Grupo EcoLife em destaque no “Ambiente em FM”

Com apenas 11 anos, Vera Hernández fundou o grupo EcoLife, em Vila Nova da Barquinha, junto ao rio Tejo.

Trata-se de um grupo, de âmbito escolar, que se dedica à recolha e separação de lixo, como explica José Janela, da Quercus, na edição desta semana do “Ambiente em FM”. “Foi depois de notar que havia muito lixo no chão da sua escola, em Vila Nova da Barquinha, que Vera Hernández, uma aluna espanhola a residir em Portugal, decidiu criar o grupo EcoLife. O grupo existe desde o início do ano e surgiu depois de Vera ter visto um vídeo numa aula da disciplina de Cidadania”.

Os membros do grupo são sobretudo alunos da sua turma do sexto ano, da turma de Vera. Os alunos recolhem e separam lixo, todas as quartas-feiras, nos intervalos de 20 minutos. “Encontram latas, objetos de metal, pacotes de pastilhas e “muito plástico”. Vera é espanhola e lembra que na sua antiga escola não encontrava tanto lixo”, conta ainda o ambientalista.

Quando for mais velha, esta aluna quer ser bióloga marinha. Por agora, o principal objetivo do EcoLife é ir até uma praia para apanhar lixo.

O programa “Ambiente em FM” desta semana para ouvir, na íntegra, no podcast abaixo:

Ciclo de Santa Luzia distribui cabazes por alunos carenciados

Através do Clube da Solidariedade, o Ciclo de Santa Luzia tem vindo, ao longo dos últimos anos, por esta altura do natal, a recolher alimentos para proporcionar uma melhor noite de consoada aos agregados familiares dos alunos que têm maiores carências.

Desta feita, revela o professor de Moral na escola, João Dias, a iniciativa foi alargada à comunidade, sendo que alguns alunos estiveram a recolher alimentos em dois hipermercados da cidade, durante o fim de semana de 10 e 11 de dezembro. “Conseguimos bastantes alimentos”, assegura o docente, que se revela até surpreendido com a solidariedade da comunidade elvense.

“Não estávamos à espera de tanta coisa e realmente, abrindo este ano à população, a recolha foi muito maior e vamos poder ajudar muito mais famílias e com mais coisas”, adianta João Dias.

Ao todo, e depois de produzidos os cabazes, para os quais têm contribuído muito as funcionárias da escola, que “são elas que estão a enfeitar as caixas”, revela ainda o professor, serão cerca de 30 a 40 famílias a receber este apoio, para um melhor natal em suas casas.

CLDS 4G Coração Mágico tem procurado tirar idosos de Arronches da solidão

Tirar os idosos de Arronches da solidão, para a qual a pandemia também contribuiu, tem sido um dos principais objetivos do CLDS 4G Coração Mágico, no âmbito do seu terceiro eixo de intervenção: o da Promoção de Envelhecimento Ativo e Apoio à População Idosa.

Nesse sentido, e segundo a coordenadora do projeto, Goreti Cirilo, as técnicas do CLDS têm vindo a acompanhar várias pessoas, fazendo telefonemas e visitas domiciliárias, para a entrega de compras e medicamentos, com alguma frequência, uma vez que os mais velhos continuam “a ter medo” de sair de casa.

“Continuamos a ajudar as pessoas como se estivéssemos em pandemia, porque realmente estão a ter muita dificuldade em voltar ao dia a dia normal. Vamos à farmácia, levamos os medicamentos a casa, sem querer substituir ninguém, o papel da família, que muitas vezes não está aqui na zona e nós conseguimos fazer esse papel”, assegura a responsável.

Goreti Cirilo garante ainda que o facto da equipa do CLDS ser conhecida em Arronches facilita o trabalho, uma vez que os idosos confiam naquelas pessoas que os visitam e os acompanham. “Quando o projeto começou, fomo-nos apresentar com a GNR, para dar a conhecer o projeto e para não estranharem agora o motivo de nós aparecermos de repente e explicarmos o porquê de estarmos a fazer aquelas atividades”, revela.

O apoio do CLDS, no âmbito da terceira idade, tem como alvo “entre 30 a 40 pessoas”, todas elas ainda nas suas casas. “As pessoas que estão em ERPI (Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas) nós não podemos ajudar, porque, ao fim ao cabo, o Estado já está a financiar e acabava por ser subfinanciamento, pelo que nós temos de contar com as pessoas que estão sem abrigo nenhum de nenhuma entidade”, diz ainda Goreti Cirilo.

Presépio vivo recreado na Praça da República

A recreação histórica do nascimento de Jesus teve lugar ao final do dia de ontem, sábado, dia 17, na Praça da República de Elvas.

Numa organização do Agrupamento 158 de Elvas do Corpo Nacional de Escutas, o Presépio Vivo teve o apoio do Município de Elvas, no âmbito do evento Elvas Cidade Natal.

Presépios de conchas de Maria José Rijo no Museu Municipal de Fotografia

A exposição “Presépios de conchas- retalhos de vida-lembranças de mar” está patente no Museu Municipal de Fotografia João Carpinteiro, em Elvas.

A mostra da autoria de Maria José Rijo, explica o diretor do Museu, João Carpinteiro, “encerra o ciclo de exposições deste ano, adiantando que esta “é uma grande mostra de presépios inéditos”.

No total, são cerca de 40 presépios em exposição, com registos, feitos à base de elementos do mar, como por exemplo, conchas, contando ainda com um presépio feito à mão em Madeira.

