Escritor Raul Minh’Alma é o convidado da II Edição do “Ler com a RIBAA”

A Rede de Informação de Bibliotecas Públicas do Alentejo Azul (RIBAA) vai promover, no próximo dia 9 de setembro, a segunda edição do seu clube de leitura online “Ler com a RIBAA”. O evento cultural, em formato de tertúlia literária, contará com a participação especial do escritor português Raul Minh’Alma, um dos autores de maior sucesso da literatura nacional contemporânea.

A sessão literária decorrerá em formato digital entre as 21:00h e as 22:30h, oferecendo aos leitores e entusiastas da literatura uma oportunidade única para interagir diretamente com o autor, discutir as suas obras e partilhar experiências de leitura.

Esta iniciativa da RIBAA insere-se numa estratégia contínua de promoção do livro, da leitura e da descentralização cultural na região do Alentejo, aproximando a comunidade local de grandes nomes da escrita através das plataformas digitais.

As inscrições para participar na tertúlia online costumam ser gratuitas, sendo habitualmente disponibilizadas através dos canais oficiais e redes sociais das bibliotecas integrantes da rede RIBAA.

PS apresenta na Assembleia da República voto de saudação pelas Festas do Povo de Campo Maior

O Partido Socialista apresentou na Assembleia da República um Projeto de Voto de Saudação pelas Festas do Povo de Campo Maior, iniciativa que pretende reconhecer e valorizar uma das mais extraordinárias manifestações de cultura popular, identidade comunitária e participação cívica do país. O deputado eleito pelo círculo de Portalegre, Luís Moreira Testa, é o primeiro subscritor do projeto, que será agora apreciado pela Assembleia da República, seguindo-se a respetiva votação.

Realizadas entre 8 e 16 de agosto de 2026, depois de onze anos de ausência, as Festas do Povo voltaram a transformar Campo Maior num extraordinário cenário de flores de papel, cor, beleza e arte popular, resultado do trabalho, da criatividade e da dedicação de toda uma comunidade. Para Luís Moreira Testa, “as Festas do Povo são muito mais do que uma festa. São uma demonstração extraordinária da força de uma comunidade que se mobiliza, trabalha em conjunto e acredita na sua terra”.

“Campo Maior voltou a florir porque o seu povo quis que assim fosse. É precisamente essa vontade coletiva, essa capacidade de mobilização e a transmissão de saberes entre gerações que tornam as Festas do Povo absolutamente únicas e um património que devemos continuar a valorizar”, acrescenta o deputado. O projeto de voto recorda o reconhecimento das Festas do Povo como Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO, em 15 de dezembro de 2021, sublinhando igualmente o seu contributo para a valorização de Campo Maior, do Alto Alentejo e de toda a região transfronteiriça.

Enquanto deputado eleito pelo círculo de Portalegre, Luís Moreira Testa considera que é também responsabilidade da Assembleia da República reconhecer aquilo que distingue e valoriza o território. “Temos o dever de levar ao Parlamento aquilo que de melhor existe na nossa região. As Festas do Povo de Campo Maior são um exemplo maior da nossa identidade, da nossa cultura e da capacidade das nossas comunidades. É importante que o Parlamento reconheça e valorize este património”, defende.

O projeto de voto saúda a Câmara Municipal de Campo Maior, a Associação das Festas do Povo de Campo Maior e, de forma muito especial, o povo de Campo Maior, os voluntários, as famílias, os artesãos e todos aqueles que, ao longo de meses, dedicaram o seu tempo, as suas mãos e a sua criatividade à construção deste património vivo.

A iniciativa assume ainda uma dimensão particular por esta ter sido a primeira edição das Festas do Povo após o falecimento do Comendador Rui Nabeiro, uma das figuras maiores da história contemporânea de Campo Maior. “É impossível falar destas Festas sem recordar Rui Nabeiro. Foi um homem profundamente ligado a Campo Maior e às suas gentes e que percebeu, como poucos, que o desenvolvimento de uma comunidade não se mede apenas pela sua capacidade económica, mas também pela força dos seus laços, pela preservação da sua identidade e pela confiança no seu próprio povo”

Para o deputado socialista, a edição de 2026 constitui também uma oportunidade para perpetuar essa memória.  “Quando Campo Maior volta a florir, é impossível não recordar todos aqueles que contribuíram para que esta tradição chegasse até aqui. Rui Nabeiro ocupa naturalmente um lugar muito especial nessa história. Esta edição é também uma forma de manter viva a memória de alguém que sempre acreditou em Campo Maior e nas suas gentes”, conclui Luís Moreira Testa.

Semana da Cebola Roxa de Montemor-o-Novo promove tradição, produção local e novos sabores

A Semana da Cebola Roxa de Montemor-o-Novo decorre até 7 de setembro, com iniciativas no Mercado Municipal e na Feira da Luz/Expomor ’26, colocando em destaque uma variedade agrícola tradicional do concelho e um produto que integra a identidade de Montemor-o-Novo.

Cultivada no concelho há cerca de 150 anos, a Cebola Roxa de Montemor-o-Novo é uma variedade com características próprias, que se distingue pelo sabor mais adocicado, resistência e capacidade de conservação. No entanto, nos últimos anos, a sua produção foi diminuindo, à medida que alguns dos produtores mais antigos deixaram de a cultivar.

Perante o risco de perda desta variedade, o Município de Montemor-o-Novo e a Estratégia Alimentar de Montemor-o-Novo apostaram na sua revitalização, procurando preservar este património agrícola e incentivar a continuidade da produção.

Liliana Vinagre, técnica do Gabinete do Produtor do Município de Montemor-o-Novo, salienta que esta aposta nasceu da necessidade de proteger uma parte da identidade agrícola do território. “Percebeu-se que era importante manter este património agrícola e o que faz parte da nossa identidade”.

A técnica destaca ainda as características gastronómicas da variedade, nomeadamente a sua doçura e versatilidade. “Como é bastante adocicada, torna-se bastante versátil nos pratos. Para além da salada, há um enorme conjunto de receitas nas quais podemos utilizar a Cebola Roxa de Montemor-o-Novo”.

A Cebola Roxa de Montemor-o-Novo estará em destaque durante a Feira da Luz/Expomor ’26, onde poderá ser adquirida no Espaço SMEA, juntamente com outros produtos locais.

Ciência e humanismo em debate na V Conferência Manuel Ferreira Patrício

O Coração Delta – Associação de Solidariedade Social do Grupo Nabeiro promove a V Conferência Manuel Ferreira Patrício, na próxima sexta-feira, 4 de setembro, a partir das 09h30, no Centro de Ciência do Café.

Com o tema “Ciência e Humanismo: Curiosidade e sabedoria em ação,” esta edição propõe uma reflexão sobre a ligação entre ciência e educação, num contexto marcado pela inteligência artificial, pela desinformação e pela necessidade de maior pensamento crítico na formação das novas gerações.

A sessão de abertura contará com a intervenção de João Manuel Nabeiro, Chairman do Grupo Nabeiro e Presidente da Comissão Organizadora da Conferência Professor Manuel Ferreira Patrício, seguindo-se o painel “Legado de Manuel Ferreira Patrício: Educar para formar pessoas”, com Luís Sebastião, Professor Associado do Departamento de Pedagogia e Educação da Universidade de Évora, e José Eduardo Franco, Professor responsável pela Cátedra UNESCO do Centro de Estudos Globais da Universidade Aberta.

Participam também nesta Conferência: Elvira Fortunato, Cientista e ex-Ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior; Joana Rita Sousa, Filósofa e Perguntóloga; Pedro Russo, Presidente da Ciência Viva; José María Corrales Vázquez, Professor da Universidade da Extremadura; Helena Braga, Professora Associada da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto; e Pedro Pinto de Almeida, CEO da Teach For Portugal.

