Coudelaria de Alter realiza leilão anual esta sexta-feira com 23 cavalos disponíveis para licitação

A histórica Coudelaria de Alter, fundada em 1748, abre as suas portas já no próximo dia 24 de abril para o seu leilão anual, um dos eventos mais aguardados do panorama equestre internacional. Em entrevista à Rádio ELVAS, o diretor do Departamento de Coudelarias da Companhia das Lezírias, responsável pela gestão da histórica Coudelaria de Alter, Francisco Beja, revelou que este “dia aberto” será uma verdadeira montra do trabalho de preservação da linhagem Alter Real, culminando na venda pública de 23 exemplares: 21 de Puro-Sangue Lusitano e dois Árabes.

Dia aberto é um dia de Festa

O dia arranca cedo com uma monográfica do Cão de Serra de Aires e ganha novo fôlego à tarde com o início do leilão, marcado pela atuação da centenária Banda Filarmónica de Alter. Mas o destaque do evento são os 23 animais que vão à praça. Francisco Beja sublinha que o grupo de animais foi cuidadosamente selecionado: “Tratam-se principalmente de dois ou três machos que se destacam e há duas ou três fêmeas também, para puxar para cima a qualidade dos animais. Há um bocadinho de tudo: desde éguas para reprodução ou para lazer, até machos com perfis muito distintos”.

Um dos destaques deste ano é a inclusão de um cavalo de escola: “Vai estar um ‘schoolmaster’, um cavalo que esteve na Escola Portuguesa de Arte Equestre e que regressa — um animal mais ensinado que pode ajudar um cavaleiro amador a evoluir ou alguém que queira apenas usufruir de um cavalo já posto. Mas também temos animais para quem pretenda investir num projeto desportivo e criar carreira”, detalha o diretor.

Adquirir um cavalo de Alter é, hoje, um processo de extrema confiança. Com bases de licitação que podem atingir os 20 mil euros, a Coudelaria aposta num dossier de transparência total para o comprador. “São tidos em conta fatores desde a genética até ao potencial desportivo e sanidade. Os cavalos mais caros são os que têm mais qualidades. A sanidade é crucial: são feitas inúmeras radiografias e ecografias para ajudar na decisão do futuro comprador”, afirma Francisco Beja, reforçando que este rigor é o que sustenta a valorização crescente dos animais no mercado internacional.

A Digitalização e o Sucesso Internacional

A internacionalização é, aliás, uma das grandes vitórias da estratégia recente da Coudelaria. Pelo terceiro ano consecutivo, o leilão decorre em formato presencial e online, atraindo licitações de todos os cantos do globo. “Os compradores cada vez são mais estrangeiros e a plataforma online facilita essa proximidade. Temos público ligado aos Estados Unidos, Brasil e Europa do Norte, como Suécia, Noruega e Dinamarca, além de França, Alemanha e Espanha. É a tradição aliada às modernas técnicas de venda e marketing”, refere o responsável, orgulhoso pelo facto de o Lusitano ser já a 6.ª melhor raça do mundo no ranking de dressage.

Sustentabilidade e Missão Pública

Gerir uma casa com séculos de história e um efetivo que ronda os 300 animais exige um equilíbrio delicado entre a rentabilidade e a preservação do património. Francisco Beja admite que “a sustentabilidade económica é sempre complicada numa casa grande que não foi concebida para ser rentável, mas o leilão ajuda muito na valorização do nosso produto. Os números têm subido, o valor médio das vendas tem aumentado e a qualidade tem-se mantido no topo”. Para além da venda, a Coudelaria cumpre uma função social e pedagógica essencial, mantendo parcerias com diversas universidades e escolas profissionais, garantindo que o cavalo de Alter continua a ser uma ferramenta de formação de excelência para o país.

Fundação N. Sra. da Esperança recebe visita de 35 alunos do Colégio Bom Sucesso

Trinta e cinco alunos do 7.º ano do Colégio Bom Sucesso, em Lisboa, visitaram recentemente a Fundação Nossa Senhora da Esperança (FNSE), em Castelo de Vide, numa iniciativa promovida pelo próprio estabelecimento de ensino e que se integrou de forma natural nos princípios do Projeto TODAGENTE, dedicado à promoção da inclusão e da participação cultural.

A visita teve início no Lar João Gonçalves Palmeiro Novo, onde os alunos apresentaram um breve momento teatral aos utentes da instituição, proporcionando um ambiente de partilha e proximidade entre gerações.

O programa incluiu ainda a passagem pelo jardim sensorial e pelo Museu de Tiflologia da FNSE, onde os estudantes tiveram oportunidade de explorar diferentes formas de percecionar a arte e o espaço através dos sentidos. A visita contemplou também a exposição tátil “O Toque como Experiência Estética”, do artista Luís Félix, que propõe uma abordagem sensorial à experiência artística.

A iniciativa terminou com um momento de convívio entre alunos e utentes, reforçando a importância de encontros que promovem o diálogo, a empatia e a valorização da diferença.

Embora não tenha sido organizada no âmbito do Projeto TODAGENTE, esta visita reflete, na prática, os valores que o projeto procura afirmar: uma cultura acessível, participativa e aberta a todos.

O Projeto TODAGENTE — Arte e Educação para Acessibilidade e Inclusão em Espaços Culturais — é promovido pela Fundação Nossa Senhora da Esperança e tem como objetivo desenvolver práticas culturais inclusivas, com especial enfoque em pessoas cegas e com baixa visão.

