
74 jovens de Campo Maior vão dedicar parte das suas férias de verão ao cuidado de crianças e idosos, através do “Movimento de Cidadania Jovem”, uma iniciativa do CLDS 5G Campo Maior, que pretende promover o contacto com as instituições locais e incentivar o desenvolvimento pessoal e social dos participantes.
A sessão de acolhimento decorreu na manhã de segunda-feira, 29 de junho, nas instalações da Comissão Unitária de Reformados e Pensionistas (CURPI) de Campo Maior, onde os jovens conheceram o funcionamento do projeto, os seus direitos e deveres, bem como a importância da cidadania ativa, da responsabilidade social e do compromisso com a comunidade.
Em declarações à Rádio Campo Maior, a coordenadora do CLDS 5G Campo Maior, Maria Manuel Valentim, explica que esta iniciativa surgiu, há uns anos a esta parte, para responder à ausência de respostas de ocupação para os jovens com mais de 12 anos no concelho. “Os jovens em Campo Maior, a partir dos 13 anos, não têm resposta. O ATL é até aos 12 anos e, por isso, decidimos, já desde 2013, desenvolver este Movimento de Cidadania Jovem para que possam estar ocupados durante os meses de julho e agosto”, recorda.
Segundo a responsável, o projeto, que arranca esta quarta-feira, 1 de julho, permite aos participantes conhecer de perto o trabalho desenvolvido pelas várias instituições do concelho, ao mesmo tempo que prestam apoio às equipas técnicas e aos utentes. “É uma mais-valia para ambas as partes. Os jovens estão ocupados, ajudam as instituições e ficam a conhecer o trabalho que é desenvolvido em cada uma delas, o que até pode ajudá-los a perceber os seus interesses para o futuro profissional”, sublinha.
Os jovens são distribuídos por diferentes entidades parceiras, entre as quais o Município, a Santa Casa da Misericórdia, a Casa do Povo e o Centro de Talentos Alice Nabeiro. Ao longo do programa, os participantes poderão colaborar com idosos, crianças em creche, berçário, ATL e com os “Clubes de Verão”, escolhendo livremente as instituições onde pretendem desenvolver a atividade, bem como os horários e o período de permanência em cada uma delas.
Maria Manuel Valentim destaca ainda que essa autonomia implica também um elevado sentido de responsabilidade. “Eles decidem para onde querem ir, quando querem ir e o horário que querem fazer. O que pedimos é compromisso. Se assumem que vão para uma entidade, têm de cumprir os horários e os dias acordados, porque há uma instituição à espera deles”, afirma.
Além de colaborarem nas atividades já existentes, os jovens podem apresentar propostas de dinamização dirigidas às crianças ou aos idosos, desde que sejam aprovadas pelas entidades de acolhimento.
O “Movimento de Cidadania Jovem” prolonga-se até ao final de agosto, proporcionando aos participantes uma experiência de cidadania, aprendizagem e crescimento pessoal, enquanto reforça a ligação entre os jovens e a comunidade de Campo Maior.














