Quercus alerta que novo Banco de Terras permite alienar terrenos rústicos do Estado

A Quercus emitiu um alerta em relação à criação do Banco de Terras e do Fundo de Mobilização de Terras, através de uma lei que permite facilitar o acesso a terras rústicas, com aptidão agrícola, silvopastoril ou florestal, com o objetivo de promover a viabilidade económica e uma gestão sustentável.

Os terrenos do Estado aptos para este tipo de utilização podem ser disponibilizados no Banco de Terras através de despacho do Primeiro-Ministro e dos membros do Governo responsáveis pelas áreas das finanças, da agricultura e das florestas.

Tudo para saber sobre este tema, no programa “Ambiente em FM”, desta semana, com José Janela, da Quercus, que pode ouvir na emissão às 12.45 e às 16.30 horas ou no podcast abaixo:

Terrugem: loteamento para construção livre, evolutiva e habitação social

Adquirido o Monte de Santo António, a Câmara Municipal de Elvas prepara-se para desenvolver novos loteamentos na Terrugem. Num investimento de cerca de dez milhões de euros, numa área de cerca de 33 mil metros quadrados, haverá espaço para 81 lotes.

Estes lotes, explica o presidente da Câmara de Elvas, Rondão Almeida, vão dar resposta a três formas diferentes de se construir uma habitação, de um modo “inovador”, sendo que “o loteamento já está aprovado e agora é só começar a fazer obra”.

Este loteamento, explica o autarca, “vai conseguir dar resposta à pessoa, que tem algum dinheiro, de comprar um lote de terreno, a um preço módico, e construir a sua habitação mediante aquilo que goste”.

Por outro lado, e a pensar nos casais jovens, adianta Rondão Almeida, a autarquia vai ter ao dispor lotes a um “preço simbólico”, entregando o projeto, “que é de construção evolutiva”. “Os jovens vão poder começar por fazer um T1, dentro dos 80 metros quadrados, com possibilidade de ter um corredor, uma cozinha, uma despensa, uma casa de banho, uma sala e um quarto, e de recorrer a um empréstimo de 70 ou 80 mil euros ao banco, que é completamente diferente de estar a recorrer a 200 mil euros, para se estarem a meter num T2 ou num T3”, explica Rondão Almeida.

Mais tarde, e tendo em conta o projeto evolutivo, esses casais jovens terão oportunidade transformar o T1 em T2 ou T3. “Assim, com o evoluir da sua própria vida social e económica, o casal pode chegar, em determinada altura, a ter aquele que é o imóvel que deseja para o resto da sua vida”, acrescenta.

No mesmo loteamento, irão surgir ainda “meia dúzia de lotes” para habitação social.

Ao todo, o projeto do loteamento do Monte de Santo António, na Terrugem, incluirá 42 lotes para construção evolutiva, 26 para construção livre, 12 destinados ao 1.º Direito – Programa de Apoio ao Acesso à Habitação, e ainda um destinado a uma quinta.

“Monforte Sacro” já abriu ao público

O novo espaço museológico “Monforte Sacro”, abre esta terça-feira, 17 de outubro, ao público, depois de ter sido, oficialmente inaugurado, na passada sexta-feira.

Trata-se de um projeto de reabilitação da Igreja do Espírito Santo, antiga igreja de Monforte, que permitiu a colocação de 15 painéis de azulejos do século XVIII, num investimento de cerca de 800 mil euros que deu lugar a este novo museu, onde se retratam passagens da vida e milagres da Rainha Santa Isabel.

Para a vereadora na Câmara de Monforte, Mariana Mota, este é um espólio azulejar “único, pela extensão que tem, sendo maior representação iconográfica da vida e milagres da Rainha Santa Isabel e está aqui em Monforte, pelo que estamos muito orgulhosos disso”.

Ana Paula Amendoeira, Diretora Regional de Cultura do Alentejo, considera que este é um projeto “extraordinário e com elevada importância para a região”.

Patrícia Cutileiro, conservadora e restauradora que esteve 28 anos em Monforte, e atualmente está no Museu de Arqueologia e Etnografia de Elvas considera que é “gratificante” ver o trabalho final do projeto.

O objetivo, segundo Patrícia Cutileiro, é naquele espaço “constituir um centro de estudos da Rainha Santa Isabel, trazendo turistas e investigadores para dar a conhecer este espólio ao país e ao mundo”.

A conservadora e restauradora adianta ainda que para já haverá um guia a explicar às pessoas o que estão a ver, mas no futuro, o objetivo é instalar painéis interativos.