Luís Montenegro em Campo Maior na apresentação dos novos investimentos industriais do Grupo Nabeiro

O Grupo Nabeiro-Delta Cafés vai apresentar, na presença do primeiro-ministro, Luís Montenegro, no próximo dia 30 de abril, um conjunto de novos investimentos estratégicos destinados a reforçar a capacidade industrial da unidade Novadelta, em Campo Maior.

Este momento, de acordo com a empresa, “assinala um marco relevante para o Grupo, evidenciando o seu compromisso contínuo com a inovação, o crescimento sustentado e a consolidação da sua presença nos mercados internacionais, com a ambição de integrar o Top 10 mundial do setor”.

A cerimónia, com início previsto para as 8h30, contará com a presença da administração do Grupo Nabeiro.

Violoncelo é protagonista de concerto de “A Música Encanta o Património” no Forte de Santa Luzia

Foto: ESART

O Forte de Santa Luzia, em Elvas, acolhe esta sexta-feira, 24 de abril, pelas 18 horas, um recital de Música de Câmara integrado na programação do ciclo de concertos “Música Encanta o Património”, promovido pela Câmara Municipal até julho.

O espetáculo, que integra também as comemorações dos 52 anos do 25 de Abril em Elvas, conta com a participação de diversos instrumentistas convidados da Escola Superior de Artes Aplicadas (ESART) de Castelo Branco, sob direção do maestro Samuel Santos, e terá como protagonista o violoncelo.

“Todo o repertório gravita em torno do violoncelo, que é um instrumento absolutamente fascinante e que, para muitos, tem uma proporção ideal, algures a meio caminho entre o contrabaixo e o violino e, portanto, não tão agudo como o violino e não tão grave como o contrabaixo”, explica o diretor artístico do evento, Luís Zagalo.

O repertório apresentado neste espetáculo é bastante variado, “quer sob o ponto de vista das épocas que estarão em evidência, quer sob o ponto de vista dos próprios compositores e da nacionalidade”. Os músicos irão apresentar temas, entre outros, do inglês Elgar, do francês Fauré, do italiano Bocini e de Schumann e Haydn, compositores ligados ao eixo austro-germânico.

“É um concerto que é muito diversificado e que nos traz essencialmente grandes êxitos que as pessoas reconhecem, como a abertura da ópera “Guillaume Tell” de Rossini ou “Papillon” de Fauré, que é basicamente o repertório que as pessoas reconhecem dos filmes e de vários anúncios”, adianta Luís Zagalo.  

De uma forma “condensada”, o espetáculo irá permitir ao público fazer uma “viagem por grandes êxitos da música erudita”, tendo como eixo central o violoncelo.

A entrada no espetáculo é gratuita.

Dança: talentos da região reunidos no encontro “Passos que Unem” em Campo Maior

O Município de Campo Maior, através do Projeto de Formação de Dança Oriental, promove, na tarde deste domingo, dia 26 de abril, o primeiro encontro “Passos que Unem”, no Centro Cultural da vila.

Com a participação de escolas da região, dos dois lados da fronteira, que se dedicam a diferentes estilos de dança, desde dança oriental a kizomba, hip-hop, ballet, dança contemporânea e flamenco, o evento, explica Letícia Garcia, professora responsável pela organização da iniciativa, tem como principal objetivo a celebração do Dia Internacional da Dança, instituído pela UNESCO em 1982 e que se celebra a 29 de abril.

“Acima de tudo, queremos reunir pessoas que levam dentro de si a paixão pela dança, independentemente do estilo de dança, da idade, do género ou da condição física. O objetivo é unir diferentes estilos de dança e mostrar a importância que a dança tem e os seus benefícios, a nível individual e social, e também evidenciar a riqueza cultural e social que está associada aos diferentes estilos de dança”, adianta a professora.

Durante o encontro, cada grupo de dança participante terá oportunidade de apresentar as suas coreografias, num espetáculo que promete ser “rico e diversificado”. “Mas acima de tudo, eu gostaria de criar um espaço de união e de colaboração de diferentes escolas aqui da região e de vários professores, fomentando um ambiente de respeito, de partilha e de aprendizagem entre todos. Acho que temos sempre todos a ganhar com a diversidade. Acho que é sempre uma mais-valia para os professores, para os alunos e para a comunidade em si”, adianta Letícia Garcia.

Neste primeiro encontro “Passos que Unem”, para além das alunas de Letícia Garcia, do projeto de formação de Dança Oriental do Município de Campo Maior, irão também participar os alunos dos projetos de Ballet Clássico e Música. “Vamos ter ainda a participação do EsPasso de Dança de Portalegre, o grupo Naadirahs de Elvas, o grupo Las Lunas de Badajoz, a Escola Puro Flamenco, também de Badajoz, e vamos ter ainda Yoel e Aris”, dupla de kizomba.

A expectativa da professora de dança é que esta venha a ser a primeira de muitas edições deste encontro, com o evento, de alguma forma, a contribuir para a criação “de laços de união” entre aqueles que, na região, se dedicam a esta arte.

Esta primeira edição do encontro “Passos que Unem”, última iniciativa do programa comemorativo dos 52 anos do 25 de Abril em Campo Maior, tem início marcado para as 17 horas, no Centro Cultural. As entradas são gratuitas.