
A falta de preparação das escolas e jardins de infância para lidar com temperaturas extremas está a colocar em risco a saúde, o bem-estar e a aprendizagem de alunos e professores. No programa “Ambiente em FM”, José Janela, da Quercus, alertou para a urgência de adaptar os edifícios escolares e os recreios a uma realidade climática marcada por ondas de calor cada vez mais frequentes e intensas.
As crianças e o corpo docente — um grupo profissional progressivamente mais envelhecido — são particularmente vulneráveis aos efeitos do calor excessivo, que prejudica diretamente a concentração e pode acarretar sérios riscos para a saúde. Como passam muitas horas seguidas no interior dos estabelecimentos de ensino, a ausência de um ambiente devidamente climatizado ou refrescado transforma as salas de aula em espaços de elevado desconforto térmico durante os meses mais quentes.
O problema reside no facto de a maioria das escolas ter sido construída numa época em que estes picos de calor extremo não eram tão comuns. Consequentemente, muitos edifícios sofrem de isolamento térmico deficiente, falta de ventilação adequada e escassez de barreiras contra a radiação solar. O cenário repete-se nos recreios, tipicamente dominados por superfícies de betão e alcatrão que retêm o calor, registando-se uma falta crónica de árvores e espaços verdes capazes de criar sombras naturais e arrefecer o ambiente envolvente.
Tudo para saber sobre o assunto com José Janela, da Quercus. O programa desta semana para ouvir, na íntegra, no podcast abaixo:















