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Portalegre e Évora sem detenções por incêndio até abril, enquanto resto do país soma 59 casos, quase todos por negligência

A Guarda Nacional Republicana (GNR) deteve, até 17 de abril de 2026, um total de 59 pessoas pelo crime de incêndio rural em território nacional, num balanço que revela uma forte predominância de comportamentos negligentes associados ao uso do fogo.

De acordo com os dados divulgados pela autoridade, 57 das 59 detenções resultam de situações de negligência, sobretudo relacionadas com queimas e queimadas de sobrantes que acabaram por se descontrolar. Apenas dois casos terão outras origens.

Nos distritos de Portalegre e Évora não se registaram detenções até à data, ao contrário de outras zonas do país. Os distritos com maior número de detenções foram Braga e Vila Real (14 cada), seguidos de Leiria (10) e Viseu (7).

No que diz respeito ao perfil dos detidos, a maioria encontra-se nas faixas etárias mais elevadas. Destacam-se os grupos entre os 41 e os 50 anos (18 detidos) e entre os 51 e os 64 anos (16), mas há também registo de 13 detenções entre pessoas com idades entre os 75 e os 84 anos.

No âmbito da operação Operação Floresta Segura 2026, a GNR sinalizou 7.664 terrenos para limpeza obrigatória este ano. Nos distritos de Portalegre e Évora foram identificados 52 e 43 terrenos, respetivamente, números inferiores face a outras regiões como Leiria (1.794) ou Bragança (1.068).

Comparativamente com 2025, verifica-se uma diminuição no número total de sinalizações, que passou de 10.417 para 7.664 em 2026.

Relativamente à área ardida, os dados provisórios indicam que, até 15 de abril de 2026, já foram consumidos pelas chamas 7.675 hectares, um valor significativamente superior ao registado em 2025 (3.418 hectares) e que se aproxima dos números de 2022.

A GNR relembra que a floresta ocupa mais de um terço do território nacional e sublinha a importância de comportamentos responsáveis. Entre as principais recomendações estão o registo prévio de queimas, a evitação do uso do fogo em condições meteorológicas adversas e a garantia de extinção total após qualquer queima.

Através do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), a Guarda garante que continuará a intensificar a vigilância e a atuação no terreno, apelando à colaboração da população na prevenção de incêndios.

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