As Festas do Povo de Campo Maior foram distinguidas com o Prémio de Turismo Português, atribuído no âmbito dos XI Prémios Onda Viajera, promovidos pela Rádio Onda Cero Extremadura.
O galardão foi recebido pelo presidente da Câmara Municipal de Campo Maior, Luís Rosinha, numa cerimónia que decorreu em Cáceres, Espanha, no passado dia 24 de setembro.
A distinção reconhece o impacto e a relevância das Festas do Povo enquanto evento de referência turística e cultural, que voltou a transformar Campo Maior num verdadeiro jardim de papel entre os dias 8 e 16 de agosto, depois de uma ausência de 11 anos.
As Festas do Povo, reconhecidas como Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO desde 2021, envolveram este ano centenas de moradores na ornamentação das ruas da vila com flores e motivos em papel, atraindo milhares de visitantes.
A atribuição deste prémio reforça, assim, a projeção das Festas do Povo além-fronteiras e o seu contributo para a promoção turística de Campo Maior e da região do Alentejo.
Estão abertas, até 25 de outubro, as candidaturas à terceira linha de financiamento promovida pelo projeto NOPLANETB, que procura apoiar projetos desenvolvidos por Organizações da Sociedade Civil (OSC) portuguesas em diferentes áreas da sustentabilidade e proteção ambiental.
A iniciativa destina-se a projetos que promovam soluções e práticas nas áreas do ambiente de trabalho verde, gestão sustentável do uso da água, proteção do ambiente marinho, hábitos de consumo sustentável, cidades sustentáveis e mobilidade sustentável.
Os projetos selecionados deverão ser implementados entre janeiro e junho de 2027, tendo uma duração de seis meses. O financiamento máximo previsto para cada projeto é de 8.700 euros.
Cofinanciado pela União Europeia, através do programa DEAR (Development Education and Awareness Raising), o NOPLANETB tem como objetivo reforçar o sentido de corresponsabilidade dos cidadãos da União Europeia perante os desafios ambientais. O projeto procura, através da ação das Organizações da Sociedade Civil e do envolvimento político, incentivar respostas concretas à atual crise ecológica.
As organizações interessadas podem consultar os critérios e condições da candidatura na página do projeto, disponível no site da AMI.
Mais de quatro centenas de pessoas, entre crianças, jovens, adultos e idosos, participaram na quinta-feira, 24 de setembro, no evento #BEACTIVE 2026, realizado no Jardim da Avenida da Liberdade, em Portalegre.
Integrada na Semana Europeia do Desporto Inclusivo, a iniciativa proporcionou uma manhã marcada pela atividade física, convívio e boa disposição, através de diversos jogos, exercícios e dinâmicas de grupo.
A sessão de abertura contou com as intervenções do vereador do Desporto do Município de Portalegre, Manuel Mata, do presidente da CERCI Portalegre, Luís Miguel Cardoso, e da diretora regional do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), Maria Inês Guerreiro, que deram as boas-vindas aos participantes.
Sob o lema “#BEACTIVE é fixe”, o encontro assumiu um caráter intergeracional, reunindo alunos, instituições sociais e grupos seniores num espaço dedicado à prática desportiva e ao convívio entre diferentes gerações.
O principal objetivo da iniciativa foi promover o desporto enquanto espaço de inclusão, participação e convivência comunitária, reforçando a importância da atividade física como ferramenta de aproximação e integração social.
O #BEACTIVE 2026 foi organizado pela CERCI Portalegre, em parceria com a Câmara Municipal de Portalegre, o Instituto Português do Desporto e Juventude e a FENACERCI.
O crescimento migratório e os desafios associados à chegada de novos residentes foram temas abordados pelo presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Novo, Carlos Pinto de Sá, durante a inauguração da nova creche da Santa Casa da Misericórdia de Montemor-o-Novo.
O autarca destacou a importância da migração para responder à diminuição da população ativa e às necessidades de mão de obra, mas considerou que o crescimento populacional tem de ser acompanhado por respostas adequadas, nomeadamente nas áreas da habitação e da integração. “A primeira é, de facto, garantir habitação para que as pessoas possam ser recebidas aqui com dignidade e para que as nossas pessoas, os portugueses, os casais jovens possam aceder a uma habitação digna”, afirmou Carlos Pinto de Sá, considerando esta resposta “fundamental”.
