O pátio do Museu de Arqueologia e Etnografia de Elvas (MAEE) recebe, na quinta-feira, 23 de julho, pelas 21h30, mais uma sessão de “Cinema no Pátio”, numa iniciativa que convida o público a desfrutar do cinema ao ar livre, num dos espaços culturais mais emblemáticos da cidade.
A sessão será dedicada à curta-metragem portuguesa, com a exibição de cinco obras de realizadores nacionais: “Páscoa”, de André Ruivo; “Água Morna”, de Pedro Caldeira e Pedro Graça; “Francisco Perdido”, de Frederico Mesquita; “Cada Dia que Passa…”, de Emanuel Nevado; e “S.O.S”, de Bruno Soares. A seleção reúne diferentes abordagens cinematográficas, proporcionando ao público uma oportunidade para conhecer e valorizar o trabalho de jovens realizadores e a diversidade da produção audiovisual portuguesa.
Promovida pelo Município de Elvas, esta iniciativa integra a programação cultural de verão e pretende aproximar a comunidade da sétima arte, oferecendo uma experiência cultural diferenciada num ambiente acolhedor e ao ar livre.
Pela primeira vez, Cláudia Portela assume a responsabilidade de ser “cabeça de rua” do Largo da Casa do Povo nas Festas do Povo de Campo Maior, que decorrem entre 8 e 16 de agosto. À frente de um grupo de cerca de 30 voluntários, esta campomaiorense lidera um projeto que começou a ganhar forma em janeiro e que promete transformar aquele largo da vila num autêntico jardim florido.
Embora esta seja a sua estreia como responsável pela ornamentação da rua, Cláudia Portela já participava há vários anos na elaboração das tradicionais flores de papel. A decisão de assumir o desafio surgiu após o desaparecimento da anterior cabeça de rua.
“Já tinha participado várias vezes aqui no Largo da Casa do Povo, sempre com a feitura das flores de papel. Este ano, como a cabeça de rua já não estava entre nós, havia a necessidade de alguém assegurar o Largo. O meu marido apanhou a mercearia que era da minha mãe e nós decidimos avançar, que o Largo não podia ficar sem ornamentar”, explica.
Um projeto construído em equipa
Para concretizar o projeto, reuniu familiares e amigos, criando um grupo de trabalho que conta com cerca de 30 pessoas. “Convidámos um grupo de amigos e de família, reunimos frequentemente, agora com mais intensidade porque estamos mesmo a terminar os trabalhos”, refere.
A organização do grupo passa também pelas novas tecnologias. “Criámos um grupo de WhatsApp e convidámos as pessoas. As pessoas que pertencem a este grupo, ninguém mora aqui no Largo, a não ser o meu marido que tem aqui um comércio. Estão ligados por afinidade connosco, são pessoas amigas que decidiram apadrinhar o projeto”, explica.
As tarefas são distribuídas de acordo com as competências de cada um: “Uns fazem flores, outros cortam, outros colam e é um bocadinho assim a divisão das tarefas. Nunca estamos todos a tempo inteiro, há pessoas que trabalham em casa e enviam os trabalhos.”
Um jardim florido como inspiração
O tema da decoração surgiu de forma natural e rapidamente reuniu consenso entre todos os elementos da equipa. “Começou a ser muito óbvio, começaram a sugerir o tema e eu dizia: ‘Ai, não, não pode ser, é mesmo esse tema!’. Foi unânime”, recorda.
Depois de escolhido o conceito, seguiram-se as cores, o desenho do projeto e a seleção das flores que melhor se enquadravam na ideia. “Projetámos aqui no Largo as estruturas, o teto e as colunas. O nosso objetivo é transformar o Largo num jardim, num jardim bem florido. Mas tem que haver uma estrutura por trás que sustente o teto e dê estabilidade, porque tem que durar uma semana, contra o sol, o calor e, esperemos, sem chuva”, afirma.
Confiança num resultado à altura das Festas do Povo
A poucos dias do início das Festas do Povo, Cláudia Portela mostra confiança no resultado final e acredita que o trabalho desenvolvido ao longo de vários meses será recompensado. “A nossa é a rua mais bonita porque o nosso projeto vai ser o mais bonito. Foi uma coisa muito trabalhada e queremos passar este detalhe da flor, que para nós é aquilo que caracteriza as Festas do Povo”, sublinha.
