Município de Elvas formaliza aquisição da Sociedade Recreativa da Terrugem

A Câmara Municipal de Elvas, a Junta de Freguesia da Terrugem e a Sociedade Recreativa da Terrugem promovem, esta quinta-feira, 10 de setembro, a cerimónia de assinatura da escritura pública de aquisição, pelo Município de Elvas, do edifício sede da Sociedade Recreativa da Terrugem.

A cerimónia está marcada para as 18h30 e terá lugar no edifício da Sociedade Recreativa da Terrugem, contando com a presença das entidades envolvidas e estando aberta à participação de toda a população.

A aquisição representa um momento de particular significado para a freguesia, uma vez que o edifício integra a história da Terrugem e está ligado à atividade da Sociedade Recreativa há mais de um século.

Ao longo dos seus mais de cem anos de existência, a Sociedade Recreativa da Terrugem tem tido naquele espaço um importante ponto de encontro e de convívio, assumindo também um papel relevante na dinamização da comunidade local.

A assinatura da escritura constitui, assim, um momento simbólico e de especial importância para a população da Terrugem, ao formalizar a aquisição do imóvel pelo Município de Elvas.

No final da cerimónia haverá um pequeno lanche-convívio, oferecido pela Associação, aberto a todos os presentes.

Carlos Cunha apresenta “Pátio do Cunha” no Centro Cultural de Arronches

O Auditório do Centro Cultural de Arronches recebe, no próximo dia 12 de setembro (sábado), às 21h30, a peça de teatro “Pátio do Cunha”. Com assinatura da Carlos Cunha Produções, o espetáculo promete uma noite de muito humor e um ritmo frenético inspirado na tradicional revista à portuguesa.

A comédia conta com um elenco de luxo liderado pelo conceituado ator Carlos Cunha, acompanhado em palco por Erika Mota, Lígia Ferreira e Nuno Pires. A ação decorre num pátio de um bairro na periferia de Lisboa onde, ao longo do dia, vão surgindo inúmeras personagens que desencadeiam situações hilariantes.

Com uma duração de 90 minutos e classificação etária para maiores de 14 anos, a peça destaca-se pela velocidade alucinante de entradas e saídas de cena. Entre as várias figuras que vão pisar o palco, o público poderá reencontrar personagens “míticas” da longa carreira de Carlos Cunha, como é o caso do icónico e “rebelde” Cunhinha.

Este espetáculo integra a digressão nacional da produção, que tem percorrido o país com o objetivo de colocar Portugal a rir de norte a sul através de um formato dinâmico, popular e muito próximo do público.

Os bilhetes podem ser adquiridos nos locais habituais do Município de Arronches.


Marvão Rock Fest: 20 anos depois, o rock regressa à Portagem com dois dias de música junto ao Rio Sever

A Portagem, no concelho de Marvão, prepara-se para receber, na sexta-feira e sábado, dias 11 e 12 de setembro, a primeira edição, organizada pela Associação Timbre d’Alvorada, do Marvão Rock Fest.

Frederico Borges, da Timbre d’Alvorada, explica que a realização do festival resulta de um sonho antigo e da convicção de que a Portagem reúne condições únicas para acolher um evento desta natureza. “Este é um sonho do miúdo que via festivais pela caixinha mágica há uns bons anos e sempre viu o potencial que a Portagem tinha para receber um festival com esta dinâmica. Neste momento as peças conjugaram-se todas e vamos lançar esta primeira edição”, afirma.

Apesar de esta ser a primeira edição organizada pela Associação Timbre d’Alvorada, Frederico Borges recorda que o nome Marvão Rock Fest já esteve associado a um festival realizado na Portagem em 2006. “Esta é a primeira edição, salvaguardando que já existiu há 20 anos, em 2006, um festival aqui com o mesmo nome, que, entretanto, deixou de existir e nós estamos a pegar no nome, sendo que nós estamos a organizá-lo pela primeira vez”, explica.

O responsável destaca ainda as características naturais da Portagem como um dos atrativos do festival, que terá lugar junto ao Rio Sever e à piscina fluvial. “Teremos aqui um campismo para acolher quem quer acampar. Isto fica junto à Portagem. Para quem não conhece, tem uma piscina fluvial espetacular, com uma água cristalina e uma vista espetacular também para o Castelo de Marvão”, refere.

Rock como aposta e ligação transfronteiriça

A organização assume uma aposta clara no rock, num momento em que o género tem perdido espaço em alguns festivais de música. “Nos festivais de hoje em dia, o rock está quase em desuso, mas não iremos por aí. Vamos apostar neste festival porque toda aqui a região está muito ligada ao rock”, sublinha o responsável.

Outra das apostas da organização passa pela dimensão transfronteiriça do evento, aproveitando a proximidade de Marvão com a Extremadura espanhola. “Isso foi sempre um ponto que deixámos assente em cima da mesa: que o festival fosse um festival transfronteiriço”, explica o responsável.

Nesse âmbito, o cartaz inclui a banda espanhola Bolsa de Moscas, de Badajoz, juntando-se a projetos provenientes de diferentes pontos de Portugal.

“Depois do panorama nacional temos bandas que já estão a rodar festivais, como Cortada, Sunflowers e temos a estreia de um novo projeto, Lovedust, com elementos veteranos de outros projetos, que vem do underground de Coimbra”, acrescenta.

Dois dias com 11 projetos musicais

O programa arranca na sexta-feira, dia 11 de setembro, com atuações de Lovedust, Ritmos Cholulteka, Birdzzie, Eustáquio Sound Máchine e Broken James. No sábado, dia 12, sobem ao palco Sunflowers, Bolsa de Moscas, Cortada, Klaus Und Hans, Carolina Zerbes e Abaltroz.

A organização espera recuperar também a memória associada à edição de 2006, que, segundo Frederico Borges, continua presente entre antigos participantes.

“É a primeira vez que nós organizamos o festival, sendo que pelo que nós temos recepcionado de informações, toda a gente está expectante da volta deste festival, porque na altura veio Wraygunn, veio Fonzi, vieram bandas que na altura estavam a começar e toda a gente adorou e acampou e há muitas memórias ligadas a este evento”, recorda.

Campismo gratuito e música junto à água

O festival pretende tirar partido da localização junto ao Rio Sever, permitindo aos visitantes acompanhar os concertos durante a tarde com acesso à zona balnear.

Segundo a organização, o campismo será selvagem e não necessita de reserva prévia, estando disponível desde as 9h00 de quarta-feira, dia 10 de setembro, até às 12h00 de domingo, dia 13.

Os detentores de pulseira terão ainda acesso aos balneários da Piscina Municipal de Portagem, à esplanada e a pontos de corrente elétrica gratuitos. A organização apela, contudo, ao civismo e ao respeito pelos espaços públicos.

Além da música, a entrada do festival contará durante os dois dias com artesanato, gastronomia e bebidas regionais.

A localização estratégica de Marvão, junto à fronteira com Espanha, é também apresentada pela organização como uma oportunidade para aproximar públicos e artistas dos dois lados da Península Ibérica.

Bilhetes a partir de oito euros

Os bilhetes podem ser adquiridos à porta do recinto. O passe para os dois dias tem um custo de 12 euros, enquanto o bilhete diário custa oito euros.

A organização disponibiliza também bilhetes através da See Tickets e informações atualizadas sobre horários e aquisição de entradas na página de Instagram do Marvão Rock Fest.

Joaquim Amante propõe atribuição do nome de José Manuel Rebolo Ferreira a sala da Casa António Sardinha

Joaquim Amante, em nome do anterior executivo da Junta de Freguesia de Assunção, Ajuda, Salvador e Santo Ildefonso, que liderou entre 2021 e 2025, apresentou ao presidente da Câmara Municipal de Elvas, José Rondão Almeida, uma proposta para a atribuição do nome de José Manuel Rebolo Ferreira a uma sala da recentemente requalificada Casa António Sardinha, na Quinta do Bispo.

A proposta pretende homenagear a memória de José Manuel Rebolo Ferreira, recentemente falecido, reconhecendo o seu percurso de várias décadas ao serviço da comunidade elvense, quer através da atividade autárquica, quer através da participação no movimento associativo local.

Segundo Joaquim Amante, a atribuição do nome a uma das salas da Casa António Sardinha surge também no seguimento de uma das propostas apresentadas durante a campanha eleitoral para a Junta de Freguesia. “Na nossa campanha eleitoral, quando nos apresentámos como candidatos à Junta de Freguesia de Assunção, Ajuda, Salvador e Santo Ildefonso, tínhamos idealizado levar uma extensão da Junta de Freguesia para aquele espaço e o Espaço Cidadão ou a Loja do Cidadão, o que conseguíssemos implementar”, explica à Rádio ELVAS. A proposta agora apresentada ao Município, e tendo em conta a implementação de um Espaço Cidadão naquele edifício, passa por aproveitar esse espaço para perpetuar o nome de José Manuel Rebolo Ferreira, que, para Joaquim Amante, era “uma pessoa emblemática na cidade” e merece “ter um espaço físico com o seu nome”.

José Manuel Ferreira foi presidente da Junta de Freguesia de Assunção durante vários anos, entre 1997 e 2013, tendo desempenhado também outras funções: foi tesoureiro no mandato de 2013 a 2017 e secretário entre 2021 e 2025.

O seu percurso ficou ainda marcado por ter sido membro do Movimento Cívico por Elvas e pelo envolvimento no movimento associativo da cidade, nomeadamente nos órgãos sociais de várias coletividades, entre as quais o Clube de Futebol “Os Elvenses”.

No documento enviado ao presidente da Câmara, Joaquim Amante destaca, para além do percurso institucional, a dimensão humana de José Manuel Ferreira, sublinhando o seu “extraordinário humanismo”, a humildade e a disponibilidade permanente para ajudar os outros.

“Ele tinha um coração enorme, estava sempre disponível para ajudar tudo e todos. Acho que é uma pessoa que merece, que é digna desta homenagem”, afirma Joaquim Amante.

Joaquim Amante acredita que proposta será aceite

Questionado sobre a possibilidade de a Câmara Municipal aceitar a proposta, Joaquim Amante mostrou-se confiante. “Na primeira abordagem que tivemos, acho que sim, acho que não vai haver inconveniente algum. Tudo indica que sim, não recebi nenhuma informação em contrário”, assegura.

O mentor da proposta considera ainda que existe uma relação de proximidade entre o presidente da Câmara e José Manuel Ferreira que poderá favorecer a aceitação da homenagem. “O presidente tem muito conhecimento com o José Manuel, que ele sempre acompanhou as campanhas políticas, tanto pelo PS como pelo Movimento (Cívico por Elvas). É uma pessoa que tinha muito carinho pelo José Manuel Ferreira e acho que faz todo o sentido e que ele aceita, de certeza, de bom grado”, acrescenta.

Para Joaquim Amante, a iniciativa pretende sobretudo manter viva a memória de uma personalidade que marcou a vida da freguesia e do concelho. “É mesmo esse o intuito”, afirma, defendendo que a homenagem permitirá imortalizar o nome de alguém que fez muito pela população da freguesia de Assunção, Ajuda, Salvador e Santo Ildefonso.

Da investigação histórica à inteligência artificial: assim nasceu o projeto musical “Muralhas da Raia”

A história de Campo Maior e da Raia ganha uma nova forma de ser contada através da música. “Muralhas da Raia”, projeto musical criado por Francisco José Trindade, recorre às novas tecnologias e à inteligência artificial para transformar episódios históricos, memórias e lendas da região em canções.

O projeto nasceu, segundo o autor, de uma “singela homenagem” à música, à história e à cultura locais. Embora inicialmente tivesse sido pensado para a literatura, nomeadamente para a criação de um livro, a evolução das ferramentas digitais permitiu-lhe encontrar na música um veículo mais acessível para transmitir a mensagem.

“Partindo de uma ideia de assumir o papel do letrista, não o letrista profissional, mas apenas o iniciante”, explica Francisco José Trindade, o objetivo passou por utilizar as ferramentas atualmente disponíveis para concretizar uma ideia que tinha vindo a desenvolver ao longo do tempo.

