior, a espécie terá desaparecido, “porque há um conflito muito óbvio com o corte dos fenos”. “Mas também nas áreas onde temos cereal padrão, em que o corte é feito mais tarde, há algum conflito, sobretudo com as fases em que coincide com o final do período de nidificação, os cortes podem afetar os ninhos”, explica ainda João Paulo Silva.

O início desta conferência, que é aberta à comunidade, está marcado para as 14 horas, no Centro Cultural de Campo Maior.