
A Escola Superior de Biociências de Elvas (ESBE), da Universidade Politécnica de Portalegre (UPP), assinala esta quarta-feira, 14 de outubro, o seu 30.º aniversário, três décadas depois do início das atividades letivas, com o primeiro dia de aulas do Bacharelato em Engenharia Agrária, o primeiro curso da instituição.
A cerimónia comemorativa deste aniversário ficou, durante a manhã, marcada pelas intervenções institucionais de Rute Santos, diretora da ESBE, Luís Loures, reitor da UPP e do vice-presidente da Câmara Municipal de Elvas, Nuno Mocinha, e ainda pela participação do professor Joaquim Mourato como orador convidado. Antigo presidente do Instituto Politécnico de Portalegre, entre 2009 e 2017, e do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos, entre 2013 e 2016, Joaquim Mourato mantém uma ligação histórica à escola, tendo integrado o seu primeiro corpo docente, na área da Economia. Atualmente, preside ao Conselho Diretivo do Instituto para o Ensino Superior.
Trinta anos depois da sua fundação, a ESBE, antiga Escola Agrária, procura consolidar o percurso de crescimento, reforçar a oferta formativa e encontrar soluções para as limitações das instalações, numa altura em que conta com cerca de 650 estudantes.
A diretora da escola olha para o percurso realizado com orgulho, considerando que a instituição tem conseguido afirmar-se e assumir um papel relevante para Elvas, para a região e, espera, também para o país. “Olha-se para o passado na perspetiva de aprendizagem, sempre, mas também de orgulho pelo trabalho feito”, afirma Rute Santos, defendendo a continuidade do caminho de desenvolvimento e crescimento da instituição.
A responsável destaca as mudanças registadas ao longo dos últimos anos, nomeadamente a alteração da designação da escola e o alargamento das áreas de formação, um processo que considera ainda estar em fase de consolidação. Apesar da vontade de continuar a inovar e ampliar a oferta formativa, Rute Santos reconhece que a capacidade das instalações constitui atualmente um dos principais constrangimentos ao desenvolvimento da ESBE.
“Ao dia de hoje, penso que são 650” os alunos da escola, adianta, ressalvando que o processo de matrículas ainda não terminou. Perante este número, considera que o edifício existente é insuficiente para responder às necessidades da comunidade académica.
A diretora sublinha, por isso, que o crescimento futuro deverá acompanhar a capacidade de garantir condições adequadas aos estudantes, docentes e restantes trabalhadores. A prioridade passa também por identificar as necessidades do tecido empresarial e da economia, ajustando a formação às exigências do mercado de trabalho.
“A nossa preocupação agora é dar resposta àquilo que são as necessidades: as necessidades dos estudantes, como é óbvio, mas também as do tecido empresarial e da economia”, salienta, defendendo a qualificação de profissionais capazes de contribuir para a competitividade do país.
Ampliação das instalações continua a ser uma prioridade
Já o reitor da Universidade Politécnica de Portalegre considera os 30 anos da ESBE um marco de afirmação e crescimento, com impacto não apenas em Elvas, mas também a nível regional e nacional.
Luís Loures confirma que a universidade está a procurar uma solução para avançar com o projeto de construção e ampliação da escola, previsto para o antigo Ciclo de Santa Luzia. Depois de o segundo concurso para a empreitada ter ficado sem concorrentes, a instituição está a avaliar alternativas que permitam concretizar o investimento dentro dos enquadramentos legais e num prazo tão curto quanto possível.
“Estamos a fazer aqui um forcing para, dentro daquilo que são as possibilidades legais que temos dentro do CCP, tentar encontrar uma alternativa que seja viável e em tempo útil”, explica.
O reitor alerta ainda para os riscos de um novo procedimento concursal, que poderia representar mais seis meses de espera, além da possibilidade de novos aumentos dos custos da construção, num contexto internacional marcado pela incerteza. Ainda assim, mostrou-se confiante quanto à possibilidade de surgirem novidades positivas nas próximas semanas.
Câmara de Elvas reafirma apoio à escola
Também Nuno Mocinha, vice-presidente da Câmara Municipal de Elvas, destaca o contributo da instituição para o desenvolvimento do concelho, considerando inquestionável o impacto positivo da antiga Escola Superior Agrária de Elvas ao longo das últimas três décadas.
O autarca recorda a evolução da instituição, desde as primeiras instalações até à ambição de dispor de um campus próprio, e manifesta a expectativa de que o projeto de ampliação possa concretizar-se, apesar das dificuldades encontradas no concurso público.
Nuno Mocinha aproveitou a ocasião para felicitar a Universidade Politécnica de Portalegre, a atual direção da ESBE e todos os responsáveis que contribuíram para o percurso da escola, reiterando a disponibilidade do município para continuar a colaborar com a instituição.
“Aquilo que nós esperamos é que esse projeto também seja uma realidade”, afirma, garantindo que a presença da autarquia na cerimónia representa o compromisso de continuar ao lado da escola, dos estudantes, dos docentes e de toda a comunidade académica.
Ao completar 30 anos, a Escola Superior de Biociências de Elvas celebra, assim, um percurso de crescimento e afirmação, mantendo como desafios para o futuro a consolidação da oferta formativa, a resposta às necessidades do território e a concretização das novas instalações, consideradas fundamentais para acompanhar a evolução da comunidade académica.