O resultado é um conjunto de dez temas que percorrem diferentes momentos da história da região, com particular incidência em Campo Maior (incluindo Ouguela), mas também noutros pontos da Raia, como Elvas.

Da investigação histórica para a música

Por detrás das letras está um trabalho de investigação desenvolvido ao longo dos anos. Francisco José Trindade recorreu a fontes online, bibliografia especializada, textos históricos e informação disponibilizada por instituições, mas também a visitas aos próprios locais históricos. As muralhas, castelos e fortificações da região assumem, por isso, um papel central no processo criativo.

“Muito mais importante do que apenas ler em livros, é vivermos e experienciarmos no local”, afirma, defendendo que o contacto direto com as pedras, as construções e a paisagem ajuda a imaginar as vivências de quem habitou aqueles espaços em épocas passadas.

A partir dessas pesquisas e experiências, o autor foi reunindo apontamentos e trabalhando as palavras com o objetivo de condensar episódios históricos em canções de apenas alguns minutos.

“Por trás de cada canção há uma mensagem que se pretende passar, há uma história que se pretende contar”, sublinha.

História contada ao ritmo dos novos tempos

A opção pela música está também relacionada com a necessidade de encontrar novas formas de chegar ao público, sobretudo às gerações mais jovens.

Francisco José Trindade considera que a sociedade atual é marcada pela rapidez e pela enorme quantidade de conteúdos disponíveis, sobretudo nas plataformas digitais. Nesse contexto, defende que os projetos culturais precisam de encontrar formas diferentes de captar a atenção.

“Temos que arranjar forma de transmitir a mensagem que queremos, mas tendo em conta sempre que o público tem pouco tempo para nos dispensar”, explica.

É nesse cenário que surge a utilização da inteligência artificial como ferramenta de criação e como forma de democratizar o acesso à produção musical.

Para o autor, as novas tecnologias permitem que alguém sem formação profissional na área possa desenvolver um projeto, partindo de uma ideia e de conhecimentos básicos de composição e escrita.

“Franky da Raia”, uma personagem para contar a história

O projeto não é, contudo, apresentado em nome de Francisco José Trindade. O autor optou pelo pseudónimo “Franky da Raia”, criando uma espécie de personagem para assumir a vertente musical e histórica do projeto.

A escolha resulta, em parte, do nome “Frank”, pelo qual era conhecido em experiências anteriores no mundo digital, ao qual acrescentou “da Raia”, numa referência direta à região e à identidade que pretende valorizar.

“Não é o Francisco que tem os seus determinados gostos, que tem as suas determinadas convicções”, explica. “Uma terceira pessoa foi aqui criada neste mundo digital para que nesse próprio mundo consiga contar que existiu esta terra, existiram estas ações, para contar aqui essa história.”

Dez canções para contar uma história

O projeto começou por contemplar dez temas, mas a composição inicial acabou por sofrer alterações. Um dos temas (“Nasce o Povoado”) foi dividido em dois, levando a que a primeira fase do lançamento ficasse composta por nove canções.

A estratégia passou por disponibilizar os temas de forma faseada, um por dia, a partir de 1 de setembro, procurando criar continuidade e expectativa junto do público.

Entre as histórias abordadas encontra-se a de Ouguela e a queda do seu castelo perante as forças castelhanas. É precisamente este episódio que dá origem ao tema mais sombrio do projeto.

Para Francisco José Trindade, contar a história significa também abordar os momentos de derrota e sofrimento, e não apenas as vitórias. “Nem sempre de vitórias se fazem as guerras. Há muitas batalhas que ganhamos, mas também, infelizmente, há outras que perdemos”, afirma, dedicando a canção a todos aqueles que lutaram e contribuíram para a construção da nação.

“As muralhas não morrem”

Para evitar que o projeto terminasse com esse tom de tristeza, o autor decidiu acrescentar uma décima canção: “As Muralhas Não Morrem”. O tema funciona como um recap dos nove anteriores, recuperando elementos das diferentes histórias e concentrando a principal mensagem do projeto: a importância de preservar a memória e o património histórico.