A sessão de encerramento contará com as intervenções de Rita Nabeiro, Presidente da Associação Coração Delta e Administradora Executiva do Grupo Nabeiro, e de Luís Rosinha, Presidente da Câmara Municipal de Campo Maior.

ULS Alto Alentejo reforça articulação entre profissionais com foco na vacinação

No passado dia 26 de agosto, realizou-se, no Convento de Nossa Senhora da Luz, em Arronches, uma reunião formativa promovida pela Equipa Local de Vacinação da ULS Alto Alentejo, sob coordenação do Dr. André Arraia Gomes.

O encontro constituiu um importante momento de partilha, atualização e articulação entre os diferentes intervenientes envolvidos na vacinação, contribuindo para uma maior proximidade entre as equipas e para o reforço de uma atuação concertada em todo o território do Alto Alentejo.

Ao longo da reunião foram abordados temas fundamentais para a atividade das equipas, nomeadamente a avaliação do Programa Nacional de Vacinação de 2025, o circuito logístico das vacinas e as estratégias associadas às campanhas de vacinação contra o HPV, Tuberculose e a hepatite A.

A elevada participação e a troca de experiências entre os profissionais tornaram esta iniciativa particularmente positiva, reforçando o compromisso comum de aumentar a cobertura vacinal, facilitar o acesso à vacinação e promover a proteção da saúde da população do distrito de Portalegre.

Orçamento Participativo: “Meet Elvas” quer transformar a visita à cidade numa experiência digital e interativa

O projeto “Meet Elvas” é uma das 14 propostas submetidas à votação na edição deste ano do Orçamento Participativo da Câmara Municipal de Elvas. A iniciativa pretende criar uma plataforma digital interativa associada a um passaporte colecionável, com o objetivo de transformar a descoberta do património elvense numa experiência mais dinâmica, acessível e adaptada aos novos hábitos dos visitantes.

Um dos responsáveis pelo projeto é Cláudio Belo, informático de profissão, que integra uma equipa multidisciplinar composta por profissionais ligados a diferentes áreas.

Um guia turístico no telemóvel

Em traços gerais, o “Meet Elvas” pretende funcionar através de uma aplicação móvel e de um passaporte que os visitantes poderão adquirir em diferentes pontos da cidade. Ao longo do percurso, será possível visitar monumentos, recolher carimbos, responder a questionários e acumular pontos.

Através da aplicação, os utilizadores poderão “ver os monumentos em 3D, ter alguma informação visual e gráfica sobre os monumentos” e conhecer a sua história de uma forma mais interativa, explica Cláudio Belo.

A ideia passa também por responder a uma realidade cada vez mais comum no turismo: nem todos os visitantes têm disponibilidade ou vontade para ler grandes quantidades de informação durante uma visita. Com o “Meet Elvas”, “o guia seria o telemóvel”, resume o responsável.

História contada através de encenações

Uma das componentes diferenciadoras do projeto será a utilização de atores e conteúdos audiovisuais para recriar episódios e ambientes históricos associados aos monumentos. Os visitantes poderão assistir a “encenações históricas feitas por atores” e conhecer, através de personagens fictícias, “como era antigamente esse monumento”.

A componente de gamificação será igualmente importante. Cada monumento poderá representar uma etapa do percurso, com questionários associados e atribuição de pontos. A equipa pretende ainda criar prémios e estabelecer parcerias com entidades locais, permitindo eventualmente trocar pontos por descontos ou outras vantagens.

O objetivo é que o circuito não se limite aos locais mais conhecidos da cidade. “Queremos dinamizar todos os monumentos e não só o castelo ou só os fortes”, sublinha Cláudio Belo, defendendo uma maior divulgação do património existente nas diferentes freguesias do concelho.

Um projeto criado por elvenses que regressaram à cidade

A equipa responsável pelo “Meet Elvas” reúne profissionais de diferentes áreas, muitos deles com uma ligação pessoal à cidade. “Somos retornados a Elvas. Tivemos todos fora e voltámos para Elvas”, explica Cláudio Belo. Foi desse reencontro e da vontade de aplicar na cidade conhecimentos adquiridos noutras áreas que nasceu a ideia.

“Pensámos: por que não fazer algo que já existe fora de Elvas, mas cá em Elvas?”, conta. A intenção é juntar competências de informática, tecnologia, teatro, cinema, artes gráficas e 3D para criar um produto desenvolvido localmente e pensado especificamente para o património e a realidade elvense.

Uma experiência acessível e em vários idiomas

O projeto prevê que a aplicação possa ser disponibilizada em vários idiomas, entre os quais português, espanhol, inglês e francês, estando a equipa a considerar a inclusão de seis ou sete línguas.

A preocupação é tornar a experiência acessível ao maior número possível de visitantes, evitando que a barreira linguística prejudique a compreensão do património.

A aplicação deverá também adaptar-se a diferentes públicos. “O nosso objetivo é termos uma interface que seja adaptável para idosos, para mais novos, para todos conseguirem aproveitar a aplicação e desfrutar da experiência”, explica Cláudio Belo.

Atrair os mais jovens para o património

Outro dos objetivos passa por aproximar os públicos mais jovens da história e da cultura de Elvas, recorrendo a mecanismos de jogo e a uma componente social integrada na própria plataforma.

A equipa pretende criar uma experiência que incentive os utilizadores a explorar a cidade, completar desafios e partilhar os conteúdos nas redes sociais. “Vamos tentar atrair também o público mais jovem com esse joguito”, afirma o informático.

A estratégia poderá permitir que os próprios visitantes funcionem como promotores da cidade, através da partilha das experiências proporcionadas pela aplicação móvel nas redes sociais.

25 mil euros para desenvolver o projeto

A candidatura apresenta um orçamento de 25 mil euros, o valor máximo disponível no âmbito do Orçamento Participativo. A verba seria utilizada sobretudo no desenvolvimento da aplicação e da infraestrutura tecnológica, incluindo alojamento, servidores e outros recursos necessários.

Parte do investimento seria igualmente destinada à produção dos conteúdos, contratação de atores, figurinos, gravações e outros materiais. A equipa estima que o desenvolvimento envolva inicialmente cerca de quatro a cinco profissionais, entre programadores, designer, elementos ligados ao teatro e profissionais de cinema.

Cláudio Belo reconhece que a concretização do projeto exigirá vários meses de trabalho, incluindo uma fase de testes e aperfeiçoamento. A manutenção da plataforma deverá também ser contínua, permitindo corrigir erros e acrescentar novos conteúdos à medida que o património e a oferta cultural do concelho evoluem.

Apesar de considerar o financiamento essencial para concretizar a proposta na sua dimensão prevista, a equipa admite avançar com uma versão mais económica caso o projeto não seja o escolhido no Orçamento Participativo.

Para já, a decisão está nas mãos dos elvenses. Cláudio Belo apela à participação da população na votação do Orçamento Participativo, que decorre até 2 de outubro, esperando que o “Meet Elvas” consiga conquistar o apoio necessário para transformar a ideia numa nova forma de descobrir o património, a cultura e as histórias do concelho.

A entrevista completa para ouvir no podcast abaixo:

Prevenir para proteger: crianças de Campo Maior treinam resposta a sismos

Os Bombeiros Voluntários de Campo Maior realizaram um exercício de sensibilização e preparação para situações de sismo no Centro Educativo Alice Nabeiro, dirigido à comunidade educativa, maioritariamente composta por crianças.

A iniciativa teve como objetivo reforçar os conhecimentos da comunidade educativa sobre os procedimentos a adotar perante um sismo, com destaque para três gestos fundamentais de proteção: baixar, proteger e aguardar.

Durante o exercício, as crianças foram sensibilizados para a importância de baixar-se sobre os joelhos, proteger a cabeça e o pescoço, procurando abrigo junto de uma estrutura resistente, e aguardar nessa posição até ao fim do abalo.

A ação pretendeu reforçar, de forma prática, a importância da prevenção e do treino na resposta a situações de emergência, contribuindo para uma comunidade mais informada e segura.