De Dulce Maria Cardoso a Tozé Brito: ALERtejo 2026 reúne grandes nomes da literatura e da cultura em Elvas

A 3ª edição do ALERtejo – Encontro Literário de Elvas, que se iniciou esta quinta-feira, 22 de outubro, com sessões dedicadas à comunidade escolar, apresenta, até domingo, dia 25, um programa repleto de personalidades da literatura e da cultura portuguesa, promovendo o contacto direto entre o público e grandes autores de referência.

Entre as personalidades de maior destaque nacional que marcam presença nesta edição dedicada ao feminino estão Dulce Maria Cardoso, uma das vozes mais consagradas e aclamadas da ficção contemporânea, Inês Meneses, comunicadora e radialista de renome, Tozé Brito, histórico compositor da música portuguesa, e Paula Bochecha Lebre, que traz a Elvas um dos momentos mais emotivos do programa.

A par dos nomes mais conhecidos da grande praça, o ALERtejo continua fiel ao seu propósito de dar palco a novos talentos, ensaístas e investigadores de ambas as margens da raia.

O painel de convidados conta ainda com intervenções de Susana Amaro Velho, Madalena Sá Fernandes, Teresa Simão e do historiador espanhol Heliodoro Núñez López. 

A dimensão educativa do festival é assegurada pela autora Maria Inês Almeida, que se encontra nas escolas do concelho em sessões exclusivas com os alunos.

O programa completo:

Rápida intervenção dos Bombeiros evita propagação de incêndio no Jardim Municipal de Campo Maior

Um incêndio deflagrou na tarde desta quinta-feira, 22 de outubro, na casa das máquinas de apoio ao lago situado no Jardim Municipal de Campo Maior.

O intenso cheiro a queimado, proveniente de máquinas e cabos elétricos, alertou, por volta das 17 horas, as pessoas que se encontravam no local. GNR e Bombeiros de Campo Maior deslocaram-se, de imediato, ao local.

A rápida intervenção dos meios de socorro permitiu circunscrever o incêndio à casa das máquinas, evitando a sua propagação. Durante a operação, foram ainda retirados do interior do espaço alguns jerricans que, alegadamente, conteriam combustível.

As causas do incêndio são, para já, desconhecidas.

Fonte: Campomaiornews

Bombeiros de Campo Maior celebram mais um aniversário: “77 anos a servir, a proteger e a fazer a diferença”

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Campo Maior assinalou esta quinta-feira, 22 de outubro, 77 anos de história ao serviço da população, numa data que o presidente da direção, Luís Fava, considera uma oportunidade para celebrar o percurso da instituição, homenagear os bombeiros que já partiram e refletir sobre os desafios que se colocam ao futuro.

As comemorações decorreram ontem de forma simples, no seio da instituição, com o corte do bolo de aniversário e um momento de convívio entre os elementos da corporação. Ao final da tarde, a Igreja Matriz da vila recebeu a tradicional missa por alma dos sócios, dirigentes e bombeiros já falecidos.

“São 77 anos a servir, são 77 anos a proteger e são 77 anos a fazer a diferença”, sublinha Luís Fava, que aproveita a efeméride para deixar uma palavra de reconhecimento a todos os bombeiros, sem esquecer aqueles que já faleceram e que, ao longo dos anos, dignificaram a farda da corporação.

Apesar do percurso construído, o responsável admite que o futuro continua a trazer desafios, sobretudo no que diz respeito à falta de voluntários, uma dificuldade que afeta os bombeiros a nível nacional e que também se faz sentir em Campo Maior.

“Há muita falta de bombeiros. Nós aqui em Campo Maior fazemos tudo por tudo para agregar mais bombeiros e, mesmo assim, temos dificuldade, como tem o distrito todo”, afirma.

Para contrariar esta realidade, a associação tem procurado aproximar-se da comunidade, nomeadamente através de visitas às escolas e da realização de ações de formação. A instituição disponibiliza ainda uma sala de formação a quem pretenda utilizá-la, numa estratégia que procura despertar o interesse dos cidadãos de Campo Maior pela atividade dos bombeiros e pelo voluntariado.

Outra das preocupações prende-se com os encargos financeiros associados à atividade operacional, em particular com os custos dos combustíveis, que representam uma despesa significativa para uma instituição que depende da mobilização permanente de viaturas.

Luís Fava reconhece as dificuldades, mas defende que é necessário encontrar alternativas para garantir a sustentabilidade da associação. Entre as soluções passa por reforçar a realização de transportes não urgentes, uma atividade que poderá contribuir para gerar receitas e ajudar a fazer face às despesas.

“Temos dificuldades derivadas, obviamente, ao preço dos combustíveis, mas temos que nos reinventar, achar soluções que tragam mais benefícios para a associação, fazendo transportes não urgentes com mais frequência”, explica.  

Ao completar 77 anos, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Campo Maior mantém, assim, o compromisso de servir e proteger a população, procurando simultaneamente atrair novos elementos para a corporação e encontrar respostas para os desafios financeiros e humanos que marcam o setor.