O Estádio Capitão César Correia, em Campo Maior acolheu esta manhã de sábado, dia 26, a 10ª edição da Taça Feminina de futebol.
Foram quatro os clubes que jogaram as meias-finais em Campo Maior: dois portugueses e dois espanhóis.
Para Luís Maia, responsável pela modalidade no Campomaiorense “é um prazer receber este torneio, em Campo Maior, é sempre bom para a prática do desporto e para mostrar as instalações, às equipas portuguesas e espanholas”, lamentando “a inexistência de público”. As atletas, revela Luís Maia, “ficaram surpreendidas pelas instalações do clube e destacaram o relvado, considerando-o um tapete autêntico”.
Esta é uma organização do Civitas Santa Teresa, de Badajoz, e o presidente do Clube, Manuel Guerra, recorda que o ano passado não foi possível realizar o torneio, mas que “este ano regressa em força, principalmente por se realizar em Campo Maior, realçando a união com Portugal, e por enaltecer que o futebol feminino, que em Espanha foi declarado profissional, algo que é muito importante para igualdade de género, sendo também esta uma maneira de expressar a alegria por este acontecimento”. Com a participação de duas equipas portuguesas “é uma forma de unir o futebol feminino dos dois países”, revela o presidente do Civitas Santa Teresa.
Manuel Guerra destaca a qualidade das equipas que disputam esta taça e refere que tem boas expectativas para a final que se joga amanhã, em Badajoz. “São equipas muito boas com qualidade extraordinária”.
O presidente do Civitas Santa Teresa refere ainda que ficou muito entusiasmado com as instalações do Campomaiorense, lançando um desafio ao Clube e mostrando-se interessado em que mesmo forme uma equipa feminina. “No primeiro dia que vi o estádio fiquei entusiasmado porque as instalações são extraordinárias, num local pequeno como Campo Maior e estamos entusiasmados, tanto que vamos abusar desta oferta e gostávamos de formar uma equipa feminina em Campo Maior” .
Pedro Murcela, há muitos anos ligado ao Campomaiorense, foi parte integrante para a realização desta Taça em Campo Maior, pelo que considera que esta é uma forma de promover o futebol feminino bem como o conceito de Eurocidade. “Sou um homem do futebol e continuo a ser, por isso ajudei à realização desta Taça, que foi solicitada ao presidente do Clube, João Manuel Nabeiro, ao qual ele acedeu, sendo esta uma forma de aproximação da Eurocidade e contribuindo para a igualdade de género, é também uma forma de aproveitar sinergias para que através do desporto nos aproximemos e convivamos ao fim de semana, que é necessário, nos tempos em que vivemos”.
Relativamente à proposta do presidente do Civitas Santa Teresa, Pedro Murcela afirma que “tudo é possível” e, que esta deve ser analisada pelo presidente do Campomaiorense, que é João Manuel Nabeiro, e a acontecer “é bom para a região e para as atletas, uma vez que está a crescer o futebol feminino, e penso que as mulheres merecem”.
Relativamente ao primeiro jogo, estiverem frente a frente o Clube Futebol Benfica e Clube Atlético Ouriense, em que o o resultado foi 3-1 dando a vitória ao Clube Futebol Benfica.
No final da partida, Ruben Reboredo, treinador do Futebol Clube Benfica, referiu que esta iniciativa “é boa, principalmente numa altura em que na formação há perda de jogadoras, e torna-se revelante para as atletas evoluírem, enquanto jogadoras e enquanto pessoas”.
Quanto à vitória do clube adianta que “é o reflexo do trabalho feito nos treinos de preparação, aos quais se mantiveram fiéis”. Quanto ao jogo de amanhã, na final, afirma que se mantêm “fiéis ao plano de jogo e que é para ganhar, como sempre”.
Carolina Quental foi a autora de dois dos três golos do clube de Benfica e revela que foi “um bom jogo, apesar de na primeira parte, altura em que sofrerem o golo, estarem mais distraídas, na segunda parte correu tudo lindamente e amanhã estamos preparadas para vencer”.
Já Tânia Sá, diretora no Clube Atlético Ouriense, demonstra-se agradada pelo convite, para esta Taça, “é um orgulho e foi com agrado que recebemos o convite do Santa Teresa para disputar esta Taça”. “Para nós, um clube que ganhou duas taças no futebol feminino, é com muito orgulho que vemos o futebol feminino em expansão não só a nível nacional, mas internacional”. Apesar da derrota está orgulhosa da equipa, considerando que “a experiência é o mais importante”. A diretora do Ouriense destaca ainda as “condições magníficas” do Estádio, em Campo Maior.
A jogadora do Ouriense e autora do único golo da equipa, Alexandra Vedor, afirma que “infelizmente não chegou para a vitória, mas está feliz pelo golo”, admitindo que, ainda assim, “ficaria mais feliz se tivesse chegado à vitória”. Classifica o torneio como “uma oportunidade para crescer e mais importante que ganhar, é tirar partido” do mesmo.
Quanto ao segundo jogo, o Sporting Clube Huelva venceu por 3-2 o Civitas Santa Teresa. Assim, amanhã tem lugar a final no Estádio Nuevo Vivero, em Badajoz entre o Clube Futebol Benfica e o Sporting Club Huelva.


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