Hospitalidade de Campo Maior em destaque
A responsável destaca ainda o espírito de hospitalidade que marca Campo Maior durante este evento. “É típico os campomaiorenses receberem bem, terem a mesa na rua, convidarem as pessoas. Há sempre amigos e há sempre um convidado”, garante.
O convite fica lançado para todos os visitantes. “De 8 a 16 de agosto cá vos esperamos. Visitem o Largo da Casa do Povo. Espero que gostem da nossa rua”, remata Cláudia Portela.
A DECO e o Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU) iniciam hoje, 21 de julho, uma colaboração que permitirá reforçar a informação a todos os consumidores sobre o Programa de Apoio Extraordinário à Renda. Muitos agregados vivem atualmente na incerteza sobre um apoio que deveria ser automático e sem sobressaltos, mas, por diferentes motivos, há dificuldades na informação e no acesso ao mesmo, razões que motivaram a celebração da parceira para o desenvolvimento deste serviço de informação da DECO.
O Apoio Extraordinário à Renda representa para muitas famílias uma ajuda determinante para o equilíbrio do orçamento mensal. A interrupção inesperada deste apoio ou a existência de erros no seu processamento pode aumentar significativamente a taxa de esforço com a habitação e dificultar o cumprimento de outras despesas essenciais.
A DECO há muito que reivindica que os programas públicos na área da habitação sejam simples, automáticos e eficazes.
O desconhecimento sobre o programa e procedimentos a adotar por parte dos consumidores evidencia que ainda há um défice de informação que deve ser combatido. E o problema maior é que esta falta de informação atinge, sobretudo, quem tem menos margem para a absorver: as famílias mais vulneráveis.
Para a DECO a complexidade do sistema não pode ser transferida para os consumidores. O IHRU partilha desta visão, razão pela qual, pretendeu reforçar a sua colaboração com a DECO, por forma a contribuir para a capacitação e literacia dos consumidores nesta área. Através desta parceria, a DECO passa a assegurar um atendimento especializado e gratuito a todos os consumidores que tenham dúvidas sobre o Apoio Extraordinário à Renda.
Este apoio será prestado nas autarquias, em todos os protocolos de colaboração com a DECO e nos nossos Balcões de Habitação e Energia (consulte aqui); nas instalações da DECO e nas suas estruturas regionais (consulte aqui); e através de uma linha telefónica (21 371 02 70) e de um email (habitacao@deco.pt) para quem não pode ou não consegue deslocar-se.
Com este serviço, a DECO pretende reforçar o esclarecimento aos cidadãos sobre os critérios de atribuição do apoio, a verificar a sua situação, a identificar eventuais erros no cálculo da prestação ou da elegibilidade, os prazos e a documentação necessária e os canais disponíveis para reclamar quando as famílias deixam de receber o apoio ou quando são confrontadas com pedidos de devolução pela Segurança Social.
A experiência da DECO demonstra que a falta de informação e a dificuldade em compreender procedimentos administrativos são fatores que agravam a vulnerabilidade habitacional das famílias.
Esta parceria com o IHRU será, assim, um contributo relevante para assegurar que na criação de programas públicos de habitação, o consumidor tem sempre uma associação de consumidores a seu lado para o apoiar e, sobretudo, que esse apoio é gratuito, próximo e especializado.
O IPO Lisboa lançou o selo “Empresa Dadora de Sangue IPO Lisboa”, uma iniciativa que tem como objetivo garantir a dádiva de sangue regular no Instituto.
Em períodos como o verão, marcados por férias e temperaturas elevadas, as dádivas de sangue tendem a diminuir, colocando em risco as reservas, que são essenciais para assegurar a resposta adequada aos doentes. No caso dos doentes oncológicos, a disponibilidade de sangue é particularmente crítica, sendo indispensável para a realização de cirurgias e para transfusões ao longo dos tratamentos.
Com esta iniciativa, pretende-se promover a dádiva de sangue regular como um gesto solidário junto da população adulta, incentivando-a também como um momento de equipa dentro das organizações. Porque a dádiva de sangue é, acima de tudo, um ato coletivo de responsabilidade social.
Ao inscreverem-se como entidades dadoras, as empresas passam a receber alertas para a realização de dádivas em períodos com menor número de agendamentos e podem, ainda, programar antecipadamente as suas doações, organizando pequenos grupos até 10 pessoas.
Para obter o selo, as empresas deverão cumprir os seguintes critérios: realizar, no mínimo, três ações de dádiva de sangue anuais no IPO Lisboa, envolvendo mais de três dadores por ação; promover a inscrição de, pelo menos, 10 novos dadores de sangue (primeira dádiva); e colaborar ativamente na sensibilização interna para a importância da dádiva regular.
As empresas que cumpram estes requisitos recebem um certificado e o selo digital “Empresa Dadora de Sangue IPO Lisboa”, que poderão utilizar nos seus canais de comunicação institucional.
A dádiva está sujeita a avaliação clínica prévia, mediante as regras em vigor em Portugal. Inscreva a sua empresa enviando email para comunicacao@ipolisboa.min-saude.pt.
Chama-se Gabriel, tem apenas cinco anos e, apesar da pouca idade, já enfrentou um percurso de luta contra o cancro que poucos adultos conseguiriam imaginar. Agora, perante o surgimento de um novo tumor e depois de a família ter sido informada de que, em Portugal, poderão já não existir opções curativas, foi lançada uma campanha solidária para ajudar os pais a procurar novas alternativas de tratamento.
A história deste menino de Campo Maior começou quando tinha apenas quatro meses, altura em que lhe foi diagnosticado um retinoblastoma, um raro cancro ocular infantil. Seguiram-se tratamentos, internamentos e exames, numa batalha que conseguiu vencer.
No entanto, a tranquilidade durou pouco. Mais tarde, a família recebeu um novo diagnóstico devastador: um pineoblastoma, um tumor cerebral raro e agressivo. Durante cerca de 11 meses, Gabriel foi submetido a um intenso processo de tratamentos, marcado pela incerteza, mas também pela esperança de recuperar.
Depois desse longo percurso, conseguiu regressar a casa. Contudo, recentemente, os médicos detetaram um novo tumor, reacendendo o pesadelo vivido pela família.
Perante este cenário, os pais recusam desistir sem antes esgotarem todas as possibilidades. Estão atualmente a contactar hospitais, centros especializados e equipas internacionais de oncologia pediátrica e neuro-oncologia, na esperança de obter segundas opiniões médicas que possam abrir caminho a novas opções terapêuticas.
Entre as possibilidades que pretendem ver avaliadas encontram-se tratamentos inovadores, ensaios clínicos, revisões moleculares e genéticas, cirurgia, radioterapia, protonterapia ou qualquer outra abordagem que possa oferecer uma nova oportunidade ao menino.
Para tornar esta procura possível, foi criada uma campanha de angariação de fundos (disponível aqui) destinada a ajudar a suportar os elevados custos associados às consultas de segunda opinião, tradução e envio de documentação clínica, deslocações nacionais e internacionais, estadias junto dos hospitais, exames complementares e eventuais tratamentos que possam vir a ser propostos por centros especializados.
A família sublinha que não procura falsas esperanças, mas apenas a possibilidade de ouvir outros especialistas antes de aceitar que já não existe mais nada a fazer.
Além dos donativos, os pais apelam também à partilha da campanha, acreditando que a divulgação da história de Gabriel poderá chegar às pessoas certas, sejam médicos, investigadores, hospitais ou instituições capazes de indicar novas alternativas.
Com apenas cinco anos, Gabriel continua a demonstrar uma enorme vontade de viver. E é essa força que alimenta a esperança da família de encontrar mais uma oportunidade para continuar a lutar.
A Delta Coffee House Experience abre as portas de uma nova loja em Lisboa. Fica no coração de uma das zonas mais vibrantes e dinâmicas da cidade, o Cais do Sodré, reforçando a presença da marca na capital com uma nova morada dedicada à cultura, à descoberta e à valorização de uma das bebidas mais consumidas do mundo.
Mantendo a promessa “Feel Your Coffee”, a nova Coffee House convida a explorar o universo do café entre diversos blends, origens exclusivas, processos de preparação e diferentes métodos de extração. Localizada na Praça Dom Luís I, nº31, com 110 m² de área interior e uma esplanada com 30 m², o mais recente espaço da marca promete ser o novo ponto de encontro entre residentes, profissionais, turistas e todos os que procuram um spot para abrandar, trabalhar, conversar ou simplesmente apreciar um bom café de assinatura Delta.
Aqui, cada chávena conta uma história. A experiência é imersiva e transporta os visitantes para uma viagem sensorial pelos diferentes sabores e aromas que se prolonga para além do café. Com uma oferta pensada para diferentes momentos do dia e novas propostas alinhadas com tendências de consumo internacionais.
Servem-se slow coffees com diferentes métodos de preparação – seja através de uma V60, Balão, Chemex, French Press ou Aeropress – que realçam todas as notas e aromas do café, mas também bebidas quentes e frias ou cocktails. Para quem deseja uma pausa mais prolongada, há ainda a possibilidade de desfrutar de um pequeno-almoço, de um brunch ou de outras refeições leves, disponíveis a qualquer hora do dia.
As novidades não se ficam por aqui. A partir de hoje, os visitantes podem descobrir a nova gama de bebidas “Feel the Colors”, uma coleção inspirada nas tendências mais recentes que alia sabor, cor e criatividade. Matcha Latte, Golden Latte de curcuma, Pink Latte de beterraba e Purple Latte de ube roxo chegam para proporcionar novas experiências sensoriais, combinando ingredientes naturais com uma identidade visual diferenciadora. A nova gama fica igualmente disponível nas restantes lojas Delta Coffee House Experience.
No novo espaço, o café acompanha os diferentes ritmos da cidade e ganha tempo, detalhe e presença, da primeira bebida da manhã a uma pausa entre reuniões a um final de tarde mais demorado, sempre num ambiente onde o tempo abranda e a experiência assume o protagonismo das vivências.
“A chegada da Delta Coffee House Experience ao Cais do Sodré representa mais um passo na estratégia de crescimento e proximidade da marca junto dos consumidores, reforçando a nossa presença em locais emblemáticos. Escolhemos uma das zonas mais cosmopolitas de Lisboa por refletir a diversidade, a autenticidade e a capacidade de ligação entre diferentes públicos que também definem a nossa marca. Este espaço materializa a ambição de continuar a elevar a experiência de consumo de café, promovendo a cultura do café através da inovação, da qualidade e da descoberta. Queremos que a Delta Coffee House Experience continue a ser uma referência para todos os que procuram viver o café de forma mais diferenciadora, mantendo sempre a excelência e a assinatura que distinguem a Delta há mais de seis décadas”, afirma Clara Melícias, Diretora de B2C do Grupo Nabeiro.
Para assinalar a abertura, a Delta Coffee House Experience do Cais do Sodré promove no próximo dia 16 de julho uma Social Coffee Party. De entrada livre, entre as 18h00 e as 21h00, a festa contará com animação dos Dj Sets Mari Bulhões e Xico Discos. Para acompanhar, os visitantes podem provar uma seleção de cocktails de café especialmente preparados para a ocasião e muitas outras surpresas.
A nova Delta Coffee House Experience do Cais do Sodré está aberta diariamente, de segunda-feira a domingo, entre as 08h00 e as 21h00.
Este é o sexto espaço da marca, que conta atualmente com cinco lojas próprias: quatro em Portugal, em Lisboa — na Avenida da Liberdade (Loja 144 E/F), no Prata Riverside Village (Lote 8, Loja 1), no Amoreiras Shopping Center (Piso 1) e, agora, no Cais do Sodré, na Praça Dom Luís I, n.º 31 —, e no Porto, junto ao Mercado do Bolhão; e uma em França, em Paris, na Avenue de l’Opéra, n.º 36.
A falta de preparação das escolas e jardins de infância para lidar com temperaturas extremas está a colocar em risco a saúde, o bem-estar e a aprendizagem de alunos e professores. No programa “Ambiente em FM”, José Janela, da Quercus, alertou para a urgência de adaptar os edifícios escolares e os recreios a uma realidade climática marcada por ondas de calor cada vez mais frequentes e intensas.
As crianças e o corpo docente — um grupo profissional progressivamente mais envelhecido — são particularmente vulneráveis aos efeitos do calor excessivo, que prejudica diretamente a concentração e pode acarretar sérios riscos para a saúde. Como passam muitas horas seguidas no interior dos estabelecimentos de ensino, a ausência de um ambiente devidamente climatizado ou refrescado transforma as salas de aula em espaços de elevado desconforto térmico durante os meses mais quentes.
O problema reside no facto de a maioria das escolas ter sido construída numa época em que estes picos de calor extremo não eram tão comuns. Consequentemente, muitos edifícios sofrem de isolamento térmico deficiente, falta de ventilação adequada e escassez de barreiras contra a radiação solar. O cenário repete-se nos recreios, tipicamente dominados por superfícies de betão e alcatrão que retêm o calor, registando-se uma falta crónica de árvores e espaços verdes capazes de criar sombras naturais e arrefecer o ambiente envolvente.
Tudo para saber sobre o assunto com José Janela, da Quercus. O programa desta semana para ouvir, na íntegra, no podcast abaixo:
Com as temperaturas elevadas a levarem diariamente muitos banhistas às Piscinas Municipais de Elvas, os nadadores-salvadores reforçam a importância de cumprir as regras de segurança e de adotar alguns cuidados de higiene para garantir o bem-estar de todos os utilizadores.
Entre as principais recomendações está a necessidade de tomar duche antes de entrar na água, prender o cabelo quando este é comprido e aguardar alguns minutos após a aplicação do protetor solar antes de entrar na piscina. Os nadadores-salvadores, Lucas e Tatiana, alertam ainda para a utilização de bronzeadores, explicando que este tipo de produto “costuma ser muito oleoso e acaba por deixar resíduos na água”.
Além dos cuidados de higiene, apelam ao cumprimento das normas de segurança do espaço, recordando ainda que o objetivo das indicações dadas é, acima de tudo, para proteger os banhistas. “As normas estão para ser cumpridas. Não é para estragar a diversão, é por uma questão de segurança”, sublinham.
Devido ao forte calor que se faz sentir, aconselham ainda os utilizadores a manterem-se hidratados, a procurar locais de sombra sempre que possível e a evitar uma exposição prolongada ao sol durantes as horas de maior calor.
Segundo os nadadores-salvadores, as manhãs costumam ser o período mais tranquilo para frequentar as piscinas municipais. Já durante as tardes e, sobretudo, aos fins de semana, a afluência aumenta significativamente, registando-se também a presença de muitos visitantes provenientes de Espanha. “Se quiserem desfrutar de um banho tranquilo, o ideal é virem de manhã, porque há menos gente”, refere Tatiana.
Embora estejam preparados para atuar em situações de emergência, explicam que a principal missão passa pela prevenção. Ao longo do dia mantêm uma vigilância permanente de todo o recinto, circulam junto às piscinas, esclarecem eventuais dúvidas e sensibilizam os banhistas para o cumprimento das normas. “Trabalhamos, acima de tudo, na prevenção, falando com as pessoas e explicando o que se pode e não se pode fazer”, explica Lucas.
Os profissionais admitem que a maioria das pessoas respeita as indicações dadas, apesar de, por vezes, ser necessário repetir alguns avisos. Ainda assim, garantem que o seu objetivo passa sempre por assegurar que todos possam desfrutar das piscinas em segurança e num ambiente agradável.
As sucessivas ondas de calor e os avisos amarelos, laranjas e vermelhos emitidos para Elvas têm marcado o verão de 2026, com temperaturas muito elevadas a fazerem-se sentir em toda a região. Perante este cenário adverso, a Rádio ELVAS saiu à rua para perceber de que forma os elvenses se protegem do calor e que cuidados adotam no seu dia a dia. Hidratação constante, evitar a exposição solar direta nas horas críticas e procurar locais mais frescos foram as principais estratégias apontadas pela população local para enfrentar as elevadas temperaturas.
Entre os testemunhos recolhidos, os nossos ouvintes reforçam a importância de pequenos hábitos diários para combater o sufoco das ruas. Uma das residentes partilhou a sua rotina para fintar as temperaturas extremas: “Eu e toda a gente deve de ter: beber muita água, hidratar-se, proteger-se do sol com o chapéu, sair de manhã para o fresquinho e na hora do calor dormir a sesta”. Para além disso, há quem recorra a soluções em casa e a momentos de lazer para aliviar o mal-estar. “Na minha casa tenho ar condicionado, mas pronto muita gente também não pode ter, pois há a ventoinha. Também vou à piscina e agora na quinta-feira também fui à praia fluvial e hei de ir agora para o próximo fim de semana”, acrescentou a mesma ouvinte.
A preocupação com os grupos mais vulneráveis, nomeadamente os mais velhos, é outra das notas dominantes entre os cidadãos, que olham para a situação com uma perspetiva global. “Principalmente água, mas principalmente a parte idosa tem que se beber muita água e tem que se ter cuidado porque isto é, acho que a nível geral, em todos os países está a acontecer o mesmo”, alertou um elvense que, por trabalhar no setor da restauração, confessa não ter tempo para ir à praia ou à piscina, mantendo-se “sempre hidratado” no posto de trabalho. Outra elvense resumiu os seus cuidados essenciais: “Beber muita água, nunca sair sem o protetor solar e não sair à rua nas horas de maior calor”, aproveitando ainda para sugerir que a cidade “precisa de mais espaços verdes e mais postos de água onde as pessoas possam aceder”.
O consenso geral foi reforçado por outro ouvinte que resumiu a estratégia partilhada por quase todos: “Basicamente é nas horas de maior calor não andar muito exposto na rua e tentar hidratar o máximo possível”.
A Rede de Rega do Aproveitamento Hidroagrícola do Xévora (AHX) é inaugurada esta terça-feira, 21 de julho, numa cerimónia que decorrerá em Campo Maior e contará com a presença do ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, e do presidente da Câmara Municipal de Campo Maior, Luís Rosinha.
O programa tem início às 10h00, no Centro Cultural de Campo Maior, seguindo-se uma visita ao perímetro de rega do empreendimento. A cerimónia inclui ainda as intervenções protocolares e o descerramento da placa que assinala a conclusão da obra.
Considerado um projeto estruturante para o concelho, o Aproveitamento Hidroagrícola do Xévora abrange uma área de 1.560 hectares e é alimentado pela barragem do Abrilongo, inserida na bacia hidrográfica do rio Guadiana. A nova infraestrutura pretende reforçar a capacidade de regadio da região, promovendo a valorização da atividade agrícola, o desenvolvimento económico e contribuindo para contrariar o despovoamento do território.
A empreitada agora concluída inclui cerca de 44 quilómetros de condutas, 70 hidrantes, 106 bocas de rega e um sistema de distribuição de água sob pressão, concebido para funcionar de forma energeticamente eficiente, recorrendo maioritariamente à gravidade. Numa fase posterior será construída uma estação elevatória, destinada a aumentar a eficiência energética e a segurança do sistema, bem como concretizadas as medidas de compensação ambiental previstas na Declaração de Impacte Ambiental.
O projeto foi reformulado na sequência da emissão da Declaração de Impacte Ambiental Favorável Condicionada, em maio de 2022, compatibilizando as necessidades do regadio com a proteção ambiental e após consulta às autoridades espanholas.
A concretização do empreendimento decorreu por fases. A primeira correspondeu à construção da barragem do Abrilongo, concluída em 2000. A segunda fase, agora finalizada, consistiu na execução da rede de rega, cuja empreitada foi adjudicada em agosto de 2024 e consignada em janeiro de 2025. A terceira fase prevê a construção da estação elevatória e a implementação das restantes medidas ambientais.
A construção da rede de rega representou um investimento de cerca de 19 milhões de euros, financiado pelo PDR2020. A empreitada foi promovida pela Direção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural (DGADR) e executada pela Pragosa, S.A. No total, o financiamento previsto para o Aproveitamento Hidroagrícola do Xévora ascende aos 25 milhões de euros.
Com a entrada em funcionamento da nova infraestrutura, será possível aproveitar plenamente a disponibilidade de água proporcionada pela barragem do Abrilongo, assegurando um abastecimento mais fiável aos agricultores, reforçando a competitividade das explorações agrícolas e promovendo uma gestão mais sustentável dos recursos hídricos no Alto Alentejo.
A conclusão desta infraestrutura permitirá aproveitar plenamente uma origem de água existente desde 2000, assegurando um abastecimento de água fiável aos agricultores, aumentando a competitividade das explorações agrícolas e promovendo uma utilização sustentável dos recursos hídricos. O Aproveitamento Hidroagrícola do Xévora representa, assim, um investimento público estratégico para o desenvolvimento agrícola e socioeconómico do concelho de Campo Maior e de toda a região do Alto Alentejo.