Para o presidente da Câmara, Portugal enfrenta atualmente sobretudo um problema de acesso à habitação e não necessariamente de falta de casas. “Nós não temos um problema de falta de habitação, temos um problema de falta de acesso à habitação”, defendeu, sublinhando que os rendimentos de muitas famílias não permitem fazer face aos atuais valores de arrendamento e compra.
Carlos Pinto de Sá considera que é necessário aumentar a oferta pública de habitação, apontando que esta representa atualmente uma parcela reduzida do parque habitacional português. “Em Portugal, um dos problemas que temos é que as casas públicas, as casas, digamos, de gestão pública, são uma percentagem pequeníssima, cerca de 3%”, referiu.
O autarca estabeleceu ainda uma comparação com outros países europeus, onde a habitação pública assume um peso superior. “Nós temos países, como a Alemanha e outro tipo de países, onde a percentagem de oferta de habitação pública é o dobro, o triplo, o quádruplo daquilo que Portugal tem”, afirmou.
Na sua perspetiva, é necessária uma maior intervenção pública para garantir que a habitação disponível é compatível com os rendimentos das famílias. “Temos que ter uma resposta de habitação que seja compatível com os rendimentos das pessoas. E isso significa que o Estado tem de fazer essa aposta”, defendeu.
O autarca apontou ainda a necessidade de enfrentar as causas dos elevados preços no mercado imobiliário, referindo a existência de “especulação imobiliária” e de interesses ligados, em alguns casos, a investidores presentes nos mercados internacionais.
Integração através da educação
A par da habitação, Carlos Pinto de Sá identifica a integração como uma segunda prioridade para responder ao crescimento migratório. “Segunda questão, a integração e, obviamente, a integração por via do sistema educacional público”, afirmou, defendendo um papel importante da escola na integração das crianças e jovens de diferentes nacionalidades na comunidade.
O autarca considera que este trabalho deve envolver não apenas o sistema público, mas também outras entidades. “Também com a participação dos privados e de outras entidades sem fins lucrativos, que possam naturalmente dar resposta a esta necessidade”, acrescentou.
Carlos Pinto de Sá defende, assim, uma estratégia que combine o reforço da oferta habitacional com políticas de integração, num contexto em que Montemor-o-Novo, à semelhança de outros concelhos do país, tem vindo a sentir os efeitos da imigração e da necessidade de atrair e fixar população.
Para o autarca, a resposta passa por garantir condições de vida dignas tanto para quem chega como para quem já reside no concelho, assegurando habitação, acesso aos serviços e uma integração efetiva na comunidade.
A Feira e Expo São Mateus, em Elvas, chegam ao fim este domingo, 27 de setembro, com um programa dedicado às famílias e muita animação para marcar o último dia do certame.
O Palco São Mateus recebe, a partir das 18h00, dois espetáculos infantis que prometem animar os mais novos: Ovelha Choné e Diva L.O.L Surprise.
A programação prossegue no Palco da Feira, onde, pelas 19h30, terá lugar um baile com João Tocha, encerrando as atividades desta edição da Expo São Mateus.
Depois de vários dias de música, animação, gastronomia, atividades e iniciativas dirigidas a diferentes públicos, o certame despede-se assim com uma tarde pensada para o convívio entre famílias e visitantes.
A última jornada constitui a oportunidade para aproveitar os espaços da Feira e da Expo São Mateus antes do encerramento de mais uma edição do evento maior do concelho de Elvas.
A Assembleia Municipal de Campo Maior reúne em sessão ordinária no próximo dia 30 de setembro (quarta-feira), pelas 18h30, na Casa do Governador, em Ouguela.
Da ordem de trabalhos constam os seguintes assuntos:
“1) – Apreciação das informações do Senhor Presidente da Câmara, acerca da atividade do Município e da situação financeira do mesmo,
2) – Apreciação e votação das atas da sessão ordinária do dia 30/06/2026 e da sessão extraordinária do dia 31/07/2026;
3) – Apreciação da Moção – instalação do campo de tiro no Alto Alentejo, apresentada pelo grupo municipal PPD-PSD/CDS-PP, na Assembleia Municipal de Portalegre – para conhecimento;
4) – Apreciação da informação jurídica, referente ao Acordo de Pagamento para extinção do processo n° 869/15.4T8LSB, que corria termos no Juízo Cível de Lisboa – juízo 17;
5) – Apreciação de votação da aprovação final do Regulamento Municipal de Utilização de Cadeiras de Rodas e Scooters Elétricas no Centro Histórico de Campo Maior;
6) – Aprovação e votação do Processo, referente ao reconhecimento público municipal da doação do terreno onde se situa implantado o Centro de Saúde de Campo Maior;
7) – Apreciação e votação da alteração dos Estatutos da CIMAA – Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo.”