“Monforte Sacro”, que abre hoje ao público, depois de ter sido inaugurado na passada sexta-feira. A mostra pode ser visitada de terça-feira a sábados, das 9 às 16 horas, aos domingos e feriados das 10 às 13 horas, encerrando nos dias 1 de janeiro, domingo de Páscoa, feriado municipal, dia do trabalhos e 24,25 e 31 de dezembro.

Elvas: trabalhos em madeira de João Peixe em exposição na Casa da Cultura

Exposição “Os Dois Lados”

O elvense João Peixe apresenta, na Casa da Cultura de Elvas, a exposição “Os Dois Lados”, composta, sobretudo, por trabalhos produzidos à base de madeira.

Estes dois lados das obras, explica o artista elvense, apresentam duas vertentes: uma mais abstrata e outra mais figurativa. “Tenho depois umas peças mais complexas, em que junto os dois lados, em que os dois lados vão para além da peça final, mas também de textos que eu escrevo e depois transformo em peças”, adianta. A temática desta exposição acaba por englobar “muito daquilo” que João Peixe considera ter e ser como artista, numa “procura por ir evoluindo tecnicamente e artisticamente”.

Ainda que a pintura, seja em acrílico, seja em spray, tenha também o seu destaque nesta exposição, o artista explica que a base das obras é sempre a madeira, através de um trabalho de carpintaria e artesanato. Por isso mesmo, João Peixe acredita que esta é uma exposição “diferente” de todas aquelas que já estiveram patentes na Casa da Cultura.

João Peixe

Revelando que esta é a primeira vez que tem a oportunidade de mostrar, em Elvas, todo o seu portefólio, a título individual, o artista garante que esta exposição, para si, tem um valor “acrescentado”. Nascido em Portalegre, João Peixe viveu até aos 18 anos em Elvas, sendo que foi em Lisboa, onde se mantém até aos dias de hoje, que se formou em Arquitetura.

A exposição está disponível para visita, na Casa da Cultura de Elvas, até dia 11 de novembro. Esta mostra pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 9 às 13 horas e das 14 às 17 horas, e aos sábados, das 10 às 13 horas, encontrando-se encerrada aos domingos e feriados.

“Patrulha Pata” este domingo à tarde no Centro Cultural de Campo Maior

“Patrulha Pata: O Super Filme” é o filme em exibição este domingo, 22 de outubro, no Centro Cultural de Campo Maior, a partir das 17 horas.

Os bilhetes, com um custo de 3,50 euros, podem ser adquiridos na Ticketline.

Sinopse do filme: “Quando um meteorito mágico aterra na Cidade da Aventura, a Patrulha Pata ganha superpoderes e transforma-se na Super Patrulha! Para Skye, a mais pequena da equipa, os novos poderes são um sonho tornado realidade. Mas tudo se complica, quando o arquirrival Humdinger foge da prisão e junta-se a Victoria Vance – uma cientista louca obcecada pelo meteorito – para roubar os superpoderes e tornarem-se supervilões. Com o futuro da Cidade da Aventura em risco, a Super Patrulha terá de parar os supervilões antes que seja tarde demais e a Skye terá de aprender que até o cachorro mais pequeno, pode fazer uma grande diferença.”

Caminhada pela “Fantástica Serra D’Ossa” este domingo

É na Igreja Matriz de São Tiago de Rio de Moinhos que tem início, amanhã, domingo, 22 de outubro, às 10 horas, o percurso “Fantástica Serra D’Ossa”, no concelho de Borba, em mais uma caminhada inserida no TransAlentejo Walking Festival.

Este, garante o diretor técnico do festival José Pedro Calheiros, é um percurso para “quem gosta de subidas”, que inclui passagens por vinhas, uma área de eucaliptal, num conjunto de paisagens de “perder de vista”. Os participantes terão possibilidade de conhecer a Aldeia e a Ermida de São Gregório, a Albufeira do Monte Branco e a Ribeira do Lucefecit.

A Serra d’Ossa, garante ainda José Pedro Calheiros, é “um acidente geográfico, com paisagens fantásticas”, que permite um turismo de natureza “musculado”, em diferentes vertentes, sendo o regresso a Rio de Moinhos faz-se de uma forma calma e tranquila, após a descida ao vale.

Dados os cerca de 17 quilómetros do percurso, é sugerido aos participantes que levem merenda e água para o caminho, para esta caminhada pela Serra D’Ossa.

Elvas: José Mateus em concerto este sábado na sede da Banda 14 de Janeiro

José Mateus vai atuar na sede da Banda 14 de Janeiro, na Rua Sá da Bandeira, este sábado, dia 21, às 19 horas, num concerto integrado no “Mês da Música”, iniciativa que a Câmara Municipal de Elvas leva a cabo.

A apresentação do Tour de José Mateus, nos salões nobres das coletividades elvenses, constitui este programa cultural, no mês em curso; já se realizou nas sedes de “O Elvas” e Sociedade de Instrução e Recreio e ainda vai ter uma atuação final na sede do Centro Artístico Elvense, no próximo dia 28.

O “Mês da Música” tem entradas gratuitas e organização da Câmara Municipal de Elvas.

Estremoz: peça da coleção António Cachola em exposição no Museu Berardo

“Clausura”, obra de arte da autoria de Pedro Calapez, que integra a coleção António Cachola, em depósito no Museu de Arte Contemporânea de Elvas (MACE), encontra-se, neste momento, em exposição no Museu Berardo, em Estremoz.

Esta peça resulta de uma estrutura de estantaria de armazém comercial que, virada para um espaço interior, sustém um conjunto de quatro telas e dois espelhos. Nesta obra, em que as telas só podem ser visualizadas “por parcelas”, explica Pedro Calapez, é pelo interior da obra que “vê que a pintura dialoga entre si”. “Quando se olha para esta peça parece que está aqui alguma construção, e de facto a construção existe: é uma construção visual, que existe no interior do espaço criado por estas estruturas, onde estão várias paredes”, adianta o artista plástico.

O público, revela Pedro Calapez, “vai visitando e vendo a obra, por cada canto”. “Eu espero que as pessoas parem nos cantos desta peça, que vão olhando e assim formando memórias de parcelas, que é um processo que tem muito a ver com a nossa memória, que se faz por juntar elementos que o nosso olhar retém”, diz ainda.

“Muito satisfeito” por esta peça estar, atualmente, no Museu Berardo, representando também a coleção e o próprio MACE, António Cachola assegura que “esta apresentação não podia ter sido melhor escolhida”, tendo em conta o trabalho “de qualidade” de Pedro Calapez. O colecionador diz ainda que seria importante que os visitantes de Estremoz passassem, não só pelo Museu Berardo, para conhecer “Clausura”, mas também por Elvas, para descobrir o MACE.

Para o presidente da Câmara de Estremoz, José Daniel Sádio, é importante que se possa continuar a trabalhar “em rede”, para que a região vá “ganhando escala”, garantindo ser “um orgulho” ter esta peça de Pedro Calapez na cidade. “O MACE é uma referência, não só no Alentejo, mas no país, e esta parceria que aqui iniciámos abre espaço para um caminho fantástico de valorização dos dois municípios, mas também da região, do país, da arte e da cultura”, diz ainda.

“Clausura” está em exposição no Museu Berardo, desde 5 de agosto, podendo ser visitada, naquele espaço museológico de Estremoz, até início de novembro.

Exposição “Kutlangana” inaugurada este sábado em Campo Maior

A exposição de pintura de Arte Contemporânea moçambicana “Kutlangana” é inaugurada este sábado, 21 de outubro, pelas 16 horas, no espaço.arte, em Campo Maior.

Trata-se de uma mostra de trabalhos com “uma visão sobre a produção artística moçambicana contemporânea com artistas muito pouco conhecidos em Portugal, mas com grande qualidade”, de acordo com o Município de Campo Maior. “É uma exposição inédita que revela um universo artístico muito rico e diverso que raramente está disponível”.

A mostra, depois de inaugurada, fica disponível para visita, com acesso gratuito, até dia 7 de janeiro, de terça-feira a domingo: das 10 às 13 horas e entre as 14 e as 17 horas.

“Conquista de Terena” é mote para caminhada do TransAlentejo Walking Festival

As caminhadas do TransAlentejo Walking Festival chegam amanhã, sábado, 21 de outubro, a Terena, para um percurso de dificuldade média, de cerca de 15 quilómetros.

Este percurso, intitulado “Conquista de Terena”, arranca do castelo daquela freguesia do concelho de Alandroal, um monumento que, segundo o diretor técnico do festival, José Pedro Calheiros, é ainda pouco conhecido. “Não é dos castelos mais famosos do Alentejo, mas é de uma beleza fora de série”, garante.

Num percurso que José Pedro Calheiros diz ser de “paisagens de sonho”, os caminheiros terão oportunidade de passar pela Igreja de São Pedro, saindo em direção ao campo, “onde se tem o montado, em grande dinamismo”.

“Vamos vendo, circulando ao redor do castelo; temos oportunidade de passar ao pé da barragem, por testemunhos diversos do ponto de vista cultural”, revela ainda o responsável.

Os inscritos na iniciativa irão concentrar-se amanhã, junto ao Castelo de Terena, às 9h30, estando o início do percurso previsto para meia hora mais tarde. Esta caminhada irá ser guiada por elementos indicados pelo Município de Alandroal.