Para Francisco José Trindade, as muralhas não devem ser vistas apenas como “umas pedras que estão ali empilhadas”. São parte da cultura, da história e da identidade coletiva.

O autor reconhece o trabalho desenvolvido na recuperação das fortificações e na criação de centros interpretativos, mas considera que também é necessário manter viva a memória através de iniciativas culturais que consigam chegar às novas gerações.

“É importante que na memória do povo haja quem também dê o seu pequeno contributo, levante a sua voz e, com a ajuda das ferramentas que tem ao seu dispor, consiga manter acesa a chama da cultura”, defende.

“Muralhas da Raia” assume-se, assim, como uma experiência que cruza história, música e tecnologia, procurando aproximar o passado do presente e levar episódios da história de Campo Maior e da região raiana a um público habituado a consumir cultura de formas cada vez mais rápidas e digitais.

Mais do que um álbum, que o autor prevê que venha a ter uma versão em inglês num futuro breve, o projeto pretende ser uma forma contemporânea de preservar e transmitir memória: lembrar de onde veio a região, o que viveu e como essas histórias continuam a fazer parte da identidade de quem hoje habita a Raia.

Os temas de Franky Da Raya estão disponíveis no YouTube e no Spotify.

Município de Arronches adere à rede de Refúgios Climáticos

O Turismo de Portugal, no âmbito da Agenda para a Ação Climática no Turismo 2030, encontra-se a desenvolver a Rede de Refúgios Climáticos ‘Stay Cool’, um projeto que visa a disponibilização de um conjunto de espaços preparados para responder a episódios de calor extremo, com o objetivo de proteger a população, em particular, as pessoas mais vulneráveis.

O Município de Arronches aderiu desde logo à iniciativa, tendo já preparadas as infraestruturas que oferecem conforto e proteção, sobretudo, durante os períodos de tempo quente que se fazem sentir no verão, beneficiando os utilizadores de uma zona de descanso com um ambiente termicamente controlado e com água potável, entre outras comodidades que contribuirão para controlar a temperatura corporal e minimizar os efeitos do calor na saúde.

No concelho de Arronches, os espaços disponibilizados para o efeito estão distribuídos pelas três freguesias e já se encontram devidamente identificados com o selo identificativo ‘Stay Cool’, sendo os mesmos a Sala de Centro de Convívio da Terceira Idade da Junta de Freguesia de Assunção, o Centro de Convívio para a Terceira Idade da Junta de Freguesia de Esperança e o Pavilhão Multiusos de Mosteiros.

Plataforma “Comércio com História” apresentada aos Municípios do Alto Alentejo

A Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA) organizou uma sessão de apresentação da plataforma “Comércio com História”, que decorreu na passada quinta-feira, 3 de setembro, com a presença de autarcas e técnicos dos Municípios do Alto Alentejo.

O Inventário Nacional “Comércio com História” é uma plataforma que identifica, reconhece e protege os estabelecimentos comerciais tradicionais de interesse histórico, cultural ou social local.

Nesta sessão, os representantes da Direção-Geral da Economia apresentaram esta medida nacional de promoção e preservação do comércio tradicional português, os benefícios de integração quer para os proprietários dos estabelecimentos, quer para os municípios, e ainda o processo de reconhecimento dos estabelecimentos que reúnam as caraterísticas “Comércio com História”.

Nuno Mocinha assume presidência da EuroBEC

Elvas assumiu esta segunda-feira, 7 de setembro, a presidência da Eurocidade Badajoz-Elvas-Campo Maior (EuroBEC), num ato que reuniu os representantes dos três municípios que integram esta estrutura de cooperação transfronteiriça.

A transferência da presidência decorre do Protocolo de Cooperação da EuroBEC, que estabelece uma presidência rotativa, por períodos de um ano, entre os municípios de Badajoz, Elvas e Campo Maior. Com esta mudança, a presidência passa a ser assumida pelo presidente da Câmara Municipal de Elvas.