A habitual missa de domingo, às 9h30, não se realiza amanhã no Santuário do Senhor Jesus da Piedade, em Elvas, durante as Festas de São Mateus. Fica também desde já confirmado que, este ano, não haverá a tradicional procissão de regresso dos pendões.
As cerimónias religiosas têm início às 17h00, no Santuário, seguindo-se uma procissão com percurso em volta do recinto. A missa de domingo realiza-se depois, às 18h00.
Informamos assim os ouvintes que habitualmente durante o ano segue a nossa transmissão da missa do Santuário que este domingo não há missa.
Foi assinado, na quinta-feira, 24 de setembro, o Auto de Consignação da empreitada de reabilitação e adaptação para tráfego pedonal da ponte sobre a Ribeira Grande, em Fronteira.
A intervenção, que deverá arrancar já durante o mês de outubro, avança a Câmara Municipal de Fronteira, representa um investimento de 792.171,92 euros e foi adjudicada à empresa Senpapor – Construções e Obras, Lda.
A empreitada pretende devolver à histórica ponte uma nova funcionalidade, mantendo a ligação entre as duas margens da Ribeira Grande, mas adaptando-a às necessidades de circulação pedonal e valorizando o seu enquadramento patrimonial e paisagístico.
O projeto integra-se numa estratégia mais ampla de intervenção no Centro Ecoturístico da Ribeira Grande, que contempla também a requalificação paisagística das duas margens da ribeira. A iniciativa pretende promover a mobilidade sustentável, criar melhores condições para o lazer e reforçar a ligação da população e dos visitantes à natureza e ao património local.
Para além da melhoria das condições de utilização da ponte, a intervenção assume também uma dimensão de valorização patrimonial. A recuperação deste elemento permitirá preservar uma parte da memória coletiva e devolver à população a possibilidade de usufruir de um património classificado, reforçando a sua ligação à identidade e à história do território.
A loiça artesanal voltou a ser, uma vez mais, um dos grandes atrativos da Feira de São Mateus, em Elvas. Entre peças utilitárias e artigos decorativos, os produtores apresentam artigos de fabrico próprio, muitos deles moldados e pintados à mão.
Isabel Santos, natural de Leiria, está este ano pela primeira vez na banca da família. Veio até Elvas para ajudar o irmão e a cunhada, que participam na Feira de São Mateus há cerca de cinco anos.
A loiça é, na sua maioria, produzida numa pequena oficina da família, em Leiria, onde as peças são moldadas e posteriormente pintadas. Isabel explica que o barro vermelho utilizado é proveniente de Barcelos, enquanto a decoração é assegurada pela própria família e por uma colaboradora especializada.
“É fabrico próprio. O meu irmão e a minha cunhada fazem a loiça e pintam. Temos uma pequena fábrica, com fornos e algumas pessoas a trabalhar”, explica Isabel Santos.
Isabel destaca ainda o trabalho de uma das colaboradoras, responsável pelas peças com decoração mais elaborada: “Eles têm uma pintora daquelas de cinco estrelas. Por isso é que é esta decoração. A decoração mais simples são eles que fazem, mas a colaboradora deles é que pinta aquelas peças mais elaboradas”, acrescenta.
A loiça artesanal desperta particularmente a atenção do público espanhol, que continua a visitar o certame elvense.
Aos microfones da Rádio ELVAS, uma visitante de Badajoz elogiou a originalidade e a beleza das peças, garantindo que a loiça é “muito bonita e original”.
Durante a conversa, houve ainda espaço para uma correção bem-humorada. Questionada sobre como se chama a feira, a visitante respondeu inicialmente “Feria de la Loza”, expressão frequentemente utilizada por alguns espanhóis para se referirem ao certame. Perante a observação de que o nome oficial é Feira de São Mateus, a visitante acabou por reconhecer, entre risos, que passaria a chamar-lhe “Feria de San Mateo”.
A troca de palavras evidencia também a forte presença do público espanhol na Feira de São Mateus, que todos os anos atravessa a fronteira para visitar o certame.
Entre peças de uso quotidiano e artigos decorativos, a loiça artesanal mantém, assim, um lugar de destaque na Feira de São Mateus, reunindo produtores de diferentes regiões e atraindo visitantes portugueses e espanhóis.