O cantor Luís Fialho sobe ao palco principal das Festas em Honra de Nossa Senhora dos Remédios e São João Batista este sábado, 1 de agosto, para um concerto marcado para as 00h00, sendo um dos momentos de destaque desta segunda noite de festividades.
A programação começa às 10h00, com a arruada da Charanga das Fresquinhas pelas ruas de Vila Boim. Às 18h00 realiza-se uma garraiada, acompanhada pela mesma charanga, na Praça de Touros, seguindo-se, às 20h00, a realização da “2ª Milha” de Vila Boim.
A partir das 20h30, Os Garridos atuam no palco Coreto, antes do baile com António Vilas Boas, marcado para as 22h00. Após o concerto de Luís Fialho, a animação continua com novo baile de António Vilas Boas, às 01h30, enecrrando a noite com DJ Brat e bailarinas, a partir das 02h30.
As Festas do Povo de Campo Maior continuam a ganhar forma e, na Bocada da Praça, um grupo de jovens decidiu assumir o desafio de apadrinhar e decorar a rua. Sem o apoio direto de adultos, os voluntários querem mostrar que a tradição continua viva entre as novas gerações e prometem criar uma rua “feita por jovens, para jovens”.
Uma rua feita por jovens, para jovens
A ideia surgiu de forma espontânea entre um grupo de amigos que decidiu abraçar, pela primeira vez, a responsabilidade de fazer florescer uma rua. Embora Beatriz Salgueiro e outra jovem assumam oficialmente o papel de cabeças de rua, garantem que todas as decisões são tomadas em conjunto. “No papel são elas as duas, mas a decisão final é do grupo”, explica Ana Marques, uma das voluntárias.
A equipa é composta por 11 elementos, com idades compreendidas entre os 21 e os 23 anos, contando apenas com a ajuda pontual dos familiares. “Ativamente somos nós. Por isso é que é a rua mais bonita, porque é a rua dos jovens.”, afirmam Beatriz Salgueiro e Ana Marques.
Meses de trabalho e uma mudança de planos
Os preparativos arrancaram logo em janeiro. No entanto, a equipa viu-se obrigada a alterar o plano inicial depois de perceber que outra rua iria desenvolver um tema muito semelhante.
“Inicialmente tínhamos um tema, só que depois soubemos que havia um tema muito parecido ao que nós queríamos, então tivemos que mudar tudo”, recordam, explicando que a mudança obrigou também à troca de grande parte do material já requisitado.
Ainda assim consideram que “isso também torna (o desafio) divertido”.
Entre Campo Maior e Lisboa
Durante vários meses, a preparação foi dividida entre Campo Maior e Lisboa, onde muitos dos jovens estudam. As flores eram produzidas, de segunda a sexta-feira, na capital e transportadas, ao fim de semana, para a vila raiana.
Agora, com o fim das aulas, os trabalhos decorrem diariamente num espaço cedido pela Câmara Municipal e pela Associação das Festas do Povo.
“Agora conseguimos estar todos os dias aqui, desde as três da tarde”, contam, explicando que optaram por realizar o que chamam os “tardeos”, aproveitando o período da tarde para também facilitar a participação de quem trabalha no dia seguinte.
A primeira Festa do Povo como cabeças de rua
Para o grupo, esta edição das Festas do Povo tem um significado muito especial. Na última realização do evento, muitos tinham apenas 10 ou 11 anos e sentem que ainda não compreendiam verdadeiramente a dimensão da tradição.
“Esta edição vai ser muito especial para nós porque é a primeira da nossa adolescência e é a primeira vez que nós vamos apadrinhar uma rua”, referem.
A equipa acredita ainda que a Bocada da Praça se distinguirá precisamente por ser “uma rua de jovens para jovens”, esperando que o trabalho desenvolvido consiga “tocar todas as pessoas, pelo menos de Campo Maior e arredores”.
Contagem decrescente para a enramação
A poucos dias da enramação, marcada para 7 de agosto, o entusiasmo mistura-se com algum nervosismo.
“Vai ser o mais desafiante, porque é a nossa primeira vez e ainda não temos bem noção da logística”, admitem, revelando que estão a ultimar os preparativos para que a estrutura da rua esteja pronta antes da colocação das flores.
O convite para ajudar a fazer a festa
O convite fica agora lançado a toda a população e visitantes. Além de passarem pela Bocada da Praça durante as Festas do Povo, os jovens deixam também um apelo a quem queira dar uma ajuda no dia da enramação.
“Venham, que vão-se divertir muito. Vai ser uma rua feita de jovens para jovens… e para quem já foi jovem”, desafiam, garantindo ainda que serão “bons anfitriões”.