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Bombeiros de Campo Maior celebram mais um aniversário: “77 anos a servir, a proteger e a fazer a diferença”

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Campo Maior assinalou esta quinta-feira, 22 de outubro, 77 anos de história ao serviço da população, numa data que o presidente da direção, Luís Fava, considera uma oportunidade para celebrar o percurso da instituição, homenagear os bombeiros que já partiram e refletir sobre os desafios que se colocam ao futuro.

As comemorações decorreram ontem de forma simples, no seio da instituição, com o corte do bolo de aniversário e um momento de convívio entre os elementos da corporação. Ao final da tarde, a Igreja Matriz da vila recebeu a tradicional missa por alma dos sócios, dirigentes e bombeiros já falecidos.

“São 77 anos a servir, são 77 anos a proteger e são 77 anos a fazer a diferença”, sublinha Luís Fava, que aproveita a efeméride para deixar uma palavra de reconhecimento a todos os bombeiros, sem esquecer aqueles que já faleceram e que, ao longo dos anos, dignificaram a farda da corporação.

Apesar do percurso construído, o responsável admite que o futuro continua a trazer desafios, sobretudo no que diz respeito à falta de voluntários, uma dificuldade que afeta os bombeiros a nível nacional e que também se faz sentir em Campo Maior.

“Há muita falta de bombeiros. Nós aqui em Campo Maior fazemos tudo por tudo para agregar mais bombeiros e, mesmo assim, temos dificuldade, como tem o distrito todo”, afirma.

Para contrariar esta realidade, a associação tem procurado aproximar-se da comunidade, nomeadamente através de visitas às escolas e da realização de ações de formação. A instituição disponibiliza ainda uma sala de formação a quem pretenda utilizá-la, numa estratégia que procura despertar o interesse dos cidadãos de Campo Maior pela atividade dos bombeiros e pelo voluntariado.

Outra das preocupações prende-se com os encargos financeiros associados à atividade operacional, em particular com os custos dos combustíveis, que representam uma despesa significativa para uma instituição que depende da mobilização permanente de viaturas.

Luís Fava reconhece as dificuldades, mas defende que é necessário encontrar alternativas para garantir a sustentabilidade da associação. Entre as soluções passa por reforçar a realização de transportes não urgentes, uma atividade que poderá contribuir para gerar receitas e ajudar a fazer face às despesas.

“Temos dificuldades derivadas, obviamente, ao preço dos combustíveis, mas temos que nos reinventar, achar soluções que tragam mais benefícios para a associação, fazendo transportes não urgentes com mais frequência”, explica.  

Ao completar 77 anos, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Campo Maior mantém, assim, o compromisso de servir e proteger a população, procurando simultaneamente atrair novos elementos para a corporação e encontrar respostas para os desafios financeiros e humanos que marcam o setor.

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