A exposição está patente até ao final do mês, pelo menos, podendo ser visitada de terça-feira a domingo, das 10 às 13 e das 15 às 18.30 horas.

Câmara de Arronches volta a apoiar alunos do Ensino Superior

A Câmara Municipal de Arronches tem abertas, até ao próximo dia 30, as inscrições para a atribuição de 20 bolsas de estudo a alunos do Ensino Superior.

Este número de bolsas, revela, contudo, o presidente da Câmara, João Crespo, pode ainda ser aumentado, sendo “uma preocupação constante” da autarquia apoiar os alunos do concelho que prosseguem estudos.

O Município quer, através de um regime excecional, que está “dependente da Assembleia Municipal”, alargar este apoio, para que mais jovens estudantes possam beneficiar desta importante ajuda. “Contamos apoiar cerca de 35 a 40 famílias. É mais um apoio, em tempos difíceis”, remata João Crespo.

Os alunos devem formalizar a inscrição até dia 30 no Município de Arronches, onde podem obter todos os esclarecimentos.

Crianças enchem Coliseu de Elvas para cantar e tocar ao Menino com ronca

A associação juvenil Arkus reuniu, na manhã de ontem, sexta-feira, 16 de dezembro, no Coliseu José Rondão Almeida, em Elvas, o maior número de crianças a cantar e tocar ao Menino com ronca.

Com a iniciativa, que envolveu os alunos de primeiro ciclo das 11 escolas do concelho, explica o professor e presidente da direção da Arkus, Carlos Beirão, procurou-se divulgar este património, sendo que o projeto começou a ser preparado, com os agrupamentos e os respetivos diretores, em setembro.

Incentivando à reutilização de material, a Arkus pediu às crianças para levarem para a escola, entre outros, latas, que depois decoraram. Já a associação, explica Carlos Beirão, contribuiu com a pele, as canas e as cordas. Do trabalho feito nas escolas, resultaram cerca de 900 roncas. “Há aí roncas muito bonitas e este ano Elvas estará mais cheia de roncas nas casas”, assegura. Com este projeto, garante ainda Carlos Beirão, procura-se, acima de tudo, “semear a tradição” e, quem sabe, levar estas crianças a integrar, no futuro, o grupo das Roncas d’Elvas.

Já Cláudio Monteiro, vereador na Câmara de Elvas, que felicita a Arkus pelo trabalho desenvolvido com as crianças, considera esta “uma excelente iniciativa,” também ela inserida no âmbito da programação de “Elvas Cidade Natal”. Inicialmente prevista para acontecer na Praça da República, devido às condições metereológicas, teve de ser acionado o “plano B”, passando o evento para o coliseu. Neste evento, segundo o vereador, participaram cerca de 900 crianças, encontrando-se cerca de 700 familiares a assistir.

O evento acabou por resultar num “grande convívio”, em que, segundo a professora Andrelina, da Escola de 1º Ciclo de Santa Luzia, se procurou, acima de tudo, passar esta tradição do natal elvense, às crianças, “para que não morra”. A produção das roncas, segundo a professora, acabou por resultar de um trabalho transversal a todas as disciplinas.

Euromilhões com jackpot de 51 milhões de euros

O próximo concurso do Euromilhões, na terça-feira, vai contar com um jackpot de 51 milhões de euros, uma vez que nenhum apostador acertou na chave sorteada ontem.

O segundo prémio, de 354 mil euros, saiu a dois apostadores no estrangeiro. Já o terceiro prémio, de 41 mil euros, contemplou quatro apostadores, um com boletim registado em Portugal.

A chave sorteada no concurso de ontem do Euromilhões é composta pelos números 2, 15, 19, 35 e 44 e pelas estrelas 2 e 7.

Esta notícia não dispensa a consulta dos números através do portal dos Jogos Santa Casa.

Programa Regional Alentejo 2030 aprovado em Bruxelas

Depois de um intenso ano de negociações, as CCDR viram os programas regionais do PT2030 aprovados pelos serviços da Comissão Europeia e um novo pacote de fundos europeus regionais para o próximo período de programação.

Dando continuidade ao atual Alentejo 2020 – Programa Operacional Regional do Alentejo, a Região Alentejo vai contar com um novo Programa Regional – Alentejo 2030, para o período 2021-2027, tendo presente os grandes desafios estratégicos regionais apresentados pela Estratégia Regional 2030: demografia e Excelência dos serviços de suporte; sustentabilidade territorial e dos seus recursos; especialização inteligente e competências; valorização económica dos recursos e ativos; qualificação dos subsistemas territoriais e governação e Ação coletiva regional.

O novo programa operacional vai contar com uma dotação total de 1.104 M€, a sua programação é feita em torno dos cinco objetivos estratégicos da União Europeia, nomeadamente, uma Europa mais inteligente, mais verde, mais conectada, mais social e mais próxima dos cidadãos.

O programa conta com o apoio de dois fundos europeus: FEDER e FSE e ainda do Fundo para a Transição Justa, para o Litoral Alentejano, mobilizando a totalidade dos recursos disponíveis, de forma articulada e coerente, no respeito pelos princípios da simplificação, da transparência, da parceria, da eficácia, da eficiência e da orientação para resultados.

Estima-se que, no início de 2023, possam ser abertos os primeiros avisos para empresas e se comece a fazer a negociação nas regiões, nomeadamente a contratualização com as comunidades intermunicipais.