O verão termina, as memórias ficam: o balanço de mais de dois meses de ATL da Arkus

Com as férias de verão a chegarem ao fim, o ATL da Arkus prepara-se para encerrar mais uma edição marcada pela animação, pela descoberta e pela forte adesão das famílias de Elvas.

A iniciativa, que arrancou em julho, termina na próxima sexta-feira, dia 11 de setembro, e contou este ano com mais de meia centena de crianças, um número superior ao registado em edições anteriores. Devido à elevada procura, a Arkus viu-se mesmo obrigada a limitar o número de inscrições.

Melanie Carona, uma das responsáveis pelo ATL, destaca a forte adesão à iniciativa e a satisfação manifestada pelas famílias. “Eu acho que é um balanço muito positivo, como é todos os anos. Este ano tivemos muita procura, foi muito complicado. Nós queríamos aceitar mais crianças, mas não conseguíamos”, afirma.

Para além da resposta dada às famílias, a responsável salienta o ambiente vivido ao longo do verão entre crianças e monitoras. “Tem sido muito divertido, tanto para eles como para nós. Lá está, nós acabamos por ser também um bocadinho crianças e acho que é isso que marca a diferença e eles sentem-se bem”, refere, acrescentando que o feedback recebido por parte dos pais tem sido “muito positivo”.

O crescimento do número de participantes levou também ao reforço da equipa. “Tivemos entre 50 a 60 crianças, ou seja, foi um ano que subiu muito o número de participantes, daí também termos mais colaboradoras connosco”, explica Melanie Carona.

Uma das particularidades deste período de férias prende-se ainda com a necessidade de dar resposta às famílias durante o mês de agosto, altura em que muitos infantários encerram. Segundo a responsável, isso levou à participação de crianças mais pequenas, sobretudo durante a primeira quinzena.

Ao longo do verão, o ATL procurou proporcionar um programa diversificado, conciliando momentos de lazer com atividades de caráter educativo e cultural. Entre as propostas estiveram idas à piscina, visitas aos monumentos de Elvas, deslocações à biblioteca, jogos aquáticos, jogos dramáticos e as mais diversas atividades realizadas nas instalações da Arkus.

As tardes de sexta-feira ficaram sempre reservadas para as sessões de cinema, enquanto outras iniciativas procuraram introduzir as crianças a experiências diferentes. Foi o caso de uma “manhã tecnológica” e de uma tarde dedicada às consolas dos anos 90.

“Ir à piscina é sempre o momento preferido deles”, reconhece Melanie Carona, mas a responsável sublinha a importância de oferecer “um leque grande de ofertas” para manter as crianças envolvidas e proporcionar-lhes novas experiências.

A Arkus prepara agora os últimos momentos desta edição do ATL. Para o encerramento, está prevista a tradicional noite do pijama, que este ano terá será “um bocadinho diferente”. “Vamos fazer um acampamento, portanto está tudo ansioso, tanto monitoras como crianças”, revela Melanie Carona.

Com a aproximação do final da iniciativa, a responsável faz um balanço marcado pela satisfação e pelo orgulho no trabalho desenvolvido. O objetivo, garante, passa por proporcionar às crianças momentos de diversão, mas também oportunidades de aprendizagem e descoberta durante as férias escolares.

“Temos tentado dar o nosso melhor. Portanto, momentos divertidos, mas também de alguma forma de aprendizagem”, conclui.

Academia Sénior da CURPI de Campo Maior prepara novo ano letivo com “força” e “vontade”

A Academia Sénior da CURPI de Campo Maior prepara o arranque de mais um ano letivo, com o regresso das aulas e das diversas atividades previstas para a partir de outubro.

O projeto, que reúne sobretudo senhoras com mais de 60 anos, volta a apostar num conjunto diversificado de iniciativas destinadas a promover o convívio, a aprendizagem e a participação ativa da população sénior.

Anselmina Caldeirão, presidente da direção da CURPI, explica que setembro é ainda um mês de preparação, estando o início oficial do novo ano letivo previsto para outubro. “Temos ainda setembro, que nós começamos o ano letivo, normalmente, em outubro e, nessa altura, vamos iniciar outra vez com força, com vontade e ter outras iniciativas”, afirma.

Ao longo do ano, a Academia Sénior participa também em diversas atividades e iniciativas, respondendo aos convites e solicitações que lhe são dirigidos. Segundo a responsável, as alunas têm demonstrado uma forte disponibilidade para participar e representar a instituição. “A Academia participa em diversas atividades, em tudo aquilo que é solicitada. As alunas estão sempre dispostas a dar uma resposta e sempre com boa disposição”, sublinha Anselmina Caldeirão.

A presidente da direção da CURPI deixa ainda uma palavra de reconhecimento às participantes, destacando a sua energia e vontade de continuar envolvidas nas atividades da Academia Sénior. “Eu agradeço do fundo do coração que elas continuem sempre com esta grande força de vontade”, conclui.

Com o novo ano letivo a aproximar-se, a CURPI espera, assim, dar continuidade a um projeto que tem nas suas participantes o principal motor, mantendo uma agenda de atividades e aulas que contribuem para o envelhecimento ativo e para o reforço dos laços de convívio entre as alunas.

Mãos na massa: workshop no MAEE dedicado à Encharcada de Elvas a 13 de setembro

O Museu de Arqueologia e Etnografia de Elvas (MAEE) António Tomás Pires promove, no próximo dia 13 de setembro, às 10h00, um workshop dedicado à confeção da tradicional Encharcada de Elvas.

A iniciativa pretende dar a conhecer os ingredientes, os métodos de preparação e os saberes associados a este doce regional, contribuindo para a preservação e valorização do património gastronómico do concelho.

Destinada a maiores de 16 anos, a atividade tem participação sujeita a inscrição prévia, que pode ser efetuada através do número 268 624 601 ou do endereço eletrónico mae@cm-elvas.pt.

O workshop constitui uma oportunidade para aprender a confecionar uma das especialidades da doçaria tradicional elvense, num ambiente de partilha de conhecimentos e experiências.

Universidade de Évora lidera candidatura à criação da Orquestra Regional do Alentejo  

A Universidade de Évora manifestou a intenção de liderar a candidatura à criação da Orquestra Regional do Alentejo, num processo que tem candidaturas abertas até 25 de setembro de 2026.

O projeto está atualmente numa fase de preparação da candidatura, que o vice-reitor da Universidade de Évora para a Cultura e para a Sociedade, António Sáez Delgado, considera particularmente exigente, pela necessidade de envolver municípios e outras entidades da região e de constituir uma associação que será a promotora da iniciativa. “É, sem dúvida, um momento muito importante na vida cultural e social da região”, afirma o responsável, explicando que a universidade está neste momento “submersa nessa fase de profundo trabalho”.

Para a Universidade de Évora, avançar com esta candidatura representa também a concretização de uma ambição com vários anos. Segundo António Sáez Delgado, a criação da Orquestra Regional do Alentejo é um sonho da universidade há oito anos, período durante o qual foram dados passos para tornar possível o projeto.

A instituição considera reunir condições para assumir a candidatura, nomeadamente através da sua Escola de Artes e da formação musical que disponibiliza. “Nós temos uma Escola de Artes muito ativa, com estudos de música nos três níveis de ensino, da licenciatura, do mestrado e do doutoramento”, explica o vice-reitor, considerando que esse percurso confere à universidade “toda a solidez intelectual” necessária para desenvolver o projeto.

Ainda assim, António Sáez Delgado sublinha que a candidatura é apresentada com humildade, mas também com confiança no percurso realizado. “Avançamos com uma candidatura, com toda a humildade, com um candidato a qualquer concurso, como é natural, mas também com a ambição e com a convicção da nossa trajetória, do nosso percurso.”

A intenção da Universidade de Évora é, contudo, que a futura orquestra tenha uma dimensão verdadeiramente regional. O objetivo não é criar uma estrutura centrada apenas na cidade de Évora, mas envolver todo o território alentejano. “Sobretudo queremos que seja um projeto do Alentejo, pelo Alentejo, para o Alentejo e com o Alentejo.”

Nesse sentido, o vice-reitor deixa um convite aos municípios e às entidades da região para se associarem à candidatura. “Não queremos de nada que seja uma orquestra de Évora, queremos que seja uma orquestra de todo o Alentejo.”

Uma oportunidade para a região

A dimensão regional do projeto foi também destacada através das sessões de divulgação promovidas pela Direção-Geral das Artes e pela CCDR, que passaram recentemente pelo Alentejo Litoral, Alentejo Sul e Alentejo Norte.

Para António Sáez Delgado, uma orquestra regional profissional poderá ter um impacto que ultrapassa a própria atividade artística, contribuindo para a afirmação da região e para a criação de novas dinâmicas culturais e económicas. “Uma orquestra regional é uma plataforma de primeiríssimo nível, quer na divulgação do Alentejo dentro e fora de portas, como também é um elemento de criação de tecido cultural e económico para a região”.

O projeto prevê uma orquestra profissional, composta por músicos profissionais. De acordo com o vice-reitor, a estrutura poderá representar a criação de cerca de 35 a 40 postos de trabalho ligados à orquestra, com profissionais que deverão estabelecer-se na região. “Deverão vir para o Alentejo, deverão estabelecer-se no Alentejo e promover assim a criação desse tecido social, cultural, económico, que é uma grande oportunidade para a nossa região”, afirma.

É precisamente esta dimensão que, segundo António Sáez Delgado, justifica o envolvimento da Universidade de Évora na liderança da candidatura. “Daí a universidade estar a encabeçar esta candidatura”.

Com o prazo de apresentação de candidaturas a decorrer até 25 de setembro, a Universidade de Évora encontra-se agora concentrada na preparação de uma proposta que pretende reunir municípios e diferentes entidades do território em torno de um projeto comum para o Alentejo.

Cágados de Portugal: como os podemos proteger? No “Ambiente em FM” a Quercus explica

O programa Ambiente em FM desta semana dá a conhecer o primeiro Guia de Campo dos Cágados de Portugal, uma nova ferramenta destinada a ajudar a população a identificar estes répteis de água doce. Descubra a importância de proteger as espécies nativas e saiba quais são as principais ameaças que estes animais enfrentam no nosso território.

Portugal acolhe onze espécies de tartarugas de água doce, mas apenas duas são autóctones: o cágado-de-carapaça-estriada e o cágado-mediterrânico. A introdução de espécies exóticas por ação humana representa um dos maiores perigos para estes animais, uma vez que o surgimento de populações invasoras gera uma competição direta por alimento e abrigo, empurrando os cágados nativos para o declínio. Somam-se a este cenário adverso outros riscos graves como a poluição, o atropelamento e a destruição contínua das zonas húmidas. O agravamento das alterações climáticas, acompanhado por períodos prolongados de seca e temperaturas elevadas, ameaça reduzir ainda mais os ecossistemas aquáticos fundamentais para a sobrevivência e reprodução destas espécies

Tudo para saber sobre o assunto com José Janela, da Quercus. O programa desta semana para ouvir, na íntegra, no podcast abaixo:

19,4 valores de média no acesso ao Ensino Superior. E agora? Afonso Pires conta como escolheu o futuro

Afonso Pires, de Elvas, concluiu o ensino secundário com uma média de 19,4 valores, um resultado que lhe abriu as portas para qualquer opção no ensino superior.

Antigo aluno da Escola Secundária de D. Sancho II, o jovem elvense vai agora prosseguir os estudos na capital, onde ingressou na licenciatura em Matemática Aplicada à Economia e à Gestão, no Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) da Universidade de Lisboa. A escolha surge depois de ponderar várias áreas, entre elas Engenharia Aeroespacial e Medicina, num processo de decisão que, confessa, não foi fácil.

Em entrevista à Rádio ELVAS, Afonso admite que, quando entrou no ensino secundário, nunca imaginou alcançar uma classificação final tão elevada. “Nunca pensei de início, quando cheguei ao secundário, que iria acabar com esta média”, confessa. O resultado foi fruto, segundo explica, de muito trabalho e de uma estratégia de estudo organizada, mas também da capacidade de encontrar um equilíbrio entre a escola e a vida pessoal.

“Procurei sempre trabalhar bastante, estudar, embora sempre tentando estudar de maneira minuciosa, estudar aquilo que é preciso e saber também gerir o tempo livre”, afirma.