No âmbito das competências delegadas e do acompanhamento dos assuntos relacionados com a EuroBEC, José Rondão Almeida delegou no vice-presidente da Câmara Municipal de Elvas, Nuno Mocinha, a representação do Município nesta estrutura, assumindo este as funções de presidente da Eurocidade.

A nova composição mantém a representação dos três municípios, com o alcalde de Badajoz, Ignacio Gragera, e o presidente da Câmara Municipal de Campo Maior, Luís Rosinha, a assumirem as respetivas vice-presidências.

A ocasião serviu igualmente para abordar diversos assuntos de interesse comum para Elvas, Badajoz e Campo Maior, bem como para analisar linhas de trabalho conjunto e iniciativas que permitam continuar a reforçar a cooperação entre os três territórios.

A presidência agora assumida por Elvas pretende dar continuidade ao trabalho desenvolvido no âmbito da EuroBEC, aprofundando a cooperação transfronteiriça e promovendo uma atuação concertada em áreas estratégicas para os três municípios e para as populações dos dois lados da fronteira.

A EuroBEC constitui uma plataforma privilegiada para o desenvolvimento de projetos conjuntos e para o reforço das relações históricas, económicas, sociais, culturais e institucionais entre Elvas, Badajoz e Campo Maior, contribuindo para afirmar este território transfronteiriço como um espaço comum de oportunidades e desenvolvimento.

PCP questiona reorganização da Oncologia do Hospital de Portalegre e pede explicações à ULS Alto Alentejo

O PCP contesta, em comunicado, a reorganização da Unidade de Oncologia do Hospital de Portalegre, considerando que as explicações apresentadas pelo Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde (ULS) do Alto Alentejo são “cada vez mais inconsistentes”. O partido exige esclarecimentos públicos sobre as razões que estiveram na origem da alteração do funcionamento do serviço.

O Secretariado da Direção da Organização Regional de Portalegre (DORPOR) do PCP afirma que, apesar de a administração da ULS ter negado uma redução da resposta assistencial e apontado a contratação de um novo oncologista como um reforço do serviço, a atividade atualmente assegurada pelo médico que já integrava a unidade terá sido reduzida para cerca de metade face ao período anterior a agosto.

Para o PCP, esta alteração é difícil de conciliar com a ideia de reforço da capacidade assistencial defendida pela administração. O partido considera que a redução do período de consultas representa uma diminuição objetiva da capacidade existente e questiona as razões que levaram à mudança de um modelo que, segundo afirma, apresentava bons resultados.

A organização regional do PCP sustenta que a Unidade de Oncologia de Portalegre apresentava resultados de referência, alegando que não existiam tempos de espera para primeiras consultas nem para o início de tratamentos oncológicos.

O partido afirma ainda que não eram conhecidas queixas relevantes relativamente ao funcionamento da unidade e relaciona a mobilização de centenas de cidadãos em defesa do serviço com a confiança demonstrada pela população.

Perante este cenário, o PCP considera que caberia à administração explicar quais os problemas que justificavam a reorganização e quais os ganhos concretos que a alteração pretende alcançar.

“Quando um modelo produz resultados desta qualidade, a obrigação da Administração é explicar, de forma objetiva, quais os problemas que pretende resolver e quais os ganhos concretos que espera alcançar”, defende o partido no comunicado.

As críticas do PCP estendem-se às prioridades atualmente assumidas pela ULS Alto Alentejo. O partido considera “mais difícil de compreender” a reorganização da Oncologia perante os constrangimentos que, segundo afirma, continuam a verificar-se noutras áreas do Hospital de Portalegre e do distrito.

A Ortopedia é apontada como um dos exemplos. De acordo com o PCP, o serviço continua sem conseguir assegurar regularmente a escala de urgência, funcionando apenas em parte dos dias da semana.

Também a resposta de Maternidade é referida pelo partido, que afirma que se mantêm constrangimentos que obrigam ao encaminhamento de grávidas para outras unidades hospitalares.

Perante estas dificuldades, o PCP questiona a opção do Conselho de Administração da ULS Alto Alentejo de concentrar esforços precisamente numa unidade que, segundo o partido, apresentava alguns dos melhores resultados.

“É legítimo perguntar por que razão o Conselho de Administração escolheu concentrar esforços precisamente num dos serviços que melhores resultados apresentava”, afirma o PCP.

Para o partido, a defesa do Serviço Nacional de Saúde passa não apenas pela resolução dos problemas existentes, mas também pela preservação das respostas que demonstram capacidade e qualidade.

“A defesa do Serviço Nacional de Saúde exige que se corrija aquilo que está mal e que se preserve aquilo que funciona”, sustenta o comunicado.

O PCP considera que, até ao momento, a reorganização da Oncologia de Portalegre não foi acompanhada por uma demonstração de ganhos para os doentes. Pelo contrário, entende que os dados conhecidos apontam para uma redução da capacidade assistencial anteriormente existente.

A organização regional do partido defende, por isso, que a população do Alto Alentejo deve receber uma explicação clara sobre as razões da decisão e sobre o objetivo concreto da reorganização.

No final do comunicado, o PCP exige “o esclarecimento público da atual situação”, reforçando a pressão sobre a administração da ULS Alto Alentejo para que esclareça as alterações introduzidas no funcionamento da Unidade de Oncologia do Hospital de Portalegre.

Vila Viçosa volta a vestir-se de festa: Capuchos trazem seis dias de tradição e música

Prometendo seis dias de animação, tradição e reencontros, as emblemáticas Festas dos Capuchos estão de regresso a Vila Viçosa, entre quinta e terça-feira, de 10 a 15 de setembro.

O programa arranca na quinta-feira, com as tradicionais caminhada e abertura do barril, e prolonga-se ao longo de seis dias, com uma programação que cruza música, cerimónias religiosas, atividades tauromáquicas e fogo de artifício.

Em declarações à Rádio ELVAS, o vice-presidente da Câmara Municipal de Vila Viçosa, Tiago Salgueiro, destaca a importância das festas para a identidade local e para o reencontro da comunidade calipolense, considerando o evento uma referência não só no concelho, mas em toda a região.

“As Festas dos Capuchos são uma referência já a nível do Alentejo e, portanto, são sempre um momento em que os calipolenses regressam a casa. Para além desse momento de partilha, temos vindo a desenvolver um conjunto de iniciativas do ponto de vista cultural e de animação que considero relevantes e que acabam por deixar a sua marca no calendário anual de atividades”, afirma o autarca.

A tradição continua, assim, a ocupar um lugar central na programação, com destaque para as emblemáticas largadas de touros na Praça da República e os espetáculos musicais.

“Vamos manter aquilo que é a tradição das nossas festas, com as largadas de touros, com o vasto programa cultural que também acaba por envolver a nossa comunidade e as associações da terra e do concelho. O que se pretende é gerar esse convívio e celebrar também aquilo que é a nossa tradição”, sublinha Tiago Salgueiro.

Com origens que remontam ao século XIX, as Festas dos Capuchos são uma das mais antigas e emblemáticas celebrações do concelho. Para o vice-presidente da autarquia, preservar este património imaterial é essencial para reforçar a identidade calipolense e manter viva uma tradição que atravessa gerações.

“As festas são seculares, tiveram o seu início em meados do século XIX e são também uma referência. Aquilo que queremos é realmente manter essa tradição, que remete para a nossa identidade local. Não basta termos apenas os monumentos; somos também conhecidos pela hospitalidade dos calipolenses. A altura dos Capuchos é a altura de receber as pessoas que aqui se deslocam”, refere.

Na vertente musical, o palco das Festas dos Capuchos recebe, este ano, Zé Pedro Sousa, na quinta-feira, na noite da abertura do barril; Chaíto y Palosanto, na sexta-feira; Badoxa, no sábado; Vitor Kley, no domingo; e Emanuel, na segunda-feira.

As festividades terminam na terça-feira, com uma garraiada durante a tarde, na Praça da República, encerrando mais uma edição de uma das celebrações mais marcantes do calendário festivo de Vila Viçosa.

A programação completa das Festas dos Capuchos pode ser consultada aqui.