Para Afonso, estudar muitas horas não é, por si só, garantia de bons resultados. O jovem considera fundamental manter uma vida equilibrada, com espaço para convívio e outras atividades. “Não podemos limitar-nos a estudar porque isso prejudica-nos. É preciso que mantenhamos uma vida social e outras atividades para conseguirmos ter mais energia para estudar e conseguir melhores resultados”, defende.

Uma evolução ao longo do secundário

Embora já fosse um bom aluno no terceiro ciclo, Afonso reconhece que a entrada no secundário representou uma mudança significativa. O novo ritmo de trabalho e a importância das classificações na construção da média trouxeram inicialmente algumas dúvidas.

Ainda assim, o percurso foi de crescimento contínuo. As notas foram melhorando do 10.º para o 11.º ano e, posteriormente, para o 12.º ano, até atingir os 19,4 valores finais. O jovem rejeita, por isso, a existência de uma “fórmula mágica” para alcançar bons resultados.

“Cada um de nós tem que se adaptar àquilo que melhor resulta para cada um. Não há um método universal que resulte para toda a gente”, considera.

A pressão para manter as classificações, essa sim, acabou por fazer parte do percurso. Mas Afonso garante que nunca sentiu uma exigência especial por parte dos pais. “A pressão que depois eventualmente senti é a pressão de manter as notas”, explica.

Entre Matemática, Letras e muitas dúvidas

Com uma média de 19,4 valores, Afonso tinha praticamente todas as portas abertas. A escolha do curso acabou, porém, por não ser fácil.

O jovem elvense sempre revelou interesse por áreas distintas, tanto pelos números como pelas letras, o que tornou a decisão ainda mais complexa.

Entre as possibilidades esteve a Engenharia Aeroespacial, área pela qual sente interesse, e até Medicina, uma opção frequentemente associada aos alunos com médias muito elevadas.

No entanto, acabou por concluir que a área da Saúde não correspondia tanto à sua vocação e teve também algumas reservas quanto à possibilidade de seguir Engenharia Aeroespacial.

A escolha recaiu no curso de Matemática Aplicada à Economia e à Gestão, sobretudo pela sua versatilidade. “Escolhi este curso pelo facto de ter uma grande versatilidade de saídas e ter realmente várias hipóteses que posso vir a seguir no futuro”, explica.

Consultoria, análise de risco, economia, gestão e até áreas relacionadas com a matemática e investigação estão entre as possibilidades profissionais que o curso poderá proporcionar.

“O importante é seguirmos o nosso sonho”

Afonso deixa também uma mensagem para outros jovens que, perante uma média elevada, possam sentir-se pressionados a escolher um determinado curso superior. Na sua perspetiva, ter boas notas não deve significar seguir obrigatoriamente Medicina, Engenharia ou outra área tradicionalmente associada ao sucesso escolar.

“O que é importante é seguirmos o nosso sonho, a nossa vocação, aquilo que achamos que é melhor para nós”, sublinha.

O próprio é exemplo dessa indecisão. Apesar do excelente desempenho escolar, admite que chegou ao final do secundário sem ter uma profissão ou área perfeitamente definida. Quando era criança chegou a imaginar-se ator, mas nunca teve uma ideia concreta sobre aquilo que queria fazer no futuro.

Afonso considera que esta dificuldade é natural, tendo em conta a idade dos jovens quando são chamados a tomar uma das primeiras grandes decisões sobre o seu futuro.

Uma nova etapa em Lisboa

A entrada no ensino superior representa agora uma mudança significativa. Afonso já esteve em Lisboa, onde teve os primeiros contactos com a nova realidade académica durante a semana de receção.

A primeira impressão foi positiva e o jovem mostra-se confiante para enfrentar a nova etapa, embora reconheça o inevitável nervosismo perante uma mudança tão importante. “É uma mudança muito grande nas nossas vidas”, afirma.

Quanto ao futuro depois da licenciatura, todas as hipóteses continuam em aberto. Ficar em Portugal, procurar uma oportunidade no estrangeiro, permanecer em Lisboa ou regressar ao Alentejo são possibilidades que Afonso ainda não exclui.

Por enquanto, prefere seguir uma etapa de cada vez. A licenciatura será apenas o primeiro passo, podendo depois optar por diferentes mestrados e áreas de especialização.

Sem fórmulas mágicas, sem uma profissão previamente definida e sem medo de admitir dúvidas, Afonso Pires inicia assim uma nova etapa com uma certeza: há muitas portas abertas e tempo para descobrir qual delas quer atravessar.

Município de Campo Maior volta a atribuir cem bolsas de estudo a estudantes do ensino superior

As candidaturas às Bolsas de Estudo do Município de Campo Maior para o ano letivo 2026/2027 abrem no próximo dia 15 de setembro, com o Município a reforçar o apoio aos jovens do concelho que frequentam o ensino superior.

A Câmara Municipal de Campo Maior aprovou a atribuição de cem bolsas de estudo, sendo que cada bolsa terá um valor de 750 euros, o que corresponde a 75 euros ao longo de dez meses.

O presidente da Câmara Municipal de Campo Maior, Luís Rosinha, destaca a importância desta medida para os jovens e para as famílias do concelho. “Vamos abrir à mesma cem bolsas de estudo, à semelhança dos últimos dois anos letivos, num valor que ascenderá mais ou menos a 750 euros por bolsa”, afirma o autarca, acrescentando que o Município decidiu, uma vez mais, contemplar “todas as vertentes universitárias, desde CTeSP a licenciaturas e mestrados”.

Luís Rosinha deixa ainda um apelo aos estudantes para que apresentem as suas candidaturas. “Concorram, que o município terá todo o gosto de ajudar os jovens campomaiorenses, numa medida que cobre praticamente aquilo que são os valores das propinas universitárias”, sublinha.

O presidente da Câmara admite, por outro lado, que o Município gostaria de ir além das cem bolsas previstas, caso o número de candidaturas o justifique. “Gostávamos muito de até ultrapassar o valor das cem bolsas atribuídas”, refere, garantindo que a autarquia aguarda “as candidaturas de todos”.

Para Luís Rosinha, este apoio representa uma forma concreta de acompanhar os jovens do concelho na passagem para o ensino superior, para além de um importante auxílio às famílias. “É com muito orgulho que o Município de Campo Maior apoia os seus jovens da transição para o ensino superior numa medida que é muito ativa, que é muito boa para as famílias, porque é um apoio muito digno”, conclui.

Das cem bolsas disponíveis, 50 serão destinadas a estudantes de Licenciatura e Mestrado, enquanto as restantes 50 serão atribuídas a alunos que frequentem Cursos Técnicos Superiores Profissionais (CTeSP) e Cursos de Especialização Tecnológica (CET).

As candidaturas podem ser apresentadas no Balcão de Inclusão do Município de Campo Maior, entre 15 de setembro e 2 de novembro.

Forte da Graça recebe duas visitas especiais guiadas

O Forte da Graça recebe, nos dias 8 e 20 de setembro, duas visitas guiadas especiais, com início marcado para as 10h00, proporcionando aos participantes a oportunidade de conhecer espaços habitualmente menos acessíveis deste monumento elvense.

O percurso contempla a passagem pela cisterna, contraminas, entre outros locais permitindo descobrir alguns dos elementos mais singulares da arquitetura e do sistema defensivo desta fortificação, classificada como Património Mundial pela UNESCO.

A visita do dia 8 de setembro será realizada em espanhol, dirigindo-se especialmente ao público de língua espanhola, enquanto a iniciativa agendada para 20 de setembro decorrerá em português.

A participação, gratuita, está sujeita a inscrição prévia, que poderá ser efetuada diretamente no Forte da Graça, através do endereço eletrónico forte.graca@cm-elvas.pt ou pelo telefone 268 639 741.

Jornadas Educativas do Nordeste Alentejano decorrem em Santo António das Areias

O CEFOPNA – Centro de Formação de Professores do Nordeste Alentejano e os seus Agrupamentos de Escolas e Escolas associados, promovem, no próximo dia 9 de setembro, as I Jornadas Educativas do Nordeste Alentejano, que terão lugar no Auditório do Grupo Desportivo Arenense, em Santo António das Areias, concelho de Marvão.

Subordinadas ao tema “Redes e Caminhos da Educação no Nordeste Alentejano”, as Jornadas pretendem afirmar-se como um espaço de encontro da comunidade educativa da região, promovendo a reflexão e o debate sobre os desafios atuais da educação, a partilha de experiências e a valorização do trabalho desenvolvido pelas escolas do território.

O programa contará com a participação dos professores doutores Ariana Cosme e Marçal Grilo, duas personalidades de reconhecido mérito no panorama educativo nacional, que irão proporcionar diferentes perspetivas e contributos para a reflexão em torno da escola e da educação.

Um dos momentos centrais das Jornadas será dedicado à apresentação de boas práticas pelos Agrupamentos de Escolas e Escolas associados do CEFOPNA, dando visibilidade a projetos, experiências e iniciativas que têm vindo a ser desenvolvidos nos diferentes contextos educativos do Nordeste Alentejano.

Mais do que um encontro de formação, as Jornadas Educativas do Nordeste Alentejano pretendem contribuir para o reforço das redes de colaboração entre escolas, profissionais e instituições do território, criando oportunidades para a partilha de conhecimento e para a construção conjunta de respostas aos desafios da educação.

O programa integra ainda momentos de convívio entre os participantes e, no final do dia, uma visita guiada à vila de Marvão, proporcionada pela Câmara Municipal de Marvão.

As Jornadas encontram-se acreditadas como Ação de Curta Duração (ACD), com a duração de seia horas, e destinam-se à comunidade educativa.

Exposição na Feira da Luz assinala 50 anos da Constituição da República e desafia cidadãos a participar no futuro

A Feira da Luz/Expomor, que está a decorrer em Montemor-o-Novo, acolhe no Pavilhão de Exposições a mostra “Cidadãos do Futuro – Depois da Liberdade, o que fazemos com ela?”, dedicada aos 50 anos da Constituição da República Portuguesa.

Organizada pelo Município de Montemor-o-Novo, a exposição percorre cinco décadas de transformações no país, no Alentejo e no próprio concelho, destacando conquistas nas áreas económica, social, cultural, ambiental e política.

O presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Novo, Carlos Pinto de Sá, considera que a exposição permite recordar uma profunda transformação da sociedade portuguesa, sublinhando a importância do 25 de Abril e da Constituição de 1976. “Estamos aqui a assistir a 50 anos de história, uma mudança extraordinária do país e de Montemor e do Alentejo. Uma mudança para melhor, em que viemos de uma noite negra e alcançámos patamares absolutamente brilhantes”.

Entre os temas abordados estão a criação do poder local democrático, as eleições democráticas e a evolução de áreas como a saúde, a educação e a segurança social.

Carlos Pinto de Sá destaca, em particular, o impacto que a Constituição e as conquistas democráticas tiveram na vida dos portugueses. “Temos aqui o Serviço Nacional de Saúde e o contributo que deu para a melhoria excecional de saúde dos portugueses, ou da educação, em que se abriu a educação a todos, ou da segurança social, enfim, do direito do trabalho”.

Mas a exposição não se limita a olhar para o passado. O próprio conceito de “Cidadãos do Futuro” lança uma reflexão sobre o papel de cada pessoa na construção da sociedade e sobre a importância da participação cívica.

Para o autarca, cada cidadão pode contribuir para uma mudança positiva, seja no concelho, na região ou no país. “Tu podes participar numa mudança para melhor no concelho, na região, no país”.

Carlos Pinto de Sá deixa, por isso, um alerta para os riscos da passividade e da indiferença, defendendo que a participação é essencial para que os cidadãos possam ter influência nas decisões que condicionam o seu futuro. “A indiferença, cruzar os braços, é que pode levar a que outros decidam por nós e decidam coisas que nós não queremos e contra nós”.

A exposição “Cidadãos do Futuro – Depois da Liberdade, o que fazemos com ela? 50 anos da Constituição da República Portuguesa no concelho de Montemor-o-Novo” integra a programação da Feira da Luz/Expomor 2026, que decorre até segunda-feira, dia 7, no Parque de Exposições